Sinais de amargura

Pareceu uma mensagem natalina. Para outros, tratou-se de um desabafo político. Mas o fato é que uma manifestação pública do governador Flávio Dino (PCdoB), na noite de Natal, chamou atenção pelo tom grosseiro, agressivo, sem nenhuma relação com o espírito natalino.

“Aos adoradores do dinheiro que estão com abstinência de ter cofres públicos para fins pessoais, desejo que o Natal entre em seus corações”, declarou o governador, em um se seus perfis de redes sociais.

A nota, com tons claros de angústia e amargura chamou atenção por pretender-se uma mensagem natalina. Mas evidenciou, pelo menos, a quantas anda o espírito do auto-intitulado comunista-cristão, que ocupa o Palácio dos Leões desde 2014.

Flávio Dino tem todo o direito de se posicionar contrário aos seus adversários e de criticá-los por eventuais posturas que não condizem com o seu jeito de pensar e ver o mundo. Mas ao utilizar uma noite de 24 de dezembro para publicizar desabafos pessoais ele revela muito mais de si próprio do que dos seus pretensos adversários.

O “comunista-cristão” tem muitos adversários no Maranhão e no Brasil. Nenhum deles, porém, se ocupou de esbravejar contra o governador maranhense em um momento quando poderiam estar confraternizando com as famílias, divertindo-se e ceiando em um momento que se pretende de paz e harmonia.

O esbravejamento público do governador denotou apenas aspectos de um ser angustiado, melancólico, amargurado em sua própria solidão de poder no Palácio dos Leões. E até ele merece os votos de feliz Natal

 

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

O temor dos dinistas

O pedido do procurador­-geral da República, Rodrigo Jannot, para que fosse arquivada a ação contra a ex-­governadora Roseana Sarney (PMDB) nas investigações da Lava Jato e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatá-­lo logo a seguir, deixou os adversários da peemedebista desnorteados.

Parte de sites, blogs e programas de rádio mantidos com patrocínio do governo estadual, simplesmente ficou sem ação. Preferiram não dá uma nota sobre o fato. Até esperaram uma manifestação dos porões do Palácio dos Leões, mas depois preferiram nem comentar a decisão do Supremo.

Outra parte preferiu fazer ilações tentando explicar os motivos que levaram ao pedido do procurador e a aceitação pelo STF. Além disso, buscam sempre cavar “fatos” para tentar confundir a opinião pública, passando a ideia de que mesmo sem ser investigada, Roseana ainda deveria ser criminalizada.

Essa parte que foi para o ataque à ex­-governadora é a que mais teme o fortalecimento político de Roseana, inclusive como a mais provável adversária de Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

O fato é que a ex­-governadora não faz mais parte da lista de investigados da Lava Jato e de forma serena comemorou a decisão do STF em nota divulgada à imprensa.

“Eu acreditei que a justiça seria feita e, como afirmei, em todos os momentos, minha consciência estava tranquila, pois agi de forma correta e nunca fiz nada que pudesse desabonar a minha conduta como governadora do meu estado. A Justiça reconheceu a verdade, e é a verdade que sempre prevalecerá”, disse a ex­-governadora.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Edilázio cobra posicionamento de Flávio Dino sobre eleição de São Luís

edilazio-alO primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado estadual Edilázio Júnior (PV), cobrou do governador Flávio Dino (PCdoB) transparência em relação ao seu posicionamento político na capital.

A cobrança diz respeito, especificamente, a quem o comunista apoia em São Luís: se trata-se de Edivaldo Holanda Júnior (PDT), candidato à reeleição pela coligação “Pra Seguir em Frente” ou de Eduardo Braide, candidato a prefeito pelo PMN.

Edilázio lembrou que apesar de o candidato a vice-prefeito do pedetista, Júlio Pinheiro (PCdoB) ter sido indicado pelo próprio Flávio Dino, ele permanece em silêncio em relação à disputa eleitoral de São Luís.

“Quem o governador Flávio Dino apoia? Quem é o candidato a prefeito apoiado pelo comunista? Essa pergunta tem sido feita por todos, não somente da classe política. Flávio Dino indicou o vice do atual prefeito, o peso de uma tonelada, diga-se de passagem, mas indicou. E mesmo assim não revela quem é o seu candidato”, disse.

O parlamentar lembrou que durante os dois primeiros anos da gestão Edivaldo Júnior, quando ainda não havia sido eleito governador, Flávio Dino se favoreceu da estrutura do Município para fortalecer o seu partido político.

“Flávio Dino indicou vários secretários e conseguiu garantir estrutura para cerca de 500 pessoas ligadas ao PCdoB na administração pública, mas agora não mostra a cara”, disse.

Edilázio afirmou que Flávio Dino havia marcado para o dia 4 deste mês, uma coletiva de imprensa para declarar qual candidato apoiaria na capital, mas recuou.

“No dia 3 de outubro, um dia após a eleição, o governador Flávio Dino afirmou à imprensa que no dia seguinte [4] iria declinar o nome do seu candidato a prefeito de São Luís. Já estamos a duas semanas do segundo turno e ele não o fez. Jamais gravou um vídeo para o seu candidato, ou fez aparição pública”.

Ele ponderou que caso Braide saia vencedor da eleição, Flávio Dino irá à imprensa nacional afirmar que o candidato é seu aliado, liderou o maior bloco governista na Assembleia Legislativa e que, portanto, ele saiu vencedor da eleição na capital.

“Eu duvido é ele ir para a imprensa nacional falar da rasteira que ele deu em Braide aqui nesta Casa, que deixou a liderança do maior bloco governista e foi para um grupo independente. Duvido que vá falar do isolamento do deputado Braide provocado por ele aqui nesta Casa”, finalizou.

Governo erra a mão ao tentar ligar Wellington a facção criminosa

wellingtonGilberto Léda – A denúncia do deputado estadual Wellington do Curso (PP), candidato a prefeito de São Luís pela coligação “Por amor a São Luís”, dando conta de que ele estava sendo monitorado abriu uma nova polêmica político-eleitoral nessa reta final de campanha na capital.

Logo após a revelação do pepista, o secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB) utilizou-se das redes sociais para acusar o candidato de estar de um factoide para encobrir um suposto crime, qual seja: sua ligação com facções criminosas.

Isso mesmo.

“Factóide pra tentar esconder o apoio dele [Wellington do Curso] a manifestação organizada por facções criminosas hoje pela manhã”, escreveu o comunista, que seguiu na mesma linha em grupos de WhatsApp.

Mas que facções e que manifestação Wellington teria apoiado?

Explica-se: hoje cedo um grupo de mulheres, esposas de detentos, fez um protesto em frente ao Palácio dos Leões. Cobram melhor tratamento a presidiários e solução de problemas como a entrada de comida e visitas.

E onde Wellington entra nessa história?

O candidato diz que estava na praça para a gravação de um programa eleitoral e que no local também daria entrevista à TV Mirante porque a emissora cobre hoje a sua agenda de campanha.

Após o compromisso, conta Wellington, um grupo o convidou para fazer fotos. Houve declaração de apoio.

Não há registro de nada mais do que isso.

Foi o bastante para Jerry admitir, a partir daí, que o deputado está intimamente ligado a facções criminosas.

Errou a mão…

Em tempo: o caso parece muito com o que se tentou montar contra o atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em 2012, quando o acusaram de tentar montar uma milícia.

Em tempo²: o Governo do Estado já emitiu uma nota sobre o protesto das esposas dos detentos. Parece mais uma nota de comitê eleitoral (leia aqui).

Em tempo³: seria crime se alguém mais decidisse apoiar o movimento das esposas dos detentos?

Prefeita relata discriminação do Palácio dos Leões

belezinhaGilberto Léda – A prefeita de Chapadinha, Dulcilene Belezinha, é mais uma a reclamar do tratamento nada republicano dispensado pelo governo Flávio Dino (PCdoB) aos que não votaram no comunista na eleição de 2014.

Em postagem no Facebook, ela diz que nem o governador, tampouco seus secretários, atendem que não esteve na base no ano passado.

Belezinha está às voltas com o baixo efetivo policial na cidade. E, como não consegue dizer isso diretamente ao governador, apelou para um coronel da PM, que deve ser o responsável por levar a mensagem ao Palácio dos Leões.

Pelo visto, Dino esqueceu do seu discurso no início do ano. “Não importa o ontem, não importa em quem o prefeito ou a prefeita votou ou apoiou. Não vamos discriminar município pela posição política do prefeito”, afirmou.

Que coisa!

O “chá de árvore” no governo Flávio Dino

fabio_braga-300x258O famoso “Chá de Cadeira” que muitos políticos tomam antes de ser recebidos por autoridades do Executivo, ganhou nova cara no Maranhão.

Para ter acesso ao Palácio dos Leões, deputados da base sem muito prestígio com o governo Flávio Dino (PCdoB) são obrigados a esperar debaixo de árvores na Praça Dom Pedro II.

A mais recente vítima do “Chá de Árvore” foi o deputado estadual Fábio Braga (PTdoB). Quem conta o caso, sem pedir segredo a ninguém, é um prefeito amigo seu.

Do blog do Gilberto Léda

O meu indiciamento é um ato político, diz João Abreu

João Guilherme de Abreu

João Abreu se defende de acusações

João Abreu se defende de acusações

O jornal O Estado de São Paulo publicou na edição do dia 27.08.2015, notícia dando conta de meu indiciamento pela Policia Civil do Maranhão, no inquérito que apura a suspeita de pagamento de propina para possibilitar a celebração de acordo entre o governo do Estado e a empresa Constran, no ano de 2013, com vista à liquidação de um precatório.

E como era de se esperar, essa notícia reverberou na imprensa e blogs da Capital, principalmente naqueles alinhados com o governo do Estado.

Embora sem fundamento sólido, o meu indiciamento já era por mim esperado, e por todos os que me acompanham neste momento tormentoso, porque somos conscientes de que os ilustres delegados encarregados do inquérito não conseguiriam resistir às pressões disparadas do Palácio dos Leões.

Todavia, o alarde que se faz sobre o meu indiciamento não possui fundamento. O indiciamento não é acusação, mas mera colheita dos dados de identificação de alguém que, na opinião da polícia, reúne indícios de ter sido o autor do ato sob investigação. Ele não gera processo, que só é instaurado com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, se recebida pelo Judiciário.

Na prática, o indiciamento policial tem servido apenas como estigma social e isto explica, no meu caso, o interesse de darem ampla divulgação desse ato, em suas minucias, embora o inquérito corra sob “segredo de justiça” e a lei diga que é crime quebrar o segredo de Justiça.

Mas estou absolutamente tranquilo e aguardo, com serenidade, o desdobramento do caso, consciente de que o indiciamento é injusto e motivado por decisão política. Não há nos autos do inquérito elementos mínimos indicadores da existência do alegado crime. Tudo se resume na afirmação feita pelo doleiro Alberto Yusself, um dos principais envolvidos na famosa Operação Lava Jato, que alega ter me mandado entregar vultosa quantia para “distribuir a integrantes do governo do Maranhão em troca do pagamento do precatório”.

Mas não há comprovação alguma da materialidade desse delito, e sua declaração é, inclusive, desmentida por pessoas de quem se teria servido como portador da entrega do numerário.

Mas foi com base, exclusivamente, na afirmação desse renomado delinquente, que se apoia o indiciamento, sem fundamentos ou prova que o justifiquem. E mais ainda, sem levar em consideração que o acordo celebrado entre o Governo do Estado e a Constran se sustentou em judiciosos pareceres emitidos pela Secretaria de Planejamento do Estado e pela Procuradoria Geral do Estado e envolvia uma dívida que o Estado tinha para com a referida empresa, apurada através de um longo processo judicial, que tramitou por todas as esferas do Judiciário e contra o qual já não era mais possível opor resistência alguma.

Caberá agora ao Ministério Público Estadual analisar se me acusa ou não, com os parcos elementos contidos no inquérito.

De minha parte, cabe aguardar o desdobramento desse funesto episódio, para o qual conto com o apoio de minha família e de amigos leais que nunca me faltaram nos momentos difíceis da minha vida.

À sociedade maranhense resta pedir que evite antecipação de julgamento, seja em homenagem ao princípio constitucional da presunção de inocência, seja em respeito aos longos anos que tenho como empresário e homem público, que já exerceu o cargo de Secretário de Saúde do Estado, por duas vez o de Secretário Chefe da Casa Civil e a Presidência do Sebrae, sem jamais ter sido acusado de um ato de desonestidade e que hoje convive com o drama de se vê escarnecido por um reles doleiro e pelo tratamento escandaloso e sensacionalista dado por uma parte da imprensa.

Centrais Sindicais ameaçam acampar em frente ao Palácio dos Leões

Decisão de servidores é um protesto contra Flávio Dino

Decisão de servidores é um protesto contra Flávio Dino

As Centrais Sindicais do Maranhão definiram na manhã de ontem, em reunião realizada na Assembleia Legislativa, que vão acampar em frente ao Palácio dos Leões na próxima semana, caso o governador Flávio Dino (PCdoB) não receba os trabalhadores para a negociação de uma pauta dos servidores públicos até quinta-feira.

Os sindicalistas tentam uma agenda com o governador desde o início do mês de fevereiro para tratar de questões de interesse de várias categorias do serviço público. Flávio Dino, no entanto, ainda não abriu espaço para os sindicalistas.

“O governador Flávio Dino durante a sua campanha pregava o diálogo e até mesmo depois de eleito, vem pregando o diálogo com as categorias. Então nós estamos surpresos com essa atitude do Agravo Regimental numa ação que já é ganha e é direito dos servidores”, disse o líder sindical Enoque Silva Fonseca, referindo-se ao recurso interposto no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Celso de Mello, que determinou o arquivamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 317, por meio do qual o Governo do Estado tenta anular as execuções judiciais considerando inconstitucional a lei 8.369, sancionada no governo José Reinaldo Tavares (PSB).

O presidente do SindJus, Anibal Lins, afirmou que diante da falta de diálogo do governador com o servidor público, não resta outra alternativa ás Centrais Sindicais e servidores públicos, o protesto contra o Executivo Estadual.

“Esperaremos até o dia 24 [terça-feira] de março , quando se completa um mês desde o protocolo do pedido de audiência feito pelas Centrais Sindicais. Se até então o governador Flávio Dino não receber as Centrais, então, a partir do dia 26 [quinta-feira] deste mês, ficaremos de vigília no Palácio dos Leões até sermos recebidos pelo chefe do Executivo Estadual”, disse.

Os Leões rugem Flávio Dino

Imagem de um dos leões do Palácio

Imagem dos leões que ficam na entrada do Palácio e que foram referência de discurso de Dino

No dia 1º de janeiro deste ano, Flávio Dino (PCdoB) preparou uma grande festa para si, carregada de simbologia e musicalidade, para então vestir no peito a faixa de governador do Maranhão.

Era o dia da posse, da consolidação de um projeto pessoal iniciado há pelo menos 8 anos, de alcançar o comando do Poder Executivo.

Na ocasião, além da bobagem – ridícula diga-se de passagem – da declaração de que estava naquele ato ‘Proclamada a República no Maranhão’, como se apenas ele tivesse sido eleito de forma direta pelo povo em toda a história do estado, Flávio Dino, midiático que é, resolveu dialogar com os “Leões”, do Palácio onde funciona a sede administrativa do Governo do Estado.

O diálogo foi logo reproduzido em alta escala pela mídia alinhada ao comunista e classificado de “Sermão aos Leões”. Uma bobagem, vale enfatizar.

“Quero dizer aos dois leões, o da direta e o da esquerda, que eles não vão mais rugir contra o povo do Maranhão. Eles não serão mais alimentados às custas da tortura do povo”, disse e completou: “Prezados leões, vocês nunca mais vão rugir para os pobres do Maranhão”.

Mas Flávio Dino não é domador de leões, é governador do Maranhão, e talvez pelo fato de não ter ainda seguras em suas mãos as rédeas, acabou não sendo ouvido pelos “felinos”.

Os leões começaram a rugir contra o povo do Maranhão logo nos primeiros dias de governo, quando Flávio Dino determinou – sem critério aparente, ou pelo menos esclarecido -, a suspensão do pagamento de prestadoras de serviço ao Governo do Estado.

Até agora, servidores de unidades de Saúde da Rede Estadual estão sem previsão de recebimento de seus salários – que já estavam garantidos -, em decorrência da suspensão dos pagamentos, o que inegavelmente atinge milhares de famílias maranhenses.

Os leões também rugiram contra a comunidade do Desterro, que de uma hora para outra, e num ato que evidencia a pequenez do Governo, viu fechadas as portas do Convento das Mercês, onde funciona a Fundação da Memória Republicana Brasileira e que desenvolve mais de 20 projetos culturais, sociais e educativos com a comunidade. O rugido se estendeu também para a toda a população do estado, porque ali funciona a Memória de um mandato presidencial legítimo, queira ou não o novo governo. Todos os ex-presidentes da República dispõem de acervos como o que está instalado no Convento. Não se apaga de uma hora para a outra a história republicana do país.

Outro rugido dos leões se deu com a demissão em massa de servidores que prestavam relevantes serviços à sociedade, principalmente nos hospitais públicos. Ao mesmo tempo que houve a demissão destes, Dino determinou a mudança de simbologia de cargos comissionados, com a elevação de todos os vencimentos dos postos, ocupados agora por aliados na Casa Civil. São ‘super-salários’ e privilégios, que Flávio tanto criticou e prometeu dar um fim, assim que fosse eleito.

Os leões também rugiram quando foi anunciada a contratação para adjunta do Cerimonial do Governo do Estado, da ex-secretária do município de Bacuri, Célia Vitória Neri Silva, indiciada pelo acidente que provocou a morte de oito jovens naquele município no ano passado, em decorrência do transporte escolar irregular, feito em “paus-de-arara”. A mesma Célia, que também responde a processo por fraude em licitação – improbidade administrativa -, teve os bens bloqueados pela Justiça Estadual no ano passado.

Os leões rugem [em apenas 21 dias de governo], contrariam o “sermão” de Dino, e a população vai se desencantando com a tão prometida “mudança”.