Servidores da Saúde não recebem 13º salário, denuncia Andrea Murad

A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) e o Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão (SEEMA) denunciaram o não pagamento do 13º a servidores da Saúde lotados em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e que têm vínculo com a Biosaúde.

São centenas de funcionários sem o 13º, que por lei deveria ter sido pago até ontem, 20 de dezembro.

“Governo Flávio Dino descumpre a lei e deixa funcionários da saúde sem a segunda parcela do 13º salário. Por lei, o valor deveria ser pago até hoje [ontem]. Como previsto, os profissionais da saúde que trabalham, por exemplo, na UPA da VILA LUIZÃO não receberam 1 centavo sequer. O mesmo está acontecendo com funcionários de outras unidades que tenho conversado. Um total desrespeito com os trabalhadores que estão prestes a passarem as festas de fim de ano sem um dos direitos básicos trabalhistas”, escreveu Andrea Murad.

Andrea Murad também denunciou o não depósito do FGTS de funcionários da Saúde.

“E as ilegalidades não param por aqui, funcionários estão descobrindo que apesar do FGTS ser descontado do salário, a empresa não está efetuando o depósito do benefício, causando assim mais uma grave infração. Como esperado, a quarteirização na saúde pública do Maranhão está provocando uma piora na gestão da rede pelo desvirtuamento dos objetivos da EMSERH, empresa pública criada pelo ex-secretário Ricardo para dar qualidade no atendimento, economia de escala e garantia para os profissionais da saúde. Contra essa ilegalidade, estarei pedindo providências imediatas ao Ministério Público para que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos”, finalizou a parlamentar.

Já o Sindicato dos Enfermeiros do Maranhão, notificou a Biosaúde e afirmou o setor jurídico já está tomando providências.

UPAs suspendem atendimentos por causa de salários atrasados

Médicos sem saláriosProfissionais da área da Saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São Luís, suspenderam desde ontem o atendimento a pacientes em decorrência do atraso de quase dois meses de salários.

O pagamento deveria ter sido feito pelo Instituto Cidadania e Natureza (ICN), que acabou com o contrato rompido pelo Governo do Estado por determinação judicial, tomada no bojo da operação “Sermão aos Peixes” da Polícia Federal.

Ontem, o blog mostrou em primeira mão documento assinado pelo secretário de estado da Saúde, Marcos Pacheco, [reveja aqui] informando aos médicos que a SES não iria arcar com os débitos salariais deixados pelo ICN.

O comunicado provocou revolta na classe médica, que ameaçou, ontem mesmo, paralisar todas as atividades.

Foi o que ocorreu. As UPAs da Cidade Operária, Vinhais, Itaqui-Bacanga, Araçagi e Parque Vitória, permanecem, até o momento, sem atender pacientes.

Mais 76 médicos no Maranhão

Gastão recepciona médicos estrangeiros

Gastão recepciona médicos estrangeiros

Mais 76 profissionais do programa Mais Médicos, do Governo Federal, chegaram ao Maranhão. Eles desembarcaram no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís, na tarde de ontem. Os médicos vão reforçar o Programa Saúde da Família (PSF) em 39 municípios do interior do estado. Com a chegada do grupo, sobe para 518 o número de médicos ligados ao programa do Governo Federal que atuam em 167 cidades do estado.

O voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que trouxe os profissionais para o estado veio de Fortaleza (CE) e chegou ao Aeroporto de São Luís às 14h35. Os profissionais que desembarcaram em São Luís têm nacionalidades diversas. Eles foram recepcionados pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira, que representou o Governo Federal. “O Governo Federal está satisfeito com a atuação desses profissionais no Brasil. No Maranhão, eu tenho dialogado com os prefeitos e estamos percebendo que os gestores e, sobretudo, a população aprovam a vinda de médicos pelo programa”, informou.

Os médicos serão acolhidos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), que realizará a semana de acolhimento na capital do estado, oportunidade em que eles conhecerão os serviços de saúde e as características da população maranhense para em seguida serem encaminhados para os municípios do interior para os quais foram selecionados. Este acolhimento é fundamental para que os médicos saibam a que hospitais, clínicas ou outras unidades de saúde encaminhar pacientes que necessitem de atendimento especializado, como cirurgias.

 De O Estado

Enfermeiros reivindicam 30 horas semanais no Maranhão

 

Enfermeiros ocupam a galeria da Assembleia Legislativa

Enfermeiros ocupam a galeria da Assembleia Legislativa do  Maranhão

Enfermeiros do Maranhão que reivindicam a derrubada do veto da governadora Roseana Sarney (PMDB) ao projeto de autoria da deputada Valéria Macedo (PDT) que fixa em 30 horas semanais a jornada de trabalho da categoria [causa defendida pelo blog] receberam apoio de deputados estaduais na manhã de hoje. O projeto havia sido aprovado em dois turnos em 2011 no Legislativo, mas foi vetado pelo Governo.

Os profissionais da saúde estiveram com faixas e cartazes na galeria da Assembleia Legislativa e conseguiram uma reunião com parlamentares no auditório da Casa.

Além de Valéria Macedo – enfermeira por formação – participaram do encontro os deputados André Fufuca (PSD), Cleide Coutinho (PSB), Francisca Primo (PT), Eliziane Gama (PPS), Dr. Pádua (PSD) e Bira do Pindaré (PT).

No plenário da Casa, o deputado Neto Evangelista (PSDB) afirmou que apoia a causa dos enfermeiros e disse que votará pela derrubada do veto. Ele afirmou que outros estados do país já adotaram as 30 horas semanais para os enfermeiros – que hoje ocupam cerca de 60% do total de cargos em hospitais públicos do Maranhão.

Também no plenário, Valéria Macedo afirmou que o parecer do relator do projeto, deputado Manoel Ribeiro (PTB), é pela derrubada do veto. A parlamentar prometeu uma grande marcha com profissionais de todo o estado em São Luís, que terá o objetivo de pressionar o Legislativo Estadual quanto a derrubada do veto.