Oposição aponta incoerência de Dino após citação na Lava Jato

O Estado – A bancada de oposição apontou incoerência do governador Flávio Dino (PCdoB) após citação do comunista na Lava Jato. De acordo com os deputados estaduais, Dino, que tanto elogiou a operação quando adversários políticos foram citados, agora tenta diminuir a atuação do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça.

O primeiro a tratar do tema na sessão de ontem foi o deputado Edilázio Júnior (PV). Orador do Grande Expediente, o parlamentar afirmou que Dino “mordeu a própria língua”, após ter sido delatado pelo ex-funcionário da Odebrecht, José de Carvalho Filho.

“Ele, que até ontem era o arauto da moralidade do nosso Maranhão, que já era uma decepção como gestor e como político, agora é uma grande decepção com relação à moral. Porque o que ocorreu em relação à Odebrecht não se trata de ‘Caixa 2’, se trata de propina”, disse.

Edilázio lembrou que em 2015, ocasião em que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) foi citada na Lava Jato, Flávio Dino e o seu grupo político fizeram uma espécie de pré-julgamento à peemedebista. Agora, o comunista tenta diminuir o pedido de abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) do qual é alvo.

“Quando a ex-governadora Roseana Sarney foi citada, na época pelo Paulo Roberto Costa, houve um alvoroço aqui de governistas, já condenando-a. Hoje o governador morde a própria língua”, completou.

Crítica

Em um aparte, o deputado Eduardo Braide (PMN) também criticou a postura adotada por Flávio Dino após envolvimento na Lava Jato.

“Eu acho que o caminho mais errado que pode se tomar em relação a essa situação, é tentar desqualificar a Operação Lava Jato, é o que tem sido feito pelo grupo do governador Flávio Dino. No portal do partido do governador, por meio de vários emissários do governador o que tenta se dizer é que a Operação Lava Jato é uma operação contra os políticos, contra a classe política e eu acho que eu esperava, particularmente, uma postura diferente do governador Flávio Dino, esperava que ele desse uma declaração apoiando a Operação Lava Jato e pedindo que a investigação corresse o mais rápido possível”, disse.

Adriano Sarney (PV) concordou com os posicionamentos de Edilázio e de Eduardo Braide e também lembrou da postura recente de Dino, quando os alvos da operação eram seus adversários políticos no estado.

“O governador Flávio Dino que tanto falou mal do grupo Sarney, que tanto falou mal do Sistema Mirante, que tanto falou mal dos deputados de oposição, agora quer utilizar uma entrevista da TV Mirante como forma de defesa. Mas ontem ele falava mal, dizia que a TV Mirante não tinha credibilidade porque era um grupo político que mandava neste estado, um grupo político que tinha força das mídias, e hoje ele utiliza dessa mídia para justamente se defender”, completou.

Sousa Neto (PROS) questionou a estratégia utilizada pelo governador de publicação de pesquisas que apontam aprovação de seu Governo.

Já Andrea Murad (PMDB), afirmou que Flávio Dino não tem mais “condição moral”, de apontar para adversários. “Ele está envolvido na Lava Jato até o pescoço. Está lá, citado na Lava Jato e terá de se defender na Justiça”, finalizou.

Saiba Mais

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), rebateu a oposição. Ele afirmou que, diferentemente do que os colegas de parlamento sustentaram, o governador Flávio Dino (PCdoB)é hoje “o maior interessado para que a apuração seja feita de forma célere”. Ele afirmou acreditar na honestidade de Dino e disse que o tempo provará a sua inocência.

Quebra de acordos provoca mal-estar na Assembleia Legislativa

Deputados de oposição pressionam Coutinho para manutenção de acordo / Foto: JR Lisboa

A quebra de acordos na Assembleia Legislativa do Maranhão tem provocado mal-estar entre deputados governistas e de oposição. O atrito foi registrado nas duas últimas sessões da semana, e deixou o presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), pivô em um caso específico, em situação delicada.

Na terça-feira, quando a falta de quórum inviabilizou a apreciação de matérias da Ordem do Dia, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) pediu a confirmação à Mesa Diretora, quanto à data da votação da Medida Provisória (MP) 230/2017, que altera o Estatuto do Magistério. Na ocasião, os professores estavam presentes na galeria da Casa.

Humberto Coutinho, que presidia a sessão, assegurou que a pauta seria apreciada na quinta-feira. Ocorre que na quarta-feira, uma manobra da base governista, liderada por Rogério Cafeteira (PSB), antecipou a votação para uma sessão extraordinária realizada na mesma data.

A estratégia era evitar degaste ao Governo, com a presença de professores da rede pública estadual, que já haviam assegurado participação na sessão do dia seguinte.

Foi o que provocou o mal-estar no Plenário. Eduardo Braide (PMN), Max Barros (PRP), Edilázio Júnior (PV), Alexandre Almeida (PSD), Andrea Murad (PMDB), Adriano Sarney (PV), Wellington do Curso (PP) e Souza Neto (PROS) cobraram de Humberto Coutinho o cumprimento do acordo, e votação da matéria no dia seguinte.

Líderes da bancada governista, reagiram e defenderam a manobra no Plenário, mantendo a votação da MP 230/2017 para aquela data. Além de Cafeteira, Rafael Leitoa (PDT), líder do Bloco Parlamentar Unidos Pelo Maranhão e Othelino Neto (PCdoB), vice-presidente da Casa, atuaram pelo Governo.

O resultado foi aprovação da MP, em meio à polêmica, e o forte degaste do Governo, uma vez que os professores acabaram conseguindo chegar a tempo no Legislativo e pressionaram os deputados governistas.

Desgaste – Na sessão de ontem também houve mal-estar na Casa, após Humberto Coutinho sugerir novo acordo. O entendimento entre as bancadas consistia na concessão de apenas 5 minutos, para cada bloco, para que uma sessão solene, marcada para as 11h, não acabasse inviabilizada.

Depois de iniciados os discursos o deputado Rafael Leitoa sugeriu alteração da proposta para que pelo menos mais dois deputados de seu bloco utilizassem a tribuna.

Foi o que motivou a reação imediata de membros do Bloco Parlamentar Independente e do Bloco de Oposição. Ambos ameaçaram também utilizar todo o expediente possível na ocasião, caso o acordo fosse quebrado.

Humberto interveio e desautorizou Rafael Leitoa, que recuou da proposta. O clima, contudo, ficou acirrado.

O Estado

Lobão Filho na disputa de 2018

Lobão Filho na campanha eleitoral de 2014; senador promete embate em 2018

Adversário de Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2014 – em que, mesmo nas condições mais adversas possíveis e com uma candidatura construída em cima da hora, obteve mais de 1 milhão de votos -, o ex-candidato a governador Lobão Filho (PMDB) fez esta semana uma revelação que deixou animados os membros do seu grupo político.

“Preparem vossos espíritos, pois a guerra vai começar”, declarou o suplente de senador, abrindo espaço para o debate em grupos de WhatsApp. A princípio, explicou ele, sua intenção é disputar o Senado, estimulando uma candidatura do grupo ao governo.

Mesmo diante do pessimismo de alguns, o ex-candidato a governador mostrou o mesmo ânimo que teve em 2014, quando parecia prestes à vitória contra o comunista. E o raciocínio tem sua lógica de ser.

Segundo o suplente de senador, sua decisão de esperar três anos para começar a fazer o contraponto ao governo de Flávio Dino tem razão de ser nas próprias circunstâncias da eleição passada: Dino entrou nela como favorito e saiu dela com as esperanças da maioria do povo maranhense, que acreditou na história de mudança pregada na campanha.

“Começar a fazer oposição naquele momento, em 2015 ou 2016, seria correr o risco de ser tachado de despeitado. Soaria como choro de perdedor”, avaliou o peemedebista.

Agora, na visão do senador maranhense, o povo já conhece o comunista, começa a mostrar sua decepção com o discurso da mudança e começa, inclusive, a comparar o que o Maranhão tinha até 2014 e que perdeu sob o controle do comunista. “E não é pouca coisa”.

Lobão Filho sabe que esse debate está apenas começando, pretende aprofundá-lo no decorrer dos próximos meses, mas deixa uma pergunta, que, segundo ele, será respondida ao longo deste período: “Por que vocês acham que Roseana está tão animada em voltar a fazer política?”

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Depois de pressão da oposição Flávio Dino recua e abre mão de empréstimo

flaviodinoO Estado – Após pressão da oposição por informações detalhadas sobre a operação de crédito, o governo Flávio Dino (PCdoB) deve desistir de contrair empréstimo do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

A informação é do secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), ex-deputado estadual e, atualmente, responsável por articular com a base aliada a aprovação de matérias de interesse do Executivo.

“Não deveremos ter o empréstimo do Fida, por isso fizemos esse da Caixa [Econômica Federal]”, disse, referindo-se ao empréstimo autorizado nesta semana pela Assembleia Legislativa, no valor de R$ 444 milhões.

A transação com o Fida, avaliada em 14,3 milhões de Direitos Especiais de Saque, foi autorizada pelos deputados estaduais em outubro, mas nunca devidamente explicada pelo governo aos parlamentares de oposição.

Antes de autorizar a tomada do empréstimo, soube-se apenas que os tais “Direitos Especiais de Saque” são um indexador do Fundo Monetário Internacional (FMI) baseado em cinco moedas internacionais.

Explicações – O deputado estadual Adriano Sarney (PV) foi um dos que mais pediram explicações à base aliado do governador na Casa sobre o empréstimo. Antes da votação, ele chegou a pedir vistas da proposição, para que o governo fosse instado a detalhar o projeto e suas finalidades, e o plano de investimento.

Ele cobrou, também, que o Executivo informasse, em moeda brasileira, quanto seria desembolsado para o pagamento do empréstimo, uma vez que os “Direitos Especiais de Saque” são compostos por uma cesta de moedas que inclui dólar, euro, libra, iene e yuan.

“O problema é que esse empréstimo, ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), está cotado em 14,3 milhões de Direitos Especiais de Saque, um indexador do FMI baseado em cinco moedas internacionais, portanto, sujeito à volatilidade do mercado”, avaliou o parlamentar à época.

Alexandre Almeida mobiliza 50 mil em ato de campanha em Timon

alexandre-campanha-2Uma das maiores caminhadas políticas de Timon foi realizada na tarde e início de noite deste domingo (18). Alexandre Almeida (PSD), da coligação Unidos Somos mais Fortes, mobilizou mais de 50 mil pessoas em caminhada pela libertação. Além do vice na chapa, Ulisses Waquim, também estiveram presentes o presidente estadual do PSD, Cláudio Trinchão, o presidente estadual do PROS, Gastão Vieira e outros aliados de campanha.

No ato, a população deu o recado e mostrou que Alexandre é a melhor opção para a Prefeitura nos próximos quatro anos. A concentração do ato ocorreu na Zona Norte, no bairro Formosa e passou por diversos bairros até o Parque do São Francisco. Mostrando vitalidade e confiança, Alexandre Almeida percorreu os oito quilômetros do percurso a pé, cumprimentou eleitores, tirou selfies e pediu o voto daqueles eleitores que ainda diziam estar indecisos.

alexandre-campanhaAo final do percurso, todas as pessoas se reuniram na rua 108, do Parque São Francisco e, demonstrando emoção, Alexandre discursou e destacou o sentimento expresso pelo povo livre de Timon. “Quero agradecer toda a população que de livre e espontânea vontade veio até aqui e demonstrou o sentimento de que quer uma Timon livre. Este também é o meu sentimento e, a cada dia, tenho mais certeza da nossa vitória, que será a vitória do povo de Timon”, disse sendo saudado em seguida.

Ele também fez um convite a todos para que votem no dia 2 de outubro no “melhor projeto para a cidade”. “ Temos um plano de governo audacioso, e que eu sei que posso fazê-lo, cumpri-lo. Por isso, peço uma demonstração de confiança. Um voto no dia das eleições para que possamos transformar aquilo que queremos e que desejamos para nossa querida Timon em realidade. Um voto no 55”, afirmou.

Alexandre Almeida ressaltou que, até o dia 25 deste mês, faltando poucos dias para o encerramento da campanha, deverá fazer ato semelhante ao registrado neste domingo (18) na Zona Sul. O candidato, a cada debate e inserção no rádio, TV e nas redes sociais, reforça a tese de ser o mais bem preparado para a cidade, tendo propostas para todos os setores.

Ele garantiu, como parlamentar, entre outras ações, o sistema de videomonitoramento, a primeira escola de música do município e a promoção de eventos esportivos para o desenvolvimento dos ideais de cidadania. Assim que for prefeito, Alexandre deverá executar o projeto Vale Futuro (de apoio à formação profissional dos mais jovens) e construir um hospital materno-infantil. “ Nossa Timon será diferente. Acredite. Você fará parte desta transformação”, finalizou Alexandre.

Juntos e misturados

301 dom 120616 HA campanha eleitoral começou com a evidência de um fato que vinha se desenhando nos bastidores: os candidatos a prefeito de São Luís – nenhum deles – poderá se apresentar como independente ou sem vínculo com grupos políticos ou chefes de poder. Afinal, em todas as principais coligações têm gente de todas as correntes políticas.

Nesta salada política, há, por exemplo, militantes do PT,  que está coligado com Edivaldo Júnior (PDT), e do PSB, da aliança em torno de Wellington do Curso (PP), em campanha aberta pela eleição de Eliziane Gama (PPS). Membros do PV, por sua vez, oficialmente alinhado ao projeto da popular-socialista, estão na campanha de Wellington.

Em todas as campanhas há membros do chamado grupo Sarney e membros do governo Flávio Dino (PCdoB).

 Os sarneysistas com Edivaldo são Gastão Vieira (Pros), Pedro Fernandes (PTB), Juscelino Filho (DEM), Hélio Soares (PR) e uma centena de candidatos a vereador. Já os que somam com Eliziane são Sarney Filho (PV), Edinho Lobão (PMDB), Adriano Sarney (PV), Aluísio Mendes (PTN), Márcio Coutinho (PRTB) e Maura Jorge (PTN).

Wellington do Curso recebeu o apoio dos sarneysistas André Fufuca (PP), Cláudio Trinchão (PSD) e Edilázio Júnior (PV).

O PCdoB de Flávio Dino tem a vice de Edivaldo Júnior, além dos aliados do PT e do PDT. Mas há membros do governo Flávio Dino, como o vice-govenador Carlos Brandão (PSDB) e os secretários Marcelo Tavares (PSB) e Simplício Araújo (SD) também na campanha de Eliziane. E um dos principais aliados do governador atualmente, o deputado Waldir Maranhão (PP) é do mesmo partido de Wellington do Curso.

Assim será a campanha em São Luís, com os membros dos dois principais grupos políticos maranhenses espalhados nas três principais candidaturas. Tudo junto e misturado.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

A derrota de Flávio Dino junto à bancada maranhense na Câmara Federal

Deputado André Fufuca

Deputado André Fufuca

A ascensão do deputado federal André Fufuca (PEN) ao posto de coordenador da bancada maranhense na Câmara Federal, foi uma derrota para o governador Flávio Dino (PCdoB).

Dino articulava desde o ano passado, com os parlamentares aliados ao seu governo, a indicação do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) para a coordenação. O nome do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) também chegou a ser cogitado pelo comunista.

Mas, ele não conseguiu.

Teve de assistir a confirmação de Fufuca, oposicionista, para a o lugar do até então coordenador, deputado Pedro Fernandes (PTB).

Uma derrota indigesta para o comunista.

Veja o perfil de cada membro do Bloco de “Oposição” da Assembleia Legislativa

O Plenário do  Legislativo Estadual recebeu hoje a reabertura oficial dos trabalhos da Casa. Na composição técnica, a novidade foi a formação do Bloco Parlamentar de Oposição.

O blog levanta agora o perfil de cada membro do referido bloco, que ao contrário do que mostra o nome, pouco terá de oposicionista. Dos cinco membros, apenas dois fazem oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Andrea Murad (PMDB): Líder do Bloco, Murad foi uma das parlamentares que mais se destacou no ano passado, quando foi iniciada a atual legislatura. Fez frente ao Governo do Estado e conseguiu elevar discussões principalmente sobre Saúde e Segurança na Casa. É oposição.

Sousa Neto (PROS): Ligado ao ex-secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, Neto também se destacou como um dos principais membros de oposição no ano passado. Fixou os seus discursos sobre o setor de Segurança Pública e defendeu as categorias de policiais militares e civis. É oposição.

Roberto Costa (PMDB): Pré-candidato a prefeito de Bacabal, Roberto Costa defende tratar-se de um parlamentar independente no legislativo, mas tem trabalhado pela base governista. Participou de todas as articulações e votações de interesse do Governo e conseguiu ganhar a “confiança” do Palácio dos Leões.  É habilidoso no Legislativo, por isso conduziu Andrea à formação do bloco. Roberto é Governo.

Nina Melo (PMDB): Talvez nem ela saiba ainda de que lado está. Pouco ativa no Legislativo Estadual, Nina nem bateu de frente com o Governo, muito menos se preocupou em defender a bandeira comunista. Atua na linha da independência, mas hoje está mais na condição de ocupar espaço na Casa do que de fato trabalhar. Nina, é, portanto, independente.

Max Barros (PMDB): Respeitado por todas as alas da Assembleia Legislativa, Max atua com independência no Plenário. Chegou a fazer uma série de cobranças ao Governo quando conveniente, e apoiou algumas medidas do Palácio consideradas justas por ele. Max Barros fica na faixa daqueles que atuam com independência.

Oposição inicia 2016 enfraquecida na Assembleia Legislativa

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Adriano e Andrea não chegaram a consenso sobre liderança

Por mais que o PMDB tente passar a ideia de que não há crise entre os seus membros e os deputados do PV na Assembleia Legislativa, como destacou nota oficial ontem assinada por Roberto Costa (PMDB), a relação não ficou tão “saudável” assim.

O PV, dos deputados Adriano Sarney, Edilázio Júnior, Hemetério Weba e Rigo Teles, pode perder espaços na Mesa Diretora e nas comissões técnicas da Casa, o que provocou ainda mais insatisfação.

Depois da sessão solene de hoje, que marcará a reabertura dos trabalhos no Legislativo, o partido lançará uma nota sobre o tema.

A insatisfação se deu porque no fim do ano passado, deputados do PV, PMDB e do PTN [Sousa Neto, agora no PROS], assinaram um documento compactuando a formação de um novo bloco parlamentar. Adriano Sarney seria o líder do bloco. Max Barros (PMDB) foi o único a não ter assinado o documento.

Edilázio Júnior e Sousa Neto não compõem o mesmo bloco

Edilázio Júnior e Sousa Neto não compõem o mesmo bloco

Andrea Murad, contudo, defendeu a tese – já no início deste ano -, de que a liderança fosse escolhida por votação.  Começou aí o embaraço entre ela, Roberto Costa e o PV.

Ontem, de forma surpreendente, Andrea Murad e Roberto Costa oficializaram o bloco de oposição com a participação apenas do PMDB e PROS. O PV ficou de fora.

Andrea ficará na liderança. Roberto deve alcançar vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e indicará outro membro para a Mesa.

A CCJ, neste caso, permanecerá com votos apenas governistas, uma vez que Costa é da base de Dino. Já Andrea, deve ser neutralizada por um bloco que nada terá de oposição.

Desconstruiu assim, a unidade que tanto era buscada na oposição, que já inicia 2016 enfraquecida no legislaivo.

Bloco de Oposição é oficializado na Assembleia

Andrea Murad 3A deputada Andrea Murad e o deputado Roberto Costa, ambos do PMDB, oficializaram há pouco, junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a formação do Bloco de Oposição na Casa.

A informação foi dada em primeira mão pelo jornalista Gilberto Léda.

Roberto Costa discutiu com Sousa Neto

Roberto Costa discutiu com Sousa Neto

Pelo acordo costurado entre os peemedebistas, Andrea fica com a liderança do bloco, enquanto Roberto assume vaga de “oposição”, na Assembleia Legislativa.

Os demais membros do bloco são: Max Barros, Nina Melo e Sousa Neto, agora no PROS.

Os deputados do PV, Adriano Sarney e Edilázio Júnior, que atuam na oposição ao Governo do Estado, ficaram de fora do bloco.