José Sarney transfere título de eleitor para o Maranhão

O ex-presidente da República e do Congresso Nacional, José Sarney (MDB), oficializou a sua mudança de domicílio eleitoral do Amapá para o Maranhão.

O ato, que havia sido antecipado por Robert Lobato, foi revelado hoje com exclusividade pelo jornalista Marco D’Eça, editor de Política de O Estado do Maranhão.

Com a mudança de domicílio, Sarney desiste da possibilidade de concorrer ao Senado pelo Amapá – mesmo com a liderança nas pesquisas de lá -, e passa a ser eleitor no Maranhão.

O ex-presidente já havia confidenciado a jornalistas o desejo de poder votar, pela primeira vez, na filha, Roseana Sarney (MDB), para o Governo do Estado, além do neto, Adriano (Sarney (PV), para a Assembleia Legislativa e do filho, ministro Sarney Filho (PV) para o Senado.

Sarney cita ida de Flávio Dino a Embratur ao negar veto a Pedro Fernandes

O ex-presidente da República José Sarney (MDB) negou hoje ao blog do Camarote ter imposto veto ao nome do deputado Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho.

Fernandes afirmou hoje a jornalistas, que o seu nome havia provocado embaraço na política do Maranhão e sugeriu que o veto no Governo Federal partiu de Sarney.

Não foi.

“Não fui consultado e não vetei”, disse Sarney.

O ex-presidente lembrou que na ocasião da ascensão de Flávio Dinio (PCdoB) na Embratur, não houve veto.

“Ele [Pedro Fernandes] quer arrumar uma desculpa. Colocar a responsabilidade sobre as minhas costas. Se, no passado, não vetei Flávio Dino para a Embratur, não faria isso para alguém que foi nosso amigo”, afirmou.

O jogo da semântica

Coluna do Sarney*

As palavras, como as pessoas, têm sua vida, nascem, exploram sua juventude e morrem no desaparecimento do uso. Algumas, intencionalmente; outras, em razão mesmo do desgaste. Recordo-me a primeira vez que ouvi a resposta a pergunta que fiz: “Como está nosso amigo comum, Eurico? Ele me respondeu: “Joia.” Eu nunca tinha ouvido essa palavra com esse significado. Depois, foi massificada como expressão de bem-estar.

Outro amigo meu, quando viajei a Nova York e lá comentavam sobre o Brasil, me disse:

– É o país mais legalista do mundo. Quando se pergunta até sobre as pessoas:

– Como vai?

A resposta vem rápido:

– Tá legal.

Isso mostra nosso apreço à lei e a condenação a tudo que está fora dela.

Que grande hipocrisia pensar assim! Tá legal não tem explicação. É tá legal, e se aplica a muitas coisas.

Agora, a moda e a palavra que entraram em circulação foi delação, que passou a ser ofensiva para aqueles juízes que levam o pobre coitado a mostrar uma fraqueza de conduta. O delator hoje é colaborador. A primeira vantagem que ele tem ao delatar é trocar de conceito: de pessoa de conduta ultrajante para pessoa de conduta heroica.

A palavra também é objeto de consumo: consome-se até, como a própria moda, deixar de ser moda. A juventude, esta, tem o seu vocabulário próprio. E eu, outro dia, tomei conhecimento da minha ignorância do vocabulário jovem quando perguntei a um filho meu se gostava de skate, ele me respondeu: “Meu tio, é massa.” Eu, inocentemente, perguntei “Massa de quê?” “É massa, meu tio. O senhor não sabe o que é massa?”

Recordo-me, com saudades, de uma palavra que o velho Nascimento Morais, meu companheiro de redação no jornal O Imparcial e notável figura do jornalismo maranhense, me passou num conselho: quando quiser escrever uma catilinária sobre alguém, comece com a palavra sevandija. Se não tiver sevandija, não é lapada nas costas. Mas ela já desapareceu. E eu mesmo, com saudades dela, tenho receio de empregá-la para não parecer esnobe e querer obrigar a consulta a um dicionário.

Tive um colega na Academia Maranhense de Letras que tomou parte numa discussão levantada pelo professor Mata Roma sobre semântica. Ele levantou-se e recitou os versos de Bilac: “Amai para entendê-las!/ Pois só quem ama pode ter ouvido/ Capaz de ouvir e de entender estrelas.” E concluiu: “Olhe o jogo da semântica.” Nem ele sabia o que era semântica. O velho Mata Roma disse: “Aqui não quero falar mais. Encerro minhas considerações nesse momento.” E ficamos, em nosso cotidiano na Academia, de vez em quando, a olhar para o outro colega e dizer: “Olhe o jogo da semântica.”

Domingos Vieira Filho teve a pachorra de coletar palavras do nosso linguajar. Escreveu um livro excelente A linguagem popular do Maranhão. Nela encontramos algumas expressões que já estão mortas, como, para citar uma erudita, machavelismo, que nada mais é do que a cultura chegando ao povo. Vem de Maquiavel e maquiavelismo. Além das eruditas, há as populares: canto, cruzeta, qualira.

Quero encerrar essas lembranças e brincadeiras com palavras repetindo uma nova expressão, que circula hoje entre os jovens e até entre os velhos: “Tô de boa.”

José Sarney

Supremo retira de Sergio Moro investigação contra Sarney

Poder 360 – A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu na tarde desta 3ª feira (21.fev.2017) retirar do juiz federal Sérgio Moro as investigações contra o ex-presidente José Sarney (PMDB), relativas à delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Agora, Sarney será investigado no âmbito STF.

Já existia em Curitiba 1 inquérito instaurado para investigar os supostos crimes mencionados por Machado.

O relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, era contra o pedido de Sarney, mas acabou vencido. Votaram a favor do pedido do ex-presidente todos os outros ministros da 2ª Turma: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes.

A maioria dos ministros entendeu que o caso deve ficar no STF. Mesmo que Sarney não possua foro privilegiado, o caso dele está ligado ao de outros políticos investigados que possuem a prerrogativa, como os senadores Romero Jucá (PMDB-RO) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

“Como fazer uma investigação em Curitiba que não vai atingir os outros investigados que têm prerrogativa de foro de função? Estão imbricados, a meu ver”, disse o ministro Dias Toffoli ao discordar de Fachin.

“Se de 5 investigados, 4 tem foro, como o juiz de 1a vai investigar 1 sem macular a competência do STF em relação aos demais? Não vejo como”, continuou Toffoli.

Sarney é representado no caso pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Ele questiona decisão anterior do STF (que enviou parte da delação de Machado para Sérgio Moro) e diz que não há ligação entre os fatos mencionados pelo ex-presidente da Transpetro e as apurações da Lava Jato.

“Como visto, não há qualquer elemento a sugerir que a eventual prova das infrações ocorridas no âmbito da Transpetro estejam objetivamente entrelaçadas com as infrações investigadas no âmbito da Operação Lava Jato“, escreve Kakay.

Sarney afirma que Sérgio Machado mentiu em depoimento

SarneyO Estado – O ex-presidente da República José Sarney afirmou, por meio de nota, nesta quinta-feira(16) que tomou conhecimento por completo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e reafirmou que nenhuma das afirmações do delator são verdadeiras. Sarney disse que não recebeu nenhum centavo de Machado e voltou a dizer que mantém a decisão de processá-lo.

Em deleção premiada, Sérgio Machado afirmou ter entregue aproximadamente R$ 20 milhões em propina para José Sarney. Na terça-feira(14), o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, negou a pressão de Sarney ao afirmar que as declarações não são suficientes para justificar a prisão.

Em sua nota, José Sarney reiterou que nunca discutiu, com Renan Calheiros e Romero Jucá, algum tipo de assunto sobre recursos financeiros. O peemedebista disse também que não teve relação com os filhos de Sérgio Machado. “Não conheço e nem nunca tive qualquer contato com os filhos do senhor Sérgio Machado nem com a pessoa por ele citada”.

Veja a nota José Sarney na íntegra

Só ontem à noite tomei conhecimento da íntegra da delação do senhor Sérgio Machado. Posso assegurar ao povo brasileiro — que já conhece do que ele é capaz — que nela, em relação a mim, não há nenhuma afirmação verdadeira. Nunca recebi das mãos desse senhor nenhum centavo. Nunca discuti com os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá questão relativa a recursos financeiros. Não conheço nem nunca tive qualquer contato com os filhos do senhor Sérgio Machado nem com a pessoa por ele citada.

Fico reconfortado pôr a Constituição que ajudei a fazer ser sábia ao entregar ao Supremo Tribunal Federal a guarda da Constituição, e não à Procuradoria Geral da República.

Mantenho a decisão de processar o senhor Sérgio Machado para esclarecer a verdade e punir o delator. O seu objetivo foi utilizar minha biografia para dar amplitude a sua delação. O das ações cautelares humilhar-me e desrespeitar-me. As raízes desse procedimento estão na política do Maranhão.

José Sarney

Ex-Presidente da República

Sobre coerência e ataques

O episódio protagonizado pelo procurador­-geral da República, Rodrigo Janot, causou repercussão nacional tanto pelo inusitado de pedir prisão de autoridades da República, quanto pelo argumento para justificar tal ato, que criminaliza a manifestação da opinião.

E as principais lideranças políticas maranhenses também se manifestaram sobre o assunto. E essas manifestações deram a oportunidade de se definir em que patamar de postura estão os que pretendem conduzir os destinos do Maranhão.

A despeito de toda a sua manifestação contra os exageros da Lava Jato, o governador Flávio Dino (PCdoB) opinou de maneira torpe, subvertendo sua própria lógica de operador do Direito. O comunista tripudiou sobre o pedido de prisão domiciliar do ex-­presidente José Sarney, visto pela unanimidade dos analistas como algo absolutamente fora de propósito.

O governador “falou”, também por intermédio do secretário Márcio Jerry, que ainda agrediu o ex­-presidente com declarações tão estapafúrdias quanto a manifestação do procurador da República.

Por outro lado, o senador Roberto Rocha (PSB), adversário político histórico do grupo Sarney no Maranhão, foi à tribuna do Senado para demonstrar preocupação com a crescente “criminalização da Política”, solidarizou­-se com o ex­-presidente e afirmou sem meias palavras não ver justificativa para os pedidos de prisão assinados por Janot.

Os momentos de crise, em qualquer instância da vida, são aqueles em que se consegue diferenciar quem é quem em termos de postura. É quando se separa políticos com atitudes coerentes daqueles que visam a se beneficiar com ataques sem sentido. E o episódio envolvendo Rodrigo Janot serviu para se fazer bem essa separação.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Edilázio se solidariza a Sarney

edilázio 2O deputado estadual Edilázio Júnior (PV), primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, repudiou na sessão de hoje o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB).

Edilázio se solidarizou a Sarney – que também é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) -, e classificou de constrangedor o pedido formulado por Janot.

“O pedido do procurador-geral da República deixou todos estarrecidos, tanto no Congresso Nacional, quanto a sociedade em todo o país. Esse pedido de prisão domiciliar com uso de tornozeleira foi feito para jogar na mídia, para jogar para o público, até porque todos nós sabemos que o presidente Sarney com o estado de idade avançada que tem, quase 90 anos de idade, as debilitações que tem de saúde, não há como, de forma alguma, obstruir investigações, inclusive a Lava Jato”, disse.

Ele enfatizou que o pedido provocou repercussão negativa a Janot em todas as instâncias de Poder, e falou do prestígio político e social do ex-presidente da República, do Senado Federal e do Congresso Nacional.

“Estamos falando do presidente Sarney, que foi o maior governador que o estado do Maranhão há teve. Um homem que tem 60 anos de vida pública com uma conduta ilibada. Sessenta anos sem uma improbidade. Um homem que foi deputado federal, governador do estado, presidente do Congresso Nacional por quatro mandatos e presidente da República sem nunca ter sido citado em algum processo de corrupção”, completou.

Edilázio manifestou apoio ao peemedebista e criticou o tratamento – com algumas medidas até extremas -, que tem sido dado à classe política no país.

“Quero deixar aqui a minha solidariedade ao presidente Sarney, que todos nós aqui conhecemos, sabemos do caráter, a pessoa amável e correta que é, sabemos de sua seriedade no trato com o bem público. Nós não podemos aceitar a forma como nós, parlamentares, políticos, estamos sendo tratados”, finalizou.

Saiba quem foram os vices que chegaram à Presidência da República

Café Filho 24/8/1954 - 11/11/1955 Assumiu após o suicídio de Getúlio Vargas

Café Filho: presidiu o país de 24 de agosto de 1954 a 11 de novembro de 1955
Assumiu o país após o suicídio de Getúlio Vargas

João Goulart  8/9/1961 - 24/1/1963 Assumiu com poderes limitados pelo sistema parlamentarista após a renúncia de Jânio Quadros João Goulart 8

João Goulart: presidiu a nação de
8 de setembro de 1961 a 24 de janeiro de 1963
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José Sarney  15/3/1985 - 15/3/1990 Assumiu no lugar de Tancredo Neves, que adoeceu um dia antes da posse e morreu em seguida José Sarney

José Sarney: presidiu o Brasil de
15 de março de 1985 a 15 de março de 1990
Assumiu a nação no lugar de Tancredo Neves, que adoeceu um dia antes da posse, não resistiu e morreu logo depois

Itamar Franco 29/12/1992 – 1/1/1995 Eleito em 1989 como vice, assumiu após o impeachment de Collor

Itamar Franco: de 
29 de dezembro de 1992 a 1 de janeiro de 1995
Foi eleito em 1989 como vice-presidente, assumiu após o impeachment de Collor

Michel Temer 12/5/2016 Com a aprovação do afastamento de Dilma, assumiu interinamente por até 180 dias

Michel Temer: assumiu o país nesta quinta-feira, 12 de maio de 2016
após a presidente Dilma Rousseff ter sido afastada – por até 180 dias -, pelo Senado da República 

As imagens são de reprodução da internet

Flávio Dino em causa própria

Flavio-Dino-com-DilmaO governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), intensificou na semana passada movimentos em defesa da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT.

Desde a condução coercitiva do petista, Dino tem usado as redes sociais, portais e jornais para fazer reverberar suas opiniões contra supostos “excessos” da Operação Lava Jato e a favor da manutenção do mandato da presidente.

A postura é a mesma que ele vem adotando desde o ano passado, quando tentou liderar um movimento de governadores em apoio a Dilma. Mas houve uma intensificação nos últimos dias, na mesma medida em que o PMDB voltou a se distanciar do Palácio do Planalto.

A explicação é uma só: não é nos aliados petistas que o governador pensa quando faz essa firme defesa da dupla Lula/Dilma. Pelo contrário, Flávio Dino age em causa própria.

O que ele teme, de verdade, é que uma queda da presidente leve ao poder os peemedebistas. E que o ex-senador e ex-presidente José Sarney, ainda muito influente no cenário nacional, volte a ter o poder não apenas de influenciar, mas de dar as cartas, ao lado de Michel Temer, por exemplo.

Vem desse movimento em Brasília todo o aumento do esforço do comunista pela manutenção do mandato da presidente.

E isso já não é mais negado nem mesmo pelos aliados mais próximos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Sarney recebe o Grande Colar do Mérito do TCU

José Sarney ao lado do ministro Raimundo Carreiro

José Sarney ao lado do ministro Raimundo Carreiro do Tribunal de Contas da União

Os ex-senadores José Sarney e Pedro Simon foram homenageados ontem, em Brasília, com a entrega do Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU). Também foram homenageados na mesma sessão do TCU o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) César Asfor Rocha, o empresário Jonas Barcellos Corrêa Filho, o poeta Ferreira Gullar e o ex-governador e ex-candidato à Presidência da República Eduardo Campos, morto em 13 de agosto de 2014 num acidente aéreo.

“São homens que, sem sombra de dúvidas, a contar pelo delinear de virtudes apresentadas, por seus próprios méritos, construíram uma trajetória de vida louvável e inspiradora, em especial porque contribuíram para o desenvolvimento pátrio em suas respectivas áreas de atuação”, disse o presidente do TCU, Aroldo Cedraz.

Criado em 2003, o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União tem por objetivo condecorar personalidades nacionais ou estrangeiras que tenham contribuído para as atividades de controle externo, desenvolvidas pelo TCU.

Na mesma sessão foi entregue a medalha comemorativa 125 anos do TCU. Foram agraciadas com a medalha a Presidência da República, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, o Supremo Tribunal Federal, a Casa Civil da Presidência da República e diversos tribunais superiores.

Criado em 1890, no princípio da República, o Tribunal de Contas da União completou, no último dia 7 de novembro, os 125 anos de existência.

Agência Senado