Décio Sá: acusado da morte vai para a prisão domiciliar

decioJorge Aragão – O desembargador José Luiz Oliveira de Almeida concedeu na sexta-feira (22), liminar em favor de José de Alencar Miranda de Carvalho, um dos acusados de ter encomendado a morte do jornalista Décio Sá, no dia 23 de fevereiro de 2012.

O pedido de liminar foi impetrado na Segunda Câmara Criminal pelo advogado Wendell Araújo de Oliveira. O desembargador José Luiz Almeida acatou o pedido e transformou a prisão de Miranda, preso no Comando da Polícia Militar em regime fechado, em prisão domiciliar. O estranho é que somente na noite desta segunda-feira (25) é que a informação acabou vazando.

No pedido, o advogado de Miranda sustenta que a idade avançada (74 anos), mais o problema de saúde (cardiopatia grave) e as condições do local onde estava preso seria suficiente para que a prisão fosse transformada em prisão domiciliar. Além disso, o advogado teria apresentado laudos médicos em que Miranda estaria sujeito a uma parada cardíaca a qualquer momento.

 

Caso Décio: Jhonatan nega a júri ter sido agenciado por Júnior Bolinha

Jhonatan está sendo julgado por um júri popular

Jhonatan está sendo julgado por um júri popular

O assassino confesso de Décio Sá, Jhonatan de Souza, acabou de dizer ao júri que mentiu quando afirmou em 2012 ter sido contratado por Júnior Bolinha para cometer o homicídio.

Em novo depoimento, Jhonatan alega ter acertado sobre a morte de Décio com um tal de Neguinho Barão, e assegurou ter dito que era contratado de Bolinha por sentir raiva dele apenas.

No seu confuso depoimento, o pistoleiro agora quer fazer crer que Neguinho seria o verdadeiro agenciador ou mandante da morte do jornalista, sabe-se lá por qual motivo.

Esta foi a primeira vez que Jhonatan negou ser Bolinha o agenciador para o homicídio.

Júnior Bolinha: nova tática

Júnior Bolinha: nova tática

Ele tenta agora, justamente no júri popular, provocar divergência que possa comprometer a acusação e condenação dos demais réus, no caso, Bolinha. Tática comum em casos como esse, que envolve mais de 10 réus e que ganhou repercussão e comoção internacional.

O novo depoimento do assassino e as alegações que posteriormente deverão ser apresentadas pelos demais réus só devem prosperar, no entanto, caso seja frágil a peça elaborada pela Polícia e Ministério Público durante as investigações.

Nos resta apenas aguardar…

Acusados da morte de Décio vão a Júri Popular em fevereiro

Johnathan Sousa e Marcos Bruno serão julgados

Johnathan Sousa e Marcos Bruno serão julgados

 De O Estado – Faltam apenas nove dias para que a Justiça do Maranhão comece, de fato, a julgar os 11 acusados de participação no assassinato encomendado do jornalista Décio Sá, de 42 anos, ocorrido em abril de 2012, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís. Os primeiros a sentar no banco dos réus serão os executores do crime, o bacabalense Marcos Bruno Silva de Oliveira, de 29 anos, apontado como piloto de fuga do assassino, e o próprio autor confesso do homicídio, o pistoleiro paraense Jhonatan de Sousa Silva, de 25 anos, que responderão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha.

Os dois vão a júri popular nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro, no Salão do Júri do Fórum Desembargador Sarney Costa, bairro Calhau, por decisão do juiz Osmar Gomes dos Santos, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que afirma estar tudo pronto para o julgamento.

– Da parte do Poder Judiciário não há nada pendente. Todo o aparato de segurança pública já foi montado para a sessão, já enviamos a carta precatória para o recambiamento do réu que se encontra no presídio federal, e, por enquanto, não há nada que possa embaraçar o início do júri – afirmou o magistrado.

Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público, Jhonatan de Sousa Silva foi contratado por uma quadrilha de agiotas para matar Décio Sá, porque no dia 31 de março de 2012 (23 dias antes do crime) o jornalista denunciou em seu blog (blogdodecio.com.br) que a morte do empresário Fábio dos Santos Brasil Filho, o Fábio Brasil, de 33 anos, na cidade de Teresina-PI, havia sido encomendada por uma rede de agiotagem, estabelecida no Maranhão. O blogueiro foi o primeiro a atribuir a autoria desse crime à quadrilha.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa que faturava milhões com desvios de verbas públicas municipais e federais, destinadas a várias prefeituras maranhenses, era liderada pelo agiota Gláucio Alencar Pontes Carvalho, de 36 anos, e o pai dele, o aposentado José de Alencar Miranda de Carvalho, de 74 anos.

– A quadrilha enxergou Décio Sá como uma ameaça, pois sabia que o jornalista podia ter mais informações que a incriminasse – afirmou à época o secretário de Segurança Pública (SSP), Aluísio Mendes.