Hora do desembarque

Até o fim da semana passada, membros do PSDB do Maranhão trabalharam com a possibilidade de evitar a volta do senador Roberto Rocha ao partido, já que o retorno dele acarretaria mudanças de postura da legenda em relação ao governo comunista de Flávio Dino (PCdoB).

Por meio de sua assessoria, Carlos Brandão dizia que ainda não havia se reunido com Tasso Jereissati, presidente nacional tucano. Neto Evangelista, que é do primeiro escalão do governo comunista, usava verbos na condicional para dizer que poderá deixar o PSDB. Deputados estaduais como Sérgio Frota e Marcos Caldas reclamavam de não terem sido ouvidos pela direção nacional.

O fato é que os tucanos de bico duro não quiseram saber de argumentos sobre crescimento do partido graças à aliança com o PCdoB. Filiaram Roberto Rocha ao PSDB e virão, em breve, ao Maranhão para ato simbólico de filiação, e também para dar ao senador o comando do partido no estado.

Na solenidade oficial de filiação ocorrida ontem, em Brasília, tanto Jereissati quanto Geraldo Alckmin, Marcone Pirilo e José Serra deixaram claro que Roberto Rocha é o nome do partido no Maranhão.

Agora resta a Brandão, Evangelista e a todos os demais tucanos apaixonados pelos comunistas esquecerem o “amor” iniciado em 2014 com Flávio Dino ou deixar os quadros do PSDB.

E se escolherem a saída ao desembarque do colo comunista, esses tucanos terão que trilhar um caminho que garanta a eles vitória em seus projetos políticos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roberto Rocha chega ao PSDB para a disputa do Governo em 2018

O senador Roberto Rocha se filiará oficialmente ao PSDB na próxima quarta-feira, em Brasília.

O ato contará com a presença de lideranças nacionais da sigla. O parlamentar chega com o status de dirigente para controlar a legenda no Maranhão.

Com a filiação, Rocha assegura legenda para a disputa do Governo do Maranhão em 2018. Eleito senador em 2014 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), o agora tucano atua como adversário do comunista.

Apesar do status de dirigente, Rocha ainda deve enfrentar resistência de aliados de Dino no PSDB. Algumas lideranças já admitem deixar a sigla. Outras devem impor dificuldades ao senador na articulação do partido.

 

Esvaziado – Com a chagada de Rocha, quem sai esvaziado na legenda e praticamente sem espaços nas eleições 2018 é o vice-governador Carlos Brandão.

Pouco conhecido no eleitorado maranhense, ele fica sem legenda e sem poder de barganha junto a Dino.

Brandão é o presidente do PSDB no estado.

Mas, os dias no comando da sigla estão contados…

Bira do Pindaré quer a saída de Roberto Rocha do PSB

O deputado estadual Bira do Pindaré, presidente do comando municipal do Partido Socialista do Brasil (PSB) na capital, quer a saída do senador Roberto Rocha da legenda.

À TV Difusora, o parlamentar afirmou que “não há ambiente” para a permanência do senador na sigla.

“O lugar dele é qualquer outro lugar, menos aqui no PSB. Essa é minha visão em relação a este indivíduo. Espero que ele tenha o bom senso e perceba que não tem ambiente pra ele no PSB”, enfatizou.

Bira do Pindaré assumiu o comando do diretório municipal do PSB após a destituição do ex-vereador Roberto Rocha Júnior, filho do senador. A saída de Júnior do comando da legenda ocorreu como uma espécie de retaliação, da presidência nacional do partido, ao posicionamento do senador em relação ao presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso Nacional.

Desde então, é Bira quem dá as cartas na legenda.

Roberto Rocha ainda não se posicionou sobre o tema.

Dança dos partidos

As eleições de 2018 tendem a reconfigurar o cenário partidário do Maranhão, a partir da articulação para o pleito nacional, sobretudo com a aproximação entre o PMDB e o PSDB. Isso significa, no Maranhão, que alguns partidos, tradicionalmente alinhados em âmbito nacional, devem deixar a órbita do governo Flávio Dino (PCdoB), que tende a seguir a tendência Direita x Esquerda.

Ficam cada vez mais claros os sinais de que o presidente Michel Temer (PMDB) pode apoiar um nome do PSDB nas eleições do ano que vem, sobretudo se esse nome for o do prefeito de São Paulo, João Doria, apoiado pelo capital paulista e pela mídia tradicional brasileira. Uma candidatura de direita, claramente, sem o ranço radical de um Jair Bolsonaro (sem partido), por exemplo.

Essa aliança PMDB/PSDB atrairia partidos como o DEM, o PTB, o PP, o PSD e até o PPS, que se identifica historicamente com os ideais tucanos. E afastaria para o campo da chamada esquerda partidos como o PT, o PDT, o PSB e o PCdoB.

No Maranhão, teoricamente, esta configuração nacional tende a afastar de Flávio Dino o PSDB, o DEM e o PTB, que têm, inclusive, postos no governo. Mas garante ao comunista a aliança com PT, PDT e PSB, replicando no Maranhão a aliança de esquerda. E as consequências para a campanha maranhense serão evidentes.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

O dia seguinte

Não há dúvidas de que a vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na votação das denúncias que a Procuradoria-Geral da República apresentou contra ele foi uma demonstração de força política que lhe dá fôlego para cumprir seu mandato na integralidade. E essa vitória terá, obviamente, repercussão importante no processo eleitoral de 2018.

Temer não tem condições de se reeleger presidente, isso é óbvio. Mas com a força da máquina e com a disposição que demonstrou durante o processo para sufocar a denúncia da PGR – enfrentando grandes redes de televisão, o mercado paulista e uma crescente rejeição popular – dá a ele as condições necessárias para garantir a vitória de um candidato sob sua tutela. Não apenas em âmbito nacional, mas também nos estados.

No Maranhão, por exemplo, é clara a oposição liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que fracassou na articulação da bancada e viu 11 dos 18 votos maranhenses serem dados ao apoio a Temer.

A partir de agora, o presidente vai começar a operar uma articulação que possa garantir a formação de uma aliança que tenha, entre outros, o PMDB, o PSDB, o DEM e o PSD, uma frente partidária de peso para a disputa nos estados.

No Maranhão, resta a Flávio Dino concentrar-se em uma frente eminentemente de esquerda, reunindo seu PCdoB com o PDT, PSB e PT. E justamente num momento em que o desgaste com os governos esquerdistas, como o da Venezuela, só cresce mundo a fora.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Eduardo Braide é eleito membro da Executiva Nacional do PMN

Oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB) e bem colocado em todas as pesquisas de intenções de votos na capital para a disputa do Governo do Estado nas eleições 2018, o deputado estadual Eduardo Braide ocupa agora lugar de maior destaque no PMN.

Ex-candidato a prefeito de São Luís – com votação expressiva, diga-se -, Braide foi eleito ontem membro da Executiva Nacional do PMN, durante convenção da legenda que reuniu, em São Paulo, representantes do partido de todo o país.

“Agora o Maranhão terá voz nas decisões nacionais do partido e, mais que isso, o nosso estado dará a sua contribuição para um Brasil melhor. É isso que todos nós queremos”, afirmou.

Para Eduardo Braide, o momento nacional exige compromisso maior de todos.

“O Brasil pede que estejamos atentos, focados e, sobretudo, comprometidos com o país. Não há mais espaço somente para discursos. É preciso prática, ação. E é isso que queremos, que sempre fizemos e continuaremos a fazer”, finalizou o deputado.

Afagos tucanos

Brandão tem sido esvaziado pelo PSDB, mas Dino tenta manter partido na base

Na iminência de perder o apoio do PSDB para as eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem intensificado afagos à legenda e aos seus aliados, com nomeação de tucanos, membros do PPS e até do DEM em postos na articulação política.

A cúpula tucana nacional já decidiu que o partido terá coligação prioritária com o PMDB em 2018 – tanto em âmbito nacional quanto no Maranhão – e faz questão de promover o esvaziamento público do vice-governador Carlos Brandão, principal aliado de Dino.

E é convencido por Brandão que Dino resolveu abrir as portas do Palácio dos Leões aos tucanos. Na semana passada, nomeou o ex-vereador José Joaquim para uma subsecretaria na Secretaria de Articulação Política, com atuação em São Luís. Esta semana, a também tucana Gardeninha Castelo ganhou cargo de subdiretora na Assembleia Legislativa.

Embora tenha como plano B uma coligação eminentemente de esquerda – com PCdoB, PT, PDT e PSB – Flávio Dino não pretende abrir mão do tempo de propaganda do PSDB. E para isso, afaga também as lideranças do PPS, espécie de legenda-satélite dos tucanos no país.

Tanto que tem dado esperanças à deputada federal Eliziane Gama de que ela pode ser candidata a senadora pela chapa dinista. E na mesma leva da nomeação do tucano José Joaquim, nomeou o Pastor Porto para a mesma função, com atuação em Imperatriz.

Mas pelo andar da carruagem política nacional os afagos de Flávio Dino aos tucanos maranhenses podem até manter os seus membros atrelados ao projeto de poder comunista. Mas a legenda do PSDB e o seu tempo na propaganda eleitoral, certamente seguirão outros rumos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

PSTU prega voto nulo no segundo turno em São Luís

pstuEm São Luís, o PSTU, com as candidaturas de Cláudia Durans, Jean Magno e de seus vereadores, denunciamos os problemas da cidade e como eles estão relacionados às injustiças criadas pelo sistema capitalista. Saímos com o sentimento de dever cumprido destas eleições, pois conseguimos denunciar a farsa da democracia dos ricos que impedem inclusive que a população tenha acesso igual ao nosso programa e apontamos aos trabalhadores e a juventude da cidade a necessidade de uma saída coletiva para realizar transformações profundas que melhorem sua vida.

Enquanto isso, a maioria das candidaturas postas na capital defendeu um mesmo: prometem governar para todos, que tem muitos projetos e que são os mais preparados para colocá-los em prática, mas não expõem suas ligações com os ricos e grupos tradicionais que controlam a política de nossa cidade e do nosso Estado por décadas e que não resolveram nada. Vão continuar jogando as consequências da crise econômica que vivemos nas costas dos mais pobres, aqueles que dependem da saúde pública, da escola pública e do transporte coletivo.

Os dois candidatos que foram ao segundo turno, Edivaldo Holanda Jr. e Eduardo Braide tem em comum a origem em famílias tradicionais de políticos. O pai do atual prefeito, Edvaldo Holanda, é deputado estadual e já exerceu diferentes cargos nos governos da Oligarquia e Jackson. Já Carlos Braide, pai de Eduardo, já foi presidente da Assembleia Legislativa e é investigado pela Policia Federal por desvio de verba pública da prefeitura de Anajatuba.

Mas os filhos seguem à risca o que os pais fazem. Edivaldo governou para as empreiteiras, donos de empresas de transporte, empresas terceirizadas e deixou a cidade sem água e saneamento, saúde e educação precários e transporte público de péssima qualidade e controlado pelos empresários. Já Eduardo Braide dirigiu a CAEMA e ajudou a sucatear a companhia e piorar o serviço prestado à população e propõe ampliar a parceria público-privada para privatizar ainda mais várias áreas, como a saúde, para enriquecer empresas e prejudicar o atendimento já altamente deficitário. Nenhuma proposta para que a população decida o que fazer com o orçamento de quase 3 bilhões da prefeitura, incentivo à produção de alimentos que quase inexiste pelo abandono do cinturão verde, garantia de permanência de comunidades na zona rural que estão ameaçadas de serem expulsas pela proposta de Edivaldo Holanda Júnior de mudança no Plano Diretor e nenhum combate à especulação imobiliária e ao desemprego que cresce em nossa cidade.

Neste 2º turno votamos NULO e manteremos nossa luta diária por uma sociedade justa, igualitária e socialista, na defesa dos trabalhadores e da juventude no enfrentamento contra os governos e empresários e colocamos nossa militância a disposição da construção nas lutas diárias de nossa cidade e de nosso Estado ao lado dos movimentos sociais.

São Luís, 05 de outubro de 2016
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado-PSTU

Bentivi tem pré-candidatura ameaçada no PHS

phsO pré-candidato a prefeito de São Luís, João Bentivi (PHS), pode estar com sua candidatura ameaçada na capital. Isso porque pré-candidatos a vereador pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), estão insatisfeitos com o desempenho do correligionário e avaliam a possibilidade de mudança no projeto em reuniões do diretório municipal.

O PHS possui hoje 60 pré-candidatos a vereadores em São Luís, e a maioria sustenta que o desempenho do médico nas pesquisas de intenções de votos não favorece o projeto da sigla para o Legislativo Municipal.

O objetivo é eleger pelo menos dois vereadores para a próxima legislatura.

O partido decidirá em reunião, nos próximos dias, qual posição será tomada em relação à pré-candidatura do médico. Caso o nome dele seja vetado na sigla, a tese que ganha força é a de possibilidade de aliança para a disputa majoritária, com a composição junto a outro pré-candidato.

Outro lado

O blog já tentou entrar em contato com o pré-candidato, mas não conseguiu. O espaço seguirá aberto para a manifestação de Bentivi.

Tempo curto para o PMDB

fabioEm menos de 30 dias – mais precisamente em 20 de agosto –, os partidos políticos começam a contar os prazos para definir seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores para as eleições. E entre todos os chamados grandes partidos, o PMDB é o único que parece não ter ainda um destino definido, mesmo com um candidato a prefeito, o vereador Fábio Câmara.

As lideranças da legenda ainda discutem outros caminhos – até mesmo coligação com o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) –, enquanto Câmara não consegue chegar ao pelotão de cima das pesquisas eleitorais.

E o prazo vai ficando cada vez mais curto para uma decisão que possa eliminar riscos para todos os lados: tanto para os interesses dessas lideranças, como para Fábio Câmara, que, no sacrifício da candidatura, pode estar abrindo mão de uma reeleição à Câmara Municipal, onde teve papel destacado no primeiro mandato.

A decisão do PMDB torna-se cada vez mais urgente exatamente porque, por trás do projeto de disputar uma eleição, tem todos os quesitos que a envolve, como por exemplo as alianças e a chapa de interessados na candidatura de vereador.

Para garantir representatividade no Legislativo municipal, o maior partido do país tem que ter quadros capazes de gerar voto – ou pelo menos uma coligação que garanta atingir o quociente eleitoral que garanta a participação no rateio das vagas.

E é exatamente por isso que o tempo fica curto.

Todos os principais partidos políticos já definiram seus caminhos na capital maranhense – seja com candidatura própria, seja em aliança com outras legendas. Assim o campo de atuação dos peemedebistas neste aspecto já está restrito.

E enquanto não de definir em relação ao caminho a seguir, o tempo vai encurtando para o PMDB. E o resultado pode ser uma inédita ausência no Legislativo municipal.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão