Petistas eufóricos

Ex-presidente participou de evento ontem na cidade de Timon

Membros do PT maranhense parecem pintos no lixo com a proximidade da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a São Luís. Lula comandará ato público nesta terça-feira, em palanque montado na praça Pedro II, em frente ao Palácio dos Leões.

Se o PT enfraqueceu drasticamente no Brasil após a Operação Lava Jato – que resultou na cassação da presidente Dilma Rousseff – no Maranhão o partido já é historicamente fraco, sem lideranças representativas e fortemente atrelado aos grupos que estão no poder, seja em âmbito municipal ou estadual. E a vinda de Lula é uma forma de pressionar por mais espaços nessas instâncias de poder.

O ex-presidente já passou por diversos municípios nordestinos e está, desde ontem, a caminho de São Luís, em ônibus fretado e acompanhado por lideranças de todo o país. Alguns petistas maranhenses largaram seu trabalho no serviço público para se integrar à caravana.

A presença de Lula tem o objetivo de consolidar a aliança entre o PT e o PCdoB no Maranhão. O partido quer vaga na chapa majoritária de Flávio Dino, embora não saiba, necessariamente que vaga pretende – se a de vice ou de candidato a senador.

E esta possível vaga é também motivo de debates internos sobre os nomes aptos a preenchê-la. E a vinda do ex-presidente tem também o objetivo de por os pingos nos is e dizer quem é quem entre os petistas maranhenses.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Eleições 2016: petistas espalhados

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem coordenado pessoalmente os caminhos que o PT deve ter nas eleições municipais. Ele usa de influência na direção nacional para promover até intervenção nos diretórios, como é o caso de Pinheiro, onde o comunista conseguiu impedir a aliança dos petistas com o PMDB, do prefeito Filuca Mendes.

Em São Luís, foi também Flávio Dino o condutor do direcionamento do PT, que foi aliar-se ao prefeito Edivaldo Júnior (PDT) numa espécie de “condução coercitiva”, sem direito a discutir, pelo menos, a formação das alianças proporcionais.

Mas a imposição do governador no braço maranhense do partido da presidente Dilma Rousseff gerou revoltas em petistas menos alinhados ao projeto comunista. E muitos deles buscaram outras alternativas em São Luís, que vão desde apoio oficial e aberto à deputada Eliziane Gama (PPS) até alianças com os candidatos da ultraesquerda, como o professor Valdeny Barros, do PSOL.

Líder de uma das principais correntes do PT na capital maranhense, o militar Joab Jeremias assumiu publicamente seu apoio a Eliziane, ao lado de outros coletivos.

Outros, ligados ao próprio Flávio Dino – como os secretários Chico Gonçalves (Direitos Humanos) e Márcio Jardim (Esportes) – que atuaram fortemente pela indicação do advogado Mário Macieira para compor a vice, decidiram cruzar os braços após a escolha do comunista Júnior Pinheiro como companheiro de chapa do prefeito.

A rigor, apenas os petistas da chamada ala peemedebista do partido – aquela que apoiou oficialmente o governo Roseana Sarney – vestiram a camisa do prefeito Edivaldo Júnior. Estão nesta lista o deputado estadual Zé Inácio e os presidentes estadual e municipal da legenda, Raimundo Monteiro e Fernando Magalhães, respectivamente.

O espalhamento de petistas pelas mais diversas candidaturas mostra duas situações claras: o governador Flávio Dino não tem o controle integral da legenda que quer como parceira em 2018, e o partido continua sem um rumo definido e coeso no Maranhão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Edilázio repudia violência de petistas em ato público em São Luís

edilazioO primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Edilázio Júnior (PV), repudiou há pouco, na tribuna da Casa, a violência protagonizada por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) do Maranhão, em ato público realizado no último sábado na Praça Maria Aragão.

Na ocasião, cidadãos simpáticos à investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levaram um boneco inflável – que faz alusão à imagem de Lula -, para a praça. Militantes petistas, contudo, armados com facas, estiletes e chuços, rasgaram o boneco e neutralizaram a manifestação. Policiais militares acabaram feridos durante confronto com os petistas.

Edilázio, que tinha passado pela manifestação quando ainda não haviam militantes do PT na praça, afirmou ter ficado assustado ao receber informações em grupos de bate papo de aplicativos de celular, sobre a violência no local.

“Quem acompanhou a baderna nas redes sociais temeu por coisas piores. O que aconteceu ali se aproximou de uma guerra civil. E logo o PT. O PT que sempre lutou pela liberdade de expressão, que sempre lutou nos movimentos sociais e que teve o seu líder político maior [Lula] preso porque lutava justamente contra Ditadura nos anos de 1980, para que assim pudéssemos chegar à democracia”, disse.

Edilázio pediu atenção do Sistema de Segurança Pública para o ato público marcado para o próximo domingo, dia 13, na Avenida Litorânea, uma vez que há clima de animosidade entre petistas e tucanos [militantes do PSDB] no período que antecede a manifestação.

O parlamentar também criticou a postura de membros do primeiro escalão do Governo do Estado que participaram do ato já conhecido nacionalmente como o “assassinato do Pixuleco”.

“Quero me solidarizar as policiais que foram feridos, e que depois de feridos, acabaram intimidados por membros do Governo. Como age um policial num momento como aquele, vendo pessoas armadas partindo para cima da manifestação, que era pacífica, sabendo como o governador Flávio Dino trata aquele que lhe desagrada? Como vai agir a força policial vendo um secretário de Estado incitando aquele movimento, já que ele sabe que se fizer algo estará na iminência de ser transferido para um município distante de sua família?”, finalizou.

Segurança Pública para o ato marcado para o dia 13. Ele afirmou que já há um clima de animosidade entre petistas e tucanos, o que poderá acabar num confronto na Avenida Litorânea.
“Não estou puxando sardinha para A ou para B, mas o que aconteceu no último sábado é gravíssimo e de um atentado ao nosso estado democrático de direito”, finalizou.