Diferente de tudo

O governo Flávio Dino obviamente vai tentar minimizar os efeitos – e pode até aparecer com pesquisa de aprovação popular surgida de uma hora para outra, mas o fato é que o comunista sofre desgaste atrás de desgaste desde o fim das eleições municipais.

A repercussão do golpe conjunto nos consumidores e nos professores tem transformado Dino e seus aliados em motivo de piada, provocação e até agressões e xingamentos em redes sociais e aplicativos de troca de mensagens.

E o governo comunista sentiu o golpe. Tanto que decidiu chamar toda a bancada para uma reunião de emergência ainda na noite de quarta-feira após a suspensão das conquistas do Estatuto do Magistério, que acabou ocorrendo no mesmo dia do aumento da alíquota do ICMS, que vai punir, sobretudo, as camadas mais pobres da população.

Erro de estratégia? Açodamento, forçação de barra desnecessária? Eram essas as perguntas que Dino e seus aliados tentavam responder, com os deputados, alguns com a mea culpa de ter antecipado a votação da MP do Magistério, que seria apenas ontem, mas foi votada – a toque de caixa – na mesma quarta-feira do golpe do ICMS.

O fato é que, na visão da população comum, e, agora também, na visão de servidores públicos, desde os mais simples aos mais gabaritados, a certeza que se tem é que Flávio Dino e seu governo são diferentes de tudo o que pregaram. E isso vale também para o que Dino escreveu ao longo de sua trajetória.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Mudança para pior…

Desde a eleição de 2014, o então candidato e hoje governador Flávio Dino prega aos quatro cantos uma mudança na administração pública estadual. E a estratégia, até consolidar esse discurso, classificado outrora por Luis Fernando Silva, prefeito eleito de São José de Ribamar, como “de gogó”, foi muito bem definida: primeiro descontruir a imagem de seus adversários; em seguida, já com os “pés” no poder, tentar efetivar políticas públicas de impacto social.

A segunda “meta”, contudo, jamais foi alcançada. Não há nesses primeiros dois anos de gestão qualquer programa de governo implantado pelo comunista que tenha transformado a vida da população maranhense.

Pelo contrário. Aumento de impostos; queda brusca de qualidade no atendimento nas UPAs; desestruturação da rede de Saúde, sobretudo com o fechamento de hospitais de 20 leitos do Programa Saúde é Vida nos municípios; desvalorização da Cultura com Carnaval e São João miúdos; intensificação de obras paliativas em período eleitoral – quem não lembra do Mais Asfalto já sob a análise da Justiça Eleitoral-; perseguição a prefeitos adversários; gastos elevados com jatinhos e helicópteros e festas particulares no Palácio dos Leões (privilégios?).

Flávio Dino, de forma até impressionante, tem conseguido ir de encontro a tudo o que pregou durante a campanha eleitoral. O discurso era de um Maranhão moderno, sem privilégios aos agora poderosos, com escolas estruturadas (e não somente com novo revestimento), hospitais funcionando, servidores e contratados valorizados.

O que se vê é o inverso de tudo o que foi propagado durante a campanha eleitoral de dois anos atrás.

A mudança de Dino chegou.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

A mudança de gogó que já frustrou os índios

dinoA manifestação dos índios Guajajara na Assembleia Legislativa e no Palácio dos Leões e o discurso do líder Uirauchene Soares, que participa diretamente dos protestos, mostra com clareza a insatisfação com o projeto da “mudança” apresentado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Uirauchene afirma em vídeo, que os índios acreditaram no governador quando ele foi às tribos pedir votos, na eleição de 2014. Afirmou que foram feitas promessas de melhorias na saúde e educação, mas nada aconteceu.

Os índios foram barrados pela polícia em frente ao Palácio dos Leões, quando tentavam dialogar com o governador. Afirmam terem sido intimidados pelo secretário de Articulação Política, Marcio Jerry, que é o porta-voz de Flávio Dino.

E mesmo assim, o governador insiste no discurso de diálogo, de instalação da “república” no Maranhão e de mudança.

A mudança, como bem definiu Luis Fernando Silva (PSDB) outrora, é apenas de gogó.indios2

Flávio Dino: defesa é o ataque

flaviofaceAvesso à críticas e dono de uma presença quase que constante nas redes sociais, o governador Flávio Dino (PCdoB) tenta agora passar a impressão de que militantes sociais passaram a atacar a polícia após o gravíssimo episódio de Vitória do Mearim, quando o mecânico Irinaldo Batalha foi executado em via pública por um vigilante cedido ao Estado e sob a guarda de dois policiais militares.

Nenhum militante social, “supostos esquerdista”, ou até mesmo setores da imprensa que Dino tanto tenta desqualificar quando confrontado, atacou a Polícia Militar.

A crítica, justa, diga-se de passagem, foi direcionada tão somente à gestão da Segurança Pública e à “política de comunicação” adotada pelo governo comunista.

A assessoria de comunicação do Governo mentiu em nota oficial, quando o caso de Vitória do Mearim veio à tona. Chegou a afirmar que nenhum policial estava envolvido na execução fria de Irinaldo Batalha. Somente voltou atrás quando confrontada na mídia com dois vídeos em que o executor aparece ao lado dos policiais militares.

Mas, para Flávio Dino, mostrar os equívocos do Governo, eventuais erros da Segurança Pública, confrontar os dados apresentados pela Secretaria de Comunicação ou criticar decisões unilaterais como a extinção do Programa Viva Luz, que beneficiava mais de 500 mil pessoas no estado, é inaceitável.

Flávio Dino utiliza as redes sociais constantemente para confrontar adversários políticos e justificar os erros do “novo e da mudança” com aqueles praticados por governos anteriores. Se apega a termos como “coronelismo” e “oligarquia” como subterfúgio para escapar de situações delicadas, como a que ocorre agora na Segurança Pública.

E eu, sinceramente, até tento entendê-lo, mas diante de tanta falta de compromisso, arrogância e divergência entre discurso e prática, não consigo.

“Não há nepotismo”, diz Marcio Jerry sobre nomeação de irmão no Governo

Marcio Jerry e irmão, junto a Flávio Dino

Marcio Jerry e irmão, junto a Flávio Dino

O secretário de Estado de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry (PCdoB), afirmou ontem ao colega Gilberto Léda, que a nomeação do irmão, Silas Barroso, como assessor especial na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), comandada por Clayton Noleto, também do PCdoB, não configura favorecimento.

Ele sustentou que a nomeação é legal e que o irmão se credenciou politicamente para o posto após atuar “voluntariamente” na campanha eleitoral do governador Flávio Dino (PCdoB).

“Tenho oito irmãos, um deles nomeado para um cargo modesto na Sinfra, galgado por credenciamento político, depois de um trabalho voluntário em várias frentes de campanha. Não há nepotismo algum. O Silas foi nomeado em uma pasta em que não é subordinado a mim”, disse.

Marcio Jerry também tentou explicar o porque de o ato do Diário Oficial, não ter trazido o sobrenome do irmão. “Nomes incompletos ocorrem, basta ver as várias correções nos diários. Seria no mínimo burrice suprimir sobrenome com interesse de mascarar nomeação, até porque nela nada há de ilegal”, justificou.

Eu hein…

Marcio Jerry amplia a ‘farra de nomeações’ e emplaca irmão no Governo

Irmão de Marcio Jerry ao lado do governador

Irmão de Marcio Jerry ao lado do governador

O secretário de Articulação Política, que controla os principais setores do Governo do Estado, Marcio Jerry, também presidente do PCdoB, emplacou mais um membro de sua família no Governo do Estado.

Trata-se do irmão caçula, Silas André Saraiva Gomes Barroso, nomeado como assessor especial III na Secretaria de Estado da Infraestrutura, que também abriga o genro do “empresário” Dedé Macedo.

Nem mesmo após a exploração da mídia nacional sobre farra de nomeações no Executivo, freou o apadrinhamento, fisiologismo e os privilégios no Executivo.

Flávio, governador do novo e da mudança, prometeu acabar com esse tipo de prática. Mas, pelo contrário, o que ocorre é apenas o aumento dela.

E tenho vos dito…

Leia mais no blog de Marco D’Eaça

Waldir Maranhão entre os 39 deputados federais réus

Waldir Maranhão

Waldir Maranhão, que é do PP

Jorge Aragão – Se o domingo (01) foi de comemoração para o deputado federal Waldir Maranhão (PP), pois foi eleito primeiro vice-presidente da Câmara Federal, a segunda-feira (02) já não iniciou tão bem assim.

O G1 fez um levantamento entre todos os deputados federais que tomaram posse no domingo e constatou que 39 parlamentares estão respondendo na Justiça processos criminais.

A bancada maranhense possui um único parlamentar nesta seleta lista e justamente o recém-eleito primeiro vice-presidente da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão. O maranhense, segundo o levantamento, responde processo por captação ou gasto ilícito em campanha eleitoral.

Diga-se de passagem, o PP é o segundo partido com maior número de deputados que estão respondendo processos, já que cinco dos 37 parlamentares federais do PP estão enrolados com a Justiça. O PP só perde, em quantidade, para o PMDB, que possui nove dos 66 deputados respondendo a processos.

Para ter acesso ao levantamento do G1 e verificar os demais 38 deputados, basta clicar aqui.

Folha de S. Paulo: Dino nomeia parentes de aliados no Governo

folha dinoIdealizado pela mídia alinhada ao seu projeto de poder como principal adversário da família Sarney no Maranhão, algo que ele está longe de ser, o governador Flávio Dino (PCdoB) abriga em postos importantes, principalmente no segundo escalão, esposas, namoradas e sócios de aliados.

A prática pode não configurar nepotismo, já que os nomeados não atuam nos mesmos órgãos que os auxiliares aos quais são ligados, mas desconstrói os mais repetidos discursos de Flávio após eleito: o da busca da moralidade no serviço público e o famoso “fim dos privilégios”. O que se tem, na verdade, vai justamente ao encontro desse último enunciado. São privilégios atrás de privilégios.

A Folha de São Paulo levantou resumidamente na edição de hoje – até porque o blog tem acesso a uma lista mais consistente – da relação entre nomeados no segundo escalão do Governo do Estado com titulares do primeiro escalão.

Exemplos: o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry, tem a namorada chefiando o gabinete do governador e a irmã dela como auxiliar na pasta de Esporte e Lazer.

A professora Joslene da Silva Rodrigues, namorada de Jerry, é dirigente do PCdoB e próxima de Dino. Atuou na coordenação das campanhas e em seu gabinete quando ele foi deputado federal.

A irmã dela, Joslea, foi nomeada secretária-adjunta de Esporte. Ex-judoca, chefiou o departamento do idoso da pasta na gestão Roseana Sarney (PMDB) e atuou no Ministério do Esporte, comandado até 2014 pelo PCdoB.

Na Secretaria de Representação Institucional do Maranhão no DF, a adjunta carrega um sobrenome conhecido: Liz Ângela Gonçalves de Melo é irmã do presidente do instituto de terras do Estado.

Ana Karla Silvestre Fernandes, mulher do ex-governador e futuro secretário de Minas e Energia, José Reinaldo Tavares, foi nomeada corregedora-geral do Estado.

Outro parente nomeado, o advogado César Pires Filho, assessor jurídico do Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão, tem sangue oposicionista. Seu pai, o deputado estadual César Pires (DEM), foi líder do governo Roseana na Assembleia, mas está alinhado ao projeto comunista. Nos bastidores, a informação é de que ele já pertence à base do governo na Assembleia.

A presença de familiares no governo era uma das principais críticas da oposição nos anos de predomínio do grupo de Sarney. Um dos exemplos mais conhecidos era Ricardo Murad, cunhado de Roseana, que comandou a Secretaria da Saúde até o 2014.

Sócio – Além de parentes, a gestão Dino terá o antigo sócio de um secretário justamente na pasta de Transparência e Controle, uma das principais promessas de sua campanha.

O titular, Rodrigo Lago, nomeou como chefe da assessoria especial Marcos Canário Caminha, com quem dividia um escritório de advocacia.

Embora o governo defenda as nomeações, um de seus auxiliares admite “incômodo político”.

“Do ponto de vista jurídico, é evidente que não caracteriza nepotismo. Sob o ponto de vista político, não deixa de ser um certo incômodo, porque afinal de contas a gente vinha se debatendo com o grupo Sarney”, afirma o futuro secretário de Representação Institucional no DF, Domingos Dutra.

Do blog de Daniel Matos, com edição

Indiciada pela morte de oito jovens é nomeada por Flávio Dino

celia_indiciadabacuri1-225x300O governador Flávio Dino (PCdoB), eleito com o discurso do “novo e da mudança”, nomeou para o Cerimonial do Governo do Estado, ou seja, para trabalhar diretamente consigo, Célia Vitoria Neri Silva, ex-secretária de Educação do Município de Bacuri, indicada pela Justiça do Maranhão pela morte de oito jovens no interior do estado.

O caso da morte dos jovens, que ganhou repercussão nacional e foi explorada de forma exaustiva por aliados do agora governador e pela mídia alinhada a ele, ocorreu no ano passado, quando jovens eram transportados de forma irregular pela administração municipal de Bacuri para a escola, num veículo conhecido como “pau-de-arara”.

Justiça bloqueou os bens de Célia Neri

Justiça bloqueou os bens de Célia Neri

A nomeação da ex-secretária, que teve os bens bloqueados pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, foi publicada no Diário Oficial do dia 15 deste mês. A informação foi dada em primeira mão pelo blog Atual 7.

O Atual 7 chegou a questionar o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), quais teriam sido os critérios utilizados pelo Governo para nomear Célia como adjunta do Cerimonial – que é quem organiza todas as atividades oficiais do governador -, mas ele não soube explicar. Se limitou a dizer que ainda não teve “tempo de ver”.

Site Maranhão da Gente, alinhado ao projeto governista, explorou tragédia no ano passado

Site Maranhão da Gente, alinhado ao projeto governista, explorou tragédia no ano passado

Para quem não lembra, no ano passado, aliados do governador na Assembleia Legislativa, condenaram a postura da Secretaria de Educação de Bacuri, que transportava crianças em paus-de-arara, mas também tentou responsabilizar a governadora Roseana Sarney (PMDB) pelo ocorrido.

Bira do Pindaré (PSB), Raimundo Cutrim (PCdoB) – quem diria -, Neto Evangelista (PSDB), Othelino Neto (PCdoB) e Marcelo Tavares, repercutiram exaustivamente o tema na Assembleia.

Na oportunidade, disse Tavares: “Alguém já viu a governadora Roseana comprar ônibus escolar para fazer o transporte do ensino médio? Ninguém viu, mas, infelizmente, […] nós ainda temos que ver situações desastrosas, tragédias como essas que mataram muitos jovens maranhenses”, alardeou.

E agora Tavares, o que dizer a respeito do fato de ter de trabalhar com a ex-secretária e indiciada pela morte dos jovens? Certamente ficará calado.

Como se nota, a mudança que tanto Flávio Dino pregou durante a campanha eleitoral, ocorre para pior. Infelizmente…