Marcelo Tavares deixa a Casa Civil; Rodrigo Lago assume posto

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou na noite de ontem mudança na estrutura do primeiro escalão.

O então secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), se descompatibilizou do cargo para a disputa das eleições 2018.

Tavares vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Para o lugar de Tavares, assume o secretário de Estado da Transparência, Rodrigo Lago.

Lago tem sido apontado pela oposição como auxiliar de Dino responsável por perseguir adversários.

Ele já deve começar a indicar pessoas de confiança para exercer a nova função no Executivo.

 

Marcelo Tavares diz que fica no Governo

Em meio a crise que abateu o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) no último fim de semana, com o anúncio do rompimento do deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSB) com o comunista, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), sobrinho de Zé Reinaldo, afirmou que ficará no Governo.

A declaração do pré-candidato a deputado estadual foi dada ao jornalista Gilberto Léda.

Para Tavares, não houve rompimento do tio com Dino. Ele asssegurou, contudo, que se o afastamento for confirmado por ambas as partes, isso não abalará a sua permanência no Executivo.

“Sinceramente ainda não acredito em rompimento. Mas se houver, sem nenhuma dúvida, permanecerei onde estou”, declarou.

Marcelo Tavares garante que Governo não vai interferir na eleição da AL

Marcelo Tavares é secretário-chefe da Casa Civil

Marcelo Tavares é secretário-chefe da Casa Civil

Jorge Aragão – O novo interlocutor do Executivo com o Legislativo e o Judiciário, o secretário-chefa da Casa Civil, Marcelo Tavares, participou, na manhã desta terça-feira (02), da Sessão Solene de abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa.

Em entrevista ao Blog, Marcelo Tavares, que já foi presidente da Assembleia Legislativa, garantiu que o Governo Flávio Dino não terá nenhuma ingerência na eleição da Mesa Diretora do parlamento estadual para o biênio 2017/2018.

“Essa é uma matéria exclusivamente do Poder Legislativo, não terá nenhuma interferência nossa. Evidentemente que partidariamente nós acompanhamos de fora, mas esse é um assunto que cabe a Assembleia decidir, quando e como fazer a eleição da Mesa Diretora. O Governo não vai interferir de forma alguma nesse processo”, afirmou.

Marcelo Tavares também fez questão de ressaltar que a função que estará desempenhando será feita em equipe e sempre sob o comando do governador.

“É uma função que nós não tínhamos na Casa Civil no primeiro ano, mas passamos a ter, mas continuaremos a trabalhar em equipe, sempre sob o comando do governador Flávio Dino”, afirmou.

Apesar de achar que com a sua chegada na interlocução entre o Legislativo e o Executivo pouco coisa muda, Marcelo Tavares admitiu que a boa relação com a classe política será um facilitador.

“Eu acho que não muda muita coisa, talvez aproxime mais um pouco, pois tenho a visão do parlamento dos dois lados. Tenho de fato essa boa relação com a classe política do Maranhão, não só na Assembleia Legislativa, mas na Câmara Federal e nos municípios”, finalizou.

Esse é o estilo Marcelo Tavares de ser, estilo mineirinho.

Desprestígio

Flávio Dino e Marcelo Tavares

Flávio Dino e Marcelo Tavares

De toda a reforma administrativa anunciada ontem pelo governador Flávio Dino (PCdoB), duas coisas ficaram ainda mais evidentes: o desprestígio dos secretários Marcelo Tavares (PSB) na Casa Civil e de Delma Andrade no Turismo.

Seguidamente esvaziado no Governo desde o início da atual gestão, Tavares, que tem optado por fugir dos holofotes, perdeu a prerrogativa e o peso de articulador que cabe especificamente a todo e qualquer secretário-chefe da Casa Civil.

A criação da Secretaria de Governo, pasta que terá como titular Felipe Camarão, só evidencia ainda mais o enfraquecimento de Tavares, que chegou inclusive a ser cogitado para comandar a Emap, como asseguram fontes da coluna.

Felipe Camarão ficará “mais próximo” do gabinete do governador, como adiantou o próprio Flávio Dino na última sexta-feira, e fará a interlocução com os demais secretários, aliados e auxiliares do comunista, prerrogativa que, pelo menos na teoria, caberia a Tavares.

Também desprestigiada no Governo, Delma Andrade “caiu” do comando da Secretaria de Estado do Turismo para a condição de ajunto de Diego Galdino, titular da nova pasta criada com a fusão de Turismo e Cultura.

Em choque com subordinados da pasta, Andrade não conseguiu, durante o período em que esteve no comando da Setur, apresentar resultados expressivos para o Estado, por isso a sua substituição no setor.

Mais mudanças devem estar por vir.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Tavares recomenda a deputados que recorram a Marcio Jerry para tratar de emendas

Flávio Dino e Marcelo Tavares

Flávio Dino e Marcelo Tavares

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) revelou ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, a postura do secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), no que diz respeito à relação entre os Poderes Executivo e Legislativo. Ao cobrar de Tavares, durante uma audiência pública sobre o Orçamento do Estado para o exercício financeiro 2016, o destino de quase R$ 80 milhões em emendas não pagas pelo governador Flávio Dino (PCdoB), Tavares recomendou aos parlamentares que recorressem ao secretário de Assuntos Políticos do Maranhão, Marcio Jerry.

“Fiz o questionamento ao ex-deputado Marcelo Tavares e ele não soube responder, saiu pela tangente e disse que seria responsabilidade do secretário Marcio Jerry. O questionamento era simples: onde foram parar os quase R$ 80 milhões dos deputados que não foram candidatos ou reeleitos, que foram publicados na LOA [Lei Orçamentária Anual] e aprovados nesta Casa? Onde se encontram as emendas de parlamentares que foram reeleitos?”, questionou.

Desde o início do mandato de Dino, tem se falado do esvaziamento de Tavares no Governo do Estado. O ex-deputado estadual já chegou a contestar a falta de autonomia no Governo, mas sem convencer deputados governistas, oposicionistas e a imprensa.

E deixou claro a subordinação a Jerry ontem. Ou não foi isso?

Finanças do Governo não estão em crise, atesta Adriano Sarney

AUDIENCIAResultados positivos e equilibrados do orçamento estadual desmentem clima de “crise” propagado pelo governo (que tem R$ 1,6 bilhão em caixa) e deputados cobram pagamento de emendas e convênios atrasados com as prefeituras.

O cenário foi relevado em audiência pública realizada nesta quarta-feira (11) pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa, sobre a execução orçamentária estadual, conforme relatório elaborado pela Secretaria de Planejamento (Seplan).

Na ocasião, o deputado estadual Adriano Sarney (PV), ao avaliar os dados apresentados, ressaltou o equilíbrio das contas estaduais em contrate a um cenário nacional de crise econômica.

“Existe uma crise econômica no Maranhão e no Brasil, mas as finanças do governo mostram um quadro diferente. O governo passado deixou as contas equilibradas e essa situação permanece neste governo”, afirmou Adriano Sarney.

O deputado pontuou: houve alta de 8,45% da arrecadação, com elevação de 9,3% no ICMS (equivalente a R$ 236 milhões de incremento este ano frente a 2014); mais R$ 35 milhões no caixa com arrecadação do IPVA; aumento geral da ordem de 3,11% das transferências federais, com destaque para o Fundo de Participação dos Estados (FPE), que teve um crescimento de 6,53%, para citar alguns dos principais aspectos do relatório.

Além de Adriano Sarney, os deputados Edilázio Júnior (PV) e Josimar de Maranhãozinho(PR), cobraram do governo o pagamento das emendas parlamentares, após audiência na Sala das Comissões da Assembleia, e que, segundo Edilázio, chegam a R$ 80 milhões.

“Não existe nada de sombrio com relação às contas do Estado, que até aumentou a arrecadação, melhorou o Fundo de Participação Estadual. Então, onde estão as emendas de parlamentares que não estão sendo pagas? São quase R$ 80 milhões dos ex-deputados que não foram candidatos ou que não foram reeleitos, que foi publicado na Lei Orçamentária, aprovada por esta Casa”, discursou Edilázio Júnior.

Josimar de Maranhãozinho (PR) reforçou a cobrança de Edilázio Júnior: “Sobre a reunião que tivemos na Comissão de Orçamento e fiquei muito feliz em saber que, apesar de toda crise econômica que o país vive, o FPE do Maranhão tem um crescimento de 6,53%. Feliz por isso e um pouco decepcionado, pois nas visitas que fiz ao Executivo, todos os secretários falam com convicção que o Governo não tem dinheiro para empenhar e pagar as nossas emendas, que vão beneficiar os municípios. Não tem dinheiro para pagar os convênios que os prefeitos executaram e hoje são vítimas de cobrança das empresas por as obras estarem finalizadas e o recurso do Estado não ter sido repassado”, declarou o deputado do PR.

Após denúncia de “inchaço” na Casa Civil, cargos são remanejados para outras pastas

Flávio Dino e Marcelo Tavares

Flávio Dino e Marcelo Tavares

O Estado – Apenas alguns dias depois de O Estado revelar que o Governo do Maranhão havia “inchado” a estrutura da Casa Civil por meio de decreto assinado no dia 26 de janeiro, o governador Flávio Dino (PCdoB) assinou dois novos decretos ­ o de nº 30.642, de 10 de fevereiro, e o de nº 30.644, de 11 de fevereiro ­, remanejando cargos para outras pastas e diminuindo a estrutura de apoio ao chefe do Executivo.

Segundo reportagem publicada no dia 8 de fevereiro, com base em dados do Diário Oficial, a Casa Civil e todos os órgãos de assessoramento da Governadoria e Vice­-Governadoria compreendiam 842 cargos. O número era quase o dobro do que havia na gestão passada, segundo documentos oficiais do Executivo obtidos por O Estado.

Isso porque a gestão passada havia deixado uma estrutura de 587 cargos, apenas, na Casa Civil. Nem todos providos, como constam documentos oficiais de Governo.

Após a revelação dos números da nova gestão, no entanto, dois novos decretos governamentais foram editados e publicados, oficializando o remanejamento de 150 cargos da pasta hoje comandada pelo ex-­deputado Marcelo Tavares (PSB) para outras secretarias.

Segundo os novos dados do Diário Oficial, os cargos foram redirecionados da Casa Civil para as secretarias de Estado da Igualdade Racial; da Infraestrutura; de Esporte e Lazer; e para a Comissão Central Permanente de Licitação. Articulação Política,­ comandada por Márcio Jerry (PCdoB), no entanto, foi o destino da maioria dos cargos.

De acordo com a publicação oficial, a pasta do mais próximo secretário do governador receberá um incremento de 131 novos postos de trabalho. São 31 cargos de superintendente de Articulação Regional, de simbologia especial; 15 cargos de gestor de Programas das Unidades Regionais; 23 de assessor especial; 6 cargos de chefe de Assessoria Técnica; 21 de chefe de Assessoria e Planejamento e Ações Estratégicas; 20 de chefe de Assessoria Jurídica; e, ainda, outros 15 de assessor especial II.

Entrevista de Marcelo Tavares: jogo de cena

Deputado Marcelo Tavares convocou a imprensa para tentar passar a ideia de que estado está quebrado

Deputado Marcelo Tavares convocou a imprensa para tentar passar a ideia de que estado está quebrado

Não passo de jogo de cena a entrevista coletiva concedida na manhã de hoje pelo secretário-chefe da Casa, Marcelo Tavares (PSB).

Como favas contadas, Tavares convocou a imprensa, sob a determinação do governador comunista Flávio Dino (PCdoB), para tentar passar a ideia de que o estado estaria endividado.

As “dívidas”, no entanto, são restos a pagar, já previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal e em nada inviabilizam a administração estadual.

E chega até a ser incoerente o Governo do Estado se utilizar do discurso de “terra arrasada” na contra-mão de medidas que provocam impactos gigantescos nas contas do Estado.

Flávio Dino anunciou o Mias Bolsa Escola Família – com a destinação de dinheiro para famílias carentes; criou duas novas secretarias, que serão dotadas de corpo administrativo, folha de pagamento e orçamento próprio; convocou aprovados em concurso da  Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros – já sabendo quantos milhões serão acrescidos à folha de pagamento e tomou uma série de outras medidas que provocam apenas o inchaço do orçamento.

Um governador que recebe um estado quebrado, em hipótese alguma, adota as medidas determinadas por Flávio…

Tavares acusa a PM de boicote ao governo Flávio Dino; Zanoni rebate

Marcelo Tavares acusou PMs de boicote ao governo Flávio Dino

Marcelo Tavares acusou PMs de boicote ao governo Flávio Dino

O deputado estadual e futuro secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), utilizou ontem a tribuna da Assembleia Legislativa para acusar a cúpula de da Polícia Militar de uma tentativa de boicote ao governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

A justificativa de Marcelo é de que um curso de aperfeiçoamento da PM, marcado para 2015 e que será realizado em outro estado, é um ato de insubordinação ao governo comunista, que segundo ele, precisava ter sido consultado, apesar de ainda não ter assumido o Poder. Contundente, Marcelo Tavares afirmou que Dino não aceitará qualquer ato dentro da corporação que fuja de seu controle, e alertou oficiais e praças da Polícia Militar, para o fato de que a partir de 1º de janeiro de 2015, o Governo será outro. O comandante geral da PM, coronel Zanoni Porto, rebateu as acusações do socialista.

O discurso de Marcelo Tavares contra policiais militares tomou como base um edital publicado hoje pela corporação, que dá direito a 12 coronéis, 18 tenentes-coronéis ou majores, 10 oficiais e seis oficiais e praças e outros membros da corporação, tenham o direito a matrícula num curso de aperfeiçoamento de 2 anos que será realizado na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. O curso não é em sua totalidade presencial.

Para ele, oficiais e praças querem na verdade fugir do exercício do trabalho e conseqüentemente boicotar o governo Flávio Dino. “Um exemplo da falta de compromisso com a coisa pública é o que está acontecendo na Polícia Militar, que não quer se curvar a força da urna que escolheu o novo governador”, disse.

Coronel Zanoni rebateu acusações de Tavares

Coronel Zanoni rebateu acusações de Tavares

“Não somos contra curso de aprimoramento em lugar nenhum do serviço público, desde que respeitado os limites do bom senso. A polícia quer mandar coronéis pelos próximos 24 meses para as belas praias de Natal. […] Ou seja, esses coronéis querem boicotar o próximo Governo. Querem mostrar insubordinação ao governador eleito Flávio Dino”, completou.

Rebateu – O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zanoni Porto, rebateu as acusações do deputado Marcelo Tavares (PSB), de que a cúpula da corporação tenta boicotar o governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

Zanoni afirmou que cursos de aperfeiçoamento são disponibilizados a policiais como forma de aprimoramento do serviço público e assegurou que não há qualquer tipo de viés político, no fato de a PM ter disponibilizado vagas para oficiais e praças.

“Essa é uma denúncia sem fundamento. A Policia Militar é uma instituição permanente e não pode parar por conta de mudanças de governo. A polícia trabalha para melhorar a sua atuação e isso em momento algum significa boicote a qualquer que seja o governador”, disse.

Zanoni Porto afirmou que em 2014, 67 oficiais e praças se submeteram ao curso de aperfeiçoamento e disse que a expectativa é de que pelo menos 20 policiais passem pela nova formação. “Há quatro anos, eu mesmo passei por um curso de aperfeiçoamento no Rio Grande do Sul. Para 2015 queríamos que outros 67 oficias e praças fossem para o curso, mas acredito que apenas 20 devem ir”, disse.

Ele lembrou que todo o ano é oferecido este tipo de curso para a Polícia Militar do Maranhão e rechaçou as insinuações de Tavares. “Vejo com muita estranheza esse posicionamento do deputado. A Polícia Militar sempre trabalhou com aprimoramento de suas ações. Não podemos querer politizar a polícia”, finalizou.

Rubens Júnior: “O bloco de oposição agora se chama bloco de transição”

Rubens Júnior fala que a oposição espera por uma gestão de diálogo de Arnaldo

Rubens Júnior fala que a oposição espera por uma gestão de diálogo de Arnaldo

O líder do Bloco de Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Rubens Júnior (PCdoB), de forma bem-humorada, falou ao blog qual deve ser a postura do bloco oposicionista em relação ao governador em exercício, Arnaldo Melo (PMDB).

“Se pudéssemos brincar hoje em relação ao tema, eu diria que o bloco hoje não é o de oposição, mas sim o bloco de transição. Estamos preocupados somente com a transição. Nada além disso”, afirmou.

Mais cedo, o deputado Marcelo Tavares (PSB) também já havia falado sobre o tema. Na ocasião, ele ponderou que os deputados oposicionistas iriam aguardar a postura de Arnaldo em relação à Casa, para somente então definir de que modo agir.

O socialista, assim como Rubens, no entanto, garantiu que a oposição não tem qualquer interesse em provocar “clima de perseguição” ao governador Arnaldo Melo.