Mudança para pior…

Desde a eleição de 2014, o então candidato e hoje governador Flávio Dino prega aos quatro cantos uma mudança na administração pública estadual. E a estratégia, até consolidar esse discurso, classificado outrora por Luis Fernando Silva, prefeito eleito de São José de Ribamar, como “de gogó”, foi muito bem definida: primeiro descontruir a imagem de seus adversários; em seguida, já com os “pés” no poder, tentar efetivar políticas públicas de impacto social.

A segunda “meta”, contudo, jamais foi alcançada. Não há nesses primeiros dois anos de gestão qualquer programa de governo implantado pelo comunista que tenha transformado a vida da população maranhense.

Pelo contrário. Aumento de impostos; queda brusca de qualidade no atendimento nas UPAs; desestruturação da rede de Saúde, sobretudo com o fechamento de hospitais de 20 leitos do Programa Saúde é Vida nos municípios; desvalorização da Cultura com Carnaval e São João miúdos; intensificação de obras paliativas em período eleitoral – quem não lembra do Mais Asfalto já sob a análise da Justiça Eleitoral-; perseguição a prefeitos adversários; gastos elevados com jatinhos e helicópteros e festas particulares no Palácio dos Leões (privilégios?).

Flávio Dino, de forma até impressionante, tem conseguido ir de encontro a tudo o que pregou durante a campanha eleitoral. O discurso era de um Maranhão moderno, sem privilégios aos agora poderosos, com escolas estruturadas (e não somente com novo revestimento), hospitais funcionando, servidores e contratados valorizados.

O que se vê é o inverso de tudo o que foi propagado durante a campanha eleitoral de dois anos atrás.

A mudança de Dino chegou.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Seletivo do Governo completa 9 meses sem nenhuma contratação na Saúde

Publicação do professor Patrik Gomes em rede social

Publicação do professor Patrick Gomes em rede social

Classificados no Seletivo da Saúde promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vão cobrar do Executivo na próxima segunda-feira (17), na porta da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSHER), a contratação dos profissionais aprovados.

O seletivo foi iniciado no mês de janeiro deste ano, com a abertura de período para inscrições. As provas foram aplicadas no dia 3 de abril. De lá para cá, não houve contratação.

A Emsher chegou a convocar alguns dos aprovados de São Luís no dia 11 de agosto, por meio de edital [veja aqui]. Foram convocados 44 Enfermeiros, 44 Farmacêuticos, 2 Motoristas de ambulância, 2 Auxiliares administrativos, 10 Auxiliares de serviços gerais, 1 Maqueiro, 71 Técnicos de Enfermagem, 2 Técnicos de laboratório e 3 Técnicos de ortopedia, para a capital.

Ocorre que após convocação, entrega de documentos, realização de exames admissionais, consulta com o médico do trabalho e retenção [até questionável] da carteira de trabalho de todos os convocados, não houve a assinatura de contrato ou lotação em qualquer das unidades de saúde da rede estadual.

A Emsher também não convocou aprovados para uma série de cargos, a exemplo de Enfermeiro de UTI; Administrador Hospitalar; Assistente Social; Fonoaudiólogo; Fisioterapeuta; Bioquímico; Psicólogo, Nutricionista, dentre outros. Apesar disso, gestores de hospitais e de UPAs já solicitaram a contratação de profissionais para a rede estadual.

Faltam recursos ou falta organização?

Outro lado – O secretário de Estado da Saúde, o advogado Carlos Lula afirmou ao blog que todos os candidatos convocados serão admitidos. Ele disse que já foram chamados candidatos de Santa Inês, Imperatriz e São Luís. “Por ora só burocracia mesmo, mas serão admitidos sim”, explicou. O secretário, contudo, não deu previsão para a assinatura de contratos.

Leia também: Governo volta a atrasar salários e médicos podem parar em São Luís

Saiba Mais

Cargos para Nível Superior abertos no seletivo iniciado em janeiro deste ano:

495 vagas para Enfermeiro

35 vagas para Enfermeiro UTI Adulto

35 vagas para Enfermeiro UTI Pediátrica e Neonatal

21 vagas para Administrador Hospitalar

74 vagas para Assistente Social

7 vagas para Bioquímico

3 vagas para Educador Artístico

4 vagas para Educador Físico

44 vagas para Farmacêutico

133 vagas para Fisioterapeuta

6 vagas para Fisioterapeuta de UTI Adulto

40 vagas para Fisioterapeutas de UTI Pediátrica

23 vagas para Fonoaudiólogo

29 vagas para Nutricionista

3 para Pedagogo

30 vagas para Psicólogo

3 para Psicopedagogo

24 vagas para Terapeuta-Ocupacional.

 

Edilázio: “O legado de Flávio Dino é dar continuidade às obras de Roseana”

Edilázio print Facebook

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) cobrou do governador Flávio Dino (PCdoB), o reconhecimento às obras e projetos gigantescos deixados, no Maranhão, pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

Ele citou os hospitais macrorregionais de Pinheiro, Caxias, Imperatriz e Santa Inês – todos construídos e equipados pela gestão anterior, a estação de tratamento de esgotos do bairro Vinhais, e o Programa Viva Maranhão, segundo ele, reduzido ao Mais Asfalto.

Para o parlamentar, o maior legado de Flávio Dino, queira ele reconheça ou não, é a “continuidade das obras do governo Roseana”.

E finaliza, “a história e os fatos não mentem”.

Zeluis Lago quer construir dois novos hospitais em São Luís

Zeluis Lago é sabatinado por Ronaldo Rocha, Marco D'Eça e Daniel Matos / Foto: Biné Morais

Zeluis Lago é sabatinado por Ronaldo Rocha, Marco D’Eça e Daniel Matos / Foto: Biné Morais

O médico Zeluis Lago, candidato a prefeito de São Luís pelo PPL, foi sabatinado na manhã de hoje por O Estado.

Na sabatina, o candidato, que é irmão do ex-governador Jackson Lago, afirmou que pretende construir, caso seja eleito, dois novos hospitais de alta complexidade na capital e investir na mobilidade urbana.

Os dois novos hospitais, segundo o médico, ficariam situados no bairro Areinha e na Avenida Guajajaras, que dá acesso aos bairros da Forquilha, São Cristóvão, Cidade Operária e Tirirical.

“Os dois Socorrões que hoje existem estão defasados, com a capacidade de atendimento esgotada. Precisamos não de um, mas de dois novos hospitais de alta complexidade para atender a demanda não só da capital, mas de todos o estado, como ainda acontece”, disse.

Zeluis Lago foi o quarto entrevistado na Sabatina O Estado, iniciada na segunda-feira. Antes dele, foram sabatinados Rose Sales (PMB), Edivaldo Júnior (PDT) e Eliziane Gama (PPS). O vereador Fábio Câmara (PMDB) será sabatinado amanhã.

A Sabatina O Estado, formato pioneiro nos veículos impressos do Maranhão, é transmitida ao vivo no site oestadoma.com sempre das 10h às 11h. Cada candidato tem uma hora de entrevista para expor as suas propostas e responder a perguntas de leitores e internautas.

Maranhão recebe R$ 79,1 milhões do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde liberou R$ 79,1 milhões para custeio de procedimentos ambulatoriais e hospitalares no estado do Maranhão. O montante é referente ao pagamento de julho dos serviços realizados nos seus municípios. Em todo o país, foram disponibilizados R$ 3 bilhões, sendo que R$ 1,9 bilhão foram repassados aos fundos municipais de saúde. Outros R$ 1,1 bilhão foram pagos aos 26 fundos estaduais e do Distrito Federal. Para o Maranhão, R$ 29 milhões destinaram-se ao Fundo Estadual e R$ 50 milhões aos fundos municipais.

A liberação demonstra o empenho do governo federal em garantir a regularidade dos pagamentos dos procedimentos realizados em todo o país. “Os gestores contam com a contrapartida financeira do Ministério da Saúde para manter e expandir os atendimentos oferecidos nas suas redes do SUS. Nosso compromisso vem sendo a recomposição do orçamento da Saúde, para que o serviço seja ampliado e mais qualificado”, afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Os recursos transferidos no dia 8 de julho fazem parte do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC), principal rubrica para o custeio de procedimentos ambulatoriais e hospitalares nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecidos à população, como consultas, exames, internações e cirurgias. É importante ressaltar que esses procedimentos podem e devem ser realizados com esses recursos, repassados pelo Ministério da Saúde de forma regular e automática aos seus gestores. Os estados e municípios também podem empregar recursos próprios para complementação financeira desses procedimentos, assim como as entidades gestoras dos serviços.

A divisão dos recursos de média e alta complexidade considera uma série de condições, entre elas a oferta de serviços do SUS, a habilitação/credenciamento das Redes de Atenção à Saúde, reajuste e inclusão de procedimentos, ações, programas e incentivos implementados pelo Governo Federal. Considera-se, também, o aumento da expectativa de vida da população, o que acarreta a necessidade de oferta de atendimentos, especialmente aos idosos, principalmente no tratamento de doenças crônico-degenerativas, e a Programação Pactuada e Integrada, conforme definição dos gestores do Estado e Municípios.

Ministério da Saúde

E a saúde…

Flávio Dino é governador do Maranhão

Flávio Dino é governador do Maranhão

Enquanto o governo Flavio Dino dedica tempo e dinheiro à tentativa de desqualificar o Programa Saúde é Vida, implantado na gestão passada, a população sofre com a queda significativa na qualidade da Saúde Pública estadual.

Mesmo com recursos assegurados no BNDES, o governo decidiu rever processos e, consequentemente, paralisar as obras de hospitais importantes, que mudariam a realidade do atendimento público em municípios como São Mateus, Pedreiras, Carolina, Lago da Pedra, Vitória do Mearim e Chapadinha.

Em nota, o governo chegou a afirmar que o BNDES enviou equipe técnica para vistoriar os hospitais e em todas “foram detectadas irregularidades nos projetos”. E que, “diante disso, o BNDES paralisou os repasses ao Governo do Estado até que todas as conformidades legais fossem cumpridas”.

O Estado ouviu o BNDES, que desmentiu essa afirmação. A direção do banco atribuiu ao governo Flavio Dino total responsabilidade pela suspensão das obras. Em nota, informou que a suspensão temporária (de recursos) ocorreu diante da necessidade do governo estadual de “adequação a procedimentos internos no processo de aprovação de projetos especiais”.

Além de paralisar obras, o governo suspendeu repasses que garantiam o funcionamento pleno de hospitais inaugurados no governo passado. O corte nos recursos provocou pane em unidades fundamentais ao atendimento de regiões populosas do estado, a exemplo do que aconteceu com o Hospital de Bernardo do Mearim, que fechou as portas no início do ano.

Sem alternativa, a população passou a buscar atendimento em cidades próximas, sobrecarregando ainda mais a Saúde nesses municípios.

O caso das UPAs na capital é outro exemplo de retrocesso. A qualidade do serviço despencou se comparado ao que se tinha antes. O que anteriormente era motivo de elogios da população ­ inclusive de pacientes com plano de saúde e a opção de buscarem atendimento na rede particular ­, hoje é alvo de muita reclamação.

E assim caminha, ou melhor, se arrasta a Saúde no Maranhão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Médicos dos Socorrões ameaçam parar as atividades

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Médicos contratados que atendem nos hospitais Djalma Marques (Socorrão I) e Dr. Clementino Moura (Socorrão II) denunciam irregularidades nos contratos de prestação de serviços dos profissionais das duas unidades de urgência e emergência.

Entre as reclamações, estão o atraso no pagamento de salários e corte em mais de 50% nos vencimentos de alguns plantonistas. A situação mais crítica ocorre no Socorrão II, cujo quadro de profissionais é composto em 70% por médicos contratados, que ameaçam entregar os contratos e parar as atividades caso a situação não seja solucionada.

Os salários atrasados correspondem ao vencimento do mês de fevereiro. De acordo com o médico Érico Cantanhede, presidente da Associação dos Médicos dos Socorrões (AMESS) e ex-­diretor do Socorrão I, alguns dos médicos contratados chegaram a receber o pagamento no sábado, dia 7, mas a surpresa veio quando viram que os salários haviam sido reduzidos. Além disso, a maioria dos médicos sequer chegou a receber o pagamento.

“Existem nos Socorrões duas situações de médicos, aqueles que são concursados e os contratados. Os médicos concursados receberam normalmente, mas os médicos contratados foram prejudicados pela Secretaria Municipal de Saúde [Semus], junto com a direção do Socorrão, que de uma forma irresponsável cortou o salário da maioria desses profissionais. Alguns colegas tiveram um corte de R$ 3 mil, outros de R$ 8 mil, e maioria ainda não recebeu. Houve uma discrepância muito grande e estamos revoltados”, afirmou.

Por causa desse corte e também da falta do pagamento, alguns médicos deixaram de ir para os plantões este mês, mas foram convencidos pela AMESS a continuarem com os atendimentos nos plantões para que a população não fosse prejudicada.

“Alguns médicos, muito revoltados, disseram que iriam parar os atendimentos nos Socorrões, o que realmente aconteceu em alguns plantões. Alguns plantonistas não foram, mas não houve prejuízo para a população, pois conversamos com eles e conseguimos mudar essa situação”, disse o médico e presidente da AMESS.

Em nota a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os salários dos profissionais que têm contratos temporários referentes ao mês de fevereiro já foram pagos e que a remuneração recebida foi calculada de acordo com a carga horária trabalhada no referido mês.

Será deboche?

Roberto Rocha e a revolução na Saúde

Roberto Rocha e a revolução na Saúde

“O Maranhão precisa retomar a construção de hospitais regionalizados, como fez Jackson Lago, com a construção em Presidente Dutra, que atendia aquela região do Centro do Maranhão. Além disso, firmar parceria com os municípios para que possam desenvolver a atenção básica com qualidade”.

Tais declarações não são de um político de oposição na década passada nem de um comentarista desavisado e mal informado da cena maranhense. Elas saíram da boca do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, pré-candidato a senador pelo PSB, e foram pronunciadas nesta semana numa reunião de pré-campanha com médicos em São Luís.

Alguns dos poucos presentes ficaram em dúvida, sem saber se o vice-prefeito e pré-candidato a senador estava falando sério mesmo ou fazendo uma brincadeirinha para descontrair o ambiente.

Se falou sério, Roberto Rocha fez papel de bobo ao “ignorar” que está em curso no Maranhão o que proporcionalmente é o maior programa de saúde do país. Para lembrar: o Governo do Estado já inaugurou 38 hospitais de 20 e 50 leitos e nesta semana anunciou a inauguração de mais 18 até o dia 5 de julho, totalizando 56. A isso se somam 10 UPAs e o hospital regional de Coroatá, a construção em andamento acelerado de quatro grandes hospitais regionais – Imperatriz, Santa Inês, Pinheiro e Caxias -, com 150 leitos cada um e preparados para atender a casos de alta complexidade.

A isso se somam a reforma e ampliação do Carlos Macieira, do Hospital Geral e do Pan Diamante, que hoje têm padrão muito elevado. Já são 1.170 novos leitos, e a partir de julho serão 1.530 novos leitos hospitalares espalhados em todas as regiões do estado. Ao revelar o projeto de “firmar parcerias com municípios”, o vice-prefeito de São Luís mostra mais uma vez que está brincando ou debochando, porque o Maranhão todo sabe que os hospitais inaugurados e por inaugurar são entregues a prefeituras em parceria.

O curioso é que Roberto Rocha não falou da “revolução” que ele prometeu na saúde de São Luís na campanha de 2012.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roseana Sarney entrega mais 4 hospitais do Programa Saúde é Vida

Sobe para 47 as unidades já entregues

Sobe para 47 as unidades já entregues

Mais quatro unidades do Programa Saúde é Vida serão inauguradas nesta semana pela governadora Roseana Sarney e pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad. Desta vez, os beneficiados são os municípios de Zé Doca, Araguanã, Palmeirândia e Apicum-Açu, cidades onde a população passará a contar com hospitais de 20 leitos construídos e equipados pelo Governo do Estado.

Os hospitais de Araguanã e Zé Doca serão entregues à população hoje, e os de Palmeirândia e Apicum-Açu vão ser inaugurados amanhã. “Continuamos levando mais saúde para a população, com atendimento de qualidade, garantindo mais tranquilidade para as famílias maranhenses”, afirmou a governadora Roseana Sarney.

Com estes, sobe para 30 o número de unidades de 20 leitos já inauguradas, que somam-se aos sete hospitais gerais de 50 leitos e 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) construídos pelo Programa Saúde é Vida e que estão atendendo os usuários do Sistema Único de Saúde em todo o Maranhão. Ao todo, já são 47 unidades entregues pelo Saúde é Vida em todas as regiões do estado.

Estrutura – Cada uma das unidades já inauguradas dispõe de Serviço de Pronto Atendimento (SPA), centro de parto e cirúrgico, 20 leitos de internação clínica, exames de raio-X e laboratoriais, farmácia e demais setores administrativos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também repassa mensalmente aos municípios R$ 60 mil para que a Prefeitura possa garantir atendimento 24 horas.

“Continuamos trabalhando para colocar em funcionamento todas as obras do Programa Saúde é Vida e assegurar que a população maranhense tenha facilitado o acesso a serviços públicos de saúde de qualidade. Este é o maior programa de investimentos em saúde pública já visto em todo o Brasil”, destaca o secretário Ricardo Murad.

De O Estado