Processo de cassação de Roseana domina debate na Assembleia Legislativa

assembleiaO parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, favorável a cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB) foi o assunto que dominou a sessão da manhã de hoje na Assembleia Legislativa.

O líder da oposição na Casa, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), foi o primeiro a comentar o caso. Falou que õ parecer da Procuradoria Geral é uma prova de que a governadora teria cometido crime no período eleitoral.

Othelino Neto (PPS), Bira do Pindaré (PT) e Marcelo Tavares (PSB) também falaram do processo movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB). “Quebra o mito de que pessoas com determinado poder não são atingidas pela Justiça. Estamos em uma época diferente. Ninguém mais passa por cima da Justiça”, disse o parlamentar.

O vice-líder do Governo no parlamento, Magno Bacelar (PV), afirmou que nem a governadora, tão pouco o seu grupo político, nada têm a temer. “A governadora foi eleita de forma legítima pelo povo e não deve nada a Justiça. Ela atua de forma transparente, íntegra e legítima”, afirmou.

Na noite de ontem, a governadora Roseana Sarney, posicionou-se sobre o processo que pede a cassação de seu mandato. “Tenho minha consciência tranquila. Não fiz nada de errada. Todas as minhas ações foram transparentes e dentro da lei. Não devo nada”, disse ao jornalista Marco D’Eça.

Os “crimes” e as “indecências” de Marco D’Eça…

Blog do Robert Lobato – É difícil ficar alheio aos acontecimentos. Vamos lá.

De uma hora para outra o jornalista e blogueiro Marco D’Eça passou a ser o maior “criminoso” da imprensa maranhense. Um “indecente” descarado que não tem moral para criticar quem quer que seja neste estado.

O “crime” e a “indecência” do editor de política do jornal O Estado do Maranhão? Os seu rendimentos profissionais.

D’Eça foi elevado à condição de “bandido” porque, com o fruto do seu trabalho como profissional de comunicação e imprensa, conseguiu obter um padrão de vida que aos olhos dos seus detratores é indigno para um jornalista.

Não importa para os agressores se o cara tem talento, escreve bem, tem informações de qualidade; se conta com uma rede de fontes qualificadas tanto no grupo governista quanto no oposicionista, se está há anos no exercício da profissão e se atualmente é o blogueiro com maior acesso da blogosfera maranhense.

Não interessa para os “ficais dos contracheques” de Marco D’Eça, se ele é procurado por políticos e empresários para prestar serviços de assessoramento de imprensa e divulgação no seu blog é porque tem competência.

Ora, gente, onde está o crime de qualquer profissional ser renumerado por quantos clientes que forem? Onde reside a “indecência” de um jornalista vender a sua força de trabalho para políticos, empresários, prefeituras, governos etc? Os rendimentos de Marco D’Eça são provenientes do crime organizado, agiotagem, narcotráfico, sequestro, assalto em bancos ou coisa parecida?

Estas questões precisam ser levadas em conta se quisermos fazer o debate sério sobre o que está por trás de toda essa história.

Outra coisa: como vivem e sobrevivem os blogueiros afinados com o projeto de poder da oposição dinista? Qual a origem dos seus rendimentos? Se alimentam da luz do sol e da lua? Vestem-se com roupas doadas em campanhas para desabrigados? São nomeados em algum gabinete de deputado ou de vereador? Integram alguma folha de pagamento formal ou informal de prefeituras? Quem paga os profissionais, por exemplo, do site oposicionista Maranhão da Gente? Quanto recebem e quem paga os jornalistas e toda equipe envolvida no movimento “Diálogos pelo Maranhão”? As andanças de pessoas pelo estado para conhecer “a saúde britânica implantada no Maranhão” são feitas na base do “voluntarismo” cidadão? Será se toda essa gente trabalha somente pela “causa”, pelo “sonho” de ver o Maranhão livre da “oligarquia”? Todos só têm uma fonte de renda?

É muito grave essa tática de desmoralização de adversários a partir da exposição e exploração política de pessoas pelo que realizam profissionalmente, quando não existe nada de errado, qualquer crime ou indecência de ganharem bem pelo trabalho delas.

O problema não ganhar bem, mas se os ganhos são de origem honesta e limpa.

Da forma como tentam calar, constranger e intimidar os adversários poderíamos considerar que tudo não passa apenas de uma questão de inveja, mas a intensidade das agressões nos levam a crer que a coisa é mais grave.

Muito mais grave.

Bira do Pindaré é ficha-suja?

Bira tem condenação no TCU

Bira tem condenação no TCU por improbidade

A condenação do deputado estadual Bira do Pindaré (PT) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) abre caminho para que ele se torne ficha-suja no viés eleitoral?

A coluna consultou várias vozes tarimbadas e ouviu de umas que o fato de estar condenado por improbidade por uma corte coletiva o tira das disputas.

E de outras que, para ser ficha-suja, ele deverá ser condenado pela Justiça Comum. Vale aguardar o desfecho.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão.

Recomeça o julgamento da Ficha Limpa

Do G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje o julgamento do recurso sobre o registro de candidatura de Joaquim Roriz, que concorre ao governo do Distrito Federal. O julgamento recomeçou com uma intervenção do ministro Marco Aurélio Mello em defesa da proposta do presidente do tribunal, Cezar Peluso, de analisar a constitucionalidade da lei da ficha limpa. O julgamento havia sido suspenso ontem depois de um pedido de vistas do ministro Dias Toffoli.

Segundo Marco Aurélio Mello, é indispensável pronunciar-se sobre um conflito da norma jurídica com a Carta da República.

“Não há a menor dúvida de que nos também e principalmente, nós que somos guarda maior da carta da República, exercemos controle difuso da constitucionalidade. Nós já estamos a julgar matéria de fundo”, afirmou o ministro.

Depois das considerações do ministro Marco Aurélio Mello, pela ordem, começou a proferir seu voto o ministro Dias Toffoli.

Quatro vezes governador do DF, Roriz teve o registro impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque renunciou ao mandato de senador, em 2007, para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.

O julgamento da aplicabilidade da lei acontece neste exato momento, podendo ser acompanhado ao vivo, pela TV Senado e pelo site G1, com link acima do texto.