Prêmio a PMs por apreensão de armas foi proposto por Wellington do Curso

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) utilizou a tribuna na tarde de ontem para mostrar à sociedade que é de autoria dele o projeto que resulta em gratificação a policiais militares por apreensão de armas de fogo.

O parlamentar apresentou a Medida Provisória Nº 219, de 28 de março de 2016 que prevê a gratificação especial por apreensão de armas de fogo e explosivos aos policiais militares e civis.

A ideia foi defendida pelo deputado Wellington, desde o dia 20 de maio de 2015, quando apresentou a indicação Nº 369/2015, na Assembleia Legislativa do Maranhão.

“Fui militar e sei quão grande é a responsabilidade que os militares atrelam a si. Por isso, desde 2015 defendi a gratificação por arma apreendida aos policiais militares e civis. Não era matéria de competência do Legislativo e, por isso, encaminhamos ao Governador, que acatou a solicitação e editou a Medida Provisória em 2016. Agora, no dia 10 de fevereiro (sexta-feira) ocorreu a entrega da premiação a policiais militares e civis pela atuação nas ruas, com a apreensão de armas de fogo em situação de flagrante. Foram entregues valores que chegaram a R$ 20 mil, considerando o potencial lesivo do armamento e as circunstâncias da apreensão. É motivo de alegria ver que nossos projetos já resultam em gratificação aos heróis que expõem suas vidas a risco para defender a sociedade. Um mandato de resultados é fruto de uma postura parlamentar independente, que defende os agentes de segurança pública”, disse Wellington.

PM que apontou perseguisão do Governo é preso em Imperatriz

major-genilsonFoi preso na noite de ontem na cidade de Imperatriz sob forte comoção de parte da tropa da Polícia Militar e de sua esposa, o major da PM Genilson Cordeiro Lindoso. Ele havia denunciado perseguição do Governo do Estado a policiais que se recusavam a apoiar Rosângela Curado (PDT), candidata a prefeita da cidade apoiada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pelo Comando Geral da PM do Maranhão. Ontem mesmo o major foi transferido para São Luís.

O major Genilson passou a se tornar alvo do comando da PM após um áudio gravado por ele ter circulado no fim de semana por grupos de whatsapp. No áudio, ele denunciava que policiais contrários à Curado estavam sendo transferidos para São Luís justamente no período eleitoral, como forma de retaliação.

Na noite de ontem, ao se apresentar no 3º Batalhão da PM de Imperatriz, onde foi preso, ele foi ovacionado por colegas de farda, que protestaram contra a ação política do Governo.

A esposa do policial, numa entrevista a uma emissora de TV, classificou de ditadura a medida adotada contra o PM.

Ao se apresentar no quartel do 3º Batalhão da PM em Imperatriz, Genilson foi ovacionado por colegas e populares.

Em entrevista à imprensa local, a esposa dele reclamou de “ditadura” por parte do governo. “O crime que ele cometeu é falar a verdade, é ele ter escolhido um candidato, apoiar um candidato que não é do lado do governo? É ele ter denunciado que outros policiais, só porque não apoiam Rosângela Curado, também foram transferidos daqui? É só por isso? Eu estou me sentindo como se eu vivesse num daqueles países de ditadura militar. Nós estamos vivendo uma verdadeira ditadura militar. O que estão fazendo com meu marido é um crime. Todo mundo tem o direito de se expressar”, desabafou.

 O Governo ainda não se pronunciou sobre o caso.

Cabo Campos comemora queda do coronel Alves do comando da PM

cabocampos-1O deputado estadual Cabo Campos (PP) convocou praças da Polícia Militar (PM) para o retorno do Calhau na noite de ontem, para comemorar a queda do comandante-geral da corporação, coronel Alves.

Crítico da gestão do alto escalão da PM, Campos passou o ano de 2015 inteiro questionando os métodos adotados pela corporação contra os praças da polícia.

Na noite de ontem, ao se manifestar num grupo de WhatsApp, ele disse que estava levando champanhe para comemorar com os colegas de farda.

No vídeo abaixo, policiais comemoram com fogos a queda do oficial.

Segep desmente Flávio Dino sobre a incorporação de novos 1.500 PMs

Dino PM 1Gilberto Léda* – Desde o fim do ano passado, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem alardeado que atingiu a meta estabelecida de incorporar ao Sistema de Segurança Pública 1.500 novos policiais militares.

O treinamento ocorreu em tempo recorde – uma turma concluiu o curso em três meses – e a formatura foi realizada no mês de dezembro.

Seja em suas páginas nas redes sociais (veja acima), ou por meio da comunicação oficial do Governo do Estado (leia aqui), o comunista garante que “começaram a trabalhar, reforçando as ações de segurança” (grifo meu).

Ocorre que isso não passa de uma deslavada mentira – ou uma grave confissão de improbidade administrativa.

E quem diz isso não é o Blog do Ronaldo Rocha, mas a própria Secretaria de Estado de Gestão de Previdência (Segep) do governo Flávio Dino.

Em nota oficial encaminhada ao blog na noite de ontem (5), a Segep desmentiu o comunista e confirmou o que já se sabia: o Executivo nomeou 455 novos policiais militares, não 1.500 (as nomeações podem ser vistas aqui).

No comunicado, a secretaria responsável pela gestão dos servidores do Estado diz mais: que os demais candidatos aprovados, para completar os 1.500 alardeados por Dino, serão nomeados apenas após a divulgação do resultado final do certame, o que deve ocorrer “nos próximos dias”.

Nesse caso, os candidatos ainda estão tendo o resultado do concurso processado pela Fundação Sousândrade e só depois disso serão integrados aos quadros da PM.

“Todos os mais 1.300 candidatos aprovados estão com o resultado sendo processado pela Fundação Sousândrade e estarão integrados aos quadros da Polícia Militar ainda este mês”, diz a nota.

Veja a íntegra abaixo

A Secretaria de Estado de Gestão de Previdência (Segep) esclarece que no final de dezembro de 2015 foram nomeados 455 candidatos aprovados no concurso público. Os demais candidatos aprovados serão nomeados após divulgação do resultado final do certame, nos próximos dias. A Segep informa que a diferença de prazos para as nomeações, se deve ao fato de uma turma ter concluído primeiro o curso de formação e a outra turma ter finalizado as aulas somente ao final do mês de dezembro. Portanto, todos os mais 1.300 candidatos aprovados estão com o resultado sendo processado pela Fundação Sousândrade e estarão integrados aos quadros da Polícia Militar ainda este mês”

* com edição do blog

A perseguição a policiais militares

Sargento Ebnilson mantém um blog na internet

Sargento Ebnilson mantém um blog na internet

Mesmo com a repercussão negativa na mídia e a denuncia de perseguição a militares, feita na Assembleia por deputados governistas, o Governo Flávio Dino segue fazendo novas vítimas.

Depois das transferências dos soldados Leite e Diego, do Sargento Agnaldo, já denunciadas anteriormente pelo Blog, foi a vez do Sargento Ebnilson, que além de militar é jornalista e possui um dos blogs mais acessados entre os militares,

Foi justamente através do seu blog que o Sargento Ebnilson confirmou a sua transferência (veja). O militar afirma que o motivo de sua transferência teria sido motivado após uma gravação feita com policias militares na reintegração de posse da Vila Luisão, no fim do mês passado.

O Sargento Ebnilson só fez a gravação com os militares pelo fato do almoço ter faltado para dezenas de policiais militares que estavam trabalhando na reintegração de posse. Alguns oficiais foram informados e não gostaram da reclamação e muito menos da filmagem.

Continue lendo aqui, no blog de Jorge Aragão.

Edilázio se solidariza ao coronel Sá

Edilázio JúniorO deputado estadual Edilázio Júnior (PV) se solidarizou, na manhã de hoje, ao coronel Sá da Polícia Militar.

O oficial foi exonerado do posto de subcomandante da corporação pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e deixou hoje o posto. Para o seu lugar, Dino colocou o coronel Israel.

A saída de Sá de um dos postos de comando da tropa, que sequer foi explicada pelo Governo do Estado, pode estar relacionada a um posicionamento do oficial contrário à medidas do Palácio dos Leões que deverão ser efetivadas nos próximos dias.

Para Edilázio, a saída do oficial do Subcomando da PM foi um equívoco por parte do governador. “Quero aqui me solidarizar ao coronel Sá, que até ontem exercia a função de subcomandante da Polícia Militar. Ele é um homem de frente, operacional, que vai para o campo. Então, não sei porque deixou de ser o nosso subcomandante geral. Na minha opinião, ele teria méritos sim, para ser o comandante geral da PM. Deixo aqui a minha solidariedade”, disse.

Nos bastidores, a informação é de que a saída do coronel Sá do cargo de subcomandante da PM ocorreu como uma forma de retaliação, pelo Governo, ao seu posicionamento contrário a pelo menos duas medidas propostas pelo Executivo. A primeira de redução de 30% do orçamento que é destinado para a Polícia Militar e a segunda de parcelamento dos salários dos policiais.

O Governo do Estado, contudo, ainda não se posicionou sobre o assunto.

O prenúncio de uma crise na PM

coronel SáA saída do coronel Sá do Subcomando da Polícia Militar do Maranhão, deve ser apenas o início de uma nova crise na corporação em todo o estado.

Além de poder ter sido utilizado como uma espécie de “bode expiatório” em decorrência do aumento da criminalidade na capital e falta de efetividade das forças se segurança pública, coronel Sá também foi “descartado” de seu posto, por ter batido de frente com o governador Flávio Dino (PCdoB).

Isso porque ele não aceitou e deixou claro que se colocaria ao lado da tropa, diante de duas propostas nada agradáveis do Poder Executivo: a primeira, de redução de 30% no orçamento da PM e a segunda, de parcelamento dos salários dos policiais militares.

Contrário a estas medidas – outras do tipo drásticas tomadas pelo governador Flávio Dino -, ele acabou exonerado do cargo.
Mas parece já inevitável, a crise na corporação após a efetivação de ambas as medidas, que ocorrerão cedo ou tarde…

Com informações do blog de Jorge Aragão

Caso Fagner: perguntas sem respostas

Imagem retirada do blog do Gilberto Léda

Imagem retirada do blog do Gilberto Léda da manifestação que resultou no assassinato do jovem Fagner dos Santos por um policial militar

Editorial do Vias de Fato

Quem foi Fagner Barros dos Santos?

Por que ele foi assassinado, com um tiro na cabeça, por um Policial Militar do Maranhão?

Quem são os responsáveis por sua morte? Foi o PM que disparou a arma?

Foi quem puxou o gatilho e estourou seus miolos? Foi o oficial responsável pela operação?

Este crime tem alguma relação com a Medida Provisória 185, assinada por Flávio Dino em janeiro deste ano, logo no início do seu governo?

Alguém lembra que três organizações sociais lançaram uma nota, ainda em janeiro, dizendo que esta mesma MP seria uma “licença para matar”?

Não é o caso de se tratar disso agora, diante de nova tragédia? Não? Então não devemos mais falar disso? Devemos esquecer a nota das entidades?

Por que um adolescente foi baleado, na mesma operação que matou Fagner Barros dos Santos?

Por que houve tiros contra a manifestação que eles participavam? Por que atiraram nas casas? Nas pessoas? Cada um dos tiros foi um “caso isolado”?

Ou tudo foi mais um caso de “uso de força moderada”?

E quem é o dono do terreno em questão? São vinte hectares? Ele cumpre sua função social? Lá não existia um lixão, antes da ocupação? Por que uma liminar tão rápida? Não seria o caso de desapropriar o terreno? Não seria o caso de ser criada, no local, a Vila Fagner Barros dos Santos? Não?

As sucessivas tragédias ocorridas em Pinheiro, Vitória do Mearim, São Luís (envolvendo torturas e execuções) vão ser tratadas sempre, pelo atual governo, como “casos isolados”?

Os métodos que levaram à morte de Fagner têm relação direta com as bombas atiradas contra manifestantes, na Avenida Beira Mar, no dia 6 de agosto, próximo ao Palácio dos Leões? Não têm?

Alguém se lembra de como se deu a repressão a uma manifestação estudantil, em abril deste ano, no terminal da integração da Praia Grande?

Alguém lembra que os estudantes fizeram boletins de ocorrência, gravaram vídeos e fizeram notas criticando a violência policial e o atual governo do Maranhão?

Num estado injusto como o Maranhão, marcado pela miséria, pela grilagem e por todo tipo de especulação imobiliária, fazer ocupação de terras é crime? É isso mesmo?

São Luís não é quase toda fruto de ocupações?

O atual governo desconhece os problemas sociais profundos, que originam estas ocupações?

Tudo será desonestamente simplificado como “indústria de invasões”?

O governador Flávio Dino fez fotos com o MST, na porta do Palácio dos Leões, mas não admite manifestações sociais, passeatas, ocupações e mobilizações populares? É isso?

Será, então, que a foto com os manifestantes do MST é pura demagogia do governador? Será?

E onde fica a democracia, defendida por Flávio Dino diante da presidenta Dilma? Ela passa apenas por decisões judiciais? Passa apenas pelas liminares de despejo, suspeitas e às vezes criminosas?

É essa a democracia que devemos respeitar?

No “governo da mudança”, então, ninguém poderá fazer manifestações nas ruas e praças públicas?

E a participação popular, que dá nome a uma secretaria do atual governo?

Um inquérito policial dará conta de todas as questões envolvendo a morte de Fagner Barros dos Santos?

Daqui a alguns dias, todos nós esqueceremos Fagner Barros dos Santos? De quem devemos cobrar a sua morte?

Do governador? Do governo? Da Secretaria de Direitos Humanos? Da Secretaria de Segurança? Da PM? Do cabo? Dos que se dizem donos do terreno? De nós mesmos? Ou não devemos cobrar de ninguém? Melhor largar de mão?

Quem é Fagner Barros dos Santos? Um número a mais nas estatísticas? As mesmas estatísticas que o governo foi acusado de estar maquiando?

O martírio de Fagner (durante uma reintegração de posse!) tem alguma importância na atual conjuntura política do Maranhão, onde o governo fala em mudança?

Ele foi vítima de uma violência política, além de policial? Ou é só um “caso isolado”, esquecido daqui a poucos dias? Estamos sendo inoportunos com este tipo de pergunta?

Melhor mudar de assunto?

Independente das respostas, ou da (in) conveniência destas perguntas, temos que dizer claramente que Fagner Barros dos Santos foi um jovem, que estava junto a uma manifestação popular, negro, da chamada periferia de São Luís, que estava lutando por moradia e foi assassinado por agentes do Estado, sob o comando do governo de Flávio Dino.

Este é o fato.

E ele não é um fato isolado…

Policial mata manifestante na Vila Luizão

Imagem retirada do blog do Gilberto Léda

Imagem de confronto entre manifestantes e a PM retirada do blog do Gilberto Léda

Um cabo da Polícia Militar, identificado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) como Marcelo Monteiro dos Santos, assassinou a tiros um manifestante, na manhã de hoje, na Vila Luizão.

O policial participava de uma operação de reintegração de posse de um imóvel, situado na Rua Liberdade, naquele bairro.

Além de um morto, outros manifestantes, que protestavam pela reintegração de posse, acabaram feridos pela PM.

Em nota oficial, classificou o episódio como uma ação isolada do policial. Informa também que o militar foi preso em flagrante delito na Delegacia de Homicídios e responderá a processo. O comandante da operação, que não teve o nome revelado, também será investigado, segundo a SSP.

Foi mais um caso de truculência da polícia na nova administração. E novamente com um final trágico…

Operação de desarmamento de PMs de folga já começou

ajudancia (1)O Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão já começou a recolher as armas daqueles policiais que estiverem em dias de folga, como denunciou o deputado estadual Sousa Neto (PTN) na Assembleia Legislativa.

Além de relatos de policiais ao titular do blog, uma conversa entre os militares que mantém um grupo no aplicativo WhatsApp, atesta a decisão superior da corporação, tomada logo após a morte do soldado Max Muller. O militar foi vítima de bandidos no caso que ficou conhecido como a “chacina de Panaquatira”.

 “O tenente-coronel Quaresma, da Ajudância Geral do Comando Geral, está tomando todas as armas que estão acauteladas pros policiais do QCG”, informou um PM aos colegas de farda.

Na manhã de hoje o secretário de Segurança Pública Jefferson Portela, rechaçou a existência deste tipo de determinação. Mas como já era notória a inconsistência no discurso do delegado de polícia, policiais militares trataram de o desmentir.

Acima, a mensagem trocada entre os militares.