Eliziane Gama mantém candidatura ao Senado e impõe pressão a Dino

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) afirmou ao titular do blog que vai manter a sua pré-candidatura ao Senado da República. A declaração da parlamentar ocorreu em meio à pressão imposta por aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) em favor da pré-candidatura do deputado federal e ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB).

“Nossa candidatura ao Senado é conduzida pelo partido. É uma candidatura que atende ao estado, atende aos movimentos de base que nos apoiam”, disse.

Questionada se manterá a candidatura, mesmo que haja apoio do Palácio dos Leões a outras figuras do grupo político ao qual está inserida, Gama reafirmou o seu posicionamento.

“Essa não é uma decisão individual, mas partidária”, pontuou.

No fim de semana o deputado Zé Reinaldo lançou oficialmente pré-candidatura ao Senado, num ato político realizado em São Mateus.

O ato ganhou repercussão no grupo governista, e deu início a uma pressão de aliados por apoio de Dino ao socialista.

Isso porque, apesar de em 2018 serem abertas duas vagas ao Senado, nomes como Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (PP), despontam como as preferências do comunista para o pleito.

Dentre os aliados que pressionam o Palácio dos Leões, estão o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e o seu pai, Rubens Pereira e os prefeitos de São Mateus, Miltinho Aragão, e de Tuntum, Cleomar Tema, ambos do PSB.

“Em três oportunidades [2006, 2010 e 2014], em prol da unidade política de nosso grupo, Zé Reinaldo abdicou do projeto de chegar ao Senado. Poucos são os políticos no Brasil que possuem a sua trajetória e, ao mesmo tempo, sua humildade. Em 2018, será o ano do Zé Reinaldo. Será o ano no qual o povo maranhense o elegerá senador. Tenho certeza e total confiança que ele mostrará, de fato, para que serve um senador”, afirmou Rubens Júnior, ao participar da segunda edição do “Encontro da Gratidão”, evento organizado pelo socialista para divulgar sua pré-candidatura pelo interior do estado.

Miltinho Aragão também fez discurso em apoio ao aliado. “Zé Reinaldo foi o governador que mais ajudou e investiu nos municípios. Tenho certeza que será o melhor e o maior senador municipalista que o nosso estado já teve”, disse.

Já Cleomar Tema citou a necessidade de “reconhecimento” ao apoio que Zé Reinaldo deu aos municípios quando fora governador. “Ele sempre trabalhou pelo desenvolvimento dos municípios. E será, tenho certeza, o primeiro senador verdadeiramente municipalista do nosso estado”, comentou.

Flávio Dino e a BR-135

Aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) bem que tentaram sustentar o argumento de que a obra é federal e que o Governo do Estado nada tem a ver com ela, mas a pressão foi tão grande que ele acabou precisando se posicionar sobre a buraqueira e a paralisação da duplicação da BR-135.

Foi uma conjunção de fatores: primeiro os problemas já comuns dos maranhenses que precisam deixar a ilha de São Luís em feriados como o da Semana Santa; para piorar, uma mulher foi assassinada na rodovia, justamente quando reduzia a velocidade por conta de buracos e acabou sendo alcançada por bandidos.

A obrigação de reparar a via é, de fato, do governo federal. Da presidente Dilma Rousseff (PT), para ser mais claro. E é exatamente aí que entra a pressão que foi exercida sobre o comunista.

Nas últimas semanas, Flávio Dino foi o protagonista de atos em defesa da petista, na luta pela manutenção do mandato dela, contra aqueles que a desejam ver fora do poder – seja por meio de uma renúncia, seja pelo impeachment.

Dino já fez discursos exaltados a favor da presidente, escreveu textos e mais textos em defesa da democracia” e, no mais recente evento na presença de Dilma, deu-lhe um caloroso abraço e um beijo.

Coisa de amigos íntimos.

E é por ver tudo isso que o maranhense mais bem esclarecido cobra de Flávio Dino – não da presidente Dilma diretamente – uma ação mais efetiva pela solução dos graves problemas enfrentados na BR-135.

Nada mais justo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

A crise entre o Governo e as prefeituras

Flávio Dino enfrenta fortes críticas de prefeitos

Flávio Dino enfrenta forte pressão de prefeitos

Os dois lados tentam manter as aparências públicas, mas o clima entre o governador Flávio Dino e os prefeitos maranhenses não ficou amistoso após a Marcha Municipalista promovida pela Federação dos Municípios. A passagem do governador teve forte repercussão negativa, tanto entre os gestores municipais quanto pelo que falou à imprensa.

De lá para cá, o que se ouve são reclamações dos prefeitos de que o governo recusou-se a atender pedidos pela liberação de recursos de convênios, dando de ombro ao apelo para recuperação dos municípios. E de lá para cá o que se vê nas redes sociais é uma discreta, mas intensa troca de farpas entre o chefe da Articulação Política de Dino, jornalista Márcio Jerry, e o presidente da Federação dos Municípios, Gil Cutrim.
E diante dos discursos de quase clamor dos prefeitos, o governador ainda ironizou, cobrando deles que se posicionassem a favor da criação da nova CPMF, com alíquota de 0,38%.

Desde então, os prefeitos entenderam o recado: pelo menos em 2015 – e muito menos em 2016, que é ano eleitoral, com restrições, portanto, à realização de convênios e parcerias – os municípios não poderão contar com recursos do governo do Estado para tentar salvar o orçamento.

E agora chega o fim do ano e o 13º salário. Será um “deus nos acuda”.

Um “Deus nos acuda”, Da coluna Estado, de O Estado do Maranhão

Flávio pressiona e deputados retiram nomes de PEC

Deputado estadual César Pires

Deputado estadual César Pires

O governador Flávio Dino (PCdoB) agiu rápido, pressionou a sua base na Assembleia Legislativa e fez com que pelo menos sete deputados retirassem as suas assinaturas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do deputado César Pires (DEM), que instituía o orçamento impositivo.

A PEC foi apresentada ontem à Mesa Diretora da Casa com um total de 20 assinaturas – 14 eram necessárias para o início da tramitação -, e já seria encaminhada hoje para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Caso sejam de fato confirmado a retirada de sete nomes do requerimento, a matéria, ficará inviável o início da tramitação.

No início de seu mandato, Flávio Dino afirmou que não iria interferir nas discussões da Assembleia. Mas antes mesmo de os deputados assumirem mandato, já havia forte articulação dele para a eleição de Humberto Coutinho (PDT) para a presidência da Casa.

Com a articulação pelo esvaziamento da PEC de César Pires, Flávio mostra que pretende jogar duro no legislativo.

Não haverá essa de “não interferir”. Não haverá a tão alardeada “separação de poderes”. Na verdade, nunca houve, e agora não seria diferente. Até porque, como bem disse Luis Fernando Silva (sem partido) em outra ocasião: “a mudança é apenas de gogó”.

Edivaldo mais uma vez, na base da pressão…

Edivaldo paga contratados da Multicooper depois de 28 dias de pressão

Edivaldo paga contratados da Multicooper depois de 28 dias de pressão

Sem confetes. A Prefeitura de São Luís anunciou que dará início hoje ao pagamento de 771 cooperados e terceirizados da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Até aí tudo bem, é até louvável a atitude do prefeito, que honra com o compromisso e põe fim – assim espera-se -, a uma angústia que já durava mais de 3 anos. Os 771 trabalhadores estavam sem receber desde a gestão João Castelo (PSDB), rejeitado pela população na eleição de 2012.

O que chama a atenção é o fato de alguns setores da imprensa agora quererem jogar confetes em Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que agiu unicamente por pressão, o que virou rotina em seu governo.

Os trabalhadores que agora devem ser ressarcidos de meses de trabalho não remunerado, foram obrigados a se submeter a humilhação na porta da Prefeitura de São Luís, num protesto que foi iniciado no dia 18 de dezembro de 2013.

“Acampados” na rua e expostos diariamente a sol e chuva, pais e mães de família – desrespeitados por todo esse tempo -, denunciaram inclusive terem sido vítima de ameaça por parte de um delegado de Polícia, que trabalhou no gabinete de Edivaldo Holanda, o pai, na Assembleia Legislativa.

Foram sujeitos aos mais diversos ataques por setores da mídia holandista – que acusaram o grupo de movimento político supostamente liderado pelo vereador Fábio Câmara (PMDB) -, e em diversas oportunidades foram impedidos de terem acesso à administração municipal. Por muito ficaram sem respostas

Leia também: Gestão de Holandinha só pega no “tranco”… blog do Marco D’Eça

A humilhação somente chegou ao fim, por que o prefeito só age quando pressionado. Em outros casos ele foge de São Luís [relembre aqui]. Na base da “pressão” Edivaldo resolveu o problema do Programa do Leite nas Escolas [reveja aqui], após manifestação pública de pais de estudantes da rede municipal; foi assim também em relação à pelo menos duas paralisações de advertência de profissionais da Saúde no Socorrão I no ano passado. Os funcionários pediam melhores condições de trabalho e a saída de Yglesio Moyses. Da mesma forma ocorreu em relação a diversos serviços feitos pela Prefeitura de pavimentação e drenagem em bairros da periferia, que somente ocorreram após protestos da população.

Edivaldo não age antecipadamente ou de forma planejada, jamais apresentou um programa de Governo e apenas fracassou nos primeiros 12 meses de gestão. E o pagamento de profissionais que prestaram serviços para a Prefeitura somente agora, após 28 dias de “acampamento” em frente a Prefeitura, foi só mais uma prova disso. O resto, é confete.