Júnior Bolinha quer transferência para o Corpo de Bombeiros

Júnior Bolinha: nova tática

Júnior Bolinha: nova tática

Jorge Aragão – O preso José Raimundo Sales Junior, mais conhecido como Júnior Bolinha, através de seus advogados, ingressou na Justiça, através da 1ª Vara do Tribunal do Juri, com pedido de sua transferência do Complexo Penitenciário de Pedrinhas para a Unidade Prisional do Corpo de Bombeiros.

Os advogados estão alegando, para fazer a solicitação, que estão que estão zelando pela sua integridade física e moral de Junior Bolinha, que em Pedrinhas se encontra ameaçada.

O juiz Ernesto Guimarães Alves, Juiz Auxiliar da Entrância Final, oficiou no último dia 12 de dezembro, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Wanderley Pereira, para que se manifeste quanto a possibilidade de transferência e permanência de Júnior Bolinha no Corpo de Bombeiros.

Além disso, também foi determinando também que seja feita diligência para confirmar a situação em que se encontra Júnior Bolinha e foi solicitado ainda informações ao Diretor do Presídio São Luís I quanto a situação e a segurança do preso.

Júnior Bolinha é um dos acusados do assassinato do jornalista Décio Sá. De acordo com os autos, Jhonathan de Sousa Silva (réu confesso), denunciado como o autor dos tiros que mataram o jornalista, teria apontado Júnior Bolinha como a pessoa que lhe contratou para assassinar Décio Sá, a pedido de outras duas pessoas.

Curiosamente em dezembro do ano passado, Júnior Bolinha também deixou Pedrinhas, mas desta vez foi passear pelas ruas e avenidas de São Luís.

No dia 21 de dezembro de 2013, o preso Júnior Bolinha foi preso e não é redundância. Bolinha foi preso na Avenida dos Holandeses no início da noite. Segundo as informações da própria polícia, Júnior Bolinha teria pago a quantia de R$ 100,00 para ter sua saída facilitada (reveja aqui).

Naquela oportunidade, o Blog recebeu várias informações de que esta não teria sido a primeira vez que o preso sai, sem autorização legal, para o convívio com a sociedade e depois retornava para a prisão.

Caso Décio: Jhonatan nega a júri ter sido agenciado por Júnior Bolinha

Jhonatan está sendo julgado por um júri popular

Jhonatan está sendo julgado por um júri popular

O assassino confesso de Décio Sá, Jhonatan de Souza, acabou de dizer ao júri que mentiu quando afirmou em 2012 ter sido contratado por Júnior Bolinha para cometer o homicídio.

Em novo depoimento, Jhonatan alega ter acertado sobre a morte de Décio com um tal de Neguinho Barão, e assegurou ter dito que era contratado de Bolinha por sentir raiva dele apenas.

No seu confuso depoimento, o pistoleiro agora quer fazer crer que Neguinho seria o verdadeiro agenciador ou mandante da morte do jornalista, sabe-se lá por qual motivo.

Esta foi a primeira vez que Jhonatan negou ser Bolinha o agenciador para o homicídio.

Júnior Bolinha: nova tática

Júnior Bolinha: nova tática

Ele tenta agora, justamente no júri popular, provocar divergência que possa comprometer a acusação e condenação dos demais réus, no caso, Bolinha. Tática comum em casos como esse, que envolve mais de 10 réus e que ganhou repercussão e comoção internacional.

O novo depoimento do assassino e as alegações que posteriormente deverão ser apresentadas pelos demais réus só devem prosperar, no entanto, caso seja frágil a peça elaborada pela Polícia e Ministério Público durante as investigações.

Nos resta apenas aguardar…

Justiça pronunciará a júri popular acusados do assassinato de Décio Sá

Décio Sá era repórter de O Estado

Décio Sá era repórter de O Estado

Do blog de Itevaldo Júnior – Nove dos 12 acusados do assassinato do jornalista Décio Sá serão pronunciados a júri popular pelo juiz Osmar Gomes, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. A sentença de pronúncia do magistrado deve sair nos próximos dias.

Conversei ontem à tarde com o juiz Osmar Gomes, quinto magistrado a atuar no processo. Ele confirmou que Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha – o MP pediu a impronúncia dele por falta de indícios de sua participação no crime – e o capitão da Polícia Militar, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita – acusado de ter fornecido a arma do crime – serão pronunciados. Os dois estavam em liberdade provisória desde o mês passado.

Os nove acusados que serão pronunciados pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri por homicídio e formação de quadrilha são: Jhonatan de Sousa Silva; Gláucio Alencar Pontes Carvalho, José de Alencar Miranda Carvalho, os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros; Elker Farias Veloso; o ex-subcomandante do Batalhão de Choque da PM, Fábio Aurélio Saraiva Silva, Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha e Shirliano Graciano de Oliveira (foragido).

Os acusados José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha e Marcos Bruno Silva de Oliveira podem deixar de serem pronunciados por não possuírem advogados. O magistrado revelou que os dois foram intimados para constituírem advogados, mas não o fizeram.

Osmar Gomes disse que encaminhará para a Defensoria Pública as defesas de Júnior Bolinha e Marcos Bruno para que em seguida ele pronuncie ou não os acusados. Décio Sá foi morto no dia 23 de abril do ano passado em um bar na Avenida Litorânea.

Oitivas chegam ao fim com muitos desencontros

Jhonatan mostra como matou Décio

Jhonatan mostra como matou Décio

Acabaram ontem as audiências do processo sobre a morte do jornalista Décio Sá, no Fórum Desembargador Sarney Costa. Ao todo, 12 acusados, destes 10 denunciados pelo Ministério Público, apontados como responsáveis pelo crime, foram ouvidos. Alguns destes, mudaram o depoimento em relação ao que haviam dito antes à polícia.

Jhonatan de Souza, por exemplo, assassino confesso de Décio, disse desconhecer os mandantes demais envolvidos no crime e resolveu inocentar o deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD). Ele alegou que citou o nome do deputado por saber que Júnior Bolinha fazia questão de não esconder a amizade que tinha com o parlamentar. Jhonatan falou o mesmo sobre Fábio Capita. Seria uma forma de prejudicar Bolinha, que devia dinheiro a ele.

Outro que resolveu mudar o discurso e assim como Jhonatan, afirmar que havia sido obrigado pela Polícia Civil a confessar que participou do crime, foi Marcos Bruno Silva de Oliveira.

Bruno relatou que teve apenas três contatos com Jhonatan. Um deles durante um

Pedro Teles será investigado pela morte de Décio

Pedro Teles será investigado pela morte de Décio

aniversário, ocasião que se conheceram, e os outros dois na Avenida Litorânea. Ele negou que tenha ajudado Jhonathan a fugir.

Acusado como mandante, Gláucio Alencar não nega relações com Júnior Bolinha, mas alega que nada tem com o crime. Foi a defesa dele que fez com que o juiz Marcio Brandão autorizasse a investigação policial contra o empresário Pedro Teles. Gláucio questiona, e com razão, o fato de a polícia ter desprezado a linha de investigação Barra do Corda.

Bolinha e Fábio Aurélio Saraiva, o Buchecha, também negam que tenham sido os mandantes do crime, assim como Fábio Capita, que diz não ter fornecido a arma do crime.

E assim terminou a fase dos interrogatórios dos acusados, com desencontros e alguns furos no inquérito já percebidos pela Justiça. O que virá depois? É tudo muito imprevisível. E como disse o colega Marco D’Eça, a única certeza que se tem é que Décio Sá está morto.