Março termina com média de 2 homicídios por dia na Ilha

O mês de março, encerrado na última sexta-feira, registrou uma média de 2 homicídios por dia na Região Metropolitana de São Luís. É o que apontam os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).

Balanço apresentado hoje por O Estado, mostra que em 31 dias do mês de março, 63 mortes violentas foram registradas nos quatro municípios que integram a Ilha – São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Das 63 mortes registradas, o Cipos classificou 52 como homicídios dolosos. Quatro assassinatos foram ocasionados por lesões corporais seguidas de morte; outros quatro foram apontados como latrocínios e três mortes aconteceram em confronto com a polícia.

O relatório também aponta que a maior parte dos homicídios foram ocasionados por armas de fogo (53). As armas brancas provocaram a morte de seis pessoas, enquanto que em outros quatro casos as mortes foram causadas por outros meios.

A violência, assusta.

Texto do blog de Jorge Aragão

TJ recebe denúncia contra prefeito de Bacuri por mortes de estudantes

TJMAOs desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça receberam denúncia que submete o prefeito do município de Bacuri, José Baldoíno da Silva Nery, à ação penal para apurar responsabilidade na contratação irregular de empresa, cujo ônibus escolar envolveu-se em acidente que resultou na morte de oito crianças, em abril de 2015.

Também responderão à mesma ação o sócio da empresa Conservis – Construções Comércio e Serviços Ltda, o presidente, a secretária e um membro da Comissão Permanente de Licitação e um assessor jurídico do município.

A denúncia foi proposta pelo Ministério Público Estadual (MPMA), acusando o prefeito de ter contratado os serviços da empresa Conservis no valor de R$ 1.092.000,00 para a locação de veículos, com irregularidades que teriam frustrado o caráter competitivo da licitação, enquadrando os envolvidos no delito de fraude, previsto na Lei de Licitações.

O prefeito e os demais acusados defenderam-se, alegando não existirem provas da prática do crime, pedindo a rejeição da denúncia.

Para o relator, desembargador Joaquim Figueiredo, existem indícios da contribuição do sócio da empresa Conservis para a prática do crime, uma vez que ele habilitou-se no processo licitatório e assinou o contrato, em possível conluio com a administração para a prestação irregular do serviço de transporte escolar, assim como os demais acusados que atestaram a validade do procedimento.

Quanto à alegação de todos os acusados – falta de prova e improcedência da denúncia – , o magistrado a afastou por entender que a denúncia expôs o fato com todas as circunstâncias, qualificando os envolvidos e individualizando-os e classificando o delito conforme determina o Código de Processo Penal.

Ele também afastou as alegações de ausência de dolo, inclusive porque sua existência ou não deve ser apurada durante o curso da ação. “Durante a instrução, todas as indagações das defesas poderão ser respondidas, todavia, isso não pode ser feito nesse momento, onde não restam atestadas de forma absoluta essas verificações”, ponderou.

Triste cotidiano

Manifestantes entraram em confronto com policiais militares / foto: Flora Dolores de O Estado do Maranhão

Manifestantes entraram em confronto com policiais militares / foto: Flora Dolores de O Estado do Maranhão

O final de semana foi marcado por duras imagens do cotidiano, que retratam exatamente o grau de violência a que se chegou na capital maranhense. E exibem também o fracasso do governo Flávio Dino (PCdoB) no sistema de Segurança Pública.

Na Praia do Meio, um jovem foi esmagado por um carro cujo motorista dava cavalos de pau em plena areia, na madrugada de sábado para domingo. No Centro Histórico, um homem simplesmente entrou armado em uma casa de shows para matar um desafeto em plena festa, causando pânico entre os frequentadores. E na Via Expressa, um motorista não pensou duas vezes em passar por cima de um grupo de assaltantes que surgiu à sua frente.

É claro que o governo não pode ser responsabilizado diretamente por todas as ações de violência que ocorrem. Há situações que não há como prever.

Mas os três exemplos acima são espécies de tragédia anunciada.

É sabido que a Praia do Meio se transforma em pista de rachas e acrobacias nas madrugadas dos fins de semana. E não se tem notícia de que houve qualquer tipo de operação policial na área. Também é sabido por todos que a Via Expressa tem se transformado em ponto de assaltos, desde a sua inauguração. O Estado mesmo já trouxe inúmeras reportagens sobre o tema. E também não se tem notícia de ação policial para coibir os crimes na área.

Por fim, a casa de shows em que ocorreu o crime tem sido rotineiramente notícia por crimes ocorridos em sua porta, e mesmo tiroteios e brigas por causa de gente que entra armada. Ainda assim, funciona normalmente.

Em contraponto à falta de ação policial nos exemplos citados, o governo Flávio Dino utiliza de força policial desproporcional contra um grupo de sem­teto que reivindica a posse de um terreno no Turu. A ação da polícia, com balas de borracha, bombas e até agressões, parece até refletir o ódio com que os chefes do governo tratam o líder desta ocupação nas redes sociais.

Falta política e segurança em alguns setores da capital. Em outros, a força policial é demandada em demasia. São cenas de um triste cotidiano no Maranhão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Wellington fala sobre o aumento da violência no estado

Wellington do Curso

Wellington do Curso é deputado estadual

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) usou suas redes sociais nesta sexta-feira (5), para se posicionar sobre a violência que, segundo ele, tem protagonizado o Maranhão.

O posicionamento do parlamentar remeteu à última quarta-feira (3), que foi marcada pela morte de um jovem assaltante e de uma estudante de Enfermagem.

Na ocasião, Wellington mencionou os quatro assassinatos ocorridos no Estado em menos de 1 mês, além de fazer referência ao fato de que, em menos de 5 meses, São Luís já soma 186 assaltos a ônibus, o que já representa mais de 50,8% do total de assaltos a coletivos de todo o ano passado.

” A vida tem sido cada vez mais banalizada. São sonhos, planos, famílias, futuros que estão sendo destruídos… A morte tem se tornado a regra. E a vida? Bem, essa tem sido a exceção. Não podemos banalizar tal cenário ao ponto de tratar a morte de uma estudante como algo simples e fútil. Não, não o é. São sonhos que não mais existem, um futuro que tornou-se pretérito da forma mais repentina e cruel e, principalmente, uma lacuna que jamais será suprida na realidade dos familiares que perderam um ente querido”, afirmou.

“Deixo aqui as minhas condolências e espero que Deus possa consolar a todos os familiares e amigos da estudante e de todos aqueles que foram vítimas dos conseguintes da insegurança. Ressalto o caráter emergencial de se enfatizar a Segurança Pública em nosso Estado e, assim, zelar por aquilo que o ser humano possui de mais importante: a vida”, declarou Wellington do Curso.

A violência só aumenta…

Foto do repórter fotográfico Biné Morais

Foto do repórter fotográfico Biné Morais

Um dia após a base do governo Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa ter rejeitado – por orientação política do Palácio dos Leões como expressou o líder do governo na Casa, deputado Rogério Cafeteira (PSC) -, a ajuda da Força Nacional no estado, mais duas mortes violentas foram registradas no transporte coletivo de São Luís.

Dois jovens. Um de 16 anos, assaltante.  Uma jovem de 21 anos, que seria estudante de enfermagem.

O menor, morador da Ilhinha, e que estava fardado, teria anunciado o assalto na cabeceira da Ponte José Sarney [São Francisco], com uma faca. Um passageiro reagiu e acabou efetuando dois disparos. Um atingiu o menor, o outro, a jovem Alexandrina Alves Rodrigues, que morreu no Socorrão I.

A violência somente cresce no estado, mas o governador Flávio Dino opta em falar e estatísticas em seu perfil no twitter. No governo virtual de Flávio Dino, o Sistema de Segurança não está falido, não há a necessidade de pedido de ajuda á Força Nacional, como fez Roseana Sarney em 2011 e m 2014 para combater a criminalidade.

Reconhecer a fragilidade do sistema de segurança, reconhecer que a gestão no setor não vai bem, não é demérito para governante algum, em qualquer canto do mundo.

Mas Flávio Dino é diferente. Não aceita crítica, e não reconhece a fragilidade eu está em sua volta.

Enquanto isso, a população pede socorro…

A resposta de César Pires a Jefferson Portela

Deputado estadual César Pires rebateu pro

Deputado estadual César Pires rebateu o ataque de Jefferson Portela, que tentou desmerecer a bancada de oposição na Assembleia Legislativa

“Olha, o Sarney merece o meu respeito, não convivo perto dele, não tenho intimidade estreita com ele, mas ele é um homem da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasileira de Letras, mas não conheço a academia dos incompetentes maranhenses, dos incapazes maranhenses, porque, se assim tivesse, o senhor secretário era a avant-première da história, para poder ser, na verdade, o que subiria ao pódio da incompetência e da truculência”, deputado estadual César Pires (DEM).

Militantes sociais condenam condução do Governo no caso Irinaldo Batalha

Antônio Pedrosa é advogado e atua na OAB

Antônio Pedrosa é advogado e atua na OAB

Militantes dos direitos humanos condenaram, durante o fim de semana, a condução dada pelo Governo do Maranhão ao caso da execução do mecânico Irialdo Batalha, em Vitória do Mearim, por um vigilante que estava acompanhado por dois policiais militares.

Na sexta-feira, 29, dia do crime, o advogado Antonio Pedrosa (PSol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional Maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) disse em entrevista à TV Mirante que houve uma “naturalização do crime” como fator de “justiça social”, uma vez que a execução foi praticada na frente de populares.

“Foi retratada, na verdade, uma execução de uma pessoa que estava sob custódia da polícia. E essa pessoa que executa o crime aparece juntamente com outros integrantes das forças de segurança do Estado, com uma viatura de apoio, perfeitamente identificada. Estamos diante de um cenário de um crime praticado por agentes das forças de segurança do Estado do Maranhão em condições que os igualam a criminosos”, declarou.

O advogado informou que o caso já chamou a atenção da Anistia Internacional e do Conselho Federal da OAB, e que ele próprio acionará o Ministério Público e as corregedorias de polícia para agilizar os responsáveis pela execução do suposto assaltante.

“Um escândalo nacional que retrata uma fragilidade enorme do sistema de segurança pública do Estado do Maranhão em se conformar a ordem jurídica. Nós vamos fazer a representação, e isso será protocolado ainda segunda-feira, provocando as corregedorias de polícias para poder responsabilizar e identificar essas pessoas. E também vamos provocar o Ministério Público, porque é um caso de responsabilidade administrativa e judicial”, declarou, também à TV Mirante.

No sábado, 30, um dia após o crime o Governo do Estado informou que já havia identificado e efetuado a prisão – com autuação flagrante – dos dois PMs que aparecem dando cobertura ao vigilante.

Notas – O historiador e militante dos direitos humanos Wagner Cabral foi outro que lançou duras críticas ao governo Flávio Dino (PCdoB) pela forma como tratou o assunto.

Ele condenou, inicialmente, a tentativa do Executivo de lançar uma cortina de fumaça sobre a recente escalada da violência no Maranhão apresentando dados – segundo ele não confiáveis – que apontam para a diminuição da criminalidade no estado.

“Para variar, depois da crise, o governo estadual aparece com estatísticas (tiradas sabe-se lá de onde) sobre ‘queda’ da violência no Maranhão. Na ausência completa de informações públicas e transparentes para o cidadão, qual o grau de confiabilidade da propaganda do governo?”, questionou ele, por meio de sua conta no Twitter.

Cabral comentou, ainda, o fato de a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) haver apressado em emitir uma primeira nota oficial eximindo os policiais militares de participação na execução e, só após a revelação de um segundo vídeo comprovando a presença deles na cena do crime, soltar um segundo comunicado condenando a ação e anunciando medidas.

Para o historiador, o Governo do Estado precisaria desculpar-se publicamente pelo açodamento da nota inicial.

De O Estado com edição do blog

Derrota da transparência

Relatório do funcionário Daniel Sousa, que trata da falta de oxigênio no dia em que ocorreram as mortes no hospital

Relatório do funcionário Daniel Sousa, que trata da falta de oxigênio no dia em que ocorreram as mortes no hospital macrorregional de Coroará

O Governo do Estado comemora hoje um direito de resposta obtido judicialmente contra O Estado, por matéria absolutamente correta, jornalística e eticamente, envolvendo mortes no Hospital Macrorregional de Coroatá, em 18 de abril. A decisão judicial soa como uma vitória retumbante do “governo da transparência” contra a imprensa. Acrescente-se às comemorações, a vitória da mordaça palaciana, do cerceamento da liberdade de informação, da prepotência e do autoritarismo.

Rememoremos os fatos. Ao receber a denúncia, O Estado tomou o devido cuidado de ir à cidade de Coroatá, para ouvir as partes envolvidas. Entrevistou familiares e funcionários – que não quiseram se identificar por medo de represálias. Além disso, conforme procedimento obrigatório da Redação, buscou esclarecimentos da outra parte, no caso a Secretaria de Estado da Saúde. Feito isso, tratou de publicar na íntegra a nota enviada pela SES na qual foram negados os problemas apontados pelos funcionários do hospital e pelas famílias dos pacientes mortos.

Em toda a reportagem, em nenhum momento o jornal apontou responsabilidade da direção do hospital sobre os óbitos, mas considerou a possibilidade ante os relatos das fontes. Assim como também considerou a negativa apresentada pela SES. Tanto que – repita-se – publicou na íntegra a nota encaminhada pelo órgão.

Mas o governo Flávio Dino não ficou satisfeito com isso. Não queria – e não quer – ser confrontado ou questionado na “sua perfeição”. Precisava dar provas de força, de que tem poder para obter até mesmo absurdo direito de resposta por uma matéria que, em rigor, já havia dado o devido posicionamento oficial.

O Departamento Jurídico de O Estado estranhou a decisão. Mas, por hora, coube ao jornal cumprir a determinação judicial sem precedentes na história do jornalismo maranhense – um direito de resposta por uma reportagem que ouve os dois lados e segue todos os preceitos do bom jornalismo. Enfim…

Essa é a forma de agir do nosso “governo da transparência”. Para bom entendedor… E o Maranhão tem bons entendedores, meus caros. Estejam certos disso.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Sejap suspeita de motivação política para motins e mortes em Pedrinhas

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde dezenas de presos morreram em esquema

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde dezenas de presos morreram em esquema

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária já trabalha com a hipótese de que houve motivação política para a série de barbáries no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

 Ontem o secretário Sebastião Uchoa revelou à imprensa que um preso de Pedrinhas utilizava um aparelho celular e trocava ligações diárias com a diretora do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Maranhão (Sindspem), Luana Furtado.

Luana é esposa de um ex-diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP), de Pedrinhas com fortes ligações ao núcleo do sindicato. O grupo de Luana é liderado por César Bombeiro, que por sua vez é aliado de Flávio Dino (PCdoB).

Segundo Uchoa, membros do sindicato dos agentes passavam instruções sobre como os presos deveriam se portar durante os motins. A intenção era instalar um clima de terror na capital e consequentemente provocar um abalo nacional à imagem do Governo do Estado. “Uma pessoa que trabalhava no Presídio São Luís ouviu conversas de um agente penitenciário dando orientações de como os presos deveriam se comportar para criar terrorismo no sistema penitenciário”, afirmou.

O esquema que provocou a morte de dezenas de presos – alguns covardemente decapitados -, é mais um escândalo a ser apurado pela polícia.

É gravíssima a descoberta de que membros do Sindspem estavam diretamente relacionados ao caos no sistema penitenciário.

Para quem não lembra, ao longo da primeira semana da crise no setor [crise esta já superada pelo Governo], um falso vídeo de um preso de Pedrinhas com a perna dilacerada foi divulgado em portal de um grande jornal de São Paulo. A farsa, no entanto, foi desvendada e ficou constatado que o vídeo não era de Pedrinhas, mas sim de um acidente de trânsito ocorrido nos Estados Unidos. Estava inclusive postado num site americano há mais de 2 anos.

Mas antes de isso ter sido descoberto, César Bombeiro havia o encaminhado para o juiz Douglas Martins, que incluiu o documento no relatório do CNJ. O relatório acabou desmoralizado após a verdade ter sido divulgada.

Dias depois, outro vídeo foi postado em site de um segundo grande jornal de São Paulo, onde presos debocham e até pisam em três corpos de decapitados. A polícia acredita que o vídeo pode ter sido entregue por agentes penitenciários, que orientaram os presos a fazerem as gravações.

Tudo isso mostra que há forte indício de movimentação política no caso. E isso é grave.

Rebelião deixa 13 mortos em Pedrinhas

Imagens do repórter fotográfico Douglas Júnior, de O Estado, mostram momentos de tensão em Pedrinhas

Imagens do repórter fotográfico Douglas Júnior, de O Estado, mostram momentos de tensão em Pedrinhas

A rebelião que ocorreu ontem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas foi mesmo iniciada pelo Bonde dos 40. Foi o que apurou o repórter Thiago Bastos de O Estado, que conseguiu falar por telefone com um dos membros da facção criminosa.

Ao todo, 13 detentos foram mortos. Outros 26 feridos foram transferidos para o Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I. Alguns permanecem internados em estado grave. A rebelião foi registrada no Presídio São Luís.

Oficialmente, a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) informou que o motivo da rebelião seria a descoberta de um túnel, por volta das 15h30 de ontem, no pavilhão 2 do bloco F, o que teria causado a revolta de alguns presos. Segundo o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, pelo menos 60 presos tentaram fugir por este túnel. Assim que o plano foi descoberto, os presos teriam se revoltado, o que teria causado a rebelião.

Por telefone, no entanto, um dos líderes do motim, que não quis se identificar, contou outra versão a O Estado. De acordo com ele, que estava na parte interna da Cadet e se definiu como membro do Bonde dos 40, a rebelião ocorreu devido ao episódio registrado no dia 1º de outubro deste ano, quando três presos foram mortos na Penitenciária de Pedrinhas, após a transferência de 35 presos da Central de Custódia de Presos de Justiça, do Anil. Os mortos seriam integrantes do Bonde dos 40, que teriam sido executados, na ocasião, por integrantes do grupo rival Primeiro Comando do Maranhão (PCM). “Nós não podíamos deixar batido o que fizeram com nossos irmãos. Precisávamos fazer alguma coisa para vingar a morte dos nossos irmãos”, disse o detento.

Perguntado se a razão da rebelião teve a ver com a descoberta de um túnel na Cadet, o preso negou. “Não tem nada a ver com túnel. Fizemos isso aqui hoje [ontem] porque os caras do PCM são nossos inimigos e tínhamos de matar eles”, disse.

Enquanto estourava a rebelião em Pedrinhas, outros integrantes do Bonde dos 4O que estão soltos, incendiaram ônibus na capital. Foram registrados ataques na Cohab, Cohatrac, Monte Castelo, Maracanã, Vila Janaína, Cidade Olímpica, Rio do Meio e São Raimundo.