Empresários querem aumento do valor da tarifa de ônibus de São Luís

Reportagem de O Estado da edição de hoje, assinada pelo jornalista Thiago Bastos, revela que as empresas que integram os consórcios vencedores do processo de licitação para atuação no sisistema de transporte público de São Luís, formalizaram ao Município pedido de revisão do valor das passagens.

A informação foi confirmada pela direção do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET).

A Prefeitura de São Luís tem até o fim deste mês para se pronunciar sobre o tema. O reajuste da tarifa de ônibus está prevista no edital de licitação. Um dos itens do documento trata a revisão deverá ser anual.

Em outro, porém, o 3.1.1 – prevê que “o poder concedente” promova revisões tarifárias a cada quatro anos, contados a partir do momento da assinatura do contrato entre as empresas e o poder público, o que aconteceu até setembro do ano passado -.

Ou seja, pelo que prevê inicialmente o próprio edital do transporte, a Prefeitura possui a prerrogativa de rever os valores das passagens até o ano de 2020.

Resta saber qual será o posicionamento da Prefeitura no caso…

Greve dos rodoviários é suspensa

Atualizada às 12h52

Terminal de passageiros do São CristóvãoGe

Depois de assegurar a manutenção da greve para segunda-feira, rodoviários que atuam no sistema de transporte público de São Luís anunciaram a suspensão do movimento.

Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus vão se reunir na próxima segunda-feira, data previamente marcada para ocorrer o protesto, com membros do Sindicato das Empresas de Transportes (SET), que representa os empresários do setor.

Os rodoviários cobram 13% de aumento nos salários. Os empresários, contudo, apresentaram proposta de apenas 2,5%, por isso o impasse.

A categoria também quer a fixação do tíquete-alimentação em R$ 650,00.

A greve, portanto, está suspensa…

 

Reajuste de tarifa de ônibus: a incoerência no discurso de Edivaldo…

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tenta, por meio da mídia, desqualificar a relação que se faz entre a greve dos rodoviários, marcada para a próxima segunda-feira e um possível reajuste de tarifa de ônibus em São Luís.

Classifica de maldade, falta de informação e até de perseguição política, a atitude de quem se atreve a cogitar o novo aumento da passagem de ônibus.

Mas Edivaldo não tem razão.

E basta fazer a relação entre os últimos reajustes de tarifa de ônibus na capital, com as últimas greves de motoristas, cobradores e fiscais que atuam no sistema de transporte rodoviário da capital.

Em março de 2016, por exemplo, o prefeito autorizou o reajuste de 11,8% no valor das tarifas, na véspera de um feriado, após se arrastar um imbróglio entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e o Sindicato das Empresas de Transportes (SET) [reveja aqui].

Na ocasião, o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Canindé barros, afirmou que o reajuste correspondia apenas à reposição da inflação e admitiu que a pressão dos empresários era para que o aumento fosse de 22%.

Em junho de 2014 [reveja] outro episódio semelhante. Rodoviários cobravam reajuste de salários. Empresários sustentavam a impossibilidade de conceder o reajuste, se não houvesse aumento de receitas.

Resultado: o prefeito cedeu ao SET e aumentou a tarifa.

 

O mesmo já havia ocorrido em 2013, primeiro ano da gestão pedetista.

Portanto, por mais que o prefeito tente desqualificar quem faz a relação hoje, a tentativa será frustrada.

O histórico de sua gestão dá razão justamente aqueles que temem pelo novo reajuste de tarifa.

Afinal, a população terá mais uma vez de pagar a conta?

Prefeitura impede na Justiça o reajuste de passagem de ônibus

Jorge Aragão – A Prefeitura de São Luís conseguiu, nesta segunda-feira (23), mais uma importante vitória na Justiça para barrar um possível aumento de tarifa do transporte público da capital maranhense.

O prefeito Edivaldo Júnior (PDT) já havia afirmado que não concederia o reajuste, mas foi mais além e não ficou apenas nas promessas. A Prefeitura de São Luís foi a Justiça e ingressou com uma ação na Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

A Prefeitura de São Luís solicitou que as empresas sejam obrigadas a cumprirem integralmente os termos dos contratos de concessão em pleno vigor, garantido a continuidade integral e regular dos serviços de transporte público, sem qualquer interrupção, bem como seja declarada a inexigibilidade de qualquer reajuste ou recomposição tarifária antes do período de doze meses a contar da data base.

O juiz Douglas Martins acatou a solicitação da Prefeitura de São Luís e deu publicidade a sua decisão nas redes sociais.

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São Luís recebe 68 novos ônibus

onibusO sistema de transporte público da capital integrou nesta sexta-feira 68 novos ônibus para usuários. Os veículos foram vistoriados pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e estão aptos ao uso.

Desse total, 60 ônibus são convencionais e oito são articulados. A informação é de que todos dispõem de sistema de ar-condicionado.

Os ônibus também são adaptados com elevadores para pessoas com deficiência e possuem três portas, que facilitam o embarque e desembarque de passageiros; sistema de fiscalização por biometria facial, bilhetagem eletrônica com recarga embarcada; bilhete único; cartão criança e GPS, para localização através da Central de Controle Operacional (CCO) e aplicativos de smartphones.

Em meio a ataques, Semed pede a gestores que guardem com segurança documentos das escolas

semed-oficioEm meio aos ataques criminosos contra ônibus, vans e sobretudo escolas da capital, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) encaminhou no início da semana a todas as unidades de ensino de São Luís, o Memorando Circular nº 24/2016 que, além de provocar polêmica revoltou professores e demais funcionários das escolas.

No memorando a secretária adjunto de Educação, Maria de Jesus Gaspar Leite alerta os gestores das unidades para que estes adotem “providências urgentes com a finalidade de salvaguardar os documentos das escolas, como também os registros escolares dos alunos”, tendo em vista os atos de vandalismos e ataques a escolas. Até ontem, 14 unidades haviam sido alvo de bandidos.

A secretária adjunto requisita também que os gestores “organizem os referidos documentos em local com a maior segurança possível, haja vista que os ataques concentram-se principalmente nas secretarias e locais de armazenamento de documentos”.

E finaliza da seguinte forma: “Na oportunidade, lembramos que, anualmente, as atas de resultados finais devem ser encaminhadas ao setor de Inspeção Escolar da Semed”.

Não há no documento, nenhuma informação a respeito de qualquer medida de segurança que porventura tenha sido adotada, ou que está sendo planejada pelo município para resguardar a integridade física de professores e alunos.

Não há no documento, qualquer demonstração de preocupação com o bem-estar dos servidores, dos estudantes e dos pais de alunos. Há tão somente preocupação com a documentação da escola.

Faltou no mínimo sensibilidade à gestão da Educação Municipal.

Lamentável.

Sobre a tarifa de ônibus

A declaração do secretário-chefe de Governo, Lula Fylho, de que os empresários do setor de transporte coletivo aspiram pelo aumento das passagens de ônibus, não encerrou o assunto no âmbito da Prefeitura.

Apenas um dia depois de o principal secretário da gestão Edivaldo Júnior (PDT) revelar a intenção a O Estado, ele foi publicamente desautorizado pelo titular da pasta de Trânsito e Transporte, Canindé Barros, que garantiu textualmente que não haverá reajuste de tarifa.

A dicotomia nas declarações – e ao que parece, nos pontos de vista – dos dois secretários só reforça uma imagem, cada vez mais nítida na população: a Prefeitura está sem rumo diante da crise no setor de transportes.

O prefeito Edivaldo Júnior sabe que, sem o reajuste almejado pelas empresas, ele empurra o sistema para um caos cada vez maior, que já se arrasta desde 2013 e piorou com a implantação -a toque de caixa – do Bilhete Único. Mas também sabe que, se sucumbir à pressão empresarial, vai caminhar para o fundo do poço da popularidade, o que, em ano eleitoral, significará o abismo total de sua campanha à reeleição.

Edivaldo tem mecanismos para medir quase diariamente o humor do eleitor, tanto em relação à sua gestão quanto à sua popularidade pessoal. E sabe que, faltando seis meses para o pleito, sua situação é complicada.

E ele não tem saída: ou concede o aumento e ameniza a crise das empresas, mas afunda no conceito da população, ou segura o reajuste até quando der, entrando em lua de mel com a população, mas jogando o caos para mais tarde.

E é uma escolha que apenas o próprio prefeito pode fazer.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Wellington quer obter informações sobre faturamento das empresas de ônibus

wellington ponteO deputado Wellington do Curso (PPS) encaminhou ontem ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SET), um ofício em que pede informações detalhadas sobre as tarifas de ônibus em São Luís.

Com o pedido, Wellington cobra esclarecimento a respeito da necessidade de reajuste da tarifa de ônibus, defendida pelos empresários e já confirmadas, nos bastidores, por assessores do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

“Estamos em um cenário em que, de um lado, temos a Prefeitura de São Luís e, de outro, a população ludovicense. Entre um lado e outro, tem-se o iminente aumento nas tarifas de transporte público. Mais uma vez, tem-se a tentativa de fazer com que a população pague pela má administração de recursos. Como consequência, cogita-se o aumento da tarifa. Por não identificarmos nada que justifique tal aumento, solicitamos ao SET um detalhamento da composição da tarifa de ônibus de São Luís com a demonstração dos valores subvencionados pelo Poder Público. Só então saberemos se há ou não algo que ‘justifique’, sob o ponto de vista econômico-financeiro, que a população pague tão caro para ter acesso aos ônibus. Independente disso, o que não podemos admitir é que o trabalhador tenha que pagar para ser humilhado nas ruas de São Luís”, disse.

Para o deputado, há um jogo de cenas entre os atores que formam o sistema de transporte para criar uma situação que justifique o aumento.

Mas é preciso, diz o parlamentar, que se saiba quanto de dinheiro público entra no faturamento das empresas.

“Só assim saberemos se o reajuste se justifica”, finalizou,

Deputado diz que não aceitará novo aumento e passagem em São Luís

WellingtonO deputado estadual Wellington do Curso (PPS) solicitou ontem (22), em discurso na Assembleia Legislativa, mais atenção no tocante ao transporte público de São Luís.

Durante o pronunciamento, Wellington destacou a paralisação de advertência no transporte público de São Luís e ressaltou que a população não arcará com o ônus, o que torna inadmissível um outro aumento na tarifa cobrada.

“Ao analisarmos o transporte público em São Luís, percebemos que inúmeras são as debilidades em tal serviço. Como ápice do desrespeito ao cidadão, o trabalhador que precisou acordar cedo para ir ao serviço se deparou, na manhã de hoje, com uma paralisação de advertência por parte dos trabalhadores rodoviários. Até o presente momento, a dúvida permeia a mente do ludovicense que fica aflito com a inconstância dos serviços prestados”, disse.

O parlamentar fez um apelo. “Frisamos que, independente das circunstâncias, continuaremos em defesa da população de São Luís e, por isso, não aceitaremos, em hipótese alguma, o aumento na tarifa. Deixamos aqui a nossa solicitação à Prefeitura, a fim de que destine mais atenção ao transporte público, demonstrando zelo por aquilo que é constitucionalmente assegurado: o direito de ir e vir”, ressaltou o deputado.