Hospital Aldenora Bello diz que Governo vai liberar verba

Gilberto Léda – O Hospital do Câncer Aldenora Bello emitiu uma nota há pouco para anunciar que o Governo do Estado aceitou liberar recursos do Fundo Estadual de Combate ao Câncer para ajudar a manter os serviços da unidade em funcionamento.

Proposta igual havia sido sugerida pelo deputado estadual Eduardo Braide.

Com o reforço dos recursos do fundo, a Fundação Antonio Dino, mantenedora do hospital, deve conseguir evitar o fechamento do Serviço de Pronto Atendimento (SPA), do Atendimento Domiciliar e do Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos, que estava previsto para ocorrer no dia 12 de agosto.

Abaixo, o comunicado oficial da entidade sobre o caso.

A Fundação Antonio Dino, mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello, vem informar à sociedade que nosso Hospital NÃO VAI FECHAR. A direção informou a Secretaria Municipal de Saúde, em 13 de julho, a difícil decisão de suspender as atividades apenas do S.P.A (Serviço de Pronto Atendimento Oncológico), atendimento domiciliar, tratamento da dor e cuidados paliativos, a partir do dia 12 de agosto de 2018, por prazo indeterminado, são serviços iniciados em 2008, com financiamento insuficientes pelo SUS.

Felizmente desde o primeiro momento fomos procurados pelo Governo do Maranhão para evitar a paralisação destes serviços diante do grave quadro financeiro que atingiu a entidade. A proposta inicial do Governo foi destinar os recursos do Fundo Estadual de Combate ao Câncer à Fundação, o que garantiria a continuidade do atendimento à toda sociedade. Todavia, há procedimentos burocráticos necessários à destinação dos recursos, mesmo porque tal dinheiro é gerido por um conselho com representantes de diversas entidades, não apenas por membros do Governo.

A Fundação destaca, ainda, a parceria com o Governo do Maranhão, desde 2015, que permitiu a destinação de repasses financeiros e compra de novos equipamentos, fundamentais à assistência aos nossos pacientes.

São Luís (MA), 19 de Julho de 2019
ANTONIO DINO TAVARES
Vice-Presidente da Fundação Antonio Dino

Andrea Murad aponta ‘caos’ no Hospital Carlos Macieira

A deputada Andrea Murad (MDB) usou a tribuna na manhã de hoje (12) irregularidades no Hospital Carlos Macieira.

A parlamentar relatou falta de medicamentos essenciais para a vida de pacientes na unidade, desfalque de profissionais – o que forçou a direção do hospital implantar escalas extras, não pagas desde o ano passado -, e atraso nos salários dos servidores.

Para Andrea, o cenário é de um verdadeiro caos em um dos principais hospitais públicos do Maranhão.

“No HCM, para suprirem o desfalque de funcionários, criaram escalas extras, e desde outubro de 2017 não são pagas, ou seja, enfermeiros, técnicos, demais profissionais que se submetem às escalas extras não estão recebendo mal o salário, quanto mais as horas extras efetuadas. Sem contar os vigilantes da unidade que estão há meses sem receber seus salários. O mais grave é o péssimo tratamento que estão dando aos pacientes, muitos sem os medicamentos adequados para saírem vivos da unidade. Não tem antibiótico, não tem Heparina, essencial para quem corre risco de trombose. Há um mês não tem o medicamento. Não tem Dobutamina, medicamento imprescindível para pacientes na UTI do Carlos Macieira. Meu Deus. Um hospital dessa magnitude, nessas condições, faltando medicamentos essenciais para a vida de pacientes, é inaceitável”, relatou.

A parlamentar afirmou ainda que o Governo busca um certificado de qualidade do hospital junto à Organização Nacional de Acreditação em meio às irregularidades.

“Caos total na unidade. Em uma UTI com 12 pacientes ficam apenas 3 técnicos de enfermagem sem saber como dar a atenção. O ideal seria um técnico para cada 2 pacientes. Estão sobrecarregadas ao dobro. Tem setor lá que é 1 enfermeira e 4 técnicos de enfermagem para uma ala com 47 pacientes. É de enlouquecer qualquer profissional e ainda pôr em risco a vida do paciente porque não se oferece o mínimo de condições para um tratamento adequado. Me relataram aumento de óbitos e quadros graves de infecção hospitalar. E pasmem, tudo isso acontecendo e o governador Flávio Dino e o secretário Calos Lula loucos pra receber o certificado de excelência pela Organização Nacional de Acreditação, a ONA. O HCM está um caos, está sem enfermeiros, está sem técnicos, vigilantes sem receber salário, a estrutura toda sem receber salários, médicos revoltados sem receber e ele preocupado em receber certificado de excelência. Ele deveria procurar é ter vergonha na cara. Só não vou trata-lo como ele merece porque já tem deputados da base aliada que já tratam ele da forma como merece ser tratado”, finalizou.

Hospital de Traumatologia estava previsto na ampliação do HCM

A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) revelou, na Assembleia Legislativa, que a instalação de um Hospital de Traumatologia do Estado já estava previsto na ampliação do Hospital Carlos Macieira (HCM).

Em discurso na sessão de ontem (15) na Assembleia Legislativa, ela apresentou o contrato entre o Executivo e a Clínica Eldorado e revelou que o Governo optou por alugar um novo espaço ao invés de instalar a especialidade no Macieira.

“Foi deixada no Hospital Dr. Carlos Macieira uma obra de ampliação em andamento, que já era para ter sido inaugurada, onde todo o projeto feito já iria atender a ortopedia e traumatologia. Serviço que ia sair do Hospital Geral e iria para o Carlos Macieira, só que o governador Flávio Dino resolveu mudar o objeto do contrato de ampliação do hospital e, simplesmente, coloca a traumatologia e ortopedia numa clínica velha, acabada lá no Turu. Mais escandaloso ainda é que a assessora jurídica da SES é filha de uma das proprietárias da clínica e irmã de uma juíza, que também é proprietária da clínica, e o governo achando tudo natural”, discursou.

Eduardo Braide reafirma parceria em visita ao Hospital Aldenora Bello

braide-aldenora-belloO candidato a prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PMN), visitou na manhã desta sexta-feira (9), o Hospital Aldenora Bello, referência em tratamento oncológico no estado. Acompanhado da esposa, a médica Graziela Braide, o candidato foi recebido pela diretoria da instituição e entregou seu Plano de Governo, que logo no primeiro item, consta o hospital como integrante do Programa Parceiros da Saúde.

“Vou realizar nos primeiros meses de gestão parceria com o Hospital Aldenora Bello, Apae, Santa Casa, além de outras entidades que complementam o atendimento no sistema público de Saúde com qualidade”, explicou.

Eduardo Braide conversou com pacientes e acompanhantes que utilizam diariamente os serviços do hospital e ouviu de todos a importância da instituição. Alcioneide Santos Leite foi uma delas. Acompanhando a irmã que faz tratamento há 12 anos no Hospital Aldenora Bello, a costureira – residente no bairro do Santo Antônio – aproveitou a conversa para pedir por seu bairro.

“Eu moro no bairro do Santo Antônio e lá não tem uma pracinha para se fazer caminhada. O mercado está horrível e o único posto de saúde que existe, está em reforma”, lamentou.

braide-aldenora-2Eduardo Braide, que realizou visita recente ao bairro, falou que enquanto não houver uma gestão planejada, problemas como esse vão ser recorrentes e que por isso, o seu Plano de Governo, com projetos coerentes, está pronto para ser colocado em prática.

“Como gestor me recuso a dizer que vou construir um grande hospital, sem ter recursos para isso, sendo que esse aqui, atende menos pessoas que poderia, só por causa da falta de apoio do poder público”, ressaltou.

O Hospital Aldenora Bello, realiza 260 mil procedimentos por ano, desde consultas, internações, quimioterapia e radioterapia. No Maranhão, existem em 7.100 diagnósticos de câncer por ano, 3.400 tratados no Aldenora Belo. O restante ou vai para outro estado ou acaba sem atendimento.

Desde que foi eleito deputado estadual, Eduardo Braide tem utilizado suas emendas parlamentares para a aquisição de equipamentos utilizados para o tratamento das pessoas com câncer. Este ano, a emenda enviada por ele será utilizada para a compra dos equipamentos necessários para a ativação da UTI pediátrica.

“Eu sei bem a importância desse hospital para a vida do meu filho, somos do interior, Pio XII, e meu filho está mais perto da cura, graças a este hospital aqui”, contou Isabel de Sousa Gomes que acompanha o filho, Luís Otávio, de 5 anos, diagnosticado com leucemia linfática.

Eduardo Braide fez questão de destacar que a visita ao Hospital Aldenora Bello reforça o seu compromisso de trabalhar pela saúde de São Luís. “Através das minhas emendas parlamentares, por exemplo, já doei para cá aparelhos importantes como mamógrafo, micrótomo, criostatos, microscópio cirúrgico e óptico. Este ano, será entregue o mamótomo, um aparelho moderno e menos invasivo para o exame das mulheres. Além disso, destinei uma emenda no valor de R$ 700 mil para implantar a UTI pediátrica do hospital. Nossa gente precisa de cuidado, respeito, de atenção. Quem está aqui em busca de tratamento não pode esperar”, finalizou.

Coren atesta a necessidade de contratação de enfermeiros para hospital em SL

Fiscais do Coren em atividade na unidade de saúde Socorrão II, em São Luís

Fiscais do Coren em atividade na unidade de saúde Socorrão II, em São Luís / Divulgação

O Estado – Des­de o dia 25, o Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) está fiscalizan­do o exercício da profissão em instituições de saúde de São Luís. O Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II) foi uma das instituições fiscalizadas ontem. No local, fiscais identificaram a necessida­de de mais profissionais atuando na assistência de enfermagem.

A operação está sendo realiza­da em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em atendimento a uma solicitação do Ministério Público do Maranhão (MP), por meio da Promo­toria de Defesa da Saúde, que instaurou inquérito civil para apurar as condições de funcionamento das instituições de saúde da capital.

A fiscalização deste ano tem como objetivo principal verificar o dimensionamento de pessoal de enfermagem nesses hospitais, ou seja, verificar se o quantitativo de profissionais é adequado à prestação de serviços, garantindo assim a qualidade e segurança da assistência em saúde. Durante as ações também são verificados outros pontos, como a oferta de equipamentos de proteção individual.

Operação
Durante a ação ao Socorrão II, na manhã de ontem, os fiscais visitaram todos os setores da unidade para avaliar as condições em que estão atuando enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. De acordo com eles, em diversos setores foi detectada a necessidade de mais profissionais atuan­do para garantir a qualidade na assistência e evitar uma sobrecarga de trabalho.

O dimensionamento fixa e estabelece parâmetros para determinar a proporção entre o quadro de profissionais de enfermagem e as unidades assistenciais. Quando não há uma proporção adequada, ficam vulneráveis a assistência ofertada e os próprios trabalhadores.

Algumas situações também agravam o quadro. Foi detectada uma alta taxa de absenteísmo (faltas de profissionais por variadas situações), e foram várias as reclamações de que o hospital recebe uma grande quantidade de pacientes de municípios do interior todos os dias, sem condições para isso, e o resultado pode ser visto nos corredores que ficam lotados de macas. Além de atender os pacientes dos setores, é preciso ainda prestar assistência nos corredores.

Além da questão do dimensionamento, também foi detectada a ausência de identificação dos registros dos procedimentos de enfermagem e da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).

Todas as irregularidades identificadas nas instituições serão notificadas às suas direções para regularização em prazos determinados pelo Coren-MA. Além disso, as informações solicitadas serão encaminhadas ao Ministério Público. No total, 25 unidades de saúde devem ser fiscalizadas até o fim da semana.

O Estado entrou em contato com a Prefeitura de São Luís para obter informações sobre o quadro de profissionais do Socorrão II, mas não obteve retorno, até o fechamento da edição impressa.

SAIBA MAIS

Um total de 10 profissionais de diversos estados está atuando no quadro de fiscais do Coren-MA para verificar as instituições de saúde. Uma parceria semelhante aconteceu em 2015, quando Cofen e Coren-MA realizaram uma operação de fiscalização de hospitais também em São Luís. Com base nessa primeira experiência de parceria, o Conselho Federal de Enfermagem propôs a criação da Força Nacional de Fiscalização ainda no ano passado.

Instituições já fiscalizadas
Hospital Socorrão I e II
Hospital Guarás
Hospital do servidor
Hospital Aldenora Bello
USF Jardim São Cristóvão
Hospital Presidente Vargas
Hospital Aquiles Lisboa
Procardio
UPA Cidade Operária
Hospital da Criança
UPA Parque Vitória

Reportagem de Gisele Carvalho

Maranhenses em busca de tratamento de saúde no Ceará são rejeitados

Hospital do CearáO Estado – Pacientes do Maranhão que necessitam de tratamento especializado em cardiologia e pneumologia precisam se deslocar para unidades de saúde de outros estados. Uma das unidades procuradas é o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), no Ceará. No entanto, por causa do corte de recursos, o hospital não está mais recebendo pacientes de outros estados e os maranhenses acabam retornando para casa sem o atendimento.

O Hospital de Messejana é uma unidade terciária especializada no diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e pulmonares. A unidade de saúde é referência no transplante cardíaco de adultos e crianças e pioneiro no Nordeste em implante de coração artificial, dispositivo de assistência ventricular usado como suporte circulatório em pacientes da lista de espera para transplante. Desde junho de 2011, tornou-se o primeiro hospital de Norte e Nordeste a realizar transplante pulmonar.

A unidade é procurada por pacientes de diversos estados, a exemplo do Maranhão, Piauí e Alagoas. Entretanto, o Hospital de Messejana não está recebendo crianças de outros estados há uma semana por causa dos cortes nos recursos destinados à unidade. Só este ano, foram, em média, dois transplantes por mês.

Despesas – A direção do hospital informou que está cortando despesas e que só vai atender pacientes de fora depois de março do ano que vem. Isso compromete o atendimento a recém-nascidos com doenças cardíacas graves e pacientes do Maranhão, Piauí e Alagoas pois os três estados não têm unidades de saúde que prestem esse tipo de atendimento.

O Estado procurou a Secretaria de Estado da Saúde do Ceará para saber quantos maranhenses buscaram atendimento na unidade este ano, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. A Secretaria de Saúde do Ceará informou apenas que a prioridade é atender os pacientes do próprio estado.

TFD – Já a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) informou que o tratamento cardiológico realizado fora do Maranhão é feito por meio do TFD (Tratamento Fora do Domicílio (TFD) somente em situações específicas para intervenções cirúrgicas de doenças raras e complexas, ofertadas em poucos centros de referência no país, sobretudo em São Paulo (SP) e Fortaleza (CE).

A SES informou ainda que está monitorando possíveis casos de pacientes maranhenses que precisem realizar cirurgias no Ceará e deslocando esses pacientes, por meio do TFD, para outras unidades especializadas de referência cardiológica no país.

Deputada reafirma denúncia de fechamento de 11 leitos de UTI no Hospital Carlos Macieira

andrea murad 2A deputada Andrea Murad (PMDB) voltou a cobrar explicações do governo sobre o fechamento de 11 leitos de UTIs no Hospital Carlos Macieira, situado em São Luís. A parlamentar vai acionar nos próximos dias o ministério público e pretende visitar a unidade de alta complexidade.

“Quero saber se a base governista já tem respostas a dar sobre os 11 leitos de UTIs desativados no Hospital Carlos Macieira. Três deles desativados para os médicos terem onde repousar. E oito deles desativados para baixar os custos. É matando pessoas que baixam os custos?UTI é coisa seria! Na UTI, a pessoa está entre a vida e a morte. Que governo é esse? Que Secretário é esse? Que vergonha é essa?”, afirmou Andrea Murad.

A parlamentar tem convidado vários deputados para acompanhá-la no hospital, disse ainda que acabar com UTIs é provocar a morte de pacientes que estão na fila aguardando um leito e pediu que deputados se unam para cobrar a reativação dos leitos.

“Nós deputados devemos realmente nos unir em relação à saúde, porque quando querem se unir por uma coisa que é de seu interesse aí todo mundo se une. E eu quero saber. Eu estou aqui há 10 meses falando desta imoralidade que está acontecendo na saúde do Estado e ninguém se movimenta para fazer absolutamente nada ou intervir junto ao governador para ele parar de ficar maltratando a população. Porque o que ele está fazendo com o povo é maltratar e simplesmente agora está matando as pessoas”, disse.

Comissão de Saúde da Assembleia vai vistoriar hospital em Imperatriz

Wellington do Curso fez denúncia sobre hospital

Wellington do Curso fez denúncia sobre hospital

Atendendo a solicitação do deputado Wellington do Curso(PPS), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realizará visita de inspeção no Hospital Municipal de Imperatriz. 
A  inspeção, solicitada no requerimento 466/2015, deve-se ao estado de precariedade e desumanidade  que o deputado Wellington constatou, no último dia 28, ao fazer uma visita surpresa ao hospital.

De acordo com o parlamentar, a visita da Comissão de Saúde será de suma importância, tendo assim por principal objetivo averiguar as problemáticas enfrentadas e, então, propor mecanismos que atenuem  o descaso para com a saúde pública.

“Após a visita, no dia 28, ao Hospital de Imperatriz, tive  a comprovação de que a nossa saúde ainda está na ‘UTI’.  Pude constatar o caos na saúde pública: um hospital que tem a superlotação não apenas de pessoas, mas também de insetos, como foi o caso das baratas que ali eu pude encontrar. Voltei de Imperatriz estarrecido e com a imagem de inúmeras pessoas atendidas nos corredores (macas nos corredores), pacientes tomando soro nos corredores e segurando as bolsas de soro na mão, além de baratas por todos os lados e outras mazelas que ferem a dignidade humana, o que me fez solicitar a inspeção da Comissão de Saúde. Ressalto aqui não a mera visita ou constatação de precariedades, mas a possibilidade que temos de zelar por aquilo que é direito de todos e dever do estado: a Saúde”, ressaltou o parlamentar.

Ascom

Wellington embarca para Alcântara e consegue por fim em manifestação

Wellington conversa com manifestantes em praça pública na cidade de Alcântara

Wellington conversa com manifestantes em praça pública na cidade de Alcântara

Após a sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira (6), o deputado estadual Wellington do Curso (PPS) e um grupo de assessores partiram de São Luís à Alcântara para se solidarizar e dar apoio à população que estava realizando protestos desde o dia 31 de julho devido à falta de estrutura na saúde pública do município.

Ao chegar a Alcântara, o deputado encontrou um clima tenso, marcado pela revolta e insatisfação que permeavam os manifestantes que se encontravam na Praça da Matriz, após tumultos em frente à Prefeitura, Câmara Municipal e Fórum da cidade. As manifestações iniciaram desde a última sexta-feira (31), após a morte da jovem gestante Naires Rodrigues, de 19 anos, e seu bebê, que no último dia 30 não resistiram, segundo os manifestantes, devido ao descaso da saúde do município.

A população alega que houve negligência por parte do hospital e reclama do número insuficiente de médicos e de hospitais de qualidade na cidade.

Wellington conversou com os manifestantes e atendeu algumas das demandas, dentre elas a liberação da professora Teresa França, conhecida como “Teca”, que havia sido detida por policiais militares durante o ponto alto das manifestações. Durante as negociações, a população acatou o pedido do parlamentar para que desfizessem as manifestações e se reunissem em uma audiência pública sob sua responsabilidade, na próxima terça-feira (11), com início às 14h, no auditório do IFMA- Campus Alcântara, a fim de discutir as problemáticas apontadas e encontrar soluções que atendam a população do município.

“Tenho acompanhado as manifestações em Alcântara desde o início. Apresentei na Assembleia, assim que soube da morte da jovem Naires, um requerimento solicitando esclarecimentos à Secretaria Municipal sobre tal fato. No entanto, o povo clamava por uma voz e eu não poderia negar isso. Por isso, fui à Alcântara, intermediei as reivindicações e, graças a Deus, voltei com a sensação de missão cumprida. Ressalto a importância da visita ao ir falar com os manifestantes, pois só assim tomamos pleno conhecimento de todas as reivindicações. Empenho a minha palavra com cada cidadão e firmo meu compromisso em defesa do povo maranhense”, declarou o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

PCdoB apresenta lista de indicados para hospital do Estado, denuncia Murad

listaoO ex-deputado estadual Ricardo Murad (PMDB) denunciou ontem em seu perfil em rede social a organização do PCdoB na busca por loteamento de cargos no Governo do Estado.

Murad publicou uma lista com nomes de pessoas indicadas pelo partido – todas provavelmente filiadas à sigla -, para ocuparem diversos cargos no Hospital Geral de Peritoró.

 “Vergonha. Saúde violentada. Emprego nos hospitais só para quem entrar na lista do PCdoB. Olhem a esculhambação em que se transformou o governo Flávio Dino”, disse Ricardo Murad.

No twitter, o secretário de Articulação Política, Marcio Jerry (PCdoB), tentou justificar: “O gov Flávio Dino foi e continua sendo organizado ouvindo a sociedade, os militantes sociais, os partidos poíticos, enfim, democraticamente [sic]”.

Então tá…