Deputado quer CPI para apurar denúncias de carta deixada por Mariano

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) começou a recolher assinaturas para propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa.

O colegiado teria por objetivo apurar as denúncias contidas numa carta supostamente deixada pelo médico Mariano de Castro, encontrado morto em sua residência em Teresina (PI).

Mariano havia sido preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado sob a acusação de atuar como uma espécie de operador de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público na Secretaria de Estado da Saúde na gestão Flávio Dino (PCdoB).

Para Wellington, é necessário que se apure a delação deixada em carta por Mariano. O documento cita nomes e explica como funcionava o esquema.

Até o momento, dois outros deputados já subscreveram o documento: Max Barros (PMB) e Eduardo Braide (PMN).

Com informações de Gilberto Léda

Após pressão de CRM, SES decide reintegrar médicos afastados

Abdon Murad é presidente do CRM

Gilberto Léda – O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Maranhão, Abdon Murad, confirmou há pouco em contato telefônico com o Blog do Gilberto Léda que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiu voltar atrás da decisão de demitir os três médicos que haviam reclamado de atraso de salários.

Eles trabalham na UPA da Vila Luizão e dois decidiram dar entrevista à TV Mirante cobrando os atrasados. Logo depois da exibição da matéria, na quinta-feira (29), receberam uma ligação da direção da unidade anunciando que estavam desligados.

Na manhã de hoje (30), Abdon Murad conversou com o titular da SES, Carlo Lula, que jurou de pés juntos não ter partido dele ou do governador Flávio Dino (PCdoB) a ordem de demissão.

“Durante a conversa com o CRM, o secretário dr. Carlos Lula disse que não foi determinação dele, nem do governador, o afastamento dos colegas Igor Bonifácio, Eduardo Buna e Andrea Santos e sim da empresa que gere a UPA da Vila Luizão”, afirmou o presidente do Conselho, que disse ter recebido garantias da reintegração dos três.

“Por fim, o secretário de Saúde garantiu, e me autorizou a divulgar, que os colegas vão ser reintegrados ao quadro da UPA”, completou.

Desmentido

O curioso dessa história é que, assim que este blog divulgou o caso de perseguição aos profissionais, o próprio Carlos Lula disse que era mentira (veja abaixo), que não havia demissões – no que foi acompanhado por outros membros do governo.

Agora como explicar a reintegração de quem não foi demitido?

Homem morre após não conseguir ser atendido em UPA na capital

O sargento da Polícia Militar Antônio Carlos Sales, 50 anos, morador do bairro João Paulo, morreu esta madrugada, após sofrer um infarto fulminante.

Ele havia sido levado ás pressas por familiares a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Itaqui-Bacanga, mas acabou não sendo atendimento por falta de médico de plantão.

Na busca por atendimento em outra unidade de saúde, ele não resistiu e morreu no trajeto, dentro do veículo da família.

Mais um fato lamentável do que tem se transformado à Rede Estadual de Saúde no atual Governo.

Na UPA Itaqui-Bacanga, até os ar-condicionados da recepção foram retirados, obrigando pacientes e acompanhantes a aguardar atendimento sob um calor insuportável.

Até o ano passado, as UPAs ofereciam um serviço de excelência para a população.

Mas veio o “Governo da Mudança” e conseguiu mudar esse quadro, infelizmente para pior. Lamentável…

Informações do blog de Daniel Matos, com edição.

Ricardo Murad rebate críticas da oposição ao Saúde é Vida

Governadora vacina criança em novo hospital de Matinha

Governadora vacina criança em novo hospital construído pela SES na cidade de Matinha

“O desejo de todos os municípios é ter uma unidade de saúde digna para sua gente. E que foi na busca desse sonho que idealizamos esses hospitais municipais de pronto atendimento onde as pessoas pudessem dispor de um atendimento básico 24 horas por dia.

Não existe um prefeito sequer que hoje não queira uma dessas unidades para substituir as unidades fétidas e insalubres que existiam no interior. Esses hospitais de pronto atendimento atendem aos requisitos mínimos que estabelecemos em assembleia geral com todos os prefeitos.

Estão capacitados e tem estrutura para desenvolver os serviços que todos os municípios têm obrigação de prestar à sua população tais como: serviço de pronto atendimento 24 horas, centro de parto normal, local para abrigar até dois PSF, exames básicos de análises clinicas, exames básico de raio x, internações clínicas básicas e sala de estabilização.

Entregamos a unidade montada e funcionando com todos os equipamentos, móveis, utensílios e sistema de informática e mais uma ambulância e R$ 720.000,00 por ano de recursos do Estado para pagar o médico 24 horas dentro da unidade. Todos os prefeitos sonham com isso.

E se em algum município não está funcionando, o Conselho Municipal de Saúde, a Promotora Pública e a Câmara Municipal precisam tomar providências. O hospital com tudo o que está dentro é dado gratuitamente ao Município”.