Professores de Paço do Lumiar ocupam Secretaria de Educação

Professores do município Paço do Lumiar ocuparam a sede da Secretaria Municipal de Educação na manhã de hoje. A ocupação ocorreu como resultado da recusa do prefeito Domingos Dutra e o titular da pasta de Educação, Paulo Roberto, em receber os educadores para a discussão da pauta de reivindicação da categoria.

As informações são do blog de Michel Sousa.

Os profissionais fizeram uma passeata com cartazes e carros de som em direção a Semed em protesto contra o que chamaram de “pacote de maldades” divulgado esta semana pelo município. Além disso, aproveitaram o movimento para exigir direitos previsto em lei como reajuste 4,17% do Fundeb e as progressões salarias.

A exige também a legalização das 30 horas, conquistada em 2018 e revogada pelo atual secretário Paulo Roberto, pela manutenção da hora-aula de 50 minutos, um calendário de pagamento para todos os profissionais da educação e um novo estatuto do educador luminense.

Segundo um dos organizadores da manifestação, o secretário alegou que não foi informado sobre nenhuma reivindicação da categoria e mesmo após ver o documento protocolado em dezembro se recusou em ouvir os professores.

“Ele (secretário Paulo Roberto) se recusou a nos receber, porque não havia recebido a pauta de reivindicação antes. Mostramos a ele que foi protocolado em dezembro e mesmo assim disse que não vai ter diálogo. O mais absurdo foi ter nos acusado de intransigência e dizer que não reconhece o movimento, pois educadores não vão pra rua protestar. Vamos ocupar o prédio até que sejamos recebidos por ele” afirmou um dos representantes do Movimento de Valorização dos Servidores da Educação de Paço do Lumiar (MO.VA.SE), Wagner Aquino.

OUTRO LADO

O município de Paço do Lumiar respondeu por meio de nota. Leia, abaixo.

1. A lei do reajuste do piso dos professores será encaminhada à Câmara Municipal, APÓS O RECESSO LEGISLATIVO. O prefeito Domingos Dutra sempre pagou o piso e é de conhecimento público que o reajuste só pode ser concedido por meio de lei;

2. Os professores que fizeram concurso de 40 horas terão de cumprir sua jornada de trabalho de acordo com a lei: 32 horas-aulas;

3. A legalização das 30 horas ainda não está consolidada, encontra-se ainda em discussão;

4. A hora-aula continua 50 minutos, porém o professor precisa complementar em sala de aula os 10 minutos de cada hora, conforme resolução do CAOP – Educação, da Procuradoria Geral de Justiça.

Explicando: As horas de contato com os alunos são HORAS DE RELÓGIO. Como o município tem seus horários de 50 minutos, os 10 restantes precisam ser complementado.
Hoje eles só dão 13 horas-aula, quando deveriam dar 16 horas, no caso dos professores de 20h. SITUAÇÃO MAIS ONEROSA PARA O ERÁRIO PÚBLICO É A DOS PROFESSORES CONCURSADOS PRA 40H QUE DEVERIAM LECIONAR 32 HORAS-AULA E SÓ ESTÃO 20 HORAS EM CONTATO COM O ALUNO. CONVÉM DESTACAR QUE PAÇO PAGA 15,6% ACIMA DO PISO NACIONAL PARA PROFESSORES DE 40 HORAS;

5. Foi montada uma comissão para apresentar o estudo e o impacto financeiro ao Município das progressões (gratificações por títulos de especialização, mestrado e doutorado);

6. Por fim, o prefeito Domingos Dutra ressalta que reivindicações são justas e um direito dos trabalhadores, mas repudia qualquer manifestação movida por oportunismo político.

Prefeitura de Paço do Lumiar, 22 de janeiro de 2019

 

Escolas seguem com aulas suspensas por falta de merenda

melancia-merendaEstudantes de pelo menos seis escolas municipais de São Luís permanecem com as aulas suspensas por falta da merenda escolar.

Algumas unidades têm recebido apenas melancias fatiadas para distribuir – em pequenas quantidades – aos estudantes. Outras escolas sequer têm recebido os alimentos.

Por esse motivo, diretores e professores da educação infantil decidiram manter a suspensão das aulas, até que a Prefeitura de São Luís resolva o problema.

Ontem, estudantes da Unidade de Educação Básica (UEB) Sá Valle, no Anil, protestaram na rua contra a falta da merenda escolar. Eles fizeram uma passeata e chamaram a atenção da sociedade para o problema.

 

A UEB Professor Sá Valle, contudo, não é a única escola na mesma situação. Na sexta-feira, dia 18 deste mês, professores da rede municipal de ensino de São Luís denunciaram que algumas escolas da capital liberaram os alunos por falta de merenda.

O problema seria um impasse entre as merendeiras e uma empresa terceirizada. As escolas que tiveram de liberar os alunos foram UEB Maria Amélia Profeta, (Coroadinho), a UEB Rubem Almeida (Bequimão), a UEB Professor João de Souza Guimarães (Sol e Mar) e o anexo da UEB Jornalista Neiva Moreira (Bequimão).

Hoje, já não houve aula na UEB Mário Pereira, no Maracanã.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou ontem que as questões trabalhistas referentes às merendeiras estão sendo tratadas pela empresa responsável pelo serviço. A secretaria disse ainda que o fornecimento da alimentação escolar na rede municipal de ensino está garantido com gêneros alimentícios adquiridos de agricultores locais.

Grupo protesta no aeroporto contra Dilma Rousseff

dilma2Um pequeno grupo de militantes do PSDB recebeu com protestos, no Aeroporto Marechal Cunha Machado, a presidente Dilma Rousseff (PT), em seu desembarque em São Luís.

Apesar de pertencerem ao tucanato maranhense, os manifestantes ergueram faixa com a frase: “Não temos partido, nosso partido é o futuro”.

Eles fizeram críticas à crise econômica do país e se deslocaram, em seguida, para a área do Maracaã, na zona rural da cidade, onde Dilma fará a entrega de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida.

Enfermeiros protestam contra acordo firmado entre sindicato e hospitais

enfermeiraGilberto Léda – Enfermeiros do Maranhão mobilizam-se para realizar, na próxima terça-feira (12), um protesto contra uma convenção de trabalho assinada entre o sindicato da categoria e os donos de hospitais – com apoio do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) estabelecendo piso salarial de R$ 1.700,00 e jornada de trabalho de 12h por 36h de descanso.

Os trabalhadores da área reclamam que a assembleia em que o sindicado decidiu aceitar a proposta dos patrões não teve divulgação adequada.

“Em uma única reunião foi decidido e assinada tal convenção que não beneficia em nada a categoria”, diz um manifesto espalhado pelos enfermeiros via redes sociais.

Além da manifestação, um grupo de trabalhadores abriu processo no Ministério Público para apurar as circunstâncias em que foi firmado o acordo, que deve entrar em vigor no dia 1º de junho.

Também por meio das redes, espalha-se um vídeo em que um enfermeiro critica a administração do Coren-MA.

Segundo ele, o presidente da entidade é um acadêmico de Medicina, o que tem gerado reações na classe.

Mais protestos na Ilha

População bloqueia dois sentidos da Avenida dos Portugueses / Foto: Renata Soares

População bloqueia dois sentidos da Avenida dos Portugueses / Foto: Renata Soares

Duas avenidas de grande fluxo de veículos foram bloqueadas pela população, que reivindicam mai segurança nos bairros. As venidas foram Jerônimo de Albuquerque e dos Portugueses (BR-135).

A Avenida dos Portugueses, principal via de acesso à área Itaqui-Bacanga, foi bloqueada nos dois sentidos, próximo a entrada do Anjo da Guarda. O protesto provocou enorme engarrafamento na rodovia.

Já na Jerônimo, o bloqueio da via foi promovido por estudantes da escola Almirante Tamandaré, que reclamam dos assaltos na Cohab. Eles querem viaturas na porta da escola nos horários de entrada e saída dos estudantes.

Na sexta-feira quem promoveu grande mobilização e transtornos à população foram rodoviários, que atuam no sistema de transporte da capital. Na ocasião, pelo menos 30 ônibus foram depredados, dentre estes, quatro incendiados.

Quarta-feira nova paralisação de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus deverá ocorrer em São Luís. Outro caos…

Médico classifica categoria de “Búfalos Selvagens” e ameaça atendimento

Comentário de leitor que se identifica como médicoO texto publicado segunda-feira pelo blog: “Médicos protestam contra Padilha, mas ficam sem apoio de prefeitos”, despertou as mais diversas manifestações de leitores da página.

Uma destas manifestações, no entanto, chamou atenção do titular pela ousadia, agressividade e falta de bom senso. Ela partiu de um médico [pois assim ele se declara], que se posiciona de forma contrária às medidas do Governo Federal no país, a exemplo do Programa Mais Médicos, que já tem a adesão de 64 municípios do estado.

Segundo o leitor, que se identifica como Paulo, a classe médica é uma “MANADA DE BÚFALOS SELVAGENS ADORMECIDOS”.

Em tom ameaçador, o profissional da saúde alerta que é bom não despertá-los: “SENÃO PREJUÍZOS VIRÃO”, diz ele.

Não considero o posicionamento como uma ameaça aos governos Federal, Estadual e Municipal, mas sim a saúde pública, à população, principalmente aquela mais humilde – que vive em extrema pobreza -, a que mais carece do atendimento destes profissionais.

O desabafo desaforado e arrogante do leitor [médico] – dá margens, por exemplo, para questionamentos em relação à paralisação da categoria de ontem em São Luís. Médicos deixaram de atender pacientes da Santa Casa de Misericórdia, muitos oriundos do interior do estado, como mostrou reportagem da TV Mirante, mas continuaram religiosamente com suas atividades em todas as clínicas e hospitais particulares da capital. Porque prejudicar justamente o paciente do SUS? Qual a lógica e o objetivo da manifestação?

Sinceramente, não acredito que a maior parte dos médicos maranhenses compactuam com as palavras do leitor [médico], que classificou a categoria de “Búfalos Selvagens”.

E por mais que haja divergências entre os anseios da categoria e as diretrizes dos programas implantados pelo Governo Federal, não acredito também que o Conselho Regional de Medicina (CRM) apóie este tipo de postura, que ameaça tão somente a saúde pública.

Afinal, creio que a população não precisa realmente de búfalos…

Médicos protestam contra ministro, mas são reprovados por prefeitos

Médicos protestam contra ministro, mas são reprovados por prefeitos

Médicos protestam contra Padilha, mas ficam sem apoio de prefeitos

Médicos dão as costas para ministro e são reprovados

Médicos dão as costas para ministro e são reprovados por auditório

Durante a palestra do ministro Alexandre Padilha para prefeitos e secretários municipais de saúde, sobre o programa Mais Médicos, há pouco, no Hotel Luzeiros,  12 médicos resolveram fazer uma manifestação contra o ministro. O ato foi reprovado de forma unânime pelos prefeitos que participavam do evento.

No momento em que Padilha começou a falar, os profissionais da saúde caminharam para frente do ‘palco’ e ficaram de costas para o ministro. Todos colocaram faixas pretas nos braços, em sinal de protesto ao Governo Federal.

O problema, no entanto, é que os médicos não encontraram apoio algum do auditório, e acabaram em cena vexatória. Prefeitos e secretários – que penam diariamente em seus municípios atrás destes profissionais, pediram a saída dos médicos da frente do palco, sob a alegação de que eles estavam atrapalhando o diálogo com o ministro. Os 12 manifestantes, no entanto, se recursaram a sair.

Foi então que o ministro pediu licença, passou a frente dos médicos e começou a sua palestra. Foi aplaudido de pé por ininterruptos 2 minutos. “Esse programa não vai tirar emprego de médico algum vai levar médicos para o interior do estado. Lá onde há carência de profissionais. Sou médico e estou ministro, mas antes de qualquer coisa, temos de pensar no bem e na saúde da população. Estamos preocupados com a população”, disse.

Sem argumentos para contrapor o que foi mostrado na palestra, principalmente no que diz respeito ao número de médicos por habitantes no estado [Maranhão é o último colocado no ranking segundo o ministro do Turismo Gastão Vieira (PMDB)], que é insuficiente para atender a demanda, os médicos nada falaram. Mas o pior, com a postura adotada, perderam o pouco apoio que tinham.

Poderiam ter ficado sem essa…

Manifestantes entram em confronto com a polícia na BR-135

Manifestantes estão desde cedo na BR-135 / Douglas Pinto/TV Mirante)

Manifestantes estão desde cedo na BR-135 / Douglas Pinto/TV Mirante)

A interdição de trecho da BR-135 que ocorre desde o início da manha, resultou em confronto de manifestantes com a Tropa de Choque da Polícia Militar e com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O clima de tensão aumentou após os manifestantes se recusarem a desobstruir a estrada. Ambulâncias com pacientes transferidos do interior do estado para hospitais da capital enfrentam dificuldade para ter acesso à cidade.

Por volta do meio-dia representantes da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), Polícia Militar e moradores do Recanto Verde e Vila Itamar. Apesar do acordo entre as partes, os manifestantes alegaram que a comissão que seguiu para a reunião com a Semosp não os representa.

O tumulto continuou. O bloqueio, que até há pouco ocorria nos dois sentidos da BR-135 e em três pontos distintos, ocorre com troncos e galhos de arvores, pneus, pedras, barras de concreto e fogo. Até o momento não há informações de feridos no confronto com a polícia.

PM não vai mais atuar na desobstrução de vias em protestos do #VEMPRARUSLZ

Desbloqueio de vias públicas fica sob a responsabilidade da SMTT e da Guarda Municipal

protesto-ja-deuA partir de hoje a Polícia Militar do Maranhão não mais atuará na desobstrução de vias públicas durante as manifestações do #VEMPRARUASLZ na capital. A decisão foi tomada ontem pelo secretário de Estado de Segurança, Aluísio Mendes.

Com a redefinição da atuação da PM, fica a cargo de agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e da Guarda Municipal a liberação de ruas e avenidas ocupadas pelos manifestantes. Um erro.

policia3A polícia somente atuará em casos de crime, vandalismo e depredação do patrimônio público. “A polícia tem feito o seu trabalho de forma preventiva e vai continuar nas ruas para manter a ordem, porém estamos definindo melhor os papéis de cada agente”, declarou Aluísio Mendes.

A decisão da SSP ainda vai dar muito o que falar. Primeiro porque manifestante algum vai querer dar ouvidos a agente de trânsito ou ao guarda municipal. Segundo: com essa onda de vandalismo e agressões, o agente de trânsito corre sério risco de tornar-se vítima de bandidos que participam do movimento. A Guarda também não dispõe de efetivo e equipamentos o suficiente para agir em situações de conflitos que alcancem grandes proporções. Terceiro: se o dever da polícia é manter a ordem, a mesma não pode se eximir de garantir o direito de ir e vir do cidadão em casos de bloqueios de vias públicas. É portanto, uma medida equivocada e incoerente da SSP.

Ao trabalho Ministério Público…

Site de campanha foi construído pelo MP

Site de campanha foi construído pelo MP

A rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, de autoria do deputado federal Lourival Mendes (PTdoB) não ocorreu por outro motivo, se não por pressão da população brasileira, que desde a semana passada realiza manifestações em todo o país contra a proposta.

Foi justamente nesse curto período que o Ministério Público ganhou força, pressionou ainda mais Câmara dos Deputados e conseguiu obter êxito com o expressivo resultado da votação: 430 votos contra nove (e duas abstenções).

A aprovação da PEC já estava articulada, mas por conta do desgaste ao governo Dilma (PT) – não era mais conveniente contrariar a opinião pública -, foi abortada. Os holofotes estão todos voltados para o Brasil. A imprensa mundial acompanha o desenrolar dos protestos. Quem era a favor, rapidamente mudou de opinião e Lourival, que tinha apoio da maioria, ficou falando sozinho no plenário.

Mas, e o Ministério Público? Além de apoiar o protesto do povo – que foi fundamental para a sua vitória na Câmara – precisa começar a agir, mostrar a face, ir às ruas e investigar.

O Ministério Público deve ser cobrado e apresentar resultados de seu trabalho à população. Não pode se esconder em gabinetes, tão pouco recuar e se apegar à desculpa de falta de estrutura para trabalhar. Muito menos ser omisso.

Os promotores de Justiça não querem investigar? Então ao trabalho.