Desprezo e humilhação

O governador comunista Flávio Dino mostra, a cada movimentação ou discurso político, um distanciamento cada vez maior do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), atual deputado federal que sonha ser o seu candidato a senador.

As declarações de Dino sobre o assunto – ele já escolheu o também deputado Weverton Rocha (PDT) para a primeira vaga – mostram que Tavares não é, nem de longe, o preferido para a segunda vaga.

A postura de desprezo de Dino em relação ao ex-governador – que foi o responsável pela inserção do comunista na vida pública, ao bancar sua eleição a deputado federal em 2006 – chega a ser até humilhante.

Na lista de candidatos de Dino há outros dois deputados federais postulantes à vaga de senador: Eliziane Gama (PPS) e Waldir Maranhão (Avante).

Em condições normais de gratidão e articulação, natural que o governador já tivesse se posicionado favorável ao seu padrinho, com maior cabedal eleitoral do que os dois. Mas Dino prefere silenciar, alimentando o sonho de todos, num processo de humilhação que nem o maior inimigo do governador mereceria.

Diante do desprezo de Flávio Dino, José Reinaldo apelou para o DEM, que chegou a trazer seu presidente nacional, Rodrigo Maia, para dizer ao governador que a legenda só coligaria com o PCdoB com a condição de ter Tavares – que ainda continua no PSB – na chapa senatorial.

Mesmo diante da pressão do DEM o comunista manteve-se calado em relação à vaga. Mas, sem ter para onde ir, José Reinaldo prefere manter-se à espera de uma decisão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Humilhado, PDT será apenas mais um na coligação de Dino

Cúpula do PDT reunida

Cúpula do PDT reunida

Reduzido à postura de um partido político pequeno ou sem qualquer representatividade político/histórica, o PDT maranhense, que fundado e comandado pelo ex-governador Jackson Lago, recuou e parece já ter definido ficar mesmo na coligação do comunista Flávio Dino (PCdoB). Traído, o partido havia indicado o empresário Marcio Honaiser para ser o vice de Dino, espaço prometido ainda em 2012 à legenda, que foi sumariamente substituído pelo PSDB na chapa. Agora, recolhe-se a uma insignificância e baixa a guarda, apenas por interesses pessoais de alguns de seus líderes, para permanecer onde está, sem espaço, sem valor e sem sequer ser respeitado. Esse é o PDT pós Jackson.