TRE indefere pedido de registro de candidatura de coronel Pereira

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) do Maranhão indeferiu o pedido de registro de candidatura do coronel Pereira (SDD), que tentava disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Pereira é ex-comandante-geral da Polícia Militar (PM), nomeado para o cargo pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

A decisão de indeferimento do pedido de registro de candidatura do policial militar foi unânime da Corte Eleitoral. O relator da matéria foi o juiz Gustavo Vilas Boas.

Ele apontou a não comprovação, do coronel Pereira, da sua desincompatibilização do cargo público dentro do prazo estabelecido pela Lei.

Os demais membros do colegiado acompanharam o magistrado.

Espionagem: unidades encaminharam dados ao comando da PM

O depoimento do tenente Juarez Coelho Júnior, da Polícia Militar do Maranhão, em sindicância aberta para apurar de onde partiu a ordem para o monitoramento da oposição ao governador Flavio Dino (PCdoB), revelou que a ação de “fichamento” dos adversários do comunista já estava sendo cumprida pelas unidades da PMs.

De acordo com o oficial, uma major identificada como Ana Paula informou que que o coronel Heron Santos – o suposto “Coordenador das Eleições 2018” – cargo citado no memorando 114/2018 como a autoridade a quem deveriam submeter os dados, fazia cobranças era necessário apresentar os resultados ao subcomandante-geral da PM, coronel Pedro Ribeiro, no dia 20 de abril.

No depoimento do tenente, há informação de que o coronel Heron deu orientações para um soldado para que abrisse as tabelas com a informações das unidades do interior. Ele teria comentado que as informações estavam chegando ao Comando Geral da PM, mas de forma incompleta.

O depoimento do tenente e de pelo menos outros dois membros da corporação desmentem o discurso defendido pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, de que o comando da PM não sabia do fichamento da oposição.

Na última quarta-feira (25), durante entrevista coletiva, o secretário chegou a afirmar que mesmo tendo sido anuladas somente 13 dias após sua edição, as ordens de “fichamento” não chegaram a produzir efeitos.

Não é verdade.

Resta saber agora, qual será o posicionamento do Ministério Público Federal, diante de tamanha gravidade e que remete o estado ao período da ditadura…

CPI da Espionagem: Sousa Neto recolhe assinaturas na AL

O deputado estadual Sousa Neto (PROS) iniciou a coleta de assinaturas para o requerimento que propõe a abertura e instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem na Assembleia Legislativa.

A CPI teria como objetivo principal, apurar de onde partiu a ordem para o Comando de Policiamento do Interior da Polícia Militar determinar aos batalhões de municípios do interior o monitoramento dos políticos de oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Ao todo são três os documentos: um memorando e duas circulares. Todos revelados com exclusividade por O Estado.

O escândalo ganhou repercussão nacional e foi alvo de reportagem especial no programa Fantástico, da Rede Globo.

O Governo admitiu a autenticidade dos documentos, mas afirma que não deu determinação de monitoramento político. Para o Executivo, trata-se de uma armação executada pelos oficiais da PM.

O Ministério Público investiga o caso…

Wellington cobra bom senso do Governo e quer provas da PM em janeiro

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) criticou a retificação do edital do concurso público da Polícia Militar do Maranhão, que alterou de janeiro de 2018 para dezembro deste ano, a aplicação das provas.

O parlamentar cobrou bom senso do governador Flávio Dino (PCdoB) e pediu reajuste ao calendário para que os candidatos tenham mais tempo para se preparar.

“Aja com bom senso, governador! Primeiro: por que mudaram a data agora de forma repentina? Onde está o planejamento do Governo do Estado? Vocês não o fizeram antes de lançar o edital? Por que tanta desorganização? Segundo: mudaram e não deram justificativa alguma para a população. As provas, agora, acontecerão 43 dias antes do previsto. Foi feita uma mudança, mas, mudança para prejudicar? Como fica a situação dos homens e mulheres que programaram seus estudos para a prova que seria em janeiro? Terceiro: entre as fases de inscrição e aplicação de provas os candidatos terão apenas 21 dias. Onde está a razoabilidade? Quarto: por que tanta pressa? Não quero acreditar que querem fazer desse concurso um objeto eleitoreiro. Senhor Governador, Vossa Excelência prejudicará homens e mulheres que sonham em ingressar na Polícia Militar do Maranhão. Em nome dos candidatos, solicitamos que mantenha a data da prova em janeiro, conforme divulgação inicial no edital. Seja coerente, já que não tem planejamento! Não prejudique a população”, disse o professor e deputado Wellington.

A solicitação do deputado Wellington foi encaminhada, em caráter de urgência, e deve ser respondida ainda nos próximos dias.

Desorganização – Inicialmente, as inscrições do concurso estavam previstas para começarem no dia 16 de outubro, o que não aconteceu. Posteriormente, a data da prova foi definida para o dia 21 de janeiro. Por meio de outra retificação, alteraram a data para o dia 28 também do mês de janeiro. Agora, de forma repentina e já na 4ª retificação do edital, as provas serão aplicadas com 43 dias de antecendência, isto é, no dia 17 de dezembro, prejudicando inúmeros maranhenses que programaram seus estudos de acordo com o Edital divulgado e todo remendado.

Começam hoje as inscrições para o concurso da Polícia Militar

Foram iniciadas hoje as inscrições para o concurso da Polícia Militar do Maranhão. Ao todo, 1.214 vagas serão oferecidas.

Além da abertura do período para inscrição, houve a divulgação de alterações no edital do certame. Com as mudanças, Caxias e Imperatriz foram incluídas como cidades onde as provas objetivas também serão aplicadas, além de São Luís. A inclusão de Caxias e Imperatriz ocorre após um pedido do deputado Wellington do Curso (PP).

A inclusão facilita a vida dos candidatos que moram nessas regiões, que não vão precisar gastar tempo e dinheiro com deslocamentos até a capital.

Será admitida a inscrição somente via internet, no endereço eletrônico www.cespe.unb.br/concursos/pm_ma_17, até as 10h do dia 30 de novembro deste ano, no horário de Brasília.

O concurso da PM oferece vagas nas carreiras de soldado e tenente, com exigência de níveis médio e superior, respectivamente.

As provas objetivas para cargos com nível superior serão no dia 28 de janeiro de 2018, pela manhã. As provas para cargos de nível médio serão no mesmo dia, mas pela tarde.

 

Deputado admite “vexame” ao ter carro apreendido em blitz

Deputado estadual Vinícius Louro

O deputado estadual Vinicius Louro (PR), membro da base do Governo Flávio Dino (PCdoB) admitiu ter passado por situação vexatória, no último fim de semana, em decorrência da apreensão de seu veículo, por falta de pagamento do IPVA, durante uma blitz realizada pela Polícia Militar na Avenida Litorânea.

A declaração do parlamentar foi dada ao jornalista Diego Emir [veja aqui].

“Tive o carro recolhido, pois não paguei os impostos desse ano. O IPVA do meu carro é um pouquinho salgado. Mas já mandei resolver essa questão, para não passar mais por esse vexame”, disse. Ele negou ter sido pefo no teste do bafômetro.

O veículo apreendido é um BMW, de cor preta.

Tramita na Assembleia Legislativa, um projeto de lei de autoria do deputado estadual Wellington do Curso (PP), que veta apreensão de veículos em todo o território maranhense por causa de débitos de IPVA. O projeto, contudo, segue parado na CCJ da Casa.

PM que apontou perseguisão do Governo é preso em Imperatriz

major-genilsonFoi preso na noite de ontem na cidade de Imperatriz sob forte comoção de parte da tropa da Polícia Militar e de sua esposa, o major da PM Genilson Cordeiro Lindoso. Ele havia denunciado perseguição do Governo do Estado a policiais que se recusavam a apoiar Rosângela Curado (PDT), candidata a prefeita da cidade apoiada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pelo Comando Geral da PM do Maranhão. Ontem mesmo o major foi transferido para São Luís.

O major Genilson passou a se tornar alvo do comando da PM após um áudio gravado por ele ter circulado no fim de semana por grupos de whatsapp. No áudio, ele denunciava que policiais contrários à Curado estavam sendo transferidos para São Luís justamente no período eleitoral, como forma de retaliação.

Na noite de ontem, ao se apresentar no 3º Batalhão da PM de Imperatriz, onde foi preso, ele foi ovacionado por colegas de farda, que protestaram contra a ação política do Governo.

A esposa do policial, numa entrevista a uma emissora de TV, classificou de ditadura a medida adotada contra o PM.

Ao se apresentar no quartel do 3º Batalhão da PM em Imperatriz, Genilson foi ovacionado por colegas e populares.

Em entrevista à imprensa local, a esposa dele reclamou de “ditadura” por parte do governo. “O crime que ele cometeu é falar a verdade, é ele ter escolhido um candidato, apoiar um candidato que não é do lado do governo? É ele ter denunciado que outros policiais, só porque não apoiam Rosângela Curado, também foram transferidos daqui? É só por isso? Eu estou me sentindo como se eu vivesse num daqueles países de ditadura militar. Nós estamos vivendo uma verdadeira ditadura militar. O que estão fazendo com meu marido é um crime. Todo mundo tem o direito de se expressar”, desabafou.

 O Governo ainda não se pronunciou sobre o caso.

Edilázio cobra investimentos do Governo na Segurança Pública

Deputado Edilázio Júnior

Deputado Edilázio Júnior

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV), primeiro secretário da Mesa Diretora do Legislativo Estadual, defendeu hoje na tribuna da Casa, a valorização do policial militar do estado do Maranhão.

Ele falou da necessidade de ampliação da política salarial do policial, cobrou maior investimento em equipamento e estrutura para a corporação e questionou o fato de o helicóptero modelo EC – I45, equipado para fazer voos noturnos com a equipe de elite da PM, estar parado no atual Governo.

“O que nós precisamos aqui é valorizar mais os policiais militares do nosso estado. O salário de um coronel da Polícia Militar comparado ao de um delegado da Polícia Civil, está muito abaixo. É importante sim, valorizar e até aumentar o salário do delegado e do policial civil, mas essa valorização precisa ser estendida para a Polícia Militar”, disse.

“O programa ‘Mais Assaltos’, como citou o deputado Sousa Neto, foi implantado aqui no estado do Maranhão pelo atual governador é única e exclusivamente por conta do sucateamento da Polícia Militar. Para se ter uma ideia, mais de 100 câmeras que existiam em nossa capital para fazer o videomonitoramento, estão sucateadas. O Ciops perdeu e muito o número de analistas técnicos que ali trabalhavam e o atual governo trabalha diariamente para desconstruir aquilo que a gestão passada construiu. Até a sigla GTA ele mudou, para CTA”, completou.

Edilázio também apontou a falta de efetividade dos equipamentos de rádio instalados nas viaturas policiais.

“Policiais militares com os quais eu já conversei, me alertaram que o sistema de rádio das viaturas não funciona, porque não há suporte para a tecnologia utilizada nos veículos. O governador Flávio Dino fala das viaturas, mas não cita que o equipamento não funciona. E o Estado do Maranhão paga por esse sistema”, disse.

Sobre o Grupamento Tático Aéreo, ele questionou o fato de um helicóptero de última geração, único no Maranhão equipado para fazer policiamento ostensivo a noite, estar parado.

“O helicóptero comprado em 2012, o mais moderno da América Latina, nunca mais realizou um voo sequer porque o Governo caloteiro não paga a Helibras para poder fazer a manutenção. O Governo não paga a manutenção do helicóptero e a consequência disso são as explosões diárias de caixas eletrônicos e bancos no interior do estado. Somente este ano já foram quase 50 explosões. Os últimos, aliás, aterrorizantes”, finalizou.

Cabo Campos comemora queda do coronel Alves do comando da PM

cabocampos-1O deputado estadual Cabo Campos (PP) convocou praças da Polícia Militar (PM) para o retorno do Calhau na noite de ontem, para comemorar a queda do comandante-geral da corporação, coronel Alves.

Crítico da gestão do alto escalão da PM, Campos passou o ano de 2015 inteiro questionando os métodos adotados pela corporação contra os praças da polícia.

Na noite de ontem, ao se manifestar num grupo de WhatsApp, ele disse que estava levando champanhe para comemorar com os colegas de farda.

No vídeo abaixo, policiais comemoram com fogos a queda do oficial.