Não colou…

O governo Flávio Dino (PCdoB) não poupa nem aliados em sua sanha propagandista, já de olho nas eleições de 2018.

Acostumado a fazer caridade com o chapéu alheio e a faturar com obras e ações dos outros, os comunistas tentaram, mais uma vez, repetir a dose no caso da reforma das praças Joãosinho Trinta e Gomes de Sousa, próximo à antiga RFFSA, na Beira-Mar.

Anunciou aos quatro cantos que a obra era sua – relegando a um segundo plano o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e até mesmo a Prefeitura de São Luís, administrada pelo aliado Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Ocorre que em tempos de informação digital, os dados oficiais normalmente são facilmente acessados.

E, assim, logo descobriu-se que a obra teve projeto executivo todo confeccionado pelo Iphan, com recursos do PAC Cidades Históricas, e que a iluminação e o paisagismo ficaram a cargo da Prefeitura. Ao governo coube, basicamente, colocar uma placa de inauguração.

Dessa vez, a estratégia não colou.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Governo e Iphan vão revitalizar prédios pelo PAC das Cidades Históricas

Secretária Olga Simão ao lado de Kátia Bogéa, do Iphan

Secretária Olga Simão ao lado de Kátia Bogéa, superintendente do Iphan

Em parceria com o Governo do Estado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), lançou hoje (22), o Edital de Licitação referente ao primeiro lote do projeto básico que prevê a revitalização dos prédios vinculados à Secretaria de Estado de Cultura (Secma), pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas. O ato, que aconteceu na sede do instituto, teve a presença da secretária de Estado da Cultura, Olga Simão e da superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogéa.

Entre os prédios a serem revitalizados estão o Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, a Casa do Maranhão, a Casa de Nhozinho, o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho e o Museu de Artes Visuais.

“Nós priorizamos, nesta fase, os equipamentos culturais como teatro e museus. Os prédios serão totalmente reformados, modernizados e adaptados a projetos de acessibilidade e receberão recursos tecnológicos”, explicou a secretária Olga Simão.

Segundo ela, cabe ao governo estadual o suporte técnico especializado na elaboração do planejamento das obras e gerenciamento das ações. “No início de outubro assinamos o contrato com a empresa Geosistemas, vencedora do processo licitatório”, acrescentou.

Para Kátia Bogéa, a parceria com o Governo do Maranhão é imprescindível para a realização o projeto. “Se não houvesse esse apoio, o Iphan não teria a equipe técnica necessária para colocar em prática um programa dessa magnitude. O Governo do Estado, portanto, é um parceiro fundamental pra que a gente consiga aplicar devidamente os recursos e qualificar urbanisticamente a nossa cidade, que é Patrimônio Histórico da Humanidade”, contou.

Ao todo, foram destinados R$ 133 milhões em 45 obras de reforma em ruas, praças e edificações de São Luís, distribuídas em oito lotes. A abertura das licitações está prevista para o dia 13 de dezembro, com prazo de execução de 3 anos.