O Maranhão não pode parar, Flávio Dino…

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Fracasso.

Essa palavra define a atuação do governador Flávio Dino (PCdoB) em Brasília, em favor da presidente Dilma Rousseff (PT).

Dino abandonou as suas ações de governo no Maranhão, para “lutar” contra a aprovação do processo de impeachment na Câmara Federal.

Articulou junto à bancada maranhense, mas não obteve êxito. Somente Waldir Maranhão (PP) mudou de voto a “pedido” de Dino, e se posicionou, em cima da hora, contra o impedimento presidencial.

Dino, que já acusou de golpistas aqueles que articularam o impeachment de Dilma, terá de conviver, daqui a alguns meses, com um novo Governo Federal. Terá na presidência da República, Michel Temer (PMDB).

Precisa agora retornar ao trabalho. Planejar ações de governo. Pensar um Maranhão daqui para frente. Até porque a batalha no Senado, não há dúvida, já está perdida.

Dilma irá cair.

E Flávio Dino terá de agir em prol do Maranhão. O discurso de golpe, não caberá mais. O futuro do Maranhão está em jogo. E Flávio Dino precisa compreender isso, e retornar ao trabalho para o qual foi eleito.

Senado recebe hoje o processo de impeachment de Dilma

O presidente da Câmara Federa, deputado Eduardo Cunha (PMDB), afirmou que encaminhará ainda hoje para o Senado da República, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que foi aprovado ontem pela Casa.

A abertura do processo foi aprovada por um placar de 367 votos a favor e 137 contra. Houve sete abstenções e duas ausências.

“Quanto mais tempo se levar para decidir no Senado, a situação vai piorar, porque o governo sequer tem ministérios. Os ministérios foram demitidos, alguns para votar, outros saíram porque não queriam fazer mais parte da sua base política. A máquina vai parar a partir de amanhã. Então, o Brasil vai parar a partir de amanhã”, disse Cunha no Salão Verde da Câmara.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), é quem conduzirá o processo até o dia da votação. No pleito, que decidirá o futuro de Dilma, a sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Senado tem até seis meses para concluir os trabalhos.

Senado decidirá futuro de Dilma Rousseff

dilmaA Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e decidiu abrir processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade fiscal.

Ao todo, foram 367 votos favoráveis ao processo, a 137 votos contrários. A sessão foi encerrada exatamente às 23h47, e durou mais de nove horas. Houve sete abstenções e duas ausências, dos 513 deputados em exercício de mandato.

O voto de número 342 – que decidiu pela abertura do processo -, foi conferido pelo deputado Bruno Araújo (PSDB), do estado de Pernambuco. Ao lado dos demais que votaram favoráveis ao processo, ele comemorou a decisão do plenário. Já a base governista, acusou a oposição de golpe contra a democracia.

O processo segue agora para o Senado, que tem até seis meses para decidir pelo impedimento ou não da presidente Dilma Rousseff.

Em relação a bancada do Maranhão, a votação foi a seguinte:

A favor

Alberto Filho (PMDB)

André Fufuca (PP)

Cleber Verde (PRB)

Eliziane Gama (PPS)

Hildo Rocha (PMDB)

João Castelo (PSDB)

José Reinaldo (PSB)

Juscelino Filho (DEM)

Sarney Filho (PV)

Victor Mendes (PV)

Contra

João Marcelo (PMDB)

Aluisio Mendes (PTN)

Júnior Marreca (PEN)

Pedro Fernandes (PTB)

Rubens Pereira Júnior (PCdoB)

 

Waldir Maranhao (PP)

Weverton Rocha (PDT)

Zé Carlos (PT)

 

Waldir Maranhão e os seus…

WaldirO deputado federal Waldir Maranhão (PP) decidiu ontem, véspera da votação do processo de impeachment na Câmara Federal, mudar de voto em relação à situação da presidente Dilma Rousseff (PT).

Antes apoiador do impeachment, ontem, convencido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador Flávio Dino (PCdoB), decidiu votar contra o processo.

Não se sabe o que pode ter sido oferecido, ou o que fizeram para que o parlamentar mudasse o seu posicionamento.

Mas, uma coisa é certa: posicionamento ideológico, e coerente, não foi.

Se depois de todos esses meses de intensas discussões, debates, e avaliações sobre o processo na Câmara, e confirmação até pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da existência de fatos que sustentem a ação, ele estava convencido do afastamento da presidente da República, o que o fez mudar repentinamente?

Não sei o que é mais vergonhoso. O movimento político que conduziu Waldir a Dilma, ou a mudança de posicionamento do parlamentar dois dias antes da votação de um processo tão importante para a história do país como esse.

Foi feio o que Waldir fez. Mais feia ainda, é a postura de quem agora o abraça e o “reconhece” como um “defensor” da democracia.

Esse Maranhão tem cada uma…

Temer afirma que vai manter programas sociais após o impeachment

Michel Temer

Michel Temer

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), já fala como novo presidente do Brasil.

Por meio de seu perfil no Twitter, ele escreveu que, se assumir o cargo no lugar da presidente Dilma Rousseff (PT), que sofre processo de impeachment, manterá todos os programas sociais.

“Leio hoje nos jornais as acusações de que acabarei com o Bolsa Família. Falso. Mentira rasteira. Manterei todos programas sociais”, afirmou o vice.

Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite de ontem, no qual critica o processo de impeachment, a presidente Dilma afirmou, sem citar nomes, que “os golpistas já disseram que, se conseguirem usurpar o Poder, será necessário impor sacrifícios à população brasileira. Com que legitimidade? Querem revogar direitos e cortar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.”

Também na rede social, Temer afirmou que defende a “pacificação” e “união” dos brasileiros e que o país vai sair da crise “se todos trabalharem pelo Brasil, não pelos seus interesses pessoais”.

Com informações do G1

Missão de Flávio Dino fracassa…

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

O governador Flávio Dino (PCdoB) que tanto gosta de falar e de tentar se projetar nacionalmente, fracassou na sua missão, junto ao governo Dilma Rousseff (PT), de conduzir a bancada maranhense para uma votação contra o impeachment.

Até o momento, a maior parte da bancada já se posicionou favorável ao impedimento da presidente da República, o que vai de encontro aos interesses políticos – a nível nacional – do comunista.

No início de março deputado federal André Fufuca (PP), coordenador da bancada maranhense, já havia alertado para a relação estremecida entre Dino e os deputados federais maranhenses. Naquela ocasião, ele afirmou que o tratamento precisava mudar. Era a senha para o cenário que agora se desenha.

Dino utilizou tribunas em rede nacional, apareceu em diversas vezes com a Constituição de 1988 debaixo do braço. Acusou o juiz federal Sergio Moro de atuar politicamente na condução coercitiva do ex-presidente Lula e atacou o vice-presidente, Michel Temer (PMDB) e todo aquele que se coloca a favor do impeachment.

Foi ficando isolado, tanto no plano nacional, quanto no Maranhão. A postura arrogante, atraplhada e precipitada de Dino, só serviu o esvaziar.

E a tão prometida missão à Dilma, de conduzir a bancada em favor do Governo Federal, não deu certo.

Dino agora, passa vexame.

Placar atual da votação do impeachment pela bancada federal maranhense:

A favor

João Castelo (PSDB)

Aluisio Mendes (PTN)

Juscelino Filho (DEM)

Eliziane Gama (PPS)

Waldir Maranhão (PP) – pode mudar

Sarney Filho (PV)

André Fufuca (PP)

Cléber Verde (PRB)

Victor Mendes (PSD)

Hildo Rocha (PMDB)

Alberto Filho (PMDB)

Contra

Zé Carlos (PT)

Rubens Júnior (PCdB)

Weverton Rocha (PDT)

João Marcelo (PMDB)

Júnior Marreca (PEN) – pode mudar

Pedro Fernandes (PTB)

Indecisos

José Reinaldo (PSB) – deve votar a favor

Os passos até o impeachment

Há muitos passos

Muitos acham que a questão do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) se encerra no próximo domingo, 17, quando a Câmara Federal votará em plenário o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que defende o afastamento da presidente.

Mas a questão só encerra-se ali caso o impeachment não seja aprovado pela maioria de 342 votos, como exige a regra. Se o impedimento de Dilma for aprovado, ainda haverá pelo menos dois passos no Senado Federal para consolidar o afastamento da presidente.
Uma coisa que precisa ser esclarecida: não é automático o afastamento de Dilma, caso o impeachment seja aprovado domingo. Caso isso ocorra, o processo segue para o Senado, que vai abrir prazo de 10 sessões para nova defesa da presidente.

Apenas no caso de o Senado aprovar a decisão da Câmara – por maioria simples, ou seja, por 42 dos 81 votos – é que a presidente é afastada do cargo, por 180 dias, enquanto durar o processo de investigação.

Após esse prazo, com o comando do país já nas mãos do vice-presidente Michel Temer (PMDB), os senadores – após investigações das denúncias – decidirão se afastam definitivamente a presidente. Para isso, é necessário aprovação de 2/3 do plenário, ou 54 votos.

São esses os passos do impeachment da presidente Dilma Rousseff, embora pareça que tudo se resolverá domingo, com a votação do processo aprovado na comissão da Câmara.

Esse pode ser, de fato, o último passo. Mas pode ser apenas o primeiro dos três necessários.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Coordenador da bancada maranhense na Câmara apoia o impeachment

André FufucaO coordenador da bancada maranhense na Câmara Federal, deputado André Fufuca (PP), se posicionou na noite de ontem favorável ao próximo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

Por meio de seu perfil, em rede social, o parlamentar justificou o voto, como argumento de que Dilma, além de ter cometido crime – que teve como consequência rombo milionário nas contas públicas do país -, a petista se mostra incapaz de reverter a crise econômica que assola o Brasil.

“Como cidadão, eu não posso deixar de me solidarizar ao chamado de milhões e milhões de pessoas que exigem novos rumos. Hoje acho que os mandatarios da nação, não tem condições de continuar seguindo no comando do país. As pedaladas fiscais causaram rombos bilionários nas contas públicas e a total ineficiência do governo em reverter a situação se tornou evidente. No próximo domingo eu votarei a favor do impeachment”, disse.

A bancada maranhense, contudo, ainda está divida em em relação ao impeachment de Dilma.

Semana decisiva para Dilma

dilmaA semana que se inicia hoje é a última antes da votação do Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Pelo menos é essa a previsão do calendário do processo, que prevê a apreciação do parecer do relator na próxima segunda-feira, 11. Hoje também vence o prazo para Dilma apresentar sua defesa à comissão.

Será também uma semana de pressões e articulações para os 18 deputados federais maranhenses, tanto os que compõem a Comissão – Weverton Rocha (PDT), Júnior Marreca (PEN) e André Fufuca (PP) – quanto para os demais membros da bancada.

A princípio, cinco deputados são assumidamente contra o impeachment da presidente: os próprios Weverton e Marreca, além de Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Zé Carlos (PT) e Aluísio Mendes (PTN).

Outros quatro são declaradamente a favor de afastar Dilma: Eliziane Gama (PPS), José Reinaldo Tavares (PSB), André Fufuca (PP) e João Castelo (PSDB).

Os demais nove parlamentares estão naquela zona da chamada indecisão. E são exatamente esses parlamentares o alvo de Dilma Rousseff, não para barrar o impeachment na comissão – que ela já dá como perdida – mas para convencê-los a derrubar o parecer em plenário, a partir do próximo dia 15.

A semana que começa hoje, portanto, será de intensas conversas de coxia, articulação de bastidores, bate-papos animados em casa e na Câmara, a fim de convencer cada um dos envolvidos no processo de impeachment.

E a partir da sexta-feira, 15, os deputados passarão a ter os olhos do Brasil voltados para eles, quando começa a votação em plenário, processo que deve durar até domingo, devido ao fato de que, cada um, tem até um minuto para justificar o voto.

E a sorte de Dilma está lançada.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

OAB vota em favor do impeachment de Dilma

OABDurante sessão do Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Maranhão, seccional Maranhão, realizada ontem a noite, ficou decido por unanimidade recomendar ao Conselho Federal que a entidade apoie a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O posicionamento da OAB/MA será apresentado pelo presidente Thiago Diaz à OAB Nacional. A reunião entre os Conselheiros do Pleno e os presidentes das seccionais aconteceu hoje em Brasília.

A decisão foi tomada após sessão aberta do Conselho Seccional, que reuniu presidentes de subseção, conselheiros e diretores da instituição. A exposição dos motivos foi feita pelo relator Pedro Augusto Souza de Alencar, vice-presidente da OAB/MA, que defendeu que o atual governo da presidente praticou crimes de responsabilidade contra a probidade administrativa, crimes comuns contra a administração pública (prevaricação; advocacia administrativa), “que reforçam a necessidade de se punir a irresponsabilidade” afirmou o relator.

Os graves atos culminaram nos fatos dos últimos dias, de acordo com Pedro de Alencar. “Testemunhamos a maior interferência de um presidente noutro poder, quando ficou claro que a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro era uma fraude, evitando-se sua prisão e/ou continuidade das investigações”, afirmou Pedro de Alencar. Uma afronta ao artigo 12 da Lei n. 1079/1950.

Durante os trabalhos, os conselheiros posicionaram-se também a respeito da possível ilegalidade da divulgação das gravações de conversas, especialmente contendo diálogos a presidente e o ex-presidente. “É inaceitável que um juiz de primeira instância viole seu sigilo e divulgue o material, o que merece urgente e séria apuração de responsabilidade, mas o contexto destas não pode ser desprezado, uma vez que denota a grave situação pela qual passa a democracia nacional”, disse Thiago Diaz, presidente da OAB/MA.

Mais uma vez a seccional maranhense, por meio dos seus representantes no Conselho Estadual, reafirmou repúdio em relação às referências deselegantes e desrespeitosas dirigidas à Ordem dos Advogados do Brasil, à Suprema Corte e ao Congresso Nacional, com a utilização de termos impronunciáveis, oriundos de figuras proeminentes da República – chefe de gabinete da Presidência da República.

Por força constitucional e legal, e por imperativo histórico e social, a OAB possui missões republicanas que, no seu alcance maior, expressam os anseios da sociedade civil brasileira. Assegurar o pleno e regular funcionamento das instituições, o exercício profissional de qualquer cidadão e tratá-lo com respeito, significa dar prevalência ao Estado de Direito e contribui para uma sociedade justa. A OAB continuará atuando contra os arbítrios e injustiças, combatendo o desrespeito, a desigualdade, a corrupção e lutando pelo fortalecimento da democracia.

Fonte: OAB