Sinpol recorrerá à Justiça por cortes nos salários dos policiais civis

O Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol) divulgou, por meio de nota, que recorrerá à Justiça contra o Poder Executivo, em decorrência dos descontos nos contracheques dos policiais.

De acordo com a entidade, a medida que impôs o desconto é arbitrário e injusto.

A categoria cobra diálogo do Governo Flávio Dino (PCdoB) e valorização ao servidor público estadual.

Acima, a íntegra da nota.

Governo ignora audiência pública de excedentes de concurso público da Polícia Civil

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) coordenou ontem audiência pública, no plenarinho da Assembleia Legislativa, para tratar da situação dos excedentes de concurso público da Polícia Civil, que cobram do Governo do Estado, as suas convocações.

Ocorre que, tanto Wellington, quanto os excedentes, aguardavam na audiência, por um posicionamento do Poder Executivo. O governador Flávio Dino (PCdoB), no entanto, ignorou o evento e sequer enviou representante para a audiência pública.

A chiadeira foi geral.

Os excedentes afirmaram que no período da campanha eleitoral, Dino chegou a prometer a convocação de novos policiais civis para atuação em todo o estado. Depois de eleito, contudo, não cumpriu a promessa.

Vale ressaltar que a Polícia Civil retomou greve na semana passada, após não conseguir o reajuste salarial que buscava junto ao Executivo.

Em tempo: Do total de 170 excedentes do concurso da Polícia Civil, que aguardam o  curso de formação, estão peritos, investigadores, auxiliares de peritos e escrivães. Além destes, existem outros 44 aprovados que já realizaram o curso e aguardam somente a nomeação, dentre eles distribuem-se 21 peritos, 23 delegados e 1 escrivão.

Policiais em greve vão atrás de Flávio Dino até no Piauí

dino1Nem mesmo fora do estado o governador Flávio Dino (PCdoB) tem conseguido escapar da cobrança dos policiais civis do Maranhão, que, em greve desde a segunda-feira, 3, seguem firmes no movimento.

Na quarta-feira, 5, no mesmo dia em que a Justiça determinou a suspensão da mobilização a categoria decidiu manter a paralisação.

Ontem, com a greve ainda em pleno vapor, o comunista foi surpreendido por um grupo de policiais civis em Teresina.

Na cidade, o governador foi proferir palestra na abertura do 5º Congresso de Ciência Política e Direito Eleitoral do Piauí, realizado na sede da Ordem dos Advogados do Piauí (OAB-PI). E foi abordado por um grupo de grevistas.

Eles sentaram praça em frente à sede da Ordem. Com faixas e carros de som, mobilizaram-se como se no Maranhão estivessem.

Na saída do evento, Dino dois líderes do movimento conseguiram abordar o governador. Cobraram dele reajuste salarial, mas ouviram do chefe do Executivo que, agora, não há o que se possa fazer por suas reivindicações.

O mesmo que têm ouvido em sucessivas reuniões com representantes do Palácio dos Leões.

Em tempo: investigadores, comissários e escrivães da Polícia Civil tiveram reajuste salarial de apenas 5% e nenhuma proposta salarial para os demais anos, como ocorreu com os policiais militares – que tiveram previsão de aumento até 2018 –; e com os delegados, que tiveram um reajuste de cerca de 70% até junho de 2016.

Os policiais querem algo pelo menos próximo de uma equiparação…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Policiais civis decidem iniciar greve no dia 3 de agosto

Policiais civis se deslocaram até o Palácio dos Leões para protestar na manhã de hoje

Policiais civis se deslocaram até o Palácio dos Leões para protestar na manhã de hoje

Policiais civis decidiram hoje, em assembleia geral realizada na Associação Comercial do Maranhão, por iniciar movimento grevista no dia 3 de agosto.

Após o ato, os policiais caminharam até a frente do Palácio dos Leões, sede da administração pública estadual, para protestar contra o reajuste salarial concedido á categoria pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Os civis reclamam que com o reajuste de apenas 5%, os policiais passarão a receber apenas 20% – em termos de comparação -, o equivalente ao que recebe um delegado de polícia.

A insatisfação se dá justamente a diferenciação gigantesca entre as duas categorias: policial x delegado.

Flávio Dino ainda não sabe o que fazer em relação ao assunto.