Audácia: bandidos explodem caixas eletrônicos na Avenida dos Holandeses

Uma organização criminosa resolveu desafiar a Secretaria de Estado de Segurança Pública e numa ação de deboche ao comando do setor no Maranhão, explodiu um caixa eletrônico situado na Avenida dos Holandeses, a pouco mais de 3 quilômetros de distância do Comando Geral da Polícia Militar.

A ação ocorreu durante a madrugada de hoje. Dois caixas do Banco do Brasil instalados em frente a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) foram explodidos.

A audácia foi tamanha, que os bandidos sequer se preocuparam com o sistema de videomonitoramento existente no trecho da via.

O local da explosão fica próximo a prédios residenciais. A polícia ainda não divulgou a quantidade em dinheiro levada pelos bandidos.

 

Ilson Mateus convoca coletiva para tentar explicar a polêmica de incentivos fiscais

O empresário Ilson Mateus resolveu se manifestar à imprensa sobre a polêmica que cresceu na última semana, e que trata da falência do Supermercado Maciel e a política de incentivos fiscais a atacadistas, promovida pelo Governo do Maranhão.

A decisão de se manifestar numa entrevista coletiva ocorre depois de o grupo do qual é proprietário, ter sido apontado como o único favorecido com a lei de autoria do governador Flávio Dino e aprovada em 2017 na Assembleia Legislativa, que reduz de 15% para apenas 2%, a cobrança de ICMS aos atacadistas que possuem R$ 100 milhões de capital social ou gerem 500 empregos diretos.

No Maranhão, segundo levantou a oposição na Assembleia Legislativa na ocasião da discussão da lei, apenas o Mateus se enquadra aos requisitos, e portanto, trata-se do único beneficiado com a lei, já em vigor desde o ano passado.

Todos os demais concorrentes, passaram a pagar mais caro para manter as suas atividades no mesmo segmento.

A polêmica ressurgiu depois de o proprietário do Supermercados Maciel, Raimundo Maciel, ter aparecido num vídeo em que ele apela aos funcionários para tentar salvar o que ainda resta da empresa.

Algumas unidades já fecharam e as que ainda funcionam, estão desabastecidas, com as prateleiras vazias.

A repercussão do vídeo foi negativa para o Governo e resultou até na promoção de campanha espontânea de consumidores nas redes sociais e em grupos de trocas de mensagens instantâneas de celulares, em favor do Maciel.

Ilson Mateus, nega qualquer tipo de favorecimento.

A entrevista de Ilson ocorrerá às 15h.

Caos na saúde

Imagem meramente ilustrativa / Diego Chaves

A edição de ontem de O Estado trouxe um levantamento nacional preocupante e que coloca o Maranhão como o 24º estado no ranking nacional da saúde pública.

O estado governado pelo comunista Flávio Dino é hoje o último em expectativa de vida do país e o 22º em mortalidade infantil. O relatório ainda aponta que cerca de 70% dos óbitos registrados no estado na fase infantil, são evitáveis.

Pelo levantamento, falta uma adequada atenção à gestante, ao recém-nascido e à mulher na hora do parto.

Os dados desconstroem todo um discurso elevado pelo governador Flávio Dino de que houve avanço na área da saúde durante o seu governo, e atestam as denúncias da oposição de sucateamento das UPAs e hospitais regionais, desvalorização dos profissionais e falta de investimento no setor.

E vai além disso, mostram os efeitos danosos provocados por uma organização criminosa que segundo a Polícia Federal atuava dentro da Secretaria de Estado da Saúde na gestão comunista.

A classificação do Maranhão no ranking nacional do DGE mostra que as coisas não vão tão tão bem como prega Flávio Dino no governo virtual acampado no twitter e no facebook.

A situação é alarmante.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Flávio Dino encerra primeiro mandato com aumento da extrema pobreza no MA

O governador Flávio Dino (PCdoB) encerrará no dia 31 de dezembro o seu primeiro mandato com aumento da extrema pobreza; crise no setor da Saúde – com ameça de greve de médicos -, e queda do Produto Interno Bruto (PIB).

Os dados são todos de órgãos de referência nacional e internacional e atestam o fracasso da primeira gestão comunista, exatamente o contrário do que o povo assiste nas propagandas e nas redes sociais de perfis diretamente ligados ao Executivo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, por exemplo, que o Maranhão possui o maior número de pessoas vivendo em situação de pobreza. Os dados foram detalhados pelo pela Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do órgão.

Pelos números, cerca de 54,1% dos maranhenses vivem com menos de R$ 406,00 por mês, que é considerado o valor estipulado pela pesquisa.

O IBGE também mostrou que mais de 81% dos maranhenses não possui saneamento básico adequado, e a média nacional é de 35,9% da população. Além disso, 32,7% das pessoas não tem acesso à coleta direta ou indireta de lixo e para 29,2% não há abastecimento de água.

Mas não para por aí.

ISDEL

O Maranhão também ficou na última colocação do Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local, o (ISDEL). O indicador, criado pelo Sebrae Minas faz uma análise de dados sobre cinco dimensões responsáveis por promover o desenvolvimento econômico local.

As cinco dimensões analisadas e que deixaram o Maranhão na última colocação, são: Capital Empreendedor (educação, renda e densidade empresarial); Tecido Empresarial (relacionado à existência de elementos do tecido social, tecido empresarial, programas e ações associativistas); Governança para o Desenvolvimento (participação e controle social, articulação e gestão pública); Organização Produtiva (aglomerações e diversificação produtiva) e Inserção Competitiva (especialmente informações do comércio internacional).

DGE

Já o estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE) 2018, realizado pela Macroplan, apontou o Maranhão como o estado de piores indicadores do país. O levantamento, divulgado no portal da instituição, avalia o desempenho dos estados na última década e faz projeções para 2022.

Pelo relatório, o Maranhão ocupa a última colocação em aspectos como pobreza [2016 e 2017]; acesso à telefonia [2016 e 2017]; expectativa de vida [2016 e 2017]; acesso à internet [2015 e 2016]; renda domiciliar per capita [2016 e 2017]; PIB per capita [2015 e 2016] e informalidade [2016 e 2017].

Esses são alguns dos resultados alcançados por Flávio Dino, que em janeiro de 2019 iniciará o seu segundo mandato no comando do Estado…

“Assistimos ao maior estelionato eleitoral da história”, diz Edilázio

O deputado estadual Edilázio Júnior (PSD) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para fazer uma espécie de balanço da gestão Flávio Dino (PCdoB), dois meses depois de o comunista ter alcançado a reeleição para um novo mandato.

Para Edilázio, o Maranhão assistiu ao maior estelionato eleitoral da história. Ele citou o caos administrativo no Executivo Estadual, o aumento da dívida pública, a paralisação de investimentos em infraestrutura, o rombo na Previdência Estadual, além do atraso e redução dos salários dos médicos [que chegaram a anunciar greve], o aumento de impostos e a grave crise institucional no Governo.

“Volto a esta tribuna para tratar do maior estelionato eleitoral dos últimos tempos. Bastou 40 dias após as eleições para o governador mostrar que o Estado está quebrado, a exemplo da Previdência. E ele nunca citou isso nos seus programas eleitorais”, disse.

Edilázio pontuou os principais problemas na máquina pública evidenciados após o resultado das eleições de outubro.

“O asfalto que estava chegando nos municípios não existe mais. As máquinas foram recolhidas. Os policiais militares e civis reformados, aposentados, que ainda serviam o estado, perderam seus empregos; as UPAs estão sendo fechadas a exemplo do município de Chapadinha; a diminuição dos salários dos médicos e a greve anunciada pelos profissionais; o não pagamento de fornecedores; o aumento de impostos que ninguém aguenta mais. Isso tudo é apenas parte desse cenário negativo”, enfatizou.

O parlamentar criticou o fato de o governador do estado, mesmo com toda crise, não ter efetuado cortes de despesas.

“O governador em nenhum momento fala em cortar na própria carne, cortar as mordomias e as benesses que ele usufrui como são os voos de jatos e de helicópteros Maranhão afora. E aqui vem um dado curioso sobre os assaltos que ocorreram nos últimos dias no Estado do Maranhão. Aquele helicóptero comprado no governo Roseana está parado. Era um helicóptero que poderia estar sendo usado agora pelas tropas, pois é homologado para voo noturno. Naquele assalto de Bacabal poderia de imediato ter saído aqui de São Luís para buscar os bandidos. Mas está parado porque ele já chegou no limite de horas de voo, estourou o limite de horas de voo com voos privados do governador Maranhão afora. E o Governo do Estado não tem dinheiro para pagar manutenção desse helicóptero”, completou.

Edilázio lamentou a situação do estado e disse que espera por um 2019 melhor. “Esperamos que no ano que vem o maranhense possa voltar a sorrir e ter alegria, porque infelizmente, esse foi um ano sombrio, principalmente para os mais pobres”, finalizou.

Combustível mais caro: Assembleia aprova aumento de imposto no MA

A base governista na Assembleia Legislativa aprovou há pouco, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 239/2018, de autoria do governador Flávio Dino (PCdoB), que aumentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na gasolina, no diesel, no biodiesel e em vários outros produtos no Maranhão.

A votação durou mais de 5 horas e 30 minutos e ocorreu em meio a protestos de deputados de oposição e de membros do MBL, do Partido Novo e de representantes da Associação Comercial do Maranhão (ACM), que acompanharam a apreciação da peça na galeria.

Visivelmente constrangidos, alguns deputados governistas se esconderam durante todo o processo de votação da matéria.

Foi esse o caso de Cabo Campos (DEM), Bira do Pindaré (PSB) e Vinícios Louro (PDT).

Com a aprovação da matéria, a população maranhense iniciará 2019 penalizada, com aumento de imposto em vários produtos e serviços. Além dos combustíveis, haverá aumento no refrigerante, cerveja, energéticos e isotônicos e uma série de outros produtos.

Delegado é preso por envolvimento com quadrilha de assalto a bancos

O delegado de Polícia Civil, Thiago Bardal, que até o ano passado comandava a Superintendência de Investigações Criminais do Maranhão, foi preso na manhã de hoje por envolvimento com a quadrilha que assaltou banco e tocou o terror em Bacabal.

Além de Bardal, foram presos na ação conjunta do  Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), o investigador de polícia João Batista de Sousa Marques e dos advogados Werther Ferraz Junior e Ary Cortez Prado Junior.

De acordo com as investigações, Thiago Bardal e os demais presos se associaram em uma organização com o objetivo de extorquir grupos criminosos, recebendo parte do apurado em assaltos a bancos e fazendo a proteção das quadrilhas, mediante o recebimento de propina. As práticas vinham acontecendo desde 2015, quando Tiago Bardal assumiu a chefia da Seic.

Os policiais recebiam cerca de R$ 100 mil por assalto realizado. A cobrança era feita por intermédio dos advogados presos.

As investigações continuam e buscam averiguar a participação de outros policiais no esquema.

Fundef e a dívida de mais de R$ 1,6 bilhão das prefeituras do Maranhão

Imagem meramente ilustrativa

Fundef é da Educação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na semana passada, que os municípios não podem mesmo pagar advogados com parte das verbas que devem receber da União por complementação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A sentença foi proferida pela 1ª Seção da Corte, que reúne as duas turmas de Direito Público.

Segundo cálculos da Procuradoria-Geral da República (PGR), a União deve desembolsar ao menos R$ 95 bilhões em repasses a 3.800 municípios localizados em 19 estados a título da complementação. As prefeituras contrataram os advogados para pedir, no Judiciário, que a União pague a verba extra do antigo Fundef.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os contratos estabeleciam honorários de entre 20% e 30% do valor da causa, o que varia de R$ 19 bilhões a R$ 28,5 bilhões do total. Para exemplificar, a União afirmou que só o repasse a 217 cidades do Maranhão totalizou R$ 7,8 bilhões, e estas prefeituras terão de pagar a escritórios de advocacia cerca de R$ 1,6 bilhão.

– A discussão não é se o pagamento deve ou não ser feito [ao advogado], a questão é saber de onde vai sair esse dinheiro -, resumiu a ministra Regina Helena Costa durante o julgamento.

O relator do caso no STJ, ministro Og Fernandes, defendeu que a Constituição obriga as cidades a destinarem os valores do antigo Fundef apenas ao desenvolvimento da educação. Assim, na visão de Fernandes, os precatórios recebidos da União não poderiam ser fatiados para remunerar os advogados.

Da Coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Valor Econômico: extrema pobreza cresce no Maranhão e atinge recorde nacional

Relatório da consultoria Tendências divulgado hoje pelo Valor Econômico, aponta o Maranhão como o estado que lidera o ranking negativo da extrema pobreza no país. O índice registrado pelo estado de 2014 até 2017 atingiu recorde nacional.

Os dados da consultoria Tendências confirmam o que já havia constatado o relatório do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), divulgado em dezembro de 2017 pelo mesmo Valor Econômico, e que apontava aumento da pobreza entre os anos de 2015 e 2016 no Maranhão em decorrência de um baixo desempenho do setor econômico local.

De acordo com o relatório apresentado hoje pela Tendências, 12,2% das famílias maranhenses viviam, até o ano passado, com menos de R$ 85,00 por pessoa. Em 2014 esse índice era de 8,7%.

Em 2015, no primeiro ano do mandato do governador Flávio Dino (PCdoB), a proporção das famílias que passaram a viver abaixo da linha da extrema pobreza no Maranhão subiu de 8,7% para 11,1%.

Em 2016 essa proporção apresentou uma leve queda, para 10,7% e em 2017 bateu recorde nacional: 12,2%.

Passada a eleição e já com o segundo mandato assegurado, o governador Flávio Dino terá, agora, de enfrentar o problema com maior seriedade.

Não há mais “oligarquia” como refúgio em discurso político.

Desempenho de candidatos no debate pode definir a eleição

Em 2016 Eduardo Braide conseguiu se destacar no debate o que se refletiu nas urnas

A exemplo do que ocorreu em 2012, quando deputada Eliziane Gama (PPS) obteve excelente desempenho na disputa pela Prefeitura de São Luís e em 2016, quando o também deputado estadual Eduardo Braide (PTN) conseguiu levar a eleição municipal para o segundo turno, o debate de hoje entre os candidatos ao Governo do Maranhão, realizado pela TV Mirante, poderá definir os rumos do pleito de domingo.

Líder em todas as pesquisas de intenções de votos, o governador Flávio Dino (PCdoB), candidato à reeleição pela coligação  “Todos pelo Maranhão”, pode usar o debate a seu favor para sacramentar uma eventual vitória no primeiro turno, ou sucumbir num também possível baixo desempenho, e perder a chance de decidir o pleito.

Roseana Sarney (MDB), candidata pela coligação “Maranhão quer Mais”, também pode usar o debate a seu favor e crescer na disputa.

Mas, a expectativa nos bastidores está em relação a ex-deputada estadual e ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL).

Candidata pelo partido do presidenciável Jair Bolsonaro, ela deve tentar vincular-se ainda mais ao líder nas pesquisas nacionais de intenções de votos para alavancar o seu nome na disputa.

Maura vai tentar repetir o que conseguiram Eliziane Gama e Eduardo Braide, em 2012 e 2016, respectivamente, o que poderia resultar numa ascensão ao segundo turno.

Vale aguardar…