Deputado comenta aumento da pobreza extrema no Maranhão

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) desmontou a propaganda do governo Flávio Dino (PCdoB) sobre o Programa Mais IDH, que, em tese, tinha como finalidade melhorar os indicadores sociais do Maranhão, mas que após três anos de gestão ficou constatado o aumento da extrema pobreza no Estado, conforme revelou a Revista Valor Econômico, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O Mais IDH, propagado insistentemente pelas mídias alinhadas ao Governo do Estado, é um programa fracassado. Os dados do IBGE confirmam que a extrema pobreza no Maranhão aumentou durante o governo Flávio Dino. Contra isto não há argumentos. Flávio Dino herdou R$ 2 bilhões do BNDES em empréstimos, deixados pelo governo Roseana Sarney. E mais: Dino contraiu mais R$ 1 bilhão em empréstimos em sua gestão e conseguiu mais R$ 500 milhões das repatriações feitas pelo Governo Federal. E ainda assim a extrema pobreza aumentou no Maranhão”, analisou.

O deputado também reprovou a maneira presunçosa e soberba dos argumentos governistas, em pleno ano eleitoral, com discursos que enaltecem a propaganda oficial e tentam desviar a atenção das estatísticas confiáveis e dos resultados reais. “O fato é que a extrema pobreza aumentou no Maranhão. Um exemplo é São Luís, que em 2016 apresentou um aumento de 48% neste indicador. São 147 mil pessoas na faixa de extrema pobreza na capital”, destacou Adriano.

Aumento da pobreza no MA: adversários apontam fracasso de projeto comunista

A revelação do estudo do IBGE, que apontou crescimento de 2% nos índices de pobreza extrema no Maranhão durante o período do mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) tem sido vista pelos adversários do comunista como o exemplo mais acabado do fracasso do governo. De acordo com o IBGE, a pobreza extrema cresceu no Maranhão nos anos de 2015, 2016 e 2017.

Para o pré-candidato a governador Ricardo Murad (PRP),o Maranhão precisa “dar um basta na politicagem” para que, de fato, cresça em todos os níveis.

“O Maranhão precisa por um fim na politicagem, que tem mantido o estado atrasado e sem futuro. O governo comunista de Flávio Dino aumentou a pobreza e perseverou nesse modelo, que faz tudo para cooptar políticos”, disse o ex-secretário de Saúde.

Ele cita como exemplo de cooptação o deputado estadual Josimar do Maranhãozinho que, segundo ele, antes era odiado e, hoje, é ídolo do comunismo.

“Vou acabar com isso para fazer gestão no governo e dar resultados. Podem acreditar”, escreveu Ricardo, em suas redes sociais.

O fracasso do combate à pobreza no governo Flávio Dino também já havia sido criticado pelo senador Roberto Rocha (PSDB), pela ex-deputada Maura Jorge (Podemos) e pela ex-governadora Roseana Sarney.

Rocha aponta que o problema de Flávio Dino é a política autoritária e exclusivista implantada no estado. O senador prega que é preciso a classe política se unir para executar obras de impacto no interior maranhense.

De acordo com Rocha, o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Codevasf no Maranhão tem mais impacto que qualquer ação do governo comunista. “Não se vê as ações do governo”, disse.

A ex-governadora Roseana Sarney tem aparecido nos programas do PMDB na propagada partidária para afirmar que 2018 será “um ano de esperança por melhores dias”. Ela também lamenta o aumento dos índices de pobreza, destacando que, durante seus mandatos, todos os estudos apontavam para a redução deste problema.

Outro lado

Para tentar contrapor os dados do IBGE, Dino tentou vender nas redes sociais que a pobreza é fruto de atrasos históricos no Maranhão. “Agora cobram que eu resolva as omissões em apenas três anos. Oposição irresponsável”, reagiu, em seu perfil de redes sociais.

Informações de O Estado, com edição do blog