DEM na briga…

Engana-se quem pensa ser fato consumado a aliança do partido Democratas com o PCdoB do governador Flávio Dino. Apesar das articulações de interesses do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (RJ), com o comunista maranhense, há outras peças vinculadas ao DEM que não vêem com bons olhos essa aliança.

E trabalham freneticamente contra isso.

E nesse meio de campo está ninguém menos do que o ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido). Filiado histórico ao DEM, desde quando a legenda se chamava PFL, Tavares tem relações de longa data com os principais dirigentes do partido, que não dão uma pataca furada pela candidatura de Rodrigo Maia ao Palácio do Planalto.

E a possibilidade de entrada do presidente Michel Temer (MDB) na disputa pela reeleição anima ainda mais o xadrez político.

O DEM fica numa espécie de meio-caminho entre o MDB e o PSDB e tem quase nada ou nenhuma relação política, ideológica, programática ou doutrinária com o PCdoB. Os dois partidos são absolutamente distintos entre si, e só na cabeça oportunista de Flávio Dino há a possibilidade de unidade entre eles.

José Reinaldo se empenha em Brasília para encaminhar o projeto democrata, que pretende ter um palanque próprio no Maranhão, o que beneficiaria o próprio Rodrigo Maia, se este for mesmo candidato a presidente.

E até julho, as coisas continuarão indefinidas…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Dória não acredita em aliança do PSDB com o PCdoB no Maranhão

João Dória em entrevista ao jornalista Roberto Fernandes / Foto: Blog do Gilberto Léda

O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória (PSDB) rechaçou hoje, em entrevista ao jornalista Roberto Fernandes, a possibilidade de reedição da aliança entre o seu partido político e o PCdoB no Maranhão, a exemplo do que ocorreu em 2014.

Para Dória, a suposta “aliança”, defendida pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), não representa o sentimento do PSDB.

 

“Evidentemente eu não quero emitir opiniões, nem influenciar decisões do PSDB ou da política maranhense. Aqui nós temos gente de estatura, de conhecimento, de vida, de biografia e eu respeito muito, mas eu não vejo o PSDB caminhando aqui com esquerda, com o Partido Comunista Brasileiro, com o PT. Não estou desrespeitando o pensamento da esquerda, da extrema esquerda, mas esse não é o sentimento do PSDB”, disse.

O tucano, que adiantou que o candidato à Presidência da República pelo seu partido deve ser Geraldo Alckmin, citou o senador Roberto Rocha (PSDB) e disse que o partido caminhará para a “frente”.

“O PSDB hoje está muito mais para uma linha liberal, uma linha social-democrata, mas comprometida com o desenvolvimento e não com o assistencialismo. Então eu vejo o PSDB caminhando aqui com forças democráticas, de centro, pode ser até um centro liberal, um centro que respeite a dignidade humana, a necessidade de proteger os mais pobres, os mais humildes, mas que olhe para frente. Eu não vejo o PSDB caminhando aqui numa linha mais à esquerda. Eu tenho certeza que o senador Roberto Rocha e outros que compõem aqui, grandes lideranças do PSDB saberão compreender isso, interpretar isso, como aliás tem feito e acredito que uma boa frente, uma frente ampla no Maranhão possa defender essa posição e juntos marchar para oferecer uma condição e opções melhores para o estado do Maranhão”, destacou.

Com informações de Gilberto Léda

Com Rocha no comando, PSDB deve deixar Governo Flávio Dino

A direção nacional do PSDB efetivou uma intervenção no comando estadual da sigla no Maranhão, destituiu o então presidente Carlos Brandão – vice-governador de Flávio Dino (PCdoB) -, e efetivou na presidência do partido, o senador Roberto Rocha.

O ato afasta qualquer possibilidade de reedição da aliança PCdoB-PSDB para as eleições 2018.

Ex-aliado de Dino, Roberto Rocha é pré-candidato ao Governo do Estado, e conduzirá a sigla durante todo o processo eleitoral no Maranhão.

Em situação amplamente desfavorável, Dino vê o seu palanque “derreter” e começa a perder legendas importantes. Além do afastamento praticamente irreversível do PSDB, o comunista ainda pode perder o apoio do PT, que já manifestou insatisfação com o lançamento da candidatura própria de Manuela d’Ávila, do PCdoB, à Presidência da República.

Para lideranças nacionais do PT, o lançamento de uma candidatura própria do PCdoB, enfraquece o projeto da legenda e do ex-presidente Luiz Inácio Lula de consolidar um nome de consenso da esquerda.

A reeleição de Dino, portanto, começa a ficar cada vez mais difícil…

Max Barros deixará o PRP

O deputado estadual Max Barros já informou a aliados e agentes políticos que deixará os quadros do PRP.

A saída foi divulgada em primeira mão pelo jornalista Gilberto Léda. Max ainda não decidiu para qual partido deverá seguir.

Candidato à reeleição para o Legislativo Estadual, o deputado tem até o mês de abril, de 2018, para se filiar a uma nova sigla.

Em tempo: a saída de Max do PRP coincide com a filiação de Ricardo Murad na legenda. Murad deve disputar a eleição 2018.

Hora do desembarque

Até o fim da semana passada, membros do PSDB do Maranhão trabalharam com a possibilidade de evitar a volta do senador Roberto Rocha ao partido, já que o retorno dele acarretaria mudanças de postura da legenda em relação ao governo comunista de Flávio Dino (PCdoB).

Por meio de sua assessoria, Carlos Brandão dizia que ainda não havia se reunido com Tasso Jereissati, presidente nacional tucano. Neto Evangelista, que é do primeiro escalão do governo comunista, usava verbos na condicional para dizer que poderá deixar o PSDB. Deputados estaduais como Sérgio Frota e Marcos Caldas reclamavam de não terem sido ouvidos pela direção nacional.

O fato é que os tucanos de bico duro não quiseram saber de argumentos sobre crescimento do partido graças à aliança com o PCdoB. Filiaram Roberto Rocha ao PSDB e virão, em breve, ao Maranhão para ato simbólico de filiação, e também para dar ao senador o comando do partido no estado.

Na solenidade oficial de filiação ocorrida ontem, em Brasília, tanto Jereissati quanto Geraldo Alckmin, Marcone Pirilo e José Serra deixaram claro que Roberto Rocha é o nome do partido no Maranhão.

Agora resta a Brandão, Evangelista e a todos os demais tucanos apaixonados pelos comunistas esquecerem o “amor” iniciado em 2014 com Flávio Dino ou deixar os quadros do PSDB.

E se escolherem a saída ao desembarque do colo comunista, esses tucanos terão que trilhar um caminho que garanta a eles vitória em seus projetos políticos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roberto Rocha chega ao PSDB para a disputa do Governo em 2018

O senador Roberto Rocha se filiará oficialmente ao PSDB na próxima quarta-feira, em Brasília.

O ato contará com a presença de lideranças nacionais da sigla. O parlamentar chega com o status de dirigente para controlar a legenda no Maranhão.

Com a filiação, Rocha assegura legenda para a disputa do Governo do Maranhão em 2018. Eleito senador em 2014 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), o agora tucano atua como adversário do comunista.

Apesar do status de dirigente, Rocha ainda deve enfrentar resistência de aliados de Dino no PSDB. Algumas lideranças já admitem deixar a sigla. Outras devem impor dificuldades ao senador na articulação do partido.

 

Esvaziado – Com a chagada de Rocha, quem sai esvaziado na legenda e praticamente sem espaços nas eleições 2018 é o vice-governador Carlos Brandão.

Pouco conhecido no eleitorado maranhense, ele fica sem legenda e sem poder de barganha junto a Dino.

Brandão é o presidente do PSDB no estado.

Mas, os dias no comando da sigla estão contados…

Bira do Pindaré quer a saída de Roberto Rocha do PSB

O deputado estadual Bira do Pindaré, presidente do comando municipal do Partido Socialista do Brasil (PSB) na capital, quer a saída do senador Roberto Rocha da legenda.

À TV Difusora, o parlamentar afirmou que “não há ambiente” para a permanência do senador na sigla.

“O lugar dele é qualquer outro lugar, menos aqui no PSB. Essa é minha visão em relação a este indivíduo. Espero que ele tenha o bom senso e perceba que não tem ambiente pra ele no PSB”, enfatizou.

Bira do Pindaré assumiu o comando do diretório municipal do PSB após a destituição do ex-vereador Roberto Rocha Júnior, filho do senador. A saída de Júnior do comando da legenda ocorreu como uma espécie de retaliação, da presidência nacional do partido, ao posicionamento do senador em relação ao presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso Nacional.

Desde então, é Bira quem dá as cartas na legenda.

Roberto Rocha ainda não se posicionou sobre o tema.

Dança dos partidos

As eleições de 2018 tendem a reconfigurar o cenário partidário do Maranhão, a partir da articulação para o pleito nacional, sobretudo com a aproximação entre o PMDB e o PSDB. Isso significa, no Maranhão, que alguns partidos, tradicionalmente alinhados em âmbito nacional, devem deixar a órbita do governo Flávio Dino (PCdoB), que tende a seguir a tendência Direita x Esquerda.

Ficam cada vez mais claros os sinais de que o presidente Michel Temer (PMDB) pode apoiar um nome do PSDB nas eleições do ano que vem, sobretudo se esse nome for o do prefeito de São Paulo, João Doria, apoiado pelo capital paulista e pela mídia tradicional brasileira. Uma candidatura de direita, claramente, sem o ranço radical de um Jair Bolsonaro (sem partido), por exemplo.

Essa aliança PMDB/PSDB atrairia partidos como o DEM, o PTB, o PP, o PSD e até o PPS, que se identifica historicamente com os ideais tucanos. E afastaria para o campo da chamada esquerda partidos como o PT, o PDT, o PSB e o PCdoB.

No Maranhão, teoricamente, esta configuração nacional tende a afastar de Flávio Dino o PSDB, o DEM e o PTB, que têm, inclusive, postos no governo. Mas garante ao comunista a aliança com PT, PDT e PSB, replicando no Maranhão a aliança de esquerda. E as consequências para a campanha maranhense serão evidentes.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

O dia seguinte

Não há dúvidas de que a vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na votação das denúncias que a Procuradoria-Geral da República apresentou contra ele foi uma demonstração de força política que lhe dá fôlego para cumprir seu mandato na integralidade. E essa vitória terá, obviamente, repercussão importante no processo eleitoral de 2018.

Temer não tem condições de se reeleger presidente, isso é óbvio. Mas com a força da máquina e com a disposição que demonstrou durante o processo para sufocar a denúncia da PGR – enfrentando grandes redes de televisão, o mercado paulista e uma crescente rejeição popular – dá a ele as condições necessárias para garantir a vitória de um candidato sob sua tutela. Não apenas em âmbito nacional, mas também nos estados.

No Maranhão, por exemplo, é clara a oposição liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que fracassou na articulação da bancada e viu 11 dos 18 votos maranhenses serem dados ao apoio a Temer.

A partir de agora, o presidente vai começar a operar uma articulação que possa garantir a formação de uma aliança que tenha, entre outros, o PMDB, o PSDB, o DEM e o PSD, uma frente partidária de peso para a disputa nos estados.

No Maranhão, resta a Flávio Dino concentrar-se em uma frente eminentemente de esquerda, reunindo seu PCdoB com o PDT, PSB e PT. E justamente num momento em que o desgaste com os governos esquerdistas, como o da Venezuela, só cresce mundo a fora.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Eduardo Braide é eleito membro da Executiva Nacional do PMN

Oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB) e bem colocado em todas as pesquisas de intenções de votos na capital para a disputa do Governo do Estado nas eleições 2018, o deputado estadual Eduardo Braide ocupa agora lugar de maior destaque no PMN.

Ex-candidato a prefeito de São Luís – com votação expressiva, diga-se -, Braide foi eleito ontem membro da Executiva Nacional do PMN, durante convenção da legenda que reuniu, em São Paulo, representantes do partido de todo o país.

“Agora o Maranhão terá voz nas decisões nacionais do partido e, mais que isso, o nosso estado dará a sua contribuição para um Brasil melhor. É isso que todos nós queremos”, afirmou.

Para Eduardo Braide, o momento nacional exige compromisso maior de todos.

“O Brasil pede que estejamos atentos, focados e, sobretudo, comprometidos com o país. Não há mais espaço somente para discursos. É preciso prática, ação. E é isso que queremos, que sempre fizemos e continuaremos a fazer”, finalizou o deputado.