PT, Flávio Dino e as eleições 2018…

Dono de maior percentual no tempo da propaganda no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para a formação de coligação à chapa majoritária de candidato a governador do Maranhão, o Partido dos Trabalhadores (PT) caminha para uma constrangedora aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato a reeleição.

Ao que tudo indica, o partido não terá espaço na chapa majoritária de Dino, mesmo elevando de forma decisiva, o tempo do comunista no programa diário de rádio e TV.

O PT possui 1min02s, o mesmo tempo do MDB, partido da principal adversária de Dino, ex-governadora Roseana Sarney.

Nos bastidores, a informação é de que a direção nacional do partido, espera pela filiação do deputado Waldir Maranhão, para que este concorra a uma vaga ao Senado com o apoio do comunista.

Ocorre que Dino já tem os seus dois pré-candidatos ao Senado: Eliziane Gama (PPS), que aproximou a Assembleia de Deus da pré-candidatura do governador e Weverton Rocha (PDT), já consolidado para uma das vagas desde o ano passado.

Foi inclusive por apoio aos dois, que Dino foi obrigado a romper, politicamente, com o então aliado José Reinaldo Tavares, hoje, mais próximo de Eduardo Braide.

O PT, considerado o grande trunfo de Dino para o período da campanha eleitoral, tem a estatura de um partido gigante, agrega valor, tempo de televisão, espaço na mídia e possui nos seus quadros a figura do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nome para a Presidência da República – seja ele candidato ou não -, de muita força eleitoral no Maranhão.

Apesar disso, é tratado como partido pequeno.

Constrangedor…

 

Candidatos ao comando do PT/MA pregam apoio à reeleição de Flávio Dino

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís em 2016 / imagem Gilberto Léda

Os cinco candidatos a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, pregam apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

O deputado estadual Zé Inácio; Augusto Lobato; Eri Castro; Paulo Romão e Francimar Lima são os candidatos com chapa registrada.

O presidente da sigla no estado, Raimundo Monteiro, afirmou que o “sentimento” dos petistas é pela reeleição do comunista. Ele ponderou, contudo, que uma aliança com Flávio Dino dependerá da conjuntura política para 2018. Isso porque Dino ainda tenta o apoio do PSDB, o que impossibilitaria a reedição de aliança com o PT.

“Não há nada definido. O que a gente percebe é um sentimento de todos no PT de apoiar Flávio Dino em 2018 já que ele defendeu a presidente Dilma Rousseff no processo que resultou no golpe. Claro que isso pode mudar de acordo com o que for se configurando”, sugeriu, em entrevista a O Estado.

O deputado estadual Zé Inácio defende espaços na chapa do comunista no pleito eleitoral do próximo ano. “A nossa chapa defenderá a reeleição do governador Flávio Dino, assim como lutará para que o PT faça parte da chapa majoritária”, completou.

O PT do Maranhão, portanto, sonha e trabalha pela reeleição de Flávio Dino.

 

Monteiro e Zé Carlos disputam o comando do PT no Maranhão

Chapa de Monteiro eleita no último pleito; na eleição deste ano ele apoia Zé Inácio

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão encerra hoje o prazo de inscrição de chapas para a eleição do comando estadual e de todos os diretórios municipais da sigla.

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu antecipar de outubro para junho deste ano – entre os dias 1º e 3 – a realização do VI Congresso Nacional da legenda, o que aumentou a correria para a articulações de candidaturas.

Por conta da mudança no calendário, ficou antecipado, também, o Processo de Eleições Diretas (PED) nos municípios e nos estados – dias 9 de abril e de 5 a 7 de maio, respectivamente.

A eleição marcará o início do processo de reconstrução da legenda no estado, que ficou com a imagem arranhada após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Polícia Federal (PF), e também reposicionará a legenda para as eleições 2018.

Até a última sexta-feira nenhuma chapa havia se inscrito para a eleição do diretório estadual. Dois grupos, contudo, medirão forças na eleição.

O deputado estadual Zé Inácio será o candidato do grupo liderado pelo atual presidente da legenda, Raimundo Monteiro, e Augusto Lobato disputará a presidência da sigla com o apoio do deputado federal Zé Carlos.

São esses dois grupos que se enfrentarão, também, na primeira grande eleição, a municipal. No caso de São Luís, o maior colégio eleitoral do Maranhão, devem ser candidatos o atual presidente, Fernando Magalhães – com apoio de Monteiro -, o vereador Honorato Fernandes – com apoio de Zé Carlos -, e o militante Carlito Reis.

Reconstrução – O atual presidente estadual, Raimundo Monteiro, vê o PED como uma oportunidade de “reconstrução” do PT.

“O partido passa por um processo de reconstrução e fortalecimento em todo o país. A eleição será um momento importante, um marco para o futuro do PT”, destacou.

Segundo ele, a partir do processo eleitoral os petistas devem reforçar a campanha pró-Lula para a Presidência da República em 2018. Monteiro avalia que o Brasil pode ser convencido de que com o ex-presidente pode haver desenvolvimento.

“Estamos confiantes de que o presidente Lula ressurgirá com força nacional em 2018 e estaremos prontos para apoiá-lo aqui no Maranhão. O Brasil manchou parte da história com o golpe contra a presidente Dilma e precisa retomar o caminho que vinha sendo trilhado, de desenvolvimento”, afirmou.

Quem deve entrar na disputa

Diretório estadual

Zé Inácio – com apoio de Raimundo Monteiro

Augusto Lobato – com apoio de Zé Carlos

Diretório municipal de São Luís

Fernando Margalhães [reeleição] – com apoio de Raimundo Monteiro

Honorato Fernandes – com apoio de Zé Carlos

Carlito Reis – independente

A falta de prestígio do PT nas eleições 2016

PT sozinhoDesde o fim do ano passado, quando foram intensificadas as discussões para a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na capital, o Partido dos Trabalhadores (PT) tenta, sem sucesso, ocupar espaços de protagonismo na disputa eleitoral.

Ensaiou um projeto de candidatura própria com dois principais nomes, e não avançou. Discutiu aliança com a deputada federal Elziane Gama (PPS) [reveja aqui], mas não prosperou. E por último decidiu apoiar a reeleição do prefeito da capital, e pleitear espaços na chapa majoritária. “Expressão de desejo”, como bem classificou um pedetista [reveja aqui].

Ocorre que Edivaldo resistiu e não garantiu ceder a vice para o PT. O pedetista tem como preferência uma aliança com o PSB, do senador Roberto Rocha para a composição da chapa majoritária.

Foi o que motivou a direção municipal do PT a suspender a aliança com Edivaldo Holanda Júnior.

Desgastado a nível nacional com os escândalos da Operação Lava Jato, prisão de alguns de seus principais líderes, e o afastamento de até 120 dias da presidente Dilma Rousseff, o PT tenta agora reconstruir a sua imagem em todo o Brasil, sobretudo no Maranhão.

Mas não será fácil.

Edivaldo, por exemplo, que amarga alevado índice de rejeição na capital, como atestam as pesquisas de intenções de votos registradas na Justiça Eleitoral e divulgadas, sabe que atrelar a sua imagem a do PT pode por fim ao projeto de reeleição.

O PT passou a ser um peso para pré-candidatos, por isso o isolamento. Situação completamente inversa a de 2014, quando candidatos ao Governo do Estado, Flávio Dino e Lobão Filho disputavam de forma até enérgica o apoio da legenda.

Apesar de toda estrutura partidária e do potencial de sua militância numa disputa eleitoral, a sigla segue sem rumo em 2016, sem pretensões maiores em São Luís e sem um nome de peso para a disputa.

Conseguir indicar o vice de Edivaldo ou até de Wellington do Curso (PP) – o que já começa a ser cogitado nos bastidores -, é o mais elevado grau que pode ser alcançado pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições deste ano.

E o pior é que a legenda corre o risco de nem isso alcançar…

Petistas querem baderna na Avenida Litorânea

Secretário de Estado, Marcio Jardim, tenta intimidar policial militar

Secretário de Estado, Marcio Jardim, tenta intimidar policial militar

Desde o último sábado, quando militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) num ato agressivo e antidemocrático “assassinaram o Pixuleco” na Praça Maria Aragão, que começaram a surgir ameaças, da própria militância petista, aos manifestantes pró-impeachment que vão se deslocar à Avenida Litorânea no próximo domingo, dia 13, para um ato público.

E se a polícia não agir, trata-se de uma tragédia já anunciada.

Isso porque a militância do PT já anunciou que não admitirá que nenhum cidadão erga o “Pixuleco” na Litorânea. Os petistas afirmam que trata-se de um desrespeito à imagem do ex-presidente Lula, por isso, vão querer impedir a manifestação.

O presidente do diretório estadual do PT no Maranhão, Raimundo Monteiro, já assegurou que a militância não está para “brincadeira”.

Vale lembrar que no último sábado, petistas levaram punhais, facas, chuços e estiletes para a Maria Aragão, para furar e derrubar o boneco inflável que faz referência à imagem de Lula.

Por isso a preocupação dos deputados estaduais Edilázio Júnior (PV) e Wellington do Curso (PPS) e da organização da manifestação pró-imnpeachmente, marcada desde o ano passado.

A Secretaria de Segurança Pública não poderá depois, dizer que não foi comunicada…

Eliziane Gama descarta aliança e coloca o PT no seu devido lugar…

Eliziane Gama é pré-candidata em São Luís

Eliziane Gama é pré-candidata em São Luís

Depois de se tornar o principal motivo de uma divergência interna no Partido dos Trabalhadores (PT) do Maranhão, a deputada federal, Eliziane Gama (Rede), rechaçou ter procurado o partido.

Gama garantiu que foi uma ala da sigla que a procurou. A pré-candidata a prefeita da capital, descartou uma aliança para 2016.

“Há uma militância do PT que está ficando próxima de mim, isto é um fato. Mas nunca tratei de sigla. Nunca esperei vinda do PT. Acho até pouco provável”, disse.

Eliziane foi além em relação a possíveis alianças para o próximo pleito. “O PSDB e o PMDB eu acredito que podem vir”, disse.

A declaração de Eliziane deve cair como um balde de água fria no PT, que historicamente é pilhado em divergência no estado.

A divergência é tamanha, que eleição, após eleição, o partido se divide em dois em busca de candidatos.

Foi assim em 2014. Uma ala apoiou o senador Lobão Filho (PMDB) e outra Flávio Dino (PCdoB).

O que Gama fez, portanto, foi colocar partido no seu devido lugar.