Luis Fernando determina remoção de trailers em São José de Ribamar

Auto de infração foi entregue a proprietário de trailer com aviso para remoção de estrutura

O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), determinou a remoção dos tradicionais trailers da Avenida Gonçalves Dias, no centro da cidade.

Os trailers são utilizados por comerciantes – pais de família -, para a comercialização de lanches.

O prazo dado pela Prefeitura é de 15 dias para que os proprietários dos pontos comerciais desocupem a área.

A determinação do município, pegou de surpresa os comerciantes, que agora temem por prejuízos financeiros diante de um cenário de grave crise.

Os comerciantes preparam para amanhã, uma manifestação no centro da cidade. O objetivo é chamar a atenção da população para a medida.

A Prefeitura de São José de Ribamar ainda não se posicionou sobre o tema…

Cintra foi depredado durante ocupação de estudantes

cintra-1 cintra-2Gilberto Léda – Os alunos do Centro Integrado do Rio Anil (Cintra) retornam hoje (22) às aulas após 41 dias sem qualquer atividade na escola.

As aulas estavam suspensas desde que um grupo de não mais que 15 estudantes decidiu ocupar o prédio em protesto contra a PEC 55 (ex-PEC 241) e contra a reforma do Ensino Médio – curiosamente, pela valorização da educação, segundo eles próprios.

Apesar da retomada das aulas, a manifestação seguirá na escola, mas em local reservado, que permita o acesso dos demais alunos.

Nos próximos dias, o principal trabalho da direção do Cintra é reorganizar a casa.

Em mais de um mês de protesto, o que os ocupantes menos fizeram foi debater o ensino público brasileiro, ou os prós e contras da PEC do Teto.

Nesse meio tempo, o que houve foram farras regadas a muita vodka – garrafas ainda ontem (21) estavam no local (veja no vídeo abaixo) – e uma incompreensível depredação das estruturas da escola.

Coisa de animais.

Em vistoria realizada ainda na segunda-feira, membros das Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE) e da Defensoria Pública da União (DPU) constataram o cenário de completo caos no local. E, diante da intransigência dos ocupantes, decidiram abandonar as negociações por desocupação.

Restou à Seduc negociar com um dúzia de manifestantes a retirada deles das áreas internas do Cintra – mantendo o protesto em área mais afastada – para que os estudantes de verdade não sejam ainda mais prejudicados.

Bolsonaro agradece estudantes do Liceu que declararam apoio em ato

liceuO deputado federal Jair Bolsonaro encaminhou mensagem, por meio de vídeo, a estudantes do Liceu Maranhense, situado na capital, que protestaram contra a ocupação na escola e utilizaram cartazes com defesa do nome do parlamentar para a disputa presidencial de 2018.

Polêmico, Bolsonaro afirmou ter “orgulho da galerinha do Liceu Maranhense”.

Assista a íntegra do vídeo abaixo.

 

Ocupação de Prefeitura por professores municipais continua

professoresEm greve há 82 dias professores da rede municipal de ensino de São Luís continuam com a ocupação do Palácio La Ravardière, sede administrativa da Prefeitura.

Os docentes invadiram ontem as dependências do prédio em protesto à decisão judicial de reinício imediato das aulas do município, uma vez que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) não concedeu o reajuste de 20% pedido pela categoria.

O secretário municipal de Educação, Geraldo Castro (PCdoB), não conseguiu evitar o agravamento da situação após esgotadas todas as rodadas de negociação com os professores municipais.

A categoria está agora reunida com o Ministério Público, que tenta mais uma vez mediar um acordo com os docentes. Sem pulso, Edivaldo parece não ter a capacidade de resolver o problema e mais uma vez atesta o fracasso do projeto do “novo e da mudança”.

Em nota a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Luís afirmou que repudia a invasão do prédio.

Dois desafios para Edivaldo

Edivaldo precisa resolver ocupação da Rua Grande

Edivaldo precisa resolver ocupação da Rua Grande

A Prefeitura de São Luís está diante de dois desafios que, se não forem vencidos, colocarão a gestão do prefeito Edivaldo Júnior (PTC) numa situação muito delicada. O primeiro é ordenar o comércio informal na área central da cidade, em especial na Rua Grande. O segundo é colocar em prática um programa de emergência para renovar, pelo menos em parte, a frota de ônibus que faz o transporte de massa em São Luís.

O primeiro desafio é gigantesco e, de fato, de difícil superação. Motivados pela falta de uma política bem definida da ocupação do espaço público na região central de São Luís, milhares de ambulantes ocuparam as vias públicas daquela região da cidade, se estabeleceram e hoje se julgam proprietários dos “lotes” que mantêm. A ocupação “comercial” do centro de São Luís não foi devidamente planejada nem controlada. Durante várias administrações, a situação permaneceu como está, com uma única diferença: o número de ambulantes aumentou.

Agora, por meio da Blitz Urbana, a nova administração municipal pretende, pelo menos, ordenar o comércio informal, primeiro retirando os ambulantes das calçadas da Rua Grande. Já tentou duas vezes e não obteve sucesso. Ontem, uma comitiva de secretários, subsecretários, diretores, chefes e fiscais tentou realizar uma operação nesse sentido, mas foram simplesmente impedidos pela massa de ambulantes. De nada adiantaram as ponderações. Ficaram de retornar hoje, provavelmente com disposição para uma operação menos conciliadora. Será que vai dar certo? A julgar pelas experiências mais recentes, a probabilidade maior é a de não dar certo. O bom senso, porém, recomenda a torcida para que tudo se resolva sem a necessidade de medidas de força.

O segundo desafio é tão complexo como o primeiro, se bem que a Prefeitura municipal dispõe de instrumentos e meios de solucioná-lo sem maiores trauma, dependendo para tanto apenas da vontade política do prefeito Edivaldo Júnior. Trata-se de mudanças profundas no sistema de transporte coletivo de São Luís. Base do sistema, as empresas concessionárias de das linhas que formam a rede de atendimento ao público encontram-se numa situação delicada, mas também com poder de fogo para criar embaraços respeitáveis à gestão municipal.

Depois de algumas iniciativas nada produtivas, a Secretaria de Trânsito e Transporte anunciou uma ação de emergência para renovar, pelo menos em parte, a frota, que tem 40% dos veículos com mais de 10 anos, quando a Lei Orgânica Município proíbe o uso de coletivos com mais de sete anos no transporte de massa. As empresas reagiram dizendo que, primeiro, não têm recursos para investir em renovação, porque a própria Prefeitura poda-lhes o faturamento. E depois porque está anunciado para dezembro um novo processo de licitação das linhas, o que desestimula investimentos agora. Desenha-se aí um impasse, que poderá ser superado, mas que até nada mudará a situação complicada do sistema do qual dependem cerca de 500 mil pessoas todos os dias.

O fato é que o prefeito Edivaldo Júnior tem nas mãos duas “batatas quentes”, como diz o ditado popular. Recebeu-as de herança de gestões recentes, que não se preocuparam realmente em buscar soluções. Preferiram recorrer a medidas paliativas, mesmo conscientes de que mais cedo ou mais tarde as bolas de neve se transformariam em rolos compressores, capazes de esmagar tentativas de solução. É hora, portanto, da solução definitiva.

Editorial da edição de hoje de O Estado do Maranhão