Homem morre após não conseguir ser atendido em UPA na capital

O sargento da Polícia Militar Antônio Carlos Sales, 50 anos, morador do bairro João Paulo, morreu esta madrugada, após sofrer um infarto fulminante.

Ele havia sido levado ás pressas por familiares a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Itaqui-Bacanga, mas acabou não sendo atendimento por falta de médico de plantão.

Na busca por atendimento em outra unidade de saúde, ele não resistiu e morreu no trajeto, dentro do veículo da família.

Mais um fato lamentável do que tem se transformado à Rede Estadual de Saúde no atual Governo.

Na UPA Itaqui-Bacanga, até os ar-condicionados da recepção foram retirados, obrigando pacientes e acompanhantes a aguardar atendimento sob um calor insuportável.

Até o ano passado, as UPAs ofereciam um serviço de excelência para a população.

Mas veio o “Governo da Mudança” e conseguiu mudar esse quadro, infelizmente para pior. Lamentável…

Informações do blog de Daniel Matos, com edição.

Vila Embratel e os piores indicadores

Avenida Principal da Vila Embratel interditada no dia 10 de junho por falta d'água

Avenida Principal da Vila Embratel interditada no dia 10 de junho por falta d’água

A edição de hoje de O Estado revela um dado preocupante, mas que está longe de refletir a angústia e o sofrimento dos moradores da Vila Embratel e bairros vizinhos. O conjunto habitacional foi considerado o mais violento de São Luís, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

O levantamento revela que foi lá, na Vila Embratel, onde ocorreu o maior número de mortes violentas [homicídio doloso] em São Luís. Somente nos últimos três meses, 12 crimes deste tipo foram registrados na comunidade.

Mas não é somente a violência que marca o bairro. Infelizmente a Vila Embratel, um dos conjuntos mais populosos da área Itaqui-Bacanga, também sofre com a falta de infraestrutura, assistência médica, saneamento básico e abastecimento de água.

Como repórter da editoria de Cidades, nos últimos 5 anos, tive a oportunidade de verificar in loco a situação do bairro. E sempre foi nítida a falta de assistência do Poder Público Municipal e Estadual para aqueles que moram ali.

Ruas esburacadas e com esgotos estourados, coleta seletiva de resíduos sólidos ineficiente [por isso a grande quantidade de lixões em terrenos baldios], além da falta d’água e de uma unidade básica de saúde que funcione em sua plenitude, transformam o bairro em um dos locais mais desagradáveis de se morar.

Mas essa situação pode mudar. Basta que haja vontade política de ambos os governos. Caso contrário, Vila Embratel continuará com os piores indicadores em todo e qualquer levantamento que sirva para medir qualidade de vida, bem estar e dignidade humana.