O Estado completa 58 anos e tem credibilidade apontada por maranhenses

Ao longo de 58 anos, o jornal O Estado manteve sua postura de comprometimento com temas que mobilizam a vida dos maranhenses. Com apuração precisa e seriedade, o jornal se consolidou como uma das mais importantes fontes de informação dos maranhenses.

A credibilidade do jornal construída em 58 anos é ressaltada pelo deputado Adriano Sarney (PV). “Certamente, o jornal presta um relevante serviço à sociedade, fazendo um jornalismo sério, apurado, que ouve as partes. Neste sentido, não só apoia como fortalece a democracia, pois traz denúncias importantes que geram cobrança e resultam em melhoria nas gestões do legislativo e executivo”, destaca o deputado.

A deputada Andrea Murad (PMDB) frisa o papel fiscalizador do matutino. “O jornal O Estado tem sido um importante instrumento, não apenas no cumprimento do seu papel como veículo impresso e digital detentor de notícias de utilidade pública, entretenimento, cultura e demais editorias, mas por ser, principalmente, um instrumento que fiscaliza e contribui para a transparência das ações dos atuais Poderes, cuja sociedade precisa tomar conhecimento de suas realidades e formar opinião”, enfatiza Andrea Murad.

As notícias destacadas em O Estado pautam outros veículos de comunicação. Um exemplo foi o caso de ciberbullying sofrido pelo técnico portuário de 36 anos, Robson David Viana Barros, após publicar uma foto sua em uma rede social. O caso rendeu mensagens de solidariedade e desencadeou também uma reflexão sobre os crimes praticados na internet.

A foto de David Viana, replicada por um internauta, originou uma montagem que o comparava ao boneco de um filme. A “brincadeira” mudou a rotina de David, levando-o à reclusão. Após a reportagem de O Estado, outros veículos procuraram Robson Barros, que foi personagem de outras pautas que suscitaram o bullying virtual.

Aluguel

Outro caso com grande repercussão foi o que ficou conhecido como “aluguel camarada”. Publicada em O Estado em janeiro deste ano, a reportagem, assinada pelo repórter Gilberto Léda, mostrou que o governador Flávio Dino (PCdoB) pagava, desde 2015, R$ 9,5 mil por mês pelo aluguel de um imóvel na Aurora pertencente a um membro de seu partido. A informação, bem como a pesquisa de dados na internet, a busca de fontes e apuração foi mérito da equipe do matutino.

A história do imóvel, que continuava fechado mesmo estando, à época, alugado há quase dois anos para a Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) – subordinada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) -, ganhou destaque nos discursos de parlamentares como a deputada Andrea Murad e Adriano Sarney, entre outros da oposição. A ampla repercussão ao caso teve como desdobramentos, a exoneração do dono do prédio que ocupava alto posto na Empresa Maranhense de Administração Portuária e o recuo do governo do Estado em relação ao prédio, que será desalugado em dezembro, após acordo com a comunidade do bairro da Aurora.

O editor de Política de O Estado, Marco D’Eça, destaca o empenho da equipe do periódico em levar ao leitor informações relevantes. “Todos os dias, a nossa equipe transita nos três Poderes em busca de informações que, na maioria das vezes, acaba pautando a cena política do estado. Não é incomum o jornal ser citado como fonte de informações na Assembleia Legislativa, por exemplo. Além, claro, de ser citado nas redes sociais e nos bastidores do poder. Toda a equipe que faz a editoria de Política sente que a cada dia cumpre o papel essencial do jornalismo: o de informar a sociedade com seriedade e comprometimento com a verdade”, diz D’Eça.

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) também destaca o papel do matutino. “Sou leitor assíduo do jornal O Estado. Acompanho as notícias diárias e posso afirmar, com propriedade, que sou testemunha do comprometimento do jornal com a notícia, com os fatos, com a verdade. O Estado tem se destacado ao longo dos anos por sua cobertura nas mais diversas áreas, sobretudo, na política. São inúmeras as repercussões de notícias que alcançam o Maranhão e o país. É diferenciado”, observa Edilázio Júnior.

O deputado Wellington do Curso (PP) destacou o compromisso com a informação e a responsabilidade do jornal em matérias de caráter investigativo. “Tendo como uma de suas missões levar informação ao cidadão, recentemente, O Estado mostrou de forma detalhada e abrangente, temáticas sociais relevantes, como o aumento de impostos e o adiamento do prazo de finalização das obras da BR-135. Esse caráter investigativo do jornal tem se destacado nas denúncias apresentadas diante dos descasos da administração pública. Parabéns não apenas pelos 58 anos, mas por desenvolver a função de levar informações e, ao mesmo tempo, pressionar o poder público em benefício da população”, parabeniza o deputado.

Jornalistas discutem função social da imprensa

Itevaldo Júnior conversou com jornalistas da assessoria do Tribunal de Justiça

Itevaldo Júnior conversou com jornalistas da assessoria do Tribunal de Justiça

O papel dos meios de comunicação e a função social da imprensa na atual conjuntura política. Este foi um dos assuntos discutidos pelos profissionais da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, no projeto “Café com Palavra”, em mesa-redonda com o jornalista Itevaldo Júnior.

Profissional com experiência nas áreas política e cultural, com reportagens marcantes na imprensa maranhense, Itevaldo Júnior afirmou em debate com os jornalistas do TJMA que os meios de comunicação social ocupam papel importante no processo de mudança da realidade política, econômica e social no País.

Questionado se a comunicação online, com os inúmeros recursos oferecidos pela Internet, pode comprometer a sobrevivência do jornal impresso, Itevaldo Júnior frisou que os veículos tradicionais de comunicação não podem competir de forma ingênua com a Internet.

Para o jornalista, o jornal impresso tem que se reinventar nessa nova realidade no mercado da comunicação, para manter sua vitalidade como instrumentos de comunicação eficiente junto à sociedade, que já consegue aferir a qualidade da informação que recebe.

Segundo ele, os veículos tradicionais, em especial impressos, devem manter o que têm de melhor, ampliando o contato com a sociedade, com efetivos investimentos no conteúdo e na qualidade do jornalismo praticado, dando mais consistência à notícia e evitando a superficialidade.

Itevaldo Junior diz que a força do jornalismo impresso está nas grandes reportagens com abordagens contextualizadas sobre temas pertinentes à sociedade, descrevendo o mundo no qual vivemos.

O jornalista enfatizou que a imprensa tem que exercer plenamente a sua função social. No caso específico dos jornais, ele ressalta que esse segmento de mídia não pode abandonar a grandes reportagens e tratar com superficialidade questões que definem a vida do cidadão.

Na ocasião, ele apresentou aos jornalistas da Assessoria de Comunicação do TJMA o livro “Quase Retratos”, obra literária da sua lavra, concebida a partir da sensibilidade e do olhar atento do jornalista no cotidiano profissional.

Ascom TJMA

O abismo entre o discuso e a prática de Flávio Dino

Flávio Dino mesmo antes de assumir, já tenta censurar jornalistas

Flávio Dino mesmo antes de assumir, já tenta censurar jornalistas

Em recente entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o governador eleito Flávio Dino (PCdoB) afirmou com todas as letras ser “contrário” a “qualquer tipo de controle de conteúdo” na mídia.

Há, no entanto, um verdadeiro abismo em relação ao discurso do comunista e a prática, que é justamente a de tentar censurar jornalistas e assim deter o controle de mídias.

Mesmo depois de eleito, Flávio recorreu à Justiça – expediente que extrapolou até o limite do bom senso, durante o período eleitoral -, e ajuizou ação de indenização por danos morais contra o jornalista Daniel Matos, pela publicação de um texto opinativo em seu blog. Além da indenização, Dino pedia que a postagem fosse retirada do ar.

Felizmente a ação do comunista não prosperou e foi indeferida.

A matéria em questão tinha como título “’Com serviços prestados’ à campanha de Flávio Dino, César Bombeiro mira a Sejap”. No texto, Matos mostrou toda a movimentação de Bombeiro para ser nomeado na pasta, algo que nem deu certo, uma vez que o comunista confirmou o bacharel em Direito Murilo Andrade, com larga experiência em Minas Gerais.

Não havia nada demais no texto, a não ser a crítica, que Dino tanto tenta evitar no campo das ideais, e barrar na Justiça. Tanto que na decisão, o juiz Silvio Suzart dos Santos, da 11ª Vara Cível da capital, negou os pedidos de Dino.

“É bem de ver que a publicação hostilizada e acima transcrita não ultrapassa a crítica jornalística, tendo o réu se limitado a externar sua opinião a respeito de possíveis pretensões de terceiro de ocupar cargo no futuro governo […] Nada que possa, portanto, ser considerado danoso ou propriamente ofensivo contra a honra e a dignidade do autor”, sentenciou.

Flávio Dino, q ue ingressou com dezenas de ações na Justiça Eleitoral durante a campanha, mesmo antes de assumir, já dá clara demonstração de como pretende agir nos próximos quatro anos, quando confrontado no campo das ideias.

Mas  mídia não se curvará a ele…

Jacqueline Heluy entre as finalistas do Prêmio AMB de Jornalismo

jacqueline1A jornalista Jacqueline Heluy, que atua como diretora-adjunta de Comunicação da Assembleia Legislativa, é uma dos finalistas do IX Prêmio AMB de Jornalismo – Edição Ministro Evandro Lins e Silva, na categoria Mídia das Assessorias das Associações Filiadas. O resultado foi divulgado na noite de ontem (10) no site da Associação dos Magistrados Brasileiros.

Jacqueline Heluy concorre com a reportagem especial “Juízes vão à luta contra as devastações ambientais”, publicada em setembro de 2012 no jornal Dia a Dia, da Associação dos Magistrados do Maranhão. Ela já obteve o primeiro lugar no Prêmio AMB de Jornalismo em 2009, 2010 e 2011.

Ao todo foram selecionados 27 finalistas no concurso, sendo três reportagens de cada uma das nove categorias: Webjornalismo, Telejornalismo, Radiojornalismo, Fotojornalismo, Mídia Impressa, Mídia Regional, Mídias das Assessorias das Associações Filiadas à AMB, Mídias das Assessorias dos Tribunais e Categoria Especial Patrícia Acioli.

A cerimônia de premiação e homenagens especiais será realizada no dia 24 de setembro, no Porto Vitória, em Brasília.

Jornalista ou bandido?

A profissão ‘jornalismo’ é fria, árdua, importante para qualquer sociedade, no entanto, mesquinha, reflete em uma disputa desigual e por vezes é desonesta. A cada dia que passa testemunho situações que me provocam esse tipo de conclusão, e até que me provem o contrário, continuarei com o mesmo pensamento. Muitos que se dizem jornalistas, na verdade um bando de espertalhões querendo tirar vantagem da proximidade e intimidade com o ‘Poder’, se vendem por meia dúzia de moedas sem qualquer pudor, ressentimento ou caráter. A profissão, que fundamentalmente deveria ser sustentada pela ética, anda em muitos redutos, aquém à esse princípio.

Repórter jabá, cabo eleitoral, babões de plantão, ou os babacas que se arrastam atrás de bolsos de dinheiros, têm aos montes no país.

Ontem, deparei-me com a notícia de que uma investigação da Polícia Federal apontou que o jornalista Amaury Ribeiro Junior, do jornal O Estado de Minas, encomendou a quebra de sigilos fiscais do vice-presidente do PSBD, Eduardo Jorge, da filha de José Serra, Verônica, do genro dele, Alexandre Bourgeois, e de outros tucanos entre setembro e outubro de 2009.

De acordo com a PF, Ribeiro Junior disse em depoimento que pagou pelas informações ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia, que trabalha em São Paulo, mas não informou os valores.

Ribeiro Junior decidiu fazer a investigação, segundo relatou a PF, depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria supostamente à frente de um grupo de espionagem a serviço do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a fim de obter informações comprometedoras sobre a vida do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG).

Até o momento em que ele decidiu iniciar uma investigação, para em seguida deslanchar em uma “grande matéria” não há nada de errado, no entanto, pagar por isso, utilizando-se de uma postura tão comprometedora e pilantra quanto àqueles que estão no Poder, foi no mínimo, deprimente, para não dizer criminoso, desleal, horripilante e traiçoeiro.

Abaixo, um quadro com o esquema detalhado pela Folha de São Paulo.

 

Jornalista sempre, cabo eleitoral jamais

  Do blog de Itevaldo Junior

Guardei uma lição kantiana que define a liberdade como o mais fundamental entre os direitos fundamentais. Tudo que construí até aqui – na minha profissão, nas relações sociais tecidas – foi alicerçada nessa minha garantia de liberdade.

Sou livre quando exerço o jornalismo ao meu modo, e ao meu modo quer dizer que o jornalismo não é profissão que se exerça em nome próprio, e sim por representação da sociedade, a quem pertence a informação.

Sou ainda mais livre quando exerço o meu direito de voto. Nos últimos dias, importunaram um dileto amigo-jornalista, sobre o meu livre direito de votar, e a minha apreensão de que a minha função primária como jornalista é dar aos leitores – do blog e do jornal em que trabalho – a melhor versão da verdade possível de obter.

O voto é a livre manifestação da vontade, neste caso, da minha vontade. Voto pressupõe liberdade.

Compreendo que jornalismo é um bem público. No meu jornalismo não cabe frivolidades. Diante de um assunto interessante, um personagem atraente, um fato que merece ser contado, o Jornalista Nocivo ao Jornalismo saca a caneta e imediatamente pergunta: “Por que publicar?”. Eu pergunto: “POR QUE NÃO”?

Eu apuro – e deixo de apurar – o que quero. Publico – e deixo de publicar – o que desejo. Opino – e deixa de opinar – sobre o que eu bem entendo. Sou livre.

Sou livre quando apuro e escrevo minhas matérias para blog ou as reportagens para o jornal. E sou ainda mais livre para decidir em que eu voto. Essas duas liberdades não se confundem.

Jamais deixaria de exercer livremente o direito de voto, porque trabalho para A ou B; ou porque sou contratado de empresa C ou D. Jamais! Há colegas de profissão que não fazem assim. Eles desejam serem subjugados, dependentes, manietados, encangalhados, enfim.

Tenho e terei sempre muito respeito pelas pessoas com que trabalho ou trabalhei, pelos chefes, pelos donos das empresas. E delas também sempre recebi o mesmo respeito.

Porém, jamais negociarei ou permitirei intervenção no meu direito de votar livremente. De votar em quem eu desejar. Jornalista sempre, cabo eleitoral jamais.

Nos meus 15 anos de jornalismo, jamais coadunei e/ou participei de tropas de choque da intolerância que estão dispostas a exigir a condenação moral de pecadores.

Não sou santo, mas ao ver a lista daqueles que creem ser aqui no Maranhão, estaria eu em péssimas companhias.

Não fiz e faço jornalismo para agradar a este ou aquele. Sempre acreditei no que escrevi e no que escrevo. Tanto aqui no blog, quanto nas reportagens de O Estado. E as fiz com toda a liberdade. E seguirei assim.

No meu pescoço não cabe cangalhas.