Médicos decidem denunciar atraso de salários no Estado ao Ministério Público

Insatisfeitos com o atrasado nos salários que já se acumulam desde o mês de setembro, médicos que prestam serviços nas unidades de Saúde do Estado decidiram denunciar ao Ministério Público o caso.

A decisão, como mostrou o blog do Gilberto Léda, ocorreu ontem, durante uma reunião da categoria, da qual participaram representantes do CRM-MA, da AMB e do Sindimed-MA.

De acordo com os médicos, foi firmado um acordo entre a categoria e o Governo no início do mês, para que os débitos fossem quitados.

Ocorre que o Executivo não honrou com o acordo, de pagar os atrasados de sembro entre os dias 16 e 23 deste mês a todos os profissionais.

Por isso a revolta.

O caso agora será conduzido ao Ministério Público.

 

Deputados criticam possível corte no valor dos plantões médicos no MA

Repercutiu muito mal na Assembleia Legislativa, durante a sessão de ontem, a notícia de que uma portaria editada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) pode culminar com a redução do valor dos plantões de médicos que atendem na rede estadual de Saúde.

O caso foi revelado no fim de semana, quando profissionais afetados pela medida tomaram conhecimento do ato, publicado na edição de 30 de outubro do Diário Ocial
do Estado.

Em pronunciamentos na Casa, os deputados Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PSDB) teceram duras críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Para o deputado do PV, que lembrou também da ação pelo corte de 21,5% de funcionários do Estado, trata-se de “mais um golpe contra servidores estaduais”.
Ele questionou que tipo de incentivo profissionais médicos poderão ter ao saber que seus salários podem ser reduzidos a partir de agora.

“Como é que o senhor [governador Flávio Dino] quer incentivar estes homens e mulheres, médicas e médicos do Estado do Maranhão que trabalham, mais uma vez, repito, de forma precária, em seus hospitais sem medicamentos, sair da capital
para receber o mesmo valor de plantão em São Pedro dos Crentes, em Chapadinha, em municípios mais afastados, qual o incentivo que esse médico terá de sair da capital para trabalhar no interior, já que aqui ele ganhará o mesmo valor?”, declarou.

Adriano propôs que o Executivo promova cortes em áreas como a comunicação, por exemplo, para não penalizar a Saúde estadual.

“Por que o Flávio Dino não corta a verba da comunicação, acabou de destinar sessenta e quatro milhões para Secretaria de Comunicação? Por que não corta da comunicação para dar o valor dos plantões aos médicos que vão para o interior?”, completou.

Insatisfação – Em seu pronunciamento, Wellington do Curso destacou insatisfação da categoria com a nova portaria. Ele disse já ter sido procurado por médicos para relatar a situação e solicitar apoio.

“É de se lamentar que o governador não saiba o que é prioridade. Não saiba, por exemplo, que para população é melhor que o estado invista na saúde, nos médicos, na infraestrutura hospitalar, ao invés de gastar milhões na propaganda, como ele
faz. Somos contra essa medida do Governo de reduzir salários dos médicos. Governador, respeite os profissionais do Maranhão. Continuarei defendendo os médicos e ensinarei Flávio Dino que com a saúde pública não se brinca. Com a
vida das pessoas não se faz propaganda, governador”, armou Wellington.

OUTRO LADO

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), se posicionou sobre o tema. De acordo com ele, a portaria traz equilíbrio para o setor.  “Não é plausível que um médico que presta um plantão em Pinheiro ganhe diferente do outro que ganha em Chapadinha. É apenas e tão somente isso. Agora, me causa estranheza alguns deputados mais afoitos chegarem aqui e questionarem, como se houvesse diminuição de salários. Todos sabem que a Emenda 95 restringiu gastos com saúde em todo o Brasil e os grupos que votaram a favor da referida PEC são os mesmos que chegam aqui chamando de golpistas quem venceu, democraticamente as eleições, fazendo defesa de presidente eleito, que agora mesmo denunciou que o ex-ministro do Meio Ambiente, o deputado federal Sarney Filho, tinha vendido a Amazônia para organizações internacionais”, disse.

Reportagem de Estado com edição do blog

Andrea Murad denuncia atraso de salário de médicos no MA

A deputada Andrea Murad denunciou hoje (31) na tribuna da Assembleia Legislativa,atraso de salários de médicos que atuam no Programa de Saúde Prisional da rede estadual de Saúde.

De acordo com a parlamentar, o instituto responsável pela execução do programa é o INVISA, contratado pela Secretaria de Estado da Saúde, que, segundo ela, além de atrasar os salários dos médicos, também deixou os profissionais sem contrato e sem os direitos trabalhistas.

“São 10 médicos sem receber seus salários. Estão trabalhando na saúde prisional do estado sem receber dinheiro. Isso já acontece há muito tempo e outra coisa, além da precariedade nas condições de trabalho e a falta de segurança, não existe uma forma de contratação. Isso resume o que é o governo Flávio Dino, como ele trata a saúde, como trata a classe médica, os profissionais da área da saúde. Venho solicitar ao governo que dê uma atenção especial a esse caso dos médicos da saúde prisional, que efetue os pagamentos dos salários que estão há 3 meses atrasados, e solicitar ainda a regularização desses profissionais junto à INVISA”, pontuou.

Para a peemedebista, há descaso do Governo com a Saúde do Maranhão.

“Queremos saber quando esse governo vai começar a se organizar. Isso não pode estar acontecendo no estado. São 3 anos de governo e esses absurdos continuam. A saúde um desmantelo só. Os médicos reivindicando, lutando, querendo uma posição desses problemas e nada. E as denúncias são constantes. São medicamentos que faltam, como no Hospital Geral, são crianças com microcefalia sem os remédios e ficam só nas promessas. E estamos falando de problemas que duram meses e o governo Flávio Dino só toma providência quando o caso atinge proporções maiores”, finalizou.

Governo afasta médicos de UPAs que cobraram salários atrasados

O governo Flávio Dino (PCdoB) afastou dos postos de trabalho, três médicos que haviam cobrado da Secretaria de Estado da Saúde (SES) o pagamento de salários atrasados.

Eles foram informados, por telefone, que não estavam mais alocados em seus locais de trabalho: Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Dois destes médicos ainda chegaram a conceder entrevista à TV Mirante  confirmando o ato de perseguição.

O caso ganhou repercussão e o Conselho Regional de Medicina (CRM), junto ao Sindicato dos Médicos e representantes da SES  vão se reunir hoje, às 16h, para definir o futuro dos médicos.

O Governo nega ter demitido os médicos, mas não consegue explicar toda a crise…

 

Médicos ameaçam suspender cirurgias no Hospital de Pinheiro

Documento protocolado pelos médicos

Documento protocolado pelos médicos

O corpo clínico cirúrgico do Hospital Macrorregional da Baixada Maranhense, Dr. Jackson Lago, unidade construída por meio do programa Saúde é Vida, decidiu suspender todos os atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas a partir do dia 21 deste mês, caso o Instituto Aqqua, que não tem feito os repasses financeiros aos prestadores de serviços médicos com pontualidade.

A decisão foi protocolada pelos médicos ontem à empresa e ao Governo do Estado e leva a assinatura de pelo menos oito médicos cirurgiões que atuam na unidade.

“[…] serão suspensos todos os atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas a partir do dia 21 do presente mês caso o pagamento do mês subsequente não seja realizado até o dia 20, conforme especificado em contrato firmado com o Instituto Aqqua”, destaca trecho do documento

No documento, os médicos asseguram, contudo, que “nenhum atendimento de urgência ou emergência, pedidos de parecer e suporte aos pacientes internados será de qualquer forma negligenciado e que esta paralisação perdurará enquanto não foram realizados os supracitados depósitos”, finaliza o texto.

Com a palavra, a Secretaria de Estado da Saúde.

UPAs suspendem atendimentos por causa de salários atrasados

Médicos sem saláriosProfissionais da área da Saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São Luís, suspenderam desde ontem o atendimento a pacientes em decorrência do atraso de quase dois meses de salários.

O pagamento deveria ter sido feito pelo Instituto Cidadania e Natureza (ICN), que acabou com o contrato rompido pelo Governo do Estado por determinação judicial, tomada no bojo da operação “Sermão aos Peixes” da Polícia Federal.

Ontem, o blog mostrou em primeira mão documento assinado pelo secretário de estado da Saúde, Marcos Pacheco, [reveja aqui] informando aos médicos que a SES não iria arcar com os débitos salariais deixados pelo ICN.

O comunicado provocou revolta na classe médica, que ameaçou, ontem mesmo, paralisar todas as atividades.

Foi o que ocorreu. As UPAs da Cidade Operária, Vinhais, Itaqui-Bacanga, Araçagi e Parque Vitória, permanecem, até o momento, sem atender pacientes.

Médicos dos Socorrões ameaçam parar as atividades

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Médicos contratados que atendem nos hospitais Djalma Marques (Socorrão I) e Dr. Clementino Moura (Socorrão II) denunciam irregularidades nos contratos de prestação de serviços dos profissionais das duas unidades de urgência e emergência.

Entre as reclamações, estão o atraso no pagamento de salários e corte em mais de 50% nos vencimentos de alguns plantonistas. A situação mais crítica ocorre no Socorrão II, cujo quadro de profissionais é composto em 70% por médicos contratados, que ameaçam entregar os contratos e parar as atividades caso a situação não seja solucionada.

Os salários atrasados correspondem ao vencimento do mês de fevereiro. De acordo com o médico Érico Cantanhede, presidente da Associação dos Médicos dos Socorrões (AMESS) e ex-­diretor do Socorrão I, alguns dos médicos contratados chegaram a receber o pagamento no sábado, dia 7, mas a surpresa veio quando viram que os salários haviam sido reduzidos. Além disso, a maioria dos médicos sequer chegou a receber o pagamento.

“Existem nos Socorrões duas situações de médicos, aqueles que são concursados e os contratados. Os médicos concursados receberam normalmente, mas os médicos contratados foram prejudicados pela Secretaria Municipal de Saúde [Semus], junto com a direção do Socorrão, que de uma forma irresponsável cortou o salário da maioria desses profissionais. Alguns colegas tiveram um corte de R$ 3 mil, outros de R$ 8 mil, e maioria ainda não recebeu. Houve uma discrepância muito grande e estamos revoltados”, afirmou.

Por causa desse corte e também da falta do pagamento, alguns médicos deixaram de ir para os plantões este mês, mas foram convencidos pela AMESS a continuarem com os atendimentos nos plantões para que a população não fosse prejudicada.

“Alguns médicos, muito revoltados, disseram que iriam parar os atendimentos nos Socorrões, o que realmente aconteceu em alguns plantões. Alguns plantonistas não foram, mas não houve prejuízo para a população, pois conversamos com eles e conseguimos mudar essa situação”, disse o médico e presidente da AMESS.

Em nota a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os salários dos profissionais que têm contratos temporários referentes ao mês de fevereiro já foram pagos e que a remuneração recebida foi calculada de acordo com a carga horária trabalhada no referido mês.

César Félix é uma incógnita

Félix: tímido e discreto, não mostrou a que veio

Félix: tímido e discreto, não mostrou a que veio

Desde que assumiu a Saúde Municipal de São Luís (Semus), o secretário César Félix, que substituiu o médico Vinicius Nina na pasta, não disse a que veio. São inúmeras as críticas ao setor, que partem de próprios auxiliares do secretário, importado de Canaã dos Carajás, cidade de pouco mais de 29 mil habitantes. São inúmeras também as crises enfrentadas pela administração Edivaldo Holanda Júnior (PTC) na saúde.

A mais recente e não menos grave, é a ameaça de demissão coletiva dos médicos que atuam nos Hospitais de Urgência e Emergência, Clementino Moura e Djalma Marques, os Socorrões.

Eles alegam péssimas condições de trabalho, falta de equipamentos, salários atrasados [que tem sido uma constante na era Edivaldo Júnior], e não valorização profissional.

Mediante a tudo isso, não se observou, até o momento, qualquer movimentação ativa e decisiva de César Félix, que parece não ter o controle da situação. É tão imperceptível a sua atuação na Semus, que ninguém associa o comando da pasta à sua figura.

Eternamente discreto, Félix, que sequer fala com a imprensa e ao mesmo tempo se recusa a dar uma explicações a sociedade, é um dos auxiliares mais tímidos de Holandinha.

Não mostrou a que veio. César Félix é uma incógnita..

Leia também:Félix entrou de mãos vazias e saiu sem nada de encontro com ministro

CRM denuncia precariedade da rede de saúde municipal de SL

CRMO Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) denuncia, em comunicado oficial publicado na edição de hoje (Geral 9), a precariedade dos hospitais da rede pública municipal. Segundo a entidade, fiscalizações identificaram problemas como a falta de medicamentos, a defasagem de leitos e materiais necessários ao tratamento dos pacientes nos hospitais municipais Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II), Hospital da Criança, Hospital da Mulher, Socorrinhos e Unidades Mistas. A situação compromete o atendimento médico-hospitalar e expõe a riscos os usuários e profissionais do sistema de saúde de São Luís.

Segundo o comunicado, os médicos que atuam em hospitais da rede pública municipal não podem mais ser penalizados ético-profissionalmente “pelos erros e deficiências institucionais, ora existentes”. A entidade informou que a decisão de isentar os médicos foi tomada depois da análise dos relatórios emitidos em fiscalizações do CRM-MA.

O CRM aguarda uma resposta de Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que na última sexta-feira, na Assembleia Legislativa, em evento do PSB, prometeu reformar os dois Socorrões e promover a retaguarda de leitos e m outras unidades do município.

Funcionários do Socorrão I vão comemorar queda de Yglesio com abraço simbólico ao hospital

Yglésio foi demitido por Edivaldo

Yglésio foi demitido por Edivaldo Holanda Júnior

Funcionários do Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I, resolveram externar toda a felicidade pela queda do midiático Yglesio Moyses da direção daquela unidade, que é a maior e mais importante da rede municipal.

Médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fisioterapeutas e até maqueiros farão um abraço simbólico ao Socorrão I, às 8h da manhã, como forma de agradecimento ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) pela mudança no comando do hospital, que agora é dirigido pelo médico cirurgião Erico Cantanhede.

No pouco tempo que ficou à frente da unidade, Yglesio protagonizou várias polêmicas. Dentre elas, a ridícula e desnecessária campanha de doação de alimentos [sem a autorização do prefeito]; a interferência nas negociações de um parceria institucional entre Governo e Prefeitura [sem competência ou legitimidade para tal]; o caso em que funcionários denunciaram terem sido comparados a porcos; além do afastamento de um funcionário que o denunciou na polícia.

Yglésio conseguiu deixar todo o corpo funcional do Socorrão I insatisfeito com a sua administração. Prova maior disse será o abraço simbólico ao hospital amanhã. E como falei em um outro post, Yglésio é culpado por sua própria queda.

Aviso: Há pouco os funcionários do Socorrão decidiram adiar a manifestação por conta das atividades da Semana da Saúde. Uma nova deverá ser marcada. Yglesio, por sua vez, se diz vítima de perseguição em seu perfil no facebook.