Desentendidos…

O governo Flávio Dino (PCdoB) precisou ontem, mais uma vez, lançar mão de uma estratégia já conhecida dos maranhenses quando o assunto são denúncias de corrupção na gestão estadual.

Quando pegos sob suspeita, os comunistas sempre se fazem de desentendidos e tentam dar aos fatos conotações que não condizem com a realidade.

Foi o que ocorreu após a deflagração da Operação Draga, tendo como alvo a Emap.

Ao anunciar o que estava investigando, a Polícia Federal foi clara: há suspeitas graves de que a execução e a fiscalização de um contrato de mais de R$ 60 milhões – para dragagem de píeres do Porto do Itaqui – tenha sido fraudada.

A PF diz mais: que o período de execução das obras foi de 8 de dezembro de 2014 a 13 de março de 2015. Ou seja: entre os governos Arnaldo Melo (PMDB) e Flávio Dino.

Mas isso não é só. A PF também diz quem pode ter fraudado o contrato: um diretor de engenharia nomeado pelos comunistas e um coordenador de projetos que foi mantido na Emap por eles.

Mesmo assim, aliados do governador, em todas as esferas, passaram horas tentando convencer a opinião pública (ou convencer-se de) que o problema era “da gestão passada”.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

“Vamos saber quem é quem no jogo do bicho”, diz Bira sobre CPI da Saúde

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para declarar apoio à proposição que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as situações relacionadas à Secretaria de Estado da Saúde.

“Estou inteiramente à disposição, deputado Wellington, embora eu tenha muitas dúvidas de que essa CPI tenha capacidade de produzir mais resultados do que a Polícia Federal, que está empenhada em enfrentar as questões referentes ao desvio de dinheiro público”, afirmou.

O parlamentar destacou que a Polícia Federal está na ponta de lança e isso é reconhecido nacionalmente. Ele lembrou que a Assembleia já havia tentando investigar a questão por meio de uma CPI anterior, onde vinte e nove deputados subscreveram a proposta, à época as investigações não chegaram a produzir resultados. Segundo pontuou, mais um motivo que gera dúvidas em relação à eficácia da Comissão.

“O que nos interessa é que seja apurado, é que seja investigado, que a gente chegue aos responsáveis pelo desvio do dinheiro público e que eles sejam punidos. É isso o que nós desejamos e é por isso que eu subscrevo a CPI. Não podemos ter medo disso. Agora, por outro lado, é preciso que a gente possa lançar luz nas origens de toda essa problemática e certamente, se houver a CPI, talvez tenha até a oportunidade de conhecer quem é quem no jogo do bicho”, declarou.

Ascom

Governo precisa explicar suspeita de corrupção no Sistema Penitenciário

É grave a suspeita da Polícia Federal (PF) de corrupção na Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). A movimentação sob investigação é de montante de R$ 37.676.984,56 milhões.

Na decisão do juiz José Magno Linhares Moraes, da 2ª Vara da Justiça Federal, no bojo da Operação Turing, está especificada a sustentação da PF, de que o ex-secretário adjunto da pasta, Danilo dos Santos Silva, preso pela polícia e exonerado no dia 9 de março, exatos 4 dias antes da decisão, -, proferida no dia 13, foi interceptado em conversas telefônicas com funcionários da Seap e proprietários de empresas que prestam serviços ao Governo, “denotando possível prática de outros ilícitos, tais como fraude em licitações e desvios de verbas públicas, inclusive de origem federal, oriundas do BNDES e de convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)”.

As empresas que aparecem no relatório de investigação da Polícia Federal e na decisão do magistrado, são VTI Serviços e Projetos de Modernização e Gestão Corporativa Ldta; Vitral Construções e Incorporação Nossa Senhora e Fátima Ltda; Monte Líbano Engenharia Ltda e Brasfort Construções e Serviços Ldta.

Ontem, o secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, Marcio Jerry (PCdoB), tentou minimizar o tema e o classificou como “assunto lateral”.

Uma estratégia que tem por objetivo diminuir o desgaste do Governo no caso.

O que, parece-me, não logrou êxito…

Lula afirma ter se sentido um prisioneiro

Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Foto: Paula Paiva Paulo/G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na tarde e hoje (4) que se sentiu “prisioneiro” por ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal. Ele depôs no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo e, em seguida, foi à sede nacional do PT, no Centro da capital paulista, onde fez um pronunciamento.

O presidente afirmou ainda que “acertaram o rabo da jararaca”, mas “não mataram”. E também falou sobre a presidente Dilma Rousseff: “Não permitem que a Dilma governe esse país”.

Lula é alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada nesta sexta. Além do depoimento, foi realizada busca a apreensão em sua casa, na sede do Instituto Lula e outros locais ligados ao petista. Investigadores suspeitam que o ex-presidente tenha recebido vantagens indevidas de empreiteiras suspeitas de desvios na Petrobras.

Depoimento na PF
“Me senti prisioneiro hoje de manhã”, afirmou diante de militantes. “Já passei por muita coisa na minha vida. Não sou homem de guardar mágoa, mas nosso país não pode continuar assim. Nosso país não pode continuar amedrontado.”

Ele disse que “jamais se recusaria a prestar depoimento. Não precisaria ter mandado uma coerção”. “Era só ter convidado. Antes deles, nós já éramos democratas.” “Se o juiz [Sérgio] Moro e o Ministério Público quisessem me ouvir, era só ter me mandado um ofício e eu ia como sempre fui porque não devo e não temo”, declarou.

Informações do Portal G1

Aluisio Mendes será homenageado em São Paulo

AluisioO Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf/SP) elegeu o deputado federal Aluisio Mendes (PMB) como ‘Personalidade do Ano 2015’, pela atuação em defesa da categoria e da segurança pública. Ele receberá a homenagem na próxima segunda-feira, no auditório da entidade, na capital paulista.

O presidente do Sindpolf/SP, Alexandre Santana Sally, explica que o sindicato criou este ano essa forma de homenagear as personalidades que se destacam na defesa dos policiais federais. Ele ressaltou que o deputado federal Aluisio Mendes tem abraçado todas as causas da categoria.

“O deputado Aluisio tornou uma referência muito importante para nós na Câmara Federal. Ele abriu portas para a Federação Nacional dos Policiais Federais e é quem melhor representa nossa categoria, pois além de deputado é também agente federal. Nós precisávamos dessa representação no Congresso Nacional”, enfatizou Alexandre Sally.

Em sua atuação parlamentar, Aluisio Mendes tem cobrado melhores condições de trabalho para os policiais federais e, dentre outras medidas, a convocação dos excedentes em concursos da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O Sindpolf/SP convidou todos os seus associados para a homenagem que será feita às 14 horas da próxima segunda-feira na sede da entidade em São Paulo, logo após assembleia geral da categoria.

Andrea Murad também se posiciona sobre operação da Polícia Federal

Andrea Murad postou imagens do trabalho desenvolvido por Ricardo Murad

Andrea Murad postou imagens do trabalho desenvolvido por Ricardo Murad

Logo após o ex-secretário de estado da Saúde e ex-deputado estadual Ricardo Murad (PMDB) divulgar nota a respeito da operação da Polícia Federal que investiga irregularidades na gestão do peemedebista, a deputada estadual Andrea Murad (PMDB) também se posicionou.

Andrea enfatizou o trabalho do ex-secretário na área de Saúde.

“O que alivia é a certeza de que Deus é justo. Meu pai, meu líder político, meu orgulho e minha inspiração. Ninguém vai apagar da história da saúde do Maranhão o legado que você deixou. Hoje, o povo só lamenta a sua ausência ao sentir na pele a destruição de tudo aquilo que você idealizou e construiu para que o nosso povo tivesse uma saúde digna e de qualidade. Como sempre digo: Foi por vê-lo trabalhar tanto e com tanto amor que eu quis seguir os seus passos”, disse.

A manifestação da parlamentar ocorreu por meio de seu perfil em rede social.

Investigação por amostragem

coletiva-pf-ricardoA Polícia Federal deflagrou na última segunda-feira a operação “Sermão aos Peixes”, que tem por objetivo reprimir o desvio de verbas públicas federais no Maranhão.

A investigação apontou supostas irregularidades na gestão da passada da saúde do estado.

 Um detalhe intrigante em relação à operação, contudo, diz respeito ao período ao qual se limitou as investigações [2010 a 2013], principalmente sobre a participação de alguns dos institutos apontados como beneficiários do dinheiro público.

O Instituto Cidadania e Natureza (ICN), por exemplo, atua no estado desde o governo José Reinaldo Tavares (PSB), em 2006.

Passou pelos governos Jackson Lago (PDT), Roseana Sarney (PMDB) e acabou contemplado com novos contratos na gestão Flávio Dino (PCdoB). Ou seja, são 9 anos de atuação na saúde estadual.

Até ontem, quando por determinação judicial teve os seus contratos rompidos com o Poder Público, a entidade administrava 22 unidades de saúde de média e alta complexidade em todas as regiões do estado. [reveja aqui]

Mesmo assim, apenas o período que compreendeu a gestão do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad (PMDB), de 2010 a 2013, foi investigada. Sobre o fato, disse o superintendente da PF no Maranhão, Alexandre Saraiva:

“A investigação começou quando foi instaurado inquérito. Tão logo a polícia tomou conhecimento, instaurou inquérito. Não há nada de estranho nisso. Próxima pergunta”, resumiu.

Mais tarde, o superintende explicou que a investigação do período citado, que ocorreu em parceria com a CGU e o MPF, se deu por amostragem de contratos. Ou seja, de um montante X, apenas Y foram analisados com o levantamento de dados, ressalta-se que dentro do período proposto, somente.

A operação, segundo a PF, ainda está em curso…

Lidiane Leite se entrega à polícia

Lidiane Leite está foragida da PF

Lidiane Leite está foragida da PF

A ex-prefeita do município de Bom Jardim, Lidiane Leite (sem partido), se entregou para a Polícia Federal (PF) na manhã de hoje. Acompanhada dos advogados, ela foi presa na sede da Superintendência Regional da PF, situada na avenida Daniel de La Touche, para prestar depoimento.

Lidiane estava foragida desde o dia 20 de agosto, quando a polícia desencadeou a Operação Éden, que investigou desvio de dinheiro público de Bom Jardim. A suspeita é de que ela comandava um grupo criminoso, suspeito de ter desviado até R$ 15 milhões dos cofres públicos.

O destino de Lidiane está sendo discutido pela Superintendência da PF. Ela pode ser conduzida na tarde de hoje para um presídio feminino, ou encaminhada para uma cela do Corpo de Bombeiros.

A Justiça Federal no Maranhão já tem um pedido de revogação da prisão da ex-prefeita. O pedido, contudo, ainda não foi analisado.

Bom Jardim: áudio revela pressão de ex-secretário sobre delatora de esquema

Beto Rocha e Antonio Cesarino, no dia da prisão (Foto: Reprodução/De Jesus/O Estado)

Beto Rocha e Antonio Cesarino, no dia da prisão (Foto: Reprodução/De Jesus/O Estado)

O Estado – Ao desencadear a Operação Éden, que investiga esquema de corrupção com verba do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em Bom Jardim, a Polícia Federal usou como um dos argumentos para pedir as prisões da prefeita Lidiane Rocha (sem partido) – e de dois ex-secretários – o fato de que a organização criminosa já atuava na cidade para ocultar provas e pressionar testemunhas a não falar sobre o caso. Só do Pnae, foram desviados, segundo a PF, R$ 1 milhão – R$ 300 mil apenas em uma licitação.

Na recente passagem pelo município, no início da semana, O Estado teve acesso a uma gravação que comprova essa atuação do grupo contra a investigação.

O áudio obtido com exclusividade foi gravado por uma das supostas agricultoras cadastradas pela Prefeitura Municipal como fornecedora de produtos agrícolas.

Segundo a PF, todos esses “produtores” receberam recursos federais em suas contas, mas o dinheiro foi sacado em uma agência do Banco do Brasil e entregue aos dois auxiliares da prefeita destacados para o esquema: Beto Rocha, então secretário de Assuntos Políticos e companheiro de Lidiane Leite; e Antônio Cesarino, ex-secretário de Agricultura. Ambos já estão presos. A gestora, foragida.

Conversa – A conversa registrada ocorreu entre Cesarino e uma suposta agricultora identificada apenas como Socorro. Um terceiro interlocutor – aparentemente um advogado de Cesarino – também aparece na conversa. O diálogo se deu dias após ela prestar depoimento à PF, que já investigava o caso em Bom Jardim. Esta foi uma das primeiras delações.

Socorro era diretora de uma escola do Município, e fora demitida depois de colaborar com os federais na apuração do caso. Antônio Cesarino reclama que ela deveria ter “conversado com a prefeita” antes de delatar o esquema à PF.

“A senhora deveria ter conversado com a prefeita, deveria ter conversado com a gente, para nós termos lhe orientado, […] para falar a verdade mesmo. Agora, sem ter conversado com a gente?”, protestou.

Durante toda a conversa ele tenta descobrir quem levou a ex-servidora aos federais, e chega a pressioná-la a dizer. Ele suspeita do presidente da Câmara Municipal, vereador Arão da Silva (PTC), mas reafirma que os “responsáveis” pelo esquema eram ele, a prefeita e Beto Rocha.

“Nós é que somos responsáveis. Não é o Arão, não é o Moisés. É eu, é o Beto, é a Lidiane (sic), que tem que esclarecer pra polícia, pro juiz, pra quem quer que seja, o que aconteceu. […] Eu lhe juro por Deus, eu não me preocupo com o que a senhora for lá dizer. Agora, sem a senhora ter conversado com a gente? O depoimento que a senhora prestou lá […] a senhora só falou, falou, falou, me acusando”, completou.

E emenda: “A senhora tinha que ter dito a verdade: que o dinheiro todo foi para mão do Beto Rocha”.

Início – Antônio Cesarino mostra-se, ainda, ressentido pelo fato de acreditar que fora o depoimento de Socorro o desencadeador de toda a investigação que culminou com a Operação Éden.

“A senhora complicou a vida de muita gente. Se a senhora não tivesse ido, a polícia nunca que viria em Bom Jardim […]. O seu depoimento foi primeiro, dona Socorro. O quê que é isso?! A senhora foi primeiro na Polícia Federal. A senhora pensa que nós não sabemos? A senhora foi primeiro. […] Antes de todo mundo”, relatou.

A delatora reage. Diz que se arrependeu de ter aceitado receber o dinheiro em sua conta.

“O maior erro da minha vida. Se eu soubesse, Antônio, que isso ia dar no que deu, minha conta nunca tinha ido pra mão do Miltinho. Então, o meu nome, eu com 40 anos, eu nunca tinha precisão de ir na polícia nem municipal e hoje meu nome está na Polícia Federal, por causa de prefeitura, que eu não tenho nada a ver”, disse.

Antonio Cesarino volta a insistir que ela converse com a prefeita: “O que eu lhe oriento é a senhora conversar com a prefeita, dona Socorro”. Mas ela é enfática: “Não! Eu não vou conversar. Antônio, o que tá acontecendo hoje é questão das pessoas confiar em quem não conhece. Então, nesse momento, ninguém foi meu amigo, porque meu nome não tinha precisão de estar onde está”.

No pedido de habeas corpus protocolado na terça-feira no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e já negado pela ministra Maria Thereza Moura, o advogado da prefeita Lidiane Leite sustenta que ela não teve participação no esquema e relata que nos contratos firmados com os agricultores, “não há assinatura da paciente, atestando que não possui qualquer contato direto com tais pessoas, nem antes e nem (sic) depois da instauração das investigações”.

O Estado tentou contato com os advogados de Beto Rocha e de Antonio Cesarino. O defensor do primeiro já não é mais o mesmo do início do processo. O do segundo não foi localizado.

Sem saída, Lidiane Leite deve se entregar à PF nas próximas horas

Lidiane Leite deve se entregar à Polícia Federal

Lidiane Leite deve se entregar à Polícia Federal

A prefeita de Bom Jardim Lidiane Leite, declarada foragida pela Polícia Federal, ficou sem saída ontem com a rejeição, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) de seu pedido de habeas corpus, e deverá se entregar ainda hoje à polícia.

Foi o que garantiu na noite de ontem o advogado, Carlos Sérgio de Carvalho, por telefone.

Lidiane tentou com o pedido de habeas corpus, a última cartada para deixar o esconderijo, que a própria polícia declara não saber onde fica.

Isso porque a partir de domingo, a Câmara Municipal terá sustentação para pedir o seu afastamento do cargo, uma vez que ela se completariam mais 10 dias da ausência da gestora da Prefeitura Municipal sem a anuência do Poder Legislativo.

A expectativa agora é pela chegada da prefeita na Polícia Federal. Já há equipes da imprensa no local para acompanhar o desfecho do caso.