Sacrifícios

O deputado federal José Reinaldo Tavares, ainda no PSB, parece totalmente disposto a não abrir mão de seu projeto para ser candidato a senador do Maranhão. Mesmo sem um destino partidário certo, as últimas declarações dele demonstram que, mesmo que não seja pelo grupo do governador Flávio Dino (PCdoB), ele será candidato em outubro.

Segundo Tavares, por duas ocasiões ele fez sacrifícios em nome do grupo ao qual ele passou a fazer parte. O primeiro sacrifício foi em 2006 quando decidiu não deixar o governo estadual para disputar a vaga na Câmara Alta e garantir que o então candidato Jackson Lago saísse eleito ao governo. Foi nessa época que o então governador do Maranhão cometeu uma série de irregularidades que levou, em outro momento, à cassação do diploma de Lago.

Outro sacrifício citado por Tavares foi em 2014, quando ele foi convencido pelo próprio Flávio Dino a não lançar sua candidatura a senador para deixar somente Roberto Rocha como candidato do então “grupo da mudança”.

Na época, o agora deputado federal chegou a lançar sua pré-candidatura, mas abriu mão depois que teve a garantia de Dino de que seria o próximo candidato ao Senado quatro anos mais tarde e também teria bases eleitorais que garantiriam sua eleição para Câmara dos Deputados.

O fato é que quatro anos depois Tavares vê novamente seu projeto de candidato ao Senado indo embora por falta de apoio do grupo que ele diz ter feito sacrifícios.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Implicações demais…

Desde que anunciou que estava de saída do PSB – e logo em seguida anunciar-se pré-candidato a senador – o deputado federal José Reinaldo Tavares vive um périplo em busca de legendas que o abriguem para o pleito de 2018. Mas há implicações demais no abrigo ao ex-governador.

As legendas que topam encarar a candidatura do ainda socialista (ele não deixou oficialmente o PSB) não concordam com o seu projeto de aliança. Para o PSDB, por exemplo, José Reinaldo pode até ser um bom candidato, mas traz consigo o apêndice de ter que apoiar a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) – que sequer dá bola para sua candidatura.

Além disso, as legendas de menor porte sentem a desconfiança que o ex-governador carrega consigo desde que decidiu romper com o seu grupo político, após assumir o Governo do Estado, em 2002. Muitos entendem que Tavares busca legenda apenas para se eleger, sem compromisso ideológico com partido ou liderança.

Além do próprio nome, José Reinaldo tem pouco a oferecer nas negociações de aliança para uma chapa majoritária. Ele depende muito mais de aliados como o próprio Dino – ou como o presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha – do que dos seu próprio cacife.

Sabendo disso é que o ex-governador tenta viabilizar-se em uma legenda com peso suficiente para bancar seu nome ao Senado. Mas não abre mão de que seja por um único caminho. O que dificulta seu poder de articulação.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Zé Reinaldo faz novo alerta a Flávio Dino…

flavioereinaldo-236x300O deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), fez hoje pela manhã, em entrevista ao programa Bom Dia Maranhão, da TV Difursora, novo alerta ao governador comunista a respeito do seu isolamento político.

Ele avaliou o ressurgimento do ex-presidente José Sarney (PMDB), a partir da ascensão do vice-presidente Michel Temer (PMDB) ao comando da União e rechaçou qualquer articulação do peemedebista que seja contrária aos interesses do Maranhão.

Para Zé Reinaldo, Sarney “jamais será contra o Maranhão”.

“Eu tenho impressão de que ele [José Sarney] jamais será contra o Maranhão. Eu acho que o governador Flávio Dino, ao ficar longe do presidente [Michel Temer], o poder não tem vácuo, o poder é ocupado imediatamente e, na hora em que ele fica longe, é claro que outras forças se aproximam. Então, se ele não quer que o Sarney tenha influência, ele precisa estar junto. Se ele ficar afastado, naturalmente o presidente Sarney crescerá. Mas não acredito que o sarney tenha essa deliberação de criar dano nenhum ao Governo do Estado”, declarou.

Flávio Dino não curtiu…

Leia mais sobre o tema no blog do Gilberto Léda

Sete já são cogitados para a disputa do Senado em 2018

roseanasarneyO Estado – A dois anos das eleições para o Governo do Estado e para o Senado da República, sete nomes aparecem como prováveis candidatos ao pleito. Na relação, há adversários e aliados do governador Flávio Dino (PCdoB), alguns destes, inclusive, já falaram sobre o interesse em uma das duas vagas que serão abertas, com o fim dos mandatos dos senadores Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB).

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB); o deputado federal Sarney Filho (PV); o também deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB); o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), além do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB); Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (PP), ambos deputados federais, são os possíveis candidatos.

Roseana, reconhecida tanto por aliados quanto por adversários como o principal nome para a disputa eleitoral por uma das vagas, jamais demonstrou publicamente o interesse pelo posto, mas aparece posicionada como pré-candidata natural pelo histórico e desempenho nos mandatos já exercidos na vida pública.

Sarney Filho também ainda não tratou do tema publicamente, mas já há quem se movimente por seu nome. No início deste mês, por exemplo, o prefeito de Aldeias Altas, Dr. Tinoco (PMDB) justificou a aliados, durante o aniversário da cidade, o fato de ele ter sido acompanhado nas solenidades pelo deputado federal Aluisio Mendes (PTN), e não por Sarney Filho, como de costume. Ele afirmou que a partir daquele momento Aluisio seria o seu representante na Câmara Federal e Sarney Filho o seu candidato a senador em 2018. Filho não comentou a declaração.

Mesmo grupo – Os demais nomes cogitados para o Senado em 2018 são todos alinhados ao projeto de poder do governador Flávio Dino (PCdoB), que na ocasião, disputará a reeleição para o cargo.

Destes, dois incomodam mais o comunista: Weverton Rocha e José Reinaldo Tavares. Rocha passou a ser o principal articulador da pré-candidatura do prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior, pelo PDT, e tem como pré-candidata em Imperatriz, Rosângela Curado (PDT), exonerada da pasta da Saúde do Governo do Estado em 2015.

O incômodo de Dino se justifica justamente pelo fato de Rocha poder contar com o apoio dos dois prefeitos – caso Edivaldo e Curado sejam eleitos este ano -, dos respectivos maiores colégios eleitorais do Maranhão, para a eleição de 2018. Para neutralizar Weverton, Dino tem fortalecido a pré-candidatura do deputado Marco Aurélio (PCdoB) em Imperatriz.

Já José Reinaldo Tavares, que também trabalha com a possiblidade de candidatar-se ao Senado em 2018, tem sido isolado no Governo por Flávio Dino. O socialista já demonstrou o seu descontentamento com as movimentações do Executivo publicamente, o que provocou mal-estar na base governista.

Humberto Coutinho, que preside a Assembleia Legislativa, já tratou do tema com deputados estaduais mais próximos ao seu gabinete. Para isso, ele trabalha em principais duas frentes. A primeira com investimentos do Executivo articulados por si para Caxias e região, e a segunda com maior proximidade ao governador. É Coutinho quem tem conseguido manter coesa e base governista no Legislativo.

Sebastião Madeira acredita que com o apoio dado ao pré-candidato a prefeito de Imperatriz indicado pelo Governo, poderá cobrar de Flávio Dino sustentação para a sua candidatura em 2018. E Waldir Maranhão, aposta na pré-candidatura de Eliziane Gama (PPS) este ano na capital, para a consolidação de base para a disputa do pleito.

Primeiras fissuras

Desde a virada do primeiro ano de mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) começaram a aparecer as primeiras fissuras em suas relações políticas com os aliados que ajudaram na sua eleição. E todas as antipatias caminham para a mesma direção: o secretário de Articulação Política Márcio Jerry.

É Jerry o alvo preferido dos que se mostram incomodados com a falta de diálogo com Dino. E esta antipatia ficou clara na revelação pública do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), a um jornal da própria base dinista, de que Jerry atrapalha mais do que ajuda o governo.

A voz de José Reinaldo – criador da carreira política e principal tutor de Flávio Dino – representa outros tantos líderes que hoje compõem a base dinista. Nomes como o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), do deputado federal Weverton Rocha, presidente do PDT maranhense e do senador Roberto Rocha (PSB).

Todos eles detentores de sufocante antipatia na relação com o governo e unânimes na observação de que há um motivo comum na dificuldade desta relação.

As fissuras que começam a surgir na relação do Palácio dos Leões com seus aliados poderão ter conseqüência nas eleições municipais de outubro – e formar rachaduras ainda maiores no projeto de reeleição do governador em 2018.

Mas, por enquanto, tanto Flávio Dino e, sobretudo, Márcio Jerry, dão de ombros para os queixumes dos aliados. Detentores de poder ainda forte no estado, eles entendem que poderão suportar as pressões e, na hora H, rejuntar todos no mesmo projeto.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Investigação por amostragem

coletiva-pf-ricardoA Polícia Federal deflagrou na última segunda-feira a operação “Sermão aos Peixes”, que tem por objetivo reprimir o desvio de verbas públicas federais no Maranhão.

A investigação apontou supostas irregularidades na gestão da passada da saúde do estado.

 Um detalhe intrigante em relação à operação, contudo, diz respeito ao período ao qual se limitou as investigações [2010 a 2013], principalmente sobre a participação de alguns dos institutos apontados como beneficiários do dinheiro público.

O Instituto Cidadania e Natureza (ICN), por exemplo, atua no estado desde o governo José Reinaldo Tavares (PSB), em 2006.

Passou pelos governos Jackson Lago (PDT), Roseana Sarney (PMDB) e acabou contemplado com novos contratos na gestão Flávio Dino (PCdoB). Ou seja, são 9 anos de atuação na saúde estadual.

Até ontem, quando por determinação judicial teve os seus contratos rompidos com o Poder Público, a entidade administrava 22 unidades de saúde de média e alta complexidade em todas as regiões do estado. [reveja aqui]

Mesmo assim, apenas o período que compreendeu a gestão do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad (PMDB), de 2010 a 2013, foi investigada. Sobre o fato, disse o superintendente da PF no Maranhão, Alexandre Saraiva:

“A investigação começou quando foi instaurado inquérito. Tão logo a polícia tomou conhecimento, instaurou inquérito. Não há nada de estranho nisso. Próxima pergunta”, resumiu.

Mais tarde, o superintende explicou que a investigação do período citado, que ocorreu em parceria com a CGU e o MPF, se deu por amostragem de contratos. Ou seja, de um montante X, apenas Y foram analisados com o levantamento de dados, ressalta-se que dentro do período proposto, somente.

A operação, segundo a PF, ainda está em curso…

Sinais de racha

Flávio Dino tem afastado aliados

Flávio Dino tem afastado aliados

Planejada e efetivada para ser o que de mais novo estaria sendo implantado no Maranhão em 2015, a gestão do governador Flávio Dino (PCdoB) entra em seu oitavo mês com a confirmação do que se pode chamar de o quarto racha entre os aliados que o ajudaram a se eleger.

Desde o início, são claros os sinais de insatisfação de gente como o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), o senador Roberto Rocha (PSB), o ex-deputado Domingos Dutra (SDD) e, agora, a deputada federal Eliziane Gama (PPS), algumas das figuras de proa de sua campanha.

Dutra foi o primeiro a se indispor, ao nem assumir a pasta que lhe foi destinada, o escritório de representação em Brasília. E saiu atirando, alegando que não iria “fazer disputa política com ninguém”. Roberto Rocha tem relação de tensão com Dino desde a posse. Os dois têm praticamente a mesma idade e o mesmo projeto de poder. E Rocha sabe que vai precisar se impor em relação a Dino se quiser surgir como opção no cenário dos próximos anos.

Agora foi a vez de Eliziane Gama. Ela foi obrigada por Dino a aceitar como sua a indicação de Ester Marques para a Secretaria de Cultura. Brigou com a “Indicada”, tentou tirá-la, mas não conseguiu. E quando Ester caiu, Dino fechou as portas para a aliada, ventando seus indicados e apontando ele próprio o novo secretário de Cultura.

O caso de José Reinaldo foi o mais curioso: responsável pela criação do nome político de Flávio Dino, parece decepcionado com sua gestão sete meses depois, chegando a defender um pacto com o senador José Sarney, como única saída para o desenvolvimento do Maranhão. Para muitos, a posição de Tavares tem a ver com decepção em relação ao governador.

Hoje, Flávio Dino reina praticamente sozinho em seu governo, ao lado do chefe de Articulação Política, Márcio Jerry, com os aliados de outrora apenas observando, muitos ressentidos.

E muitos outros mostram-se insatisfeitos nos bastidores.

E o governo está apenas em seu oitavo mês.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Zé Reinaldo quer a ajuda de Sarney para o desenvolvimento do Maranhão

Aliado de Flávio Dino, Zé Reinaldo acena para Sarney

Aliado de Flávio Dino, Zé Reinaldo acena para Sarney

*Por José Reinaldo Tavares 

José Sarney foi sem dúvidas o político que reteve maior poder e prestígio político no Maranhão, além de ter sido um dos mais fortes do país. E ficou mais poderoso ainda após o exercício na presidência da república. Sarney foi o poderosíssimo ex-presidente, sobretudo no governo de Lula da Silva. Mandava e desmandava à vontade e Lula chegou a dizer, inclusive, que Sarney não era um homem como os outros. Era quase um mito.

Mas no Maranhão, em que pese o seu julgamento, ficou devendo muito em relação ao que poderia ter feito, considerando o seu poder pessoal e político incontestáveis.

Mas, enfim, este não é um artigo para criticá-lo. Isso já fiz muitas vezes ao longo de muitos anos e por isso recebi muitas vezes o peso de sua ira. Contudo, isso ficou para trás e tenho que olhar para a frente e não ficar remoendo o passado.

Sarney não tem mais a força que teve, mas ainda tem muito prestígio pessoal e ainda detém grande força política. Isso é inegável.

Hoje se diverte criticando o governo de Flávio Dino, homem que derrotou de maneira muito clara o seu grupo político. Isso são fatos.

Farei aqui um apelo ao ex-presidente e àquele político que fascinou a todos os jovens promissores que com ele trabalharam, quando governador e nele acreditaram, como eu. Vejam bem, não estou pedindo aqui que deixe de fazer oposição, sendo esse o seu desejo. Não, nada disso! Estou propondo é um pacto pelo Maranhão, por esse estado pobre e com grande parte da população vivendo com renda oriunda do Bolsa Família. Estou propondo uma união de importantes forças políticas em torno de projetos fundamentais para o desenvolvimento do estado e para tirar o estado dessa situação. O Ceará fez isso no passado e disparou com uma agenda de consenso que o transformou num dos estados mais importantes do país. E o nosso Maranhão tem muito mais condições naturais para o desenvolvimento que o Ceará, mas hoje estamos bem atrás.

Países só se desenvolveram com pactos como esse, vejam o caso da Espanha, onde as questões eram tão acirradas que chegaram a ir a uma guerra civil sangrenta e terrível. Lá ficou na história o Pacto de Moncloa, fundamental para a busca do desenvolvimento que hoje sustenta a  Espanha moderna.

É claro que se isso não acontecer, iremos lutar até conseguirmos, mas se pudermos fazer uma agenda acima da política, juntando as forças de todos que puderem contribuir, será muito mais fácil e mais rápido conseguir mudar o Maranhão.

Parece óbvio que o ex-presidente teria, como tem em qualquer lugar, uma participação muito importante em tudo. Repito: não se trata de pacto político, mas sim de tentar elencar um grupo de projetos estruturantes para que possamos pular etapas e colocar o Maranhão em seu lugar entre os estados mais promissores do país.

Aqui falo por mim. Não falo por mais ninguém. Portanto não se trata de qualquer tipo de barganha. Não se trata da oferta de cargos em troca de apoio. Não é, enfatizo, um pacto político. Não se trata, enfim, de troca de favores.

O que pretendo é unir todos pelo desenvolvimento do Maranhão. É escolher pelo debate alguns projetos realmente fundamentais para alavancar o crescimento do estado e melhorar a vida sofrida de nossa população. Entre nós temos vários políticos de enorme prestígio, a começar pelo governador Flávio Dino e pelo ex-presidente José Sarney, juntando senadores, deputados federais e estaduais. Temos força política para, juntos nesse propósito, conseguirmos grandes avanços, desde que todos puxem numa só direção. O momento é de imensa dificuldade. O país quebrado, o governo federal politicamente paralisado por uma crise que começou política, indo em seguida tomar conta da economia e agora é social, com a inflação e o desemprego batendo à porta.

Não será tarefa fácil. Mas se estivermos unidos e com uma pauta bem estabelecida, creio que seremos fortes, objetivos e com grandes chances de conseguirmos grandes avanços. Só o fato de termos uma agenda em comum será de uma importância extraordinária.

Falo por mim, sem medos de patrulhas e de maus entendidos. Não serei eu a ganhar nada me arriscando assim. Será o povo do Maranhão. Mas sei que muitos entre nós pensam como eu. Não estarei sozinho e nem pregando no deserto. Nossa sociedade não perdoará a nós políticos, se não nos unirmos em torno do projeto maior que é o desenvolvimento do Maranhão. Essa é a finalidade maior de estarmos na política, com ou sem mandatos.

“Pronto, falei” – como dizem os internautas. Peço a reflexão de todos. Não se trata de rendição e nem de submissão. Trata-se do Maranhão!

Pensem nisso e vamos juntos!

*José Reinaldo Tavares é deputado federal e e ex-governador do Maranhão

Fatos confirmados

Eduardo Campos veio a SL

Eduardo Campos veio a São Luís sexta-feira

A passagem do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, por São Luís confirmou uma série de situações que vinham sendo registradas por O Estado notadamente pela coluna a respeito dos descaminhos dessa aliança de oposição. Alguns fatos agora confirmados:

1 – O comunista Flávio Dino, que exerce a presidência da Embratur, cargo de confiança do presidente da República, não é partidário da candidatura da presidente Dilma Rousseff, que o nomeou, à reeleição. A presença dele na reunião do PSB e o discurso que fez não deixaram dúvidas de que Dino vai formar palanque para Eduardo Campos no Maranhão. O próprio Campos foi enfático ao afirmar que seu parceiro no estado será o hoje pré-candidato do PCdoB.

2 – A banda do PT que não aceita a aliança com o PMDB no plano nacional e nos estados, liderada pelo deputado federal Domingos Dutra e pelo deputado estadual Bira do Pindaré, não apoiará a candidatura da presidente Dilma. Os dois fizeram festa para Eduardo Campos – Dutra assumindo abertamente o rompimento com o PT e Pindaré fazendo o papel feio de participar da reunião de maneira sorrateira, como se não quisesse ser notado, mas aplaudindo o discurso do governador pernambucano e do comunista.

3 – A vinda de Eduardo Campos a São Luís não resolveu, como haviam anunciado, a guerra travada por JR Tavares e Roberto Rocha pela vaga de candidato a senador no grupo. Isso ficou evidente pela expressão de contrariedade do ex-governador quando, em discurso, o vice-prefeito de São Luís pediu às lideranças da região de Balsas apoio à candidatura de Tavares a deputado federal e à sua como candidato ao Senado. De cara amarrada, JR Tavares só não deixou o evento porque tal atitude só entornaria o caldo. Mas falou cobras e lagarto de Roberto Rocha em conversas fechadas e avisou que não abre mão de ser candidato a senador.

É anotar e aguardar os desdobramentos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado

Eduardo Campos decidirá entre Rocha e Tavares para a disputa ao Senado pelo PSB

José Reinaldo não desistiu de vaga

José Reinaldo não desistiu de vaga

Em meio a uma crise no PSB estadual, o governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, desembarcará na sexta-feira da próxima semana, 13, em São Luís para decidir quem será o candidato da legenda ao Senado Federal. Até o momento, dois nomes disputam o posto: o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, e o ex-governador José Reinaldo Tavares, que também pode abrir mão da vaga para disputar a Câmara Federal.

Na semana passada, Eduardo Campos realizou, em menos de quatro meses, a segunda mudança na estrutura do diretório estadual do partido no Maranhão. Isso após José Reinaldo e o deputado estadual Marcelo Tavares ameaçarem deixar o partido.
E quem falou sobre as mudanças foi o próprio José Reinaldo, após ter participado de uma reunião em Brasília com Eduardo Campos. Na ocasião, ele insinuou o isolamento de Roberto Rocha e do prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, da direção da executiva estadual.

Segundo Tavares, após a reunião ficou decidido que tanto ele quanto o seu sobrinho,

Roberto Rocha fala como pré-candidato

Roberto Rocha fala como pré-candidato

Marcelo Tavares, e o aliado José Antônio Almeida seriam reconduzidos à direção da legenda.

Ele ainda deixou claro que, por sugestão sua, o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, continuaria na presidência do partido no Maranhão. “Voltaremos todos para a Executiva do partido: eu, Marcelo [Tavares], José Antônio e Cleide [Coutinho], que também terá espaço para outras alas do partido. Sugerimos a permanência de Luciano Leitoa, correligionário muito querido no partido, na executiva, como deseja Eduardo”, afirmou, sem citar Roberto Rocha e Ribamar Alves.

Tanto Roberto quanto Alves informaram a O Estado, em seguida, que não haviam sido informados sobre a decisão de Eduardo Campos. Mas garantiram que não iriam questionar o ato. Marcelo Tavares disse que o seu tio foi mal interpretado.

Informações de O Estado