Cabo Campos afirma que prisão de policiais é “marketing político”

Deputado estadual Cabo Campos

Deputado estadual Cabo Campos

O deputado estadual Cabo Campos (PP) fez duras críticas na última quarta-feira, na Assembleia Legislativa, à condução do caso de Vitória do Mearim, que resultou na morte do mecânico Irinaldo Batalha por um vigilante que estava acompanhado de policiais militares.

Para Campos, a prisão dos dois policiais militares identificados em vídeo representa tão somente “marketing político”. Campos revelou que colocou o seu advogado à disposição dos colegas de farda e assegurou que acompanhará o desenrolar dos fatos.

“Estão fazendo marketing político com dois trabalhadores. Eles foram convidados para vir aqui em São Luís em quando chegaram aqui foram presos em flagrante. Este parlamentar que vos fala já colocou o seu advogado à disposição dos dois e vamos acompanhar passo a passo”, afirmou.

Para Campos, os dois policiais militares não estavam envolvidos no crime cometido pelo vigilante. Ele sustenta a tese de que a viatura somente chegou ao local após os tiros terem sido disparados por Luis Carlos Machado de Almeida.

De acordo com o parlamentar, os policiais sequer sabiam da morte de Irinaldo Batalha, por isso teriam o retirado do local do crime e o levado na viatura – provavelmente já sem vida, como mostram as imagens de vídeos que circularam nas redes sociais.

“Antes de fazer qualquer julgamento àqueles dois homens honestos, trabalhadores, honrados, policiais militares que estavam fazendo o seu serviço, antes de tomar qualquer atitude, que vejam o vídeo na íntegra”, disse.

Cabo Campos defende policiais presos no caso Irinaldo Batalha

Deputado estadual Cabo Campos

Deputado estadual Cabo Campos

O deputado estadual Cabo Campos (PP), reagiu hoje à informação do Governo do Estado de que os dois policiais envolvidos no caso do mecânico Irinaldo Batalha, executado em via pública por um vigilante na cidade de Vitória do Mearim, e assegurou que disponibilizará os seus advogados para a defesa dos militares.

Para Campos, os policiais não erraram em nada na ação que resultou na morte de um homem – que segundo familiares e amigos -, era trabalhador e não bandido.

“Estão fazendo marketing politico com 2 trabalhadores. Eles foram convidados para vir aqui a São Luís e aqui deram prisão em flagrante neles. Este parlamentar que vos fala já colocou o seu advogado á disposição desses dois e vamos acompanhar passo a passo”, disse.

Na versão de Campos, os dois policiais não acompanhavam o vigilante no momento do crime em praça pública. Ele sustenta que a viatura somente teria chegado ao local após os disparos.

Campos só não conseguiu explicar, é como que os dois policiais, ao jogarem Irinaldo Batalha na parte traseira da viatura, não perceberam que ele havia levado um tiro no rosto.

E também não conseguiu explicar porque não conduziram o vigilante à delegacia como autor do homicídio.

O corporativismo falou mais alto…

Procuradores vão questionar na Justiça MP que autoriza PGE a defender policiais

Flávio Dino editou MP

Flávio Dino editou MP

O Estado – A Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) deve protocolar, no início do mês de março, uma ação contra a Medida Provisória nº 185, editada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), autorizando a representação judicial de membros das Polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros Militar pela Procuradoria Geral do Estado em casos específicos, quando representação jurídica se fizer necessária em razão do exercício da atividade profissional.

A informação foi confirmada na tarde de ontem a O Estado pelo presidente da Associação dos Procuradores do Maranhão (Aspem), Augusto Aristóteles Brandão. Segundo ele, uma reunião do Conselho Deliberativo da Associação Nacional, marcada para o dia 3 de março, definirá apenas que tipo de ação será proposta contra a MP: se uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), a ser protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF); ou uma Ação Civil Pública, essa protocolada na Justiça Estadual.

“Existe essa definição da Anape de entrar com uma ação. O que nós precisamos definir, ainda, é se será uma Adin, no STF, ou uma Ação Civil Pública, aqui na Justiça do Maranhão mesmo. Mas isso será definido pelo Conselho Deliberativo em reunião”, declarou.

O vice-­presidente da Aspem, Carlos Henrique Falcão Lima, reforça a posição contrária da entidade em relação à MP e acrescenta que a “leitura” do texto da Medida “ficou desfocada”. “A Aspem não concorda com a MP, acha que ela não é a melhor. Eles [Governo do Estado] tentam comparar com a Advocacia­-Geral da União, só que a AGU não faz a defesa só de policiais, faz a defesa dos servidores em geral. A PGE defende a instituição Polícia, a instituição Segurança Pública, mas não defende membro da Polícia Militar, membro da Polícia Civil. A leitura que foi feita é que ficou um pouco abrangente, ficou desfocada”, completou.

O Governo do Estado ainda não se manifestou sobre o tema.

Vídeo! Marginais utilizam pedras e foguetes contra policiais na Av. dos Portugueses


Vídeo publicado no youtube mostra um grupo de vândalos atirando foguetes e pedras contra policiais militares que tentavam desobstruir na manhã de ontem os dois sentidos da Avenida dos Portugueses (BR-135), onde ficam pelo menos duas unidades de saúde – a UPA Itaqui-Bacanga e a Unidade Mista do Itaqui-Bacanga. Lá também funciona a sede Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Há também na rodovia a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A manifestação transcorria normalmente, até que os marginais começassem a atacar a polícia.

Enquanto policiais utilizavam bombas de efeito moral para dispersar a multidão e permitir a passagem de veículos, principalmente as ambulâncias do SAMU que estavam bloqueadas, alguns “manifestantes” contra-atacavam com rojões, foguetes, bombas e pedras.

No início da semana um policial teve o dedo decepado após ser atingido por um objeto naquela mesma área. Ao todo, 12 viaturas da polícia foram danificadas. Houve também registros de excessos da polícia contra manifestantes do #VEMPRARUASLZ em frente a Assembleia Legislativa na terça-feira. A deputada estadual Eliziane Gama (MD), que recebeu voz de prisão ao tentar socorrer uma jovem desmaiada, pediu apuração da conduta da PM na Corregedoria e no Ministério Público.

Neste momento, manifestantes bloqueam a BR-135. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local para tentar desobstruir a rodovia.