Edilázio repudia violência de petistas em ato público em São Luís

edilazioO primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Edilázio Júnior (PV), repudiou há pouco, na tribuna da Casa, a violência protagonizada por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) do Maranhão, em ato público realizado no último sábado na Praça Maria Aragão.

Na ocasião, cidadãos simpáticos à investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levaram um boneco inflável – que faz alusão à imagem de Lula -, para a praça. Militantes petistas, contudo, armados com facas, estiletes e chuços, rasgaram o boneco e neutralizaram a manifestação. Policiais militares acabaram feridos durante confronto com os petistas.

Edilázio, que tinha passado pela manifestação quando ainda não haviam militantes do PT na praça, afirmou ter ficado assustado ao receber informações em grupos de bate papo de aplicativos de celular, sobre a violência no local.

“Quem acompanhou a baderna nas redes sociais temeu por coisas piores. O que aconteceu ali se aproximou de uma guerra civil. E logo o PT. O PT que sempre lutou pela liberdade de expressão, que sempre lutou nos movimentos sociais e que teve o seu líder político maior [Lula] preso porque lutava justamente contra Ditadura nos anos de 1980, para que assim pudéssemos chegar à democracia”, disse.

Edilázio pediu atenção do Sistema de Segurança Pública para o ato público marcado para o próximo domingo, dia 13, na Avenida Litorânea, uma vez que há clima de animosidade entre petistas e tucanos [militantes do PSDB] no período que antecede a manifestação.

O parlamentar também criticou a postura de membros do primeiro escalão do Governo do Estado que participaram do ato já conhecido nacionalmente como o “assassinato do Pixuleco”.

“Quero me solidarizar as policiais que foram feridos, e que depois de feridos, acabaram intimidados por membros do Governo. Como age um policial num momento como aquele, vendo pessoas armadas partindo para cima da manifestação, que era pacífica, sabendo como o governador Flávio Dino trata aquele que lhe desagrada? Como vai agir a força policial vendo um secretário de Estado incitando aquele movimento, já que ele sabe que se fizer algo estará na iminência de ser transferido para um município distante de sua família?”, finalizou.

Segurança Pública para o ato marcado para o dia 13. Ele afirmou que já há um clima de animosidade entre petistas e tucanos, o que poderá acabar num confronto na Avenida Litorânea.
“Não estou puxando sardinha para A ou para B, mas o que aconteceu no último sábado é gravíssimo e de um atentado ao nosso estado democrático de direito”, finalizou.

São João de ameaças…

Trabalhadores em situação análoga ao trabalho escravo na Lagoa

Trabalhadores em situação análoga ao trabalho escravo no arraial da Lagoa

Na semana passada provocou espanto e ao mesmo tempo certo descontentamento, a denúncia de que o Ministério Público do Trabalho resgatou trabalhadores em situação de escravidão na construção do Arraial da Lagoa, um dos ambientes polos utilizados pelo Governo do Estado para a sua programação da festa junina. O arraial se tornou nos últimos anos, um dos principais de São Luís e tem conseguido reunir anualmente, centenas de turistas.

Ontem, outra grave constatação do Ministério Público do Trabalho. Foram encontradas diversas irregularidades na construção do Arraial da Praça Maria Aragão, outro ponto tradicional da festa junina na capital. Este arraial é montado pela Prefeitura de São Luís.

Se dois dos maiores e principais arraiais da cidade – erguidos e mantidos pelos poderes Executivo Estadual e Municipal – estão nessa situação, imagina os demais, muitos construídos de forma clandestina e sem qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para funcionamento, nos bairros periféricos da cidade.

São arraiais que não contam com a distribuição adequada das barracas – pois há um espaço mínimo entre elas que deve ser respeitado para que em caso de incêndios, o fogo não se alastre para as demais; com fiação exposta; sem extintores de incêndio e sem qualquer segurança para as pessoas que frequentam o espaço cultural.

E a ameaça é justamente para a população, para as famílias que vão aos arraiais e para as manifestações folclóricas, que utilizam os espaços como palco de apresentação de danças.

O Ministério Público do Trabalho está cumprindo o seu papel. Investigando, autuado e interditando espaços irregulares. O Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária também precisam mostrar resultados de suas inspeções nestes espaços. Assim como o Governo do Estado e Prefeitura de São Luís, que têm a obrigação de proporcionar uma festa bonita, mas ao mesmo tempo segura à população. E neste quesito, ambos tem falhado.

Arraial da Maria Aragão também temirregularidades

Arraial da Maria Aragão também foi flagrado pelo MPT com irregularidades