Jornal O Estado do Maranhão vai sabatinar candidatos a prefeito de São Luís

Estúdio onde serão realizadas as sabatinas já está sendo montado

Estúdio onde serão realizadas as sabatinas já está sendo montado na Mirante

O jornal O Estado do Maranhão iniciará logo após o período das convenções partidárias, a série de sabatinas com os candidatos a prefeito de São Luís.

Trata-se de experiência inédita na cobertura eleitoral no Maranhão.

O objetivo é ouvir todos os candidatos, com conversas de 1 hora de duração, uma espécie de bate-papo sobre propostas,ideias e outra questões inerentes aos candidatos.

A sabatina será mediada pelo editor de Política do jornal O Estado, com participação dos jornalistas Gilberto Léda, Ronaldo Rocha e Carla Lima, todos da equipe de Política do matutino, além de um convidado do Grupo Mirante e um convidado de outros veículos de comunicação.

“A transmissão ao vivo pelo site do jornal possibilitará uma informação passada de forma ágil e democrática. Já o impresso cumprirá um papel importante de dissecar o conteúdo da conversa, destacando pontos e analisando os fatos. Será, sem dúvida, um marco da imprensa nas eleições deste ano”, avalia o diretor de redação de O Estado, jornalista Clóvis Cabalau.

Será convidados os candidatos Edivaldo Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), Wellington do Curso (PP), Fábio Câmara (PMDB), Eduardo Braide (PMN), Rose Sales (PMB), Valdeny Barros (PSOL) e Cláudia Durans (PSTU). Caso o médico Zeluís Lago confirme sua candidatura, pelo PPL, também será convidado.

O mais provável é que as sabatinas sejam realizadas no período entre os dias 6 de agosto – após o fim das convenções – e 26 de agosto, antes do início do horário eleitoral.

Governo tenta encobrir homicídios no Ano Novo

oestadomortes JPmortesGilberto Léda – O governador Flávio Dino (PCdoB) e praticamente toda sua equipe ligada às áreas de Comunicação de Segurança têm repetido há dois, como um mantra, que não houve registro de homicídios na capital maranhense durante os seis dias de festas que marcaram a virada do ano na capital.

O objetivo deles é claro: mostrar para a população que o esquema de segurança montado para o Réveillon deu certo e que, como em tudo o que faz, esse governo é o melhor de todos os tempos.

dinomortes segurançamortesAntes fosse…

O problema é que as afirmações dos governistas não guardam nenhuma relação com a realidade.

Numa rápida consulta a dois dos maiores jornais do Maranhão (O Estado e Jornal Pequeno) fica claro que o Governo do Estado – e todo o seu aparato de comunicação e segurança – está mentindo.

O Estado aponta para 10 corpos no IML – apenas três deles oriundos do interior. Entre os registros, cita o jornal, vítimas de homicídio.

Já o JP mostra mais: 11 homicídios, os mesmos três no interior.

Ou seja: houve, sim, homicídios em São Luís no período citado pelo governador e seus assessores.

Essa é a realidade dos fatos, contra a qual se deve lutar. Não encobrir e fingir que as famílias das vítimas não perderam seus entes.

Porque a propaganda governista pode até funcionar para quem se deixa enganar, mas não apaga a dor de quem perde um familiar, especialmente num momento de celebração, como a festa de ano novo.

Jornal O Estado: 55 anos contando histórias

Jornalistas e paginadores que fazem o Jornal O Estado diariamente

Jornalistas e paginadores que fazem o Jornal O Estado diariamente

Hoje o Jornal O Estado do Maranhão completa 55 anos de fundação. Durante todo este tempo o matutino sempre investiu em melhorias gráficas e de conteúdo a fim de levar ao leitor informação de qualidade e buscando sempre meios que proporcionasse mais interatividade com o público e se prepara para novas mudanças.

Em sua trajetória, que se confunde com a própria história do Maranhão, o órgão de comunicação se tornou divisor de águas na imprensa local se propondo a ser, como afirma texto publicado em sua primeira edição, “um órgão a serviço da verdade”. O matutino é herdeiro do Jornal do Dia, fundado em 1959, pelo empresário e político Alberto Aboud. A mudança de nome para O Estado do Maranhão ocorreu em 1973, a partir de uma iniciativa do então governador José Sarney e do poeta Bandeira Tribuzi, que assumiram o comando do periódico, que mudou da Rua de Santana, Centro, onde era a sede do Jornal do Dia, para a Avenida Ana Jansen, São Francisco, onde está até hoje.

Além do nome, a mudança ocorreu também nas páginas do jornal, que passou por sua primeira grande reforma gráfica e editorial naquele ano. Isso só foi possível graças à chegada das rotativas off-set e do sistema de composição eletrônica. Antes a impressão era feita com placas de chumbo quente, nas quais as páginas eram montadas vagarosamente em um processo quase artesanal.

A nova visão e o incremento editorial fizeram a diferença e alavancaram o periódico à condição de líder de mercado no estado. Em cinco década e meia, o jornal foi não só testemunha, mas também precursor de importantes evoluções tecnológicas, a exemplo da chegada do telefoto, telex, policromia e dos computadores.

Pioneirismo – O Estado foi um dos primeiros jornais do Norte e Nordeste do Brasil a usar a cor em suas páginas. No começo, a nova tecnologia era usada apenas nas capas das edições de domingo. Em meados da década de 1990, o colorido passou a dar graça em outras páginas diárias do matutino, o que acabou por possibilitar um aumento no volume de vendas avulsas do jornal.

Mas, não há jornal sem jornalistas e como naquela época não havia faculdade de Jornalismo, as redações acabavam por formar os profissionais que ingressavam, em sua maioria, por meio de concursos realizados pelos próprios matutinos. Atualmente, O Estado conta com uma equipe de profissionais especializados por área de cobertura e reúne em seu quadro os melhores jornalistas do Maranhão, incluindo sucursais em cidades como Caxias e Imperatriz.

Ao longo destes anos, o espaço físico que abriga a Redação também passou por diversas reformas. Se antes era o tilintar das teclas das máquinas de datilografia que dominavam o ambiente, a partir da década de 1990 o espaço foi reformado a fim de receber bancadas para os computadores. Depois, na década de 2000, o espaço foi novamente reformado e hoje dispõe de estações de trabalho, nas quais ficam os computadores e uma estrutura que possibilitou maior aproveitamento do espaço e integração dos profissionais.

O comando da redação de O Estado já foi exercido por nomes de destaques no jornalismo do Maranhão. Após a morte de Bandeira Tribuzi, em 1977, o cargo foi ocupado por Bernardo Almeida e Bello Parga. Benito Neiva respondeu por muito tempo pela secretaria de Redação. Mais tarde, foram nomeados o arquiteto Pedro Costa para a presidência da empresa e o jornalista Antônio Carlos Lima para a direção de Redação. Atualmente o cargo é ocupado por Ribamar Corrêa.

Parceria – A transformação do Jornal do Dia em O Estado do Maranhão foi fruto de uma parceria celebrada entre Bandeira Tribuzi e José Sarney, uma amizade que duraria até a morte do primeiro. Fascinado pelo dia a dia da Redação Tribuzi deu uma grande contribuição ao periódico. No jornal desempenhou funções de jornalista, coordenador, editor, editorialista e colunista. Os Amigos o descrevem como sendo um jornalista apaixonado, vibrante, competente e comprometido. Umas das grandes mentes da política, economia e literatura maranhense, Tribuzi deixou um legado literário e filosófico incontestável.

Reportagem e foto de O Estado