A influência dos debates

TV Guará realizou debate ontem a noite

TV Guará realizou debate ontem a noite

Os candidatos entraram ontem naquilo convencionalmente chamado de reta final das campanhas eleitorais, com o início dos debates em emissoras de televisão. E são esses debates – o primeiro, ontem, na TV Guará, outro, dia 26, na TV Difusora, e o Gran Finale, dia 29, na TV Mirante – que formam o principal fator de influência na definição e consolidação do voto do eleitor.

São numerosos os exemplos de debates, em todo o país, que praticamente definiram uma eleição. Esses programas têm o poder de influenciar enormemente o voto do eleitorado indeciso – e até mudar o voto de quem já tinha candidato escolhido.

Foi no debate da TV Mirante, por exemplo, que, em 2008, o então candidato a prefeito Flávio Dino (PCdoB), acabou por perder a eleição para o tucano João Castelo (PSDB), ao passar uma dose de arrogância que foi mal vista pelo eleitor.

Na mesma Mirante, em 2012, a até então apagada candidata do PPS, Eliziane Gama, conseguiu emparedar os demais candidatos e chegou a subir oito pontos entre quinta-feira e o dia da eleição, superando vários adversários e alcançando o terceiro lugar, chegando com poder à mesa de negociações.

São apenas exemplos da importância dos debates no cronograma eleitoral, sobretudo em uma eleição que se mostra distante do interesse do eleitorado. E não basta apenas ir para ser reconhecido pelo eleitor. É preciso mostrar preparo, sem ser arrogante, e educação, sem ser submisso. O eleitor saberá avaliar essas características.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

TV Mirante define data para debate com candidatos a prefeito de São Luís

mirante.jpegA direção de jornalismo da TV Mirante reuniu-se ontem com representantes de candidatos a prefeito de São Luís e definiu a data e as regras para o debate a ser realizado pela emissora. O programa, ao vivo, será exibido no dia 29 de setembro, logo após a novela “Velho Chico”

No encontro com o diretor de jornalismo, Roberto Prado, e com a chefe de redação da TV, Eveline Cunha, ficou acertado que o debate terá 1h20 de duração, e será realizado em quatro blocos – sendo os dois primeiros de temas livres e os dois últimos de temas definidos por sorteio.

Combate à corrupção será tema obrigatório em todos os debates realizados pela TV Globo. Em São Luís, os demais temas definidos foram Orçamento Municipal, Saúde, Saneamento Básico, Creche, Esporte e Lazer, Mobilidade Urbana, Feiras e Mercados, Cultura, Turismo, Plano Diretor, Segurança, Emprego, Lixo, Habitação e Meio Ambiente.

O mediador será, novamente, o jornalista Tonico Ferreira, da Rede Globo de Televisão – ele retorna a mediar debates no Maranhão após as eleições de 2010 e de 2012.

Em entrevista a O Estado, Roberto Prado explicou as regras para participação. “Participarão aqueles candidatos de partidos que têm representatividade na Câmara, ou seja, mais de nove deputados federais, e aqueles, como assim decidiu a Globo, que tiverem 5%, ou mais, na última pesquisa do Ibope que vai ser divulgada no dia 28 de setembro”, destacou.

Com isso, já têm presença garantida o prefeito Edivaldo Júnior (PDT), da coligação “Pra seguir em frente”, o vereador Fábio Câmara (PMDB), da coligação “Coragem pra fazer”, a deputada federal Eliziane Gama (PPS), da coligação “São Luís de verdade”, e o deputado estadual Wellington do Curso (PP), da coligação “Por amor a São Luís”.

O Estado do Maranhão

Caso do VLT foi o mais abordado por candidatos durante a Sabatina O Estado

Sabatina O EstadoCarla Lima, de O Estado – Por cerca de duas semanas, o jornal O Estado promoveu entrevistas com todos os candidatos a prefeito de São Luís. Na Sabatina O Estado, durante nove dias, foram abordados pelos postulantes ao mandato de prefeito temas relacionados à Saúde, Educação, Esporte, Turismo, Cultura, Infraestrutura de Mobilidade Urbana. Nesse último tema, o principal assunto foi o destino do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A Sabatina O Estado ouviu os candidatos Rose Sales (PMB), Edivaldo Holanda Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), Zeluis Lago (PPL), Fábio Câmara (PMDB), Cláudia Durans (PSTU), Valdeny Barros (PSOL), Wellington (PP) e Eduardo Braide (PMN). Cada um teve uma hora para apresentar suas propostas e fazer as considerações ou críticas aos adversários.

E entre os temas mais abordado, a Mobilidade Urbana foi o mais presente nas entrevistas de todos os candidatos. E dentro desse tema, o assunto VLT foi o mais comentado pelos candidatos tanto para criticar a compra como para apresentar a proposta para o destino do veículo.

As propostas para destinar o VLT foram as mais diversas. Foram desde mante o projeto de ser uma alternativa de transporte para quem vem da áreas Itaqui-Bancaga até para servir de prisão ou de trem para passeio turístico na Avenida Litorânea.

“Um crime cometido contra nosso povo e que o gestor responsável deveria está preso e preso dentro do VLT”
Cláudia Durans

“Porque não utilizar o VLT, por exemplo, para o turismo, com uma rota que vai da Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, até o final da via?”
Wellington

Além das propostas, teve ainda a explicação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior sobre o destino do veículo. Segundo ele, há um projeto no Ministério das Cidades para que o VLT seja implantado na capital.

E como já custou aos cofres públicos cerca de R$ 7 milhões, o gestor garantiu que a saída da Prefeitura de São Luís foi buscar na Justiça a recuperação desse recurso gasto a maioria para guardar o trem comprado.

Entre os candidatos que não pouparam críticas a existência do VLT em São Luís estão Cláudia Durans e Eliziane Gama. A primeira criticou o ex-prefeito João Castelo (PSDB), que foi o gestor que decidiu comprar o VLT na época das eleições de 2012. Gama preferiu criticar seu adversário pela perda de prazos junto ao Governo Federal para implantar o meio de transporte quatro anos depois de comprado.

Cláudia Durans disse que o VLT deveria ser tornar uma prisão para o gestor que aplicou dinheiro público em uma ação considerada pela candidata do PSTU como eleitoreira.
“Um crime cometido contra nosso povo e que o gestor responsável deveria está preso e preso dentro do VLT”, afirmou Durans.

Eliziane Gama garantiu que há verba disponível para implantar o VLT e que buscará junto ao Governo Federal verba para colocar o VLT para funcionar. Segundo ela, esse dinheiro não é novidade. No Ministério das Cidades existia cerca de R$ 480 milhões implantar esse tipo de veículo de massa, mas a Prefeitura de São Luís perdeu os prazos para assinatura do convênio.

Transformar o VLT em trem para o turismo é mais uma proposta

welllington sabatinaA proposta mais inusitada e de pouco alcance social foi do candidato Wellington. Ele disse que irá utilizar o VLT como transporte para turista na Avenida Litorânea da Praça do Pescador até o Parquinho da Litorânea.

“Porque não utilizar o VLT, por exemplo, para o turismo, com uma rota que vai da Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, até o final da via? É um projeto viável. Já foram gastos R$ 7,5 milhões na compra do veículo, e numa eventual administração do PP, nenhum investimento será desperdiçado”, disse o candidato.

Outros candidatos também apresentaram proposta para o VLT. Eduardo Braide, por exemplo, disse que apesar de não ter um projeto fechado para implantação do VLT devido ao seu programa de governo, discutirá a possibilidade de implantar o VLT sem que tenha que aumentar o custo desse projeto com o pagamento de indenizações de imóveis.

“Se em relação ao veículo de massa, o VLT for a melhor opção e nós vamos debater isso com a sociedade, vamos verificar a melhor forma de implantar o VLT sem pagar as indenizações dos imóveis que deixa esse tipo de projeto muito mais caro”, disse Braide.
Já Fábio Câmara preferiu não apresentar proposta para o VLT por “acreditar no que disse o prefeito” de que já há um processo de convênio com o Governo Federal para a implantação do VLT.

Mobilidade urbana foi o tema mais discutido por candidatos na Sabatina O Estado

eduardo braideNenhum outro assunto dominou mais a Sabatina O Estado nestes últimos 10 dias quanto a questão envolvendo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), comprado ainda na gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), ao custo de R$ 7 milhões e hoje armazenado em um galpão no Tirirical.

welllington sabatinaE na Sabatina, quando questionados sobre o tema “Mobilidade Urbana”, os candidatos acabavam recorrendo ao assunto VLT, com forte repercussão também nas redes sociais. E cada um deles – incluindo o próprio Edivaldo, que já perdeu cerca de R$ 600 milhões para o setor – apresentou sua versão para o uso do trem.

Cláudia Durans é sabatinada por O Estado / Foto: Biaman Prado

Cláudia Durans é sabatinada por O Estado / Foto: Biaman Prado

A candidata do PPS, Eliziane Gama – aliada de Castelo que é -, não quis polemizar. Defendeu como viável o traçado original, do Centro ao São Cristovão, e foi ela quem revelou a perda dos R$ 600 milhões na gestão de Edivaldo. O prefeito, por sua vez, disse que já tem no Ministério das Cidades um projeto em análise para implantação do VLT no trecho Centro/Itaqui Bacanga.

Eliziane Gama foi sabatina por Gilberto Léda, Marco D'Eça e Ronaldo Rocha / Foto: Thamyres D'Eça

Eliziane Gama foi sabatina por Gilberto Léda, Marco D’Eça e Ronaldo Rocha / Foto: Thamyres 

Eduardo Braide (PMN) contestou as duas opiniões e ressaltou que qualquer projeto deste tipo precisa analisar também o custo das desapropriações. O candidato do PMDB, Fábio Câmara, não apresentou saída para o uso do trem e chegou a afirmar que, “se o prefeito disse que tem um projeto, eu acredito no prefeito”.

edivaldo júnior sabatinaMais curiosas foram as propostas dos candidatos Cláudia Durans (PSTU) e Wellington do Curso (PP). A ultraesquerdista classificou de “crminosa” a compra do VLT e propôs que ele servisse de prisão para o responsável por sua compra.

Wellington do Curso foi além: sugeriu o uso do veículo como uma espécie de trenzinho na Avenida Litorânea, saindo da Praça do Pescador. Na sua avaliação, seria uma atração para turistas. Um brinquedo de R$ 7 milhões.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Edivaldo quer que empresa pague R$ 7 milhões gastos com o VLT

edivaldo júnior sabatina

Edivaldo concede entrevista aos jornalistas Gilberto Léda, Marco D’Eça e Ronaldo Rocha

Marco D’Eça – O prefeito Edivaldo Júnior (PDT) explicou nesta terça-feira, 9, porque não deu continuidade à implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos, adquirido pelo ex-prefeito João Castelo (PSDB), no sistema de transporte de São Luís.

– A gestão anterior gastou R$ 7 milhões no VLT, de forma eleitoreira, para enganar o eleitor. Não tinha sequer projeto de implantação. Quando assumimos, buscamos recursos para tentar implantá-lo, fizemos estudos técnicos, mas não havia recursos – explicou o prefeito, ao responder a uma pergunta sobre Mobilidade Urbana.

Edivaldo lembrou que a prefeitura entrou na Justiça para que a empresa construtora do VLT assumisse os custos de guarda e manutenção da unidade, que está guardada desde 013 em um galpão no Tirirical.

– A Procuradoria do Município também já acionou a Justiça para que a empresa devolva os R$ 7 milhões pagos pelo VLT – revelou o prefeito.

Edivaldo Júnior foi o segundo candidato a participar da Sabatina O EstadoMaranhão.

Ele falou ainda sobre Saúde, Mio Ambiente e das alianças políticas para disputar a reeleição.

A entrevistada desta quarta-feira, 10, será a deputada federal Eliziane Gama, candidata do PPS.

A sabatina é conduzida pelo jornalista Marco D’Eça, editor de Política e pelos jornalistas Ronaldo Rocha e Gilberto Léda, repórteres da editoria de Política de O Estado.

Jornal O Estado do Maranhão vai sabatinar candidatos a prefeito de São Luís

Estúdio onde serão realizadas as sabatinas já está sendo montado

Estúdio onde serão realizadas as sabatinas já está sendo montado na Mirante

O jornal O Estado do Maranhão iniciará logo após o período das convenções partidárias, a série de sabatinas com os candidatos a prefeito de São Luís.

Trata-se de experiência inédita na cobertura eleitoral no Maranhão.

O objetivo é ouvir todos os candidatos, com conversas de 1 hora de duração, uma espécie de bate-papo sobre propostas,ideias e outra questões inerentes aos candidatos.

A sabatina será mediada pelo editor de Política do jornal O Estado, com participação dos jornalistas Gilberto Léda, Ronaldo Rocha e Carla Lima, todos da equipe de Política do matutino, além de um convidado do Grupo Mirante e um convidado de outros veículos de comunicação.

“A transmissão ao vivo pelo site do jornal possibilitará uma informação passada de forma ágil e democrática. Já o impresso cumprirá um papel importante de dissecar o conteúdo da conversa, destacando pontos e analisando os fatos. Será, sem dúvida, um marco da imprensa nas eleições deste ano”, avalia o diretor de redação de O Estado, jornalista Clóvis Cabalau.

Será convidados os candidatos Edivaldo Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), Wellington do Curso (PP), Fábio Câmara (PMDB), Eduardo Braide (PMN), Rose Sales (PMB), Valdeny Barros (PSOL) e Cláudia Durans (PSTU). Caso o médico Zeluís Lago confirme sua candidatura, pelo PPL, também será convidado.

O mais provável é que as sabatinas sejam realizadas no período entre os dias 6 de agosto – após o fim das convenções – e 26 de agosto, antes do início do horário eleitoral.

Prefeito de Bacuri é cassado por irregularidade no transporte escolar

baldoínoO prefeito de Bacuri, José Baldoíno Nery foi condenado à perda do mandato por irregularidade na licitação do transporte escolar da cidade.

A decisão é do juiz Thadeu de Melo Alves, titular de Bacuri, após denúncia proposta pelo Ministério Público Estadual (MPMA), acusando o prefeito de ter contratado os serviços da empresa Conservis, no valor de R$ 1.092.000,00, para a locação de veículos, com irregularidades que teriam frustrado o caráter competitivo da licitação, enquadrando os envolvidos no delito de fraude, previsto na Lei de Licitações.

O problema só foi descoberto depois que oito estudantes morreram quando eram transportados num “pau-de-arara”.

Além de Baldoíno, a ação tinha como réus Célia Vitória Nery (ex-Secretária Municipal de Educação), Gersen James Correa (Presidente da Comissão de Licitação), Flávia Regina Assunção (Secretária da Comissão), Maria José Nascimento (membro da comissão), Vagno Setubal (pregoeiro), Raimundo Nonato Amorim (integrante da equipe de apoio), Arcy Fonseca Gomes (Assessor Jurídico de Bacuri), Andrew Fabrício Santos (Sócio da Conservis), e Conservis Construções, Comércio e Serviços LTDA.

Destes, apenas Flávia Regina, Maria José, Raimundo Amorim e Arcy Fonseca foram absolvidos.

Na denúncia o MP sustentou que após o acidente foram encontradas diversas irregularidades no Pregão Presencial n° 008/2013, dentre as quais: ausência do termo de referência; não publicação de resumo do edital e resultado da licitação; não realização de consulta de preços correntes no mercado e inexistência de concorrência licitatória; subcontratação integral de serviços de transporte escolar; e contratação de empresa para prestação de serviço de transporte escolar sem processo licitatório ou devido processo de dispensa de licitação. Diante das irregularidades citadas o Ministério Público ajuizou a ação de improbidade administrativa, pedindo, ao final, pela condenação dos réus.

A vencedora da licitação, Conservis Ltda., subcontratou integralmente os serviços de transportes escolar, porque, embora vencedora do certame, não possuia capacidade técnica, material, econômico-financeira e humana para a execução dos serviços.

Além disso, a empresa pertence a um sobrinho do vice-prefeito, à época aliado dos réus.

Os réus foram condenados, também ao pagamento de multa de valor igual ao do contrato fraudado e tornados inelegíveis por oito anos.

“Condeno ainda os réus, pessoas físicas, à perda de suas respectivas funções públicas, caso ainda a detenham; Considerando a gravidade das consequências geradas pelo ato ímprobo, bem com sua extensão, determino a suspensão dos direitos políticos pelo período máximo, qual seja, de 08 (oito) anos para todos os réus, com exceção da pessoa jurídica, por ser esta penalidade incompatível com sua natureza. Multa civil, a ser paga solidariamente por todos os condenados, incluindo a pessoa jurídica, no valor correspondente a 01 (uma) vez o valor do dano, qual seja, R$ 1.092.700,00 (um milhão, noventa e dois mil e setecentos reais), devidamente corrigida monetariamente, pelo INPC, e juros moratórios de 1,0% ao mês, contados da época dos fatos (abril de 2014) até a data do efetivo pagamento.

“Essa ação foi inciada em outubro de 2014 e, agora, concluída em 2016. O Poder Judiciário deu resposta à sociedade, julgando, em menos de dois anos, um processo dessa complexidade”, finalizou o juiz Thadeu de Melo Alves, que chegou em Bacuri em agosto de 2015.

Com informações de Gilberto Léda

MP iniciará investigação do contrato do Isec em São Luís

Edivaldo-Holanda-Junior-preside-CLPA promotora Moema Figueiredo Viana Pereira Brandão, da 30ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, foi quem recebeu a denúncia de funcionários do Instituto Superior de Educação Continuada (ISEC), de supostos desvios de R$ 33 milhões da gestão Edivaldo Holanda Júnior (PDT) em São Luís.

A denúncia foi formalizada na última sexta-feira por funcionários do Isec. No ano passado, o deputado estadual Wellington do Curso (PP) havia levado o tema para a tribuna da Assembleia Legislativa. O vereador oposicionista Fábio Câmara (PMDB) também chegou a denunciar o caso na Câmara Municipal no ano passado.

O caso pode envolver vereadores da capital, dirigentes partidários e membros do primeiro escalão da gestão Edivaldo Júnior.

A suspeita que será investigada agora pelo Ministério Público, é de que os R$ 33 milhões repassados ao Isec tenham sido usados em benefício eleitoral do prefeito. O MP, contudo, ainda não se manifestou a respeito do tema.

PV promove sabatina com pré-candidatos a prefeito de São Luís

Adriano Sarney 2O Partido Verde (PV) promoverá hoje no auditório do Complexo de Comunicação da Assembleia Legislativa, uma sabatina com pré-candidatos a prefeito de São Luís, sobre temas que dizem respeito à política de meio ambiente.

A sabatina será coordenada pelo deputado estadual Adriano Sarney (PV), que foi quem propôs o debate entre pré-candidatos. Até o fechamento desta edição, seis concorrentes ao comando do Palácio La Ravardière haviam confirmado presença.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS), os deputados estaduais Wellington do Curso (PP) e Eduardo Braide (PMN), além dos vereadores Fábio Câmara (PMDB) e Rose Sales (PMB) e o médico João Bentivi (PHS), participarão das discussões.

Já o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e o pré-candidato do PSOL, Valdeny Barros, não confirmaram presença. E o médico Zeluis Lago (PPL), informou que está fora da capital.

A iniciativa do PV é inédita e reunirá, pela primeira vez, os pré-candidatos a prefeito da capital para as eleições deste ano. A expectativa, por esse motivo, é de que o debate ocorra em clima de cordialidade entre os concorrentes.

A sabatina ocorrerá com perguntas e respostas sobre temas que dizem respeito aos principais problemas ambientais e possíveis soluções para a cidade. Os pré-candidatos deverão se posicionar sobre o meio ambiente, a metropolização de São Luís, o saneamento básico, a poluição dos rios, a coleta seletiva de resíduos sólidos, a destinação dos resíduos, a arborização da capital, os animais em situação de abandono e a reativação do Centro de Zoonoses, que funcionava no prédio da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Regras – O evento ocorrerá em dois principais blocos. O primeiro será destinado a perguntas elaboradas pela coordenação para os pré-candidatos. Cada pergunta deverá ser respondida em até 3 minutos, Outros 2 minutos adicionais serão dados como tolerância.

Já no segundo bloco, cada pré-candidato terá um tempo maior para responder um dos temas preestabelecidos. Serão 5 minutos para abordar tema livre e mais 5 minutos para fazer as considerações finais.

Mais

Ainda fora das discussões pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), o PSTU se reunirá amanhã, às 9h, na Rua dos Prazeres, no Centro, para discutir a conjuntura política local, nacional e internacional. A sigla, que ainda não definiu pré-candidatura na capital, está fora da sabatina que ocorrerá hoje no Legislativo Estadual.

Greve dos professores completa 28 dias em São Luís

Em 2014, também em greve, professores protestaram contra Edivaldo

Em 2014, também em greve, professores protestaram contra Edivaldo Júnior

A greve dos professores da rede pública municipal de ensino completou ontem exatos 28 dias. Com atividades paralisadas em decorrência de um não acordo com a Prefeitura de São Luís, os professores exigem reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Amanhã está prevista uma nova audiência entre o Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) e o Executivo Municipal.

Os docentes querem 11,36% de reajuste, mas a Prefeitura oferece 10,6%, de forma parcelada. O parcelamento do reajuste é rechaçado pela categoria, que exige a reposição integral dos salários.

Quando foi eleito, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) prometeu valorizar os professores do município. O que tem feito, contudo, é exatamente o contrário.

Sem sequer dialogar com a categoria, Edivaldo estagna talvez o mais importante setor da administração municipal.

Lamentável para quem se propôs como o novo e a mudança…