Testemunhas do caso Mariana Costa serão ouvidas hoje pela polícia

lucas-porto-aptA Polícia Civil ouvirá a partir de hoje, as testemunhas do assassinato da publicitária Mariana Costa, sobrinha do ex-presidente José Sarney.

Dentre as testemunhas estão familiares, amigos e vizinhos do apartamento onde ela morava e foi morta.

O objetivo agora é desdevendar a motivação para o crime, que a polícia diz ter sido cometido pelo empresário e cunhado da vítima, Lucas Porto.

Lucas era casado com a irmã de Mariana. A polícia já levantou a hipótese de Mariana ter descoberto e decidido contar para a irmã, um relacionamento extraconjugal de Lucas, mas não há confirmação da tese.

“A partir de quarta-feira vamos procurar ouvir familiares, pois não foi possível ainda por conta do velório e sepultamento da vítima e vamos reinquirir novamente o suspeito”, resumiu o secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Na terça-feira, a Polícia Civil do Maranhão divulgou as filmagens do circuito interno das câmeras de segurança do condomínio onde morava Mariana Costa. Por meio das imagens é possível observar que Lucas esteve duas vezes no local do crime. De acordo com as investigações, das 14h às 15h, período provável da morte de Mariana segundo laudo do IML, apenas Lucas Porto teve acesso ao apartamento.

Ele nega o crime.

 

A polícia diz já ter colhido provas o suficiente que incriminam o suspeito.

Vereador de Governador Nunes Freire é executado

vereador curióO vereador de Governador Nunes Freire, Esmilton Pereira dos Santos, de 45 anos, foi executado ao chegar a sua residência, num povoado da cidade. O crime aconteceu por volta das 22h30 de ontem.

A violência foi tamanha que, segundo informações da própria Polícia Militar, foram encontradas mais de 15 perfurações de bala no corpo do vereador Esmilton. O parlamentar que estava no seu quarto mandato e buscava reeleição pertencia ao PRB.

Apesar de ser natural de Lago Verde, Esmilton fez carreira política em Governador Nunes Freire. O parlamentar era conhecido como o vereador dos pescadores. Esmilton, segundo seus dados junto a Justiça Eleitoral, era solteiro e pretendia gastar algo em torno de R$ 10 mil para tentar sua nova reeleição.

Ao que tudo indica, infelizmente, foi mais um crime de encomenda praticado no Maranhão. Entretanto, resta saber se a execução do vereador Esmilton tem algo a ver com a política partidária, afinal estamos em ano eleitoral e em plena campanha.

Segundo – O curioso é que em 2014, outro vereador de Governador Nunes Freire foi assassinado. No dia 10 de março, morreu o vereador Paulo Lopes Sales (PT), 36 anos, após ter sido encontrado com várias fraturas no crânio, por suposto espancamento, na BR-316, entre Governador Nunes Freire e Maracaçumé, no dia 1º de março.

Naquela oportunidade, a Direção Estadual do PT, através do presidente Raimundo Monteiro, levantou a possibilidade de crime político.

Informações de Jorge Aragão

Eliziane Gama repudia assassinato de quilombola

ElizianeA deputada federal Eliziane Gama (Rede) manifestou repúdio devido ao covarde assassinato de Francisca das Chagas Silva, de 34 anos, que foi morta com requinte de crueldade e violência sexual, no município de Miranda do Norte. A parlamentar pede providências no caso e lamenta o crescimento de crimes contra trabalhadoras rurais.

Quilombola do povoado Joaquim Maria, na zona rural do município maranhense, Francisca das Chagas Silva, foi uma das muitas Margaridas que participou da Marcha em Brasília no ano passado que teve como pauta: “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

Durante a Marcha das Margaridas, Francisca das Chagas participou do Grupo de Estudo Sindical (GES Mulher), e de outras ações organizadas pelo Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), buscando soluções e também fazendo cobranças ao poder público e judiciário, justamente por causa dos crimes contra mulheres que permanecem impunes.

Eliziane Gama lamenta a morte da quilombola e reafirma que é preciso fortalecer as políticas públicas de proteção e direitos da mulher, principalmente da mulher do campo.

Ascom

Blogueiro assassinado havia relatado ameaças de morte na quinta-feira

italoitalo2Ítalo Diniz, blogueiro que fazia a cobertura política do município de Governador Nunes Freire e região, havia relatado na quinta-feira, um dia antes de ter sido covardemente assassinado, ter sofrido ameaças de mortes.

O relato do blogueiro foi feito num grupo de bate do aplicativo WhatsApp onde jornalistas e blogueiros discutem pautas de seus municípios.

Na ocasião, Ítalo não revelou nomes, mas disse que já havia sido vítima de ameaças de “prefeitos, vereadores, capachos e seguranças”.  Ele disse já haver registrado boletins de ocorrência na delegacia local.

O blogueiro foi morto na noite de ontem na Rua do Evangelho, por dois homens que pilotavam uma motocicleta. Ítalo estava na companhia do também blogueiro Weberth Saraiva, que foi alvejado por três tiros, mas sobreviveu.

Uma testemunha afirmou ao blog de Jerivânio que o assassino ainda chegou a descer da moto para certificar de que Ítalo estava realmente morto.

O crime pode ter sido por encomenda…

Caso Fagner: perguntas sem respostas

Imagem retirada do blog do Gilberto Léda

Imagem retirada do blog do Gilberto Léda da manifestação que resultou no assassinato do jovem Fagner dos Santos por um policial militar

Editorial do Vias de Fato

Quem foi Fagner Barros dos Santos?

Por que ele foi assassinado, com um tiro na cabeça, por um Policial Militar do Maranhão?

Quem são os responsáveis por sua morte? Foi o PM que disparou a arma?

Foi quem puxou o gatilho e estourou seus miolos? Foi o oficial responsável pela operação?

Este crime tem alguma relação com a Medida Provisória 185, assinada por Flávio Dino em janeiro deste ano, logo no início do seu governo?

Alguém lembra que três organizações sociais lançaram uma nota, ainda em janeiro, dizendo que esta mesma MP seria uma “licença para matar”?

Não é o caso de se tratar disso agora, diante de nova tragédia? Não? Então não devemos mais falar disso? Devemos esquecer a nota das entidades?

Por que um adolescente foi baleado, na mesma operação que matou Fagner Barros dos Santos?

Por que houve tiros contra a manifestação que eles participavam? Por que atiraram nas casas? Nas pessoas? Cada um dos tiros foi um “caso isolado”?

Ou tudo foi mais um caso de “uso de força moderada”?

E quem é o dono do terreno em questão? São vinte hectares? Ele cumpre sua função social? Lá não existia um lixão, antes da ocupação? Por que uma liminar tão rápida? Não seria o caso de desapropriar o terreno? Não seria o caso de ser criada, no local, a Vila Fagner Barros dos Santos? Não?

As sucessivas tragédias ocorridas em Pinheiro, Vitória do Mearim, São Luís (envolvendo torturas e execuções) vão ser tratadas sempre, pelo atual governo, como “casos isolados”?

Os métodos que levaram à morte de Fagner têm relação direta com as bombas atiradas contra manifestantes, na Avenida Beira Mar, no dia 6 de agosto, próximo ao Palácio dos Leões? Não têm?

Alguém se lembra de como se deu a repressão a uma manifestação estudantil, em abril deste ano, no terminal da integração da Praia Grande?

Alguém lembra que os estudantes fizeram boletins de ocorrência, gravaram vídeos e fizeram notas criticando a violência policial e o atual governo do Maranhão?

Num estado injusto como o Maranhão, marcado pela miséria, pela grilagem e por todo tipo de especulação imobiliária, fazer ocupação de terras é crime? É isso mesmo?

São Luís não é quase toda fruto de ocupações?

O atual governo desconhece os problemas sociais profundos, que originam estas ocupações?

Tudo será desonestamente simplificado como “indústria de invasões”?

O governador Flávio Dino fez fotos com o MST, na porta do Palácio dos Leões, mas não admite manifestações sociais, passeatas, ocupações e mobilizações populares? É isso?

Será, então, que a foto com os manifestantes do MST é pura demagogia do governador? Será?

E onde fica a democracia, defendida por Flávio Dino diante da presidenta Dilma? Ela passa apenas por decisões judiciais? Passa apenas pelas liminares de despejo, suspeitas e às vezes criminosas?

É essa a democracia que devemos respeitar?

No “governo da mudança”, então, ninguém poderá fazer manifestações nas ruas e praças públicas?

E a participação popular, que dá nome a uma secretaria do atual governo?

Um inquérito policial dará conta de todas as questões envolvendo a morte de Fagner Barros dos Santos?

Daqui a alguns dias, todos nós esqueceremos Fagner Barros dos Santos? De quem devemos cobrar a sua morte?

Do governador? Do governo? Da Secretaria de Direitos Humanos? Da Secretaria de Segurança? Da PM? Do cabo? Dos que se dizem donos do terreno? De nós mesmos? Ou não devemos cobrar de ninguém? Melhor largar de mão?

Quem é Fagner Barros dos Santos? Um número a mais nas estatísticas? As mesmas estatísticas que o governo foi acusado de estar maquiando?

O martírio de Fagner (durante uma reintegração de posse!) tem alguma importância na atual conjuntura política do Maranhão, onde o governo fala em mudança?

Ele foi vítima de uma violência política, além de policial? Ou é só um “caso isolado”, esquecido daqui a poucos dias? Estamos sendo inoportunos com este tipo de pergunta?

Melhor mudar de assunto?

Independente das respostas, ou da (in) conveniência destas perguntas, temos que dizer claramente que Fagner Barros dos Santos foi um jovem, que estava junto a uma manifestação popular, negro, da chamada periferia de São Luís, que estava lutando por moradia e foi assassinado por agentes do Estado, sob o comando do governo de Flávio Dino.

Este é o fato.

E ele não é um fato isolado…

Wellington embarca para Alcântara e consegue por fim em manifestação

Wellington conversa com manifestantes em praça pública na cidade de Alcântara

Wellington conversa com manifestantes em praça pública na cidade de Alcântara

Após a sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira (6), o deputado estadual Wellington do Curso (PPS) e um grupo de assessores partiram de São Luís à Alcântara para se solidarizar e dar apoio à população que estava realizando protestos desde o dia 31 de julho devido à falta de estrutura na saúde pública do município.

Ao chegar a Alcântara, o deputado encontrou um clima tenso, marcado pela revolta e insatisfação que permeavam os manifestantes que se encontravam na Praça da Matriz, após tumultos em frente à Prefeitura, Câmara Municipal e Fórum da cidade. As manifestações iniciaram desde a última sexta-feira (31), após a morte da jovem gestante Naires Rodrigues, de 19 anos, e seu bebê, que no último dia 30 não resistiram, segundo os manifestantes, devido ao descaso da saúde do município.

A população alega que houve negligência por parte do hospital e reclama do número insuficiente de médicos e de hospitais de qualidade na cidade.

Wellington conversou com os manifestantes e atendeu algumas das demandas, dentre elas a liberação da professora Teresa França, conhecida como “Teca”, que havia sido detida por policiais militares durante o ponto alto das manifestações. Durante as negociações, a população acatou o pedido do parlamentar para que desfizessem as manifestações e se reunissem em uma audiência pública sob sua responsabilidade, na próxima terça-feira (11), com início às 14h, no auditório do IFMA- Campus Alcântara, a fim de discutir as problemáticas apontadas e encontrar soluções que atendam a população do município.

“Tenho acompanhado as manifestações em Alcântara desde o início. Apresentei na Assembleia, assim que soube da morte da jovem Naires, um requerimento solicitando esclarecimentos à Secretaria Municipal sobre tal fato. No entanto, o povo clamava por uma voz e eu não poderia negar isso. Por isso, fui à Alcântara, intermediei as reivindicações e, graças a Deus, voltei com a sensação de missão cumprida. Ressalto a importância da visita ao ir falar com os manifestantes, pois só assim tomamos pleno conhecimento de todas as reivindicações. Empenho a minha palavra com cada cidadão e firmo meu compromisso em defesa do povo maranhense”, declarou o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

Fontenele é homenageado na Assembleia

 

Fontenele foi homenageado na Assembleia

Fontenele foi homenageado na sessão de hoje da Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa do Maranhão homenageou na manhã de hoje, com respeito a um minuto de silêncio, o radialista e cronista esportivo Herbert Fontenele. O deputado Edilázio Júnior (PV), externou seus sentimentos à família do radialista – que fez história no jornalismo maranhense -, e disse ter ficado abalado com a notícia da morte precoce de Fontenele.

Deputado estadual Edilázio Júnior

Deputado estadual Edilázio Júnior

“Eu deixo um abraço todo especial à dona Diva [viúva de Fontenele] e ao Márcio Fontenele [filho do cronista], que é meu amigo, pessoa com a qual tenho um relacionamento estreito, e que, por diversas vezes, por conta dessa amizade, tive a oportunidade de dividir a mesa com Herbert Fontenele, que sempre nos passou ensinamentos”, disse.

Deputado Sérgio Frota

Deputado Sérgio Frota

Outros parlamentares que exaltaram a figura de Fontenele foram Othelino Neto (PCdoB), Sérgio Frota (PSDB), Roberto Costa (PMDB), Wellington do Curso (PPS), Sousa Neto (PTN), Glalberth Cutrim (PRB), Eduardo Braide (PMN), Paulo Neto e Carlinho Florêncio (PHS).

Fontenele, que lutava há seis anos contra um câncer de próstata, morreu aos 73 anos de idade.

Deputado estadual Sousa Neto

Deputado estadual Sousa Neto

Natural do Piauí, Fontenele atuou por 55 anos no jornalismo maranhense. Durante esse período, participou da cobertura, ao vivo, de três Copas do Mundo. Chegou a ser secretário de Esporte em São Luís e secretário-adjunto de Esporte do Governo do Maranhão.

Foi diretor e atualmente era o comentarista titular da Rádio Mirante AM, onde apresentava o programa esportivo ‘Fontenele Comenta’. Já na TV Mirante, ele comentava e apresentava o bloco de esporte no Bom Dia Mirante. Também atuava no canal SporTV como comentarista dos jogos do Sampaio Corrêa na série B do Campeonato Brasileiro.

Morre Herbert Fontenele

HerbertFontenele11Morreu na manhã de hoje, aos 73 anos de idade, o radialista Herbert Fontinele Filho, um dos ícones da crônica esportiva maranhense. Fontinele lutava há seis anos contra um câncer de próstata e acabou não resistindo ao avanço da doença.

Durante os 55 anos de atuação no jornalismo do estado, ele participou da cobertura de três vivo de Copas do Mundo, chegou a ser secretário de Esporte em São Luís na administração Jackson Lago e adjunto de Esporte do Governo, também na gestão de Lago.

Fontenele foi diretor e atualmente era o comentarista titular da Rádio Mirante AM, onde apresentava o programa esportivo Fontenele Comenta. Já na TV Mirante, ele comentava e apresentava o bloco de esporte no Bom Dia Mirante. Também atuava no SporTV como comentarista dos jogos do Sampaio Corrêa na série B do Campeonato Brasileiro.

O blog se solidariza à família e lamenta a perda de um grande comunicador do Maranhão.

Bendito celular

Depois de uma sucessão de equívocos e divulgação precipitada de notas, somadas à pressão da imprensa e da opinião pública, a Secretaria de Segurança cumpriu seu papel e prendeu o vigilante flagrado em vídeo executando o mecânico Irialdo Batalha, em Vitória do Mearim.

Os policiais envolvidos no crime também estão presos. Mas, apesar da eficiência policial em prender os suspeitos – nada além do dever cumprido – o atabalhoamento que norteia esse caso ainda perturba.

Não fossem vídeos gravados por testemunhas, o desfecho dessa história poderia ser outro. Sem as imagens, não se sabe – e nunca se saberá – se as providências no caso seriam as mesmas.

Ao saber do ocorrido, a SSP se precipitou em emitir nota recheada de inverdades. Afirmou que policiais trocaram tiros com dois homens suspeitos de praticarem assalto a um comércio; eles fugiam em uma moto quando um deles foi baleado e caiu; um vigilante se aproximou e atirou contra a cabeça do homem caído; os policiais não presenciaram a execução, pois estavam em perseguição ao segundo suspeito, que acabou preso.

Após vídeo exibido pela TV Mirante, a SSP emitiu uma segunda nota, reconhecendo que os policiais haviam presenciado a execução e que tomaria providências. Mas, a versão de que as vítimas seriam assaltantes armados não foi retirada.

Na quinta-feira, a verdade veio à tona.

O secretário de Segurança, Jefferson Portela, se viu obrigado a reconhecer que os homens não eram criminosos e que a versão de que houve troca de tiros foi desmentida por testemunhas dos fatos.

Conclusão(?) da história: um homem inocente morto e outro (a segunda vítima da lambança policial) com um trauma a ser superado. Diego Geane Ferreira Fernandes, amigo de Irialdo Batalha, levou um tiro de fuzil no pé e foi autuado em flagrante por desacato a autoridade, resistência à prisão e porte ilegal de arma de fogo.

Ficou preso por dias e chegou a passar um fim de semana algemado a uma cama de hospital, até ser solto, após constatado o equívoco.

Pergunta que não quer calar: e se aquelas testemunhas não tivessem sacado os seus celulares para registrar os fatos?

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão