“Roberto Rocha não recebeu R$ 200 mil de ninguém”, diz Graça Paz

A deputada estadual resolveu posicionar-se à ofensiva do deputado Bira do Pindaré (PSB) e à ala política do governador Flávio Dino (PCdoB) contra o senador Roberto Rocha, alvo de um pedido de expulsão dos quadros do PSB [saiba mais aqui].

Além de rechaçar o pedido de expulsão, Graça Paz “cutucou” o governador Flávio Dino (PCdoB) – que teve arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sindicância para investigação no âmbito da Lava Jato, por suposto recebimento de propina da Odebrecht. [Leia mais aqui]

“Só fico imaginando e lamentando a atitude do PSB maranhense ao expulsar o senador Roberto Rocha deste partido. Por qual motivo querem expulsar o senador Roberto Rocha do PSB? Será que ele é um perigo para a política do Maranhão? Será que ele é um perigo para a candidatura do atual governador em 2018? Será que pensam isso? Eu acho que não tem nenhuma razão de ser. Porque o senador Roberto Rocha, tendo condição de ser candidato a governador, ele será candidato a governador, nada lhe impede. Ele não tem o nome sujo. Ele não recebeu R$ 200 mil, R$ 400 mil de ninguém. Pelo menos até agora nada apareceu contra o senador Roberto Rocha”, provocou.

Graça Paz também falou do prestígio do senador, eleito na chapa do governador Flávio Dino em 2014.

“Roberto Rocha é um nome respeitado neste Maranhão. Roberto não contrata ninguém para dizer aquilo que ele quer, o que ele quer ele diz pessoalmente, diz diretamente. O Roberto Rocha é assim, é afoito, eu sei que é. Destemido, eu sei que é, mas é corajoso. Ele não é covarde. E tem gente que não tolera isso, não aceita ver o senador Roberto Rocha subindo degraus, não sei por que”, finalizou.

Bira do Pindaré quer a expulsão de Roberto Rocha do PSB

Rocha é hoje adversário de Flávio Dino, por isso a intervenção de Bira do Pindaré contra o ex-aliado

A direção estadual do PSB decidiu, por unanimidade, pelo pedido de expulsão do senador Roberto Rocha dos quadros da legenda.

Trata-se de uma articulação do deputado estadual Bira do Pindaré, que ocupa o comando do diretório municipal, em São Luís, e que quer conduzir o partido a uma aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições 2018.

A decisão pela expulsão de Roberto Rocha ocorreu no fim de semana, durante o Congresso Estadual da legenda, que dentre outras coisas, consolidou a recondução de Luciano Leitoa, prefeito de Timon, à presidência estadual da sigla.

Leitoa também é aliado do governador Flávio Dino.

Roberto Rocha assumiu a liderança do PSB no Senado na semana passada.

Ele é pré-candidato a governador e rompeu politicamente com o governador Flávio Dino no ano passado, depois de não conseguir espaços para o filho – Roberto Rocha Júnior -, na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Desde então o que há entre Rocha e Dino são discussões [em redes sociais], e acusação de perseguição política e de traição.

Resta saber agora, qual será o posicionamento da direção nacional da sigla.

Bira do Pindaré quer a saída de Roberto Rocha do PSB

O deputado estadual Bira do Pindaré, presidente do comando municipal do Partido Socialista do Brasil (PSB) na capital, quer a saída do senador Roberto Rocha da legenda.

À TV Difusora, o parlamentar afirmou que “não há ambiente” para a permanência do senador na sigla.

“O lugar dele é qualquer outro lugar, menos aqui no PSB. Essa é minha visão em relação a este indivíduo. Espero que ele tenha o bom senso e perceba que não tem ambiente pra ele no PSB”, enfatizou.

Bira do Pindaré assumiu o comando do diretório municipal do PSB após a destituição do ex-vereador Roberto Rocha Júnior, filho do senador. A saída de Júnior do comando da legenda ocorreu como uma espécie de retaliação, da presidência nacional do partido, ao posicionamento do senador em relação ao presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso Nacional.

Desde então, é Bira quem dá as cartas na legenda.

Roberto Rocha ainda não se posicionou sobre o tema.

PSB na berlinda

O deputado estadual Bira do Pindaré está mesmo disposto a provocar o senador Roberto Rocha a se decidir sobre o futuro do PSB. Recém-alçado ao comando do partido, em substituição ao filho de Rocha, o ex-vereador homônimo – embora não se tenha informação oficial dessa mudança -, Bira já convocou um congresso da legenda, para, entre outras coisas, discutir o processo eleitoral de 2018.

O deputado socialista é aliado histórico do governador Flávio Dino (PCdoB) e não esconde que quer o PSB no projeto de esquerda do comunista nas eleições do ano que vem. Para isso, conta com o apoio de outros deputados socialistas, como o líder governista Rogério Cafeteira e o presidente estadual da legenda, prefeito de Timon Luciano Leitoa.

A ascensão de Bira é também uma resposta do partido à postura distante que Roberto Rocha adota em relação à legenda. Historicamente vinculado ao PSDB, o senador nunca se envolveu organicamente com o PSB. Tanto que a sua principal aliada na Assembleia, deputada Graça Paz, permanece filiada ao PSL.

No Senado, apesar da decisão socialista de ficar contra o governo Michel Temer (PMDB), Rocha permanece alinhado ao governo peemedebista. Mas, de qualquer forma, o senador maranhense já se mostrou interessado em disputar o Governo do Estado. E qualquer partido sonha em ter uma candidatura competitiva.

Por essas e outras, o congresso partidário convocado por Bira para o dia 19 tem tudo para se transformar em um forte motivo para debates no PSB.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Compasso de espera

Três partidos com forte atuação política no Maranhão – PMDB, PSDB e PSB – estão em uma espécie de compasso de espera em relação ao andamento das questões políticas de Brasília. E qualquer que for o resultado da crise federal terá influência direta nas eleições maranhenses de 2018.

O PMDB é o partido do presidente Michel Temer, alvo de pressões por uma renúncia. Se o ato extremo ocorrer, obviamente que a legenda ganha nova configuração de cenário para a disputa no estado. Entraria o partido em uma disputa sem o fundamental apoio do governo central?

O PSDB, por sua vez, tem seu principal nome – senador Aécio Neves – envolvido diretamente nas denúncias de corrupção trazidas à tona pela delação dos executivos da JBS. E seu revés acaba por diminuir a importância eleitoral do seu partido. Aos tucanos resta esperar se um deles possa almejar o poder em uma eventual troca de comando em Brasília.

Das três principais legendas, o PSB foi a única que já tomou posição em relação ao governo Temer. O partido decidiu anunciar-se na oposição. E isso, claro, influencia diretamente no projeto do senador maranhense Roberto Rocha. O socialista tem cargos e acesso a verbas no governo Temer, que também podem cair em caso de queda do atual presidente. E sem espaços em Brasília, torna-se missão difícil competir no Maranhão em 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Implicações demais…

Desde que anunciou que estava de saída do PSB – e logo em seguida anunciar-se pré-candidato a senador – o deputado federal José Reinaldo Tavares vive um périplo em busca de legendas que o abriguem para o pleito de 2018. Mas há implicações demais no abrigo ao ex-governador.

As legendas que topam encarar a candidatura do ainda socialista (ele não deixou oficialmente o PSB) não concordam com o seu projeto de aliança. Para o PSDB, por exemplo, José Reinaldo pode até ser um bom candidato, mas traz consigo o apêndice de ter que apoiar a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) – que sequer dá bola para sua candidatura.

Além disso, as legendas de menor porte sentem a desconfiança que o ex-governador carrega consigo desde que decidiu romper com o seu grupo político, após assumir o Governo do Estado, em 2002. Muitos entendem que Tavares busca legenda apenas para se eleger, sem compromisso ideológico com partido ou liderança.

Além do próprio nome, José Reinaldo tem pouco a oferecer nas negociações de aliança para uma chapa majoritária. Ele depende muito mais de aliados como o próprio Dino – ou como o presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha – do que dos seu próprio cacife.

Sabendo disso é que o ex-governador tenta viabilizar-se em uma legenda com peso suficiente para bancar seu nome ao Senado. Mas não abre mão de que seja por um único caminho. O que dificulta seu poder de articulação.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roberto Rocha aguarda decisão sobre comando nacional do PSB

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária.Em discurso, senador Roberto Rocha (PSB-MA).Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

A permanência ou não do senador Roberto Rocha no PSB dependerá de quem ficará com o comando do partido: Pernambuco ou São Paulo.

Se for o primeiro, o mais lógico é que em 2018 o PSB se coligue com o PT para uma eventual candidatura do ex-presidente Lula.

E nesse caminho o mais provável é que Rocha deixe o PSB, apesar de a ele ser garantido pelos socialistas alinhados com Pernambuco o direito de ser candidato a governador do Maranhão.

Escanteio – Se o PSB ficasse nas mãos dos pernambucanos, Flávio Dino mais uma vez teria de lutar para ter o PT ao seu lado na eleição.

Explica-se: o PSB deverá ir com Lula, mas quer Rocha candidato. Com isso, amarraria o PT maranhense à candidatura do senador maranhense e deixaria Dino de lado.

E há quem garanta que, se tiver de escolher, Lula não vai com Flávio Dino em 2018 assim como não quis em 2010 e 2014. E que só deixou o PT em 2008 com Dino devido a pedido do presidente do Senado na época.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Zé Reinaldo deixa o PSB

Gilberto Léda – O deputado federal e pré-candidato a senador Zé Reinaldo oficializou sua saída do PSB.

Em artigo publicado hoje (1º) ele diz que escolheu deixar a legenda porque os seus líderes resolveram fechar questão contra as reformas Trabalhista e da Previdência. Reinaldo, como se sabe, é a favor das duas.

“Eu estou saindo do PSB exatamente porque [o partido] resolveu fechar questão contra as reformas trabalhista e previdenciária sem ouvir as bancadas da Câmara e do Senado”, justificou ele.

O destino do parlamentar divide-se entre duas siglas: PSDB e DEM.

Um encontro na semana com Geraldo Alckmin, governador de São Paulo e líder do PSDB nacional, leva a crer que este pode ser seu próximo partido, mas a proximidade do DEM com o governo Flávio Dino (PCdoB) não pode ser desconsiderada.

No próximo domingo (7) o (agora) ex-socialista lançará oficialmente sua pré-candidatura ao Senado, em evento organizado pelo prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB). O anúncio do novo partido pode ser feito nesse evento.

PMDB de Timon pede a cassação de Luciano Leitoa

Ludwing – Volta a esquentar o cenário político em Timon. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), através do presidente do Diretório de Timon, ex-deputado Sétimo Waquim (foto) e por intermédio dos advogados Eliomar Feitosa, Pedro Marinho e Amanda Waquim acionaram a Justiça na segunda-feira (23) com uma Representação por captação e gastos ilícitos para fins eleitorais contra o prefeito Luciano Leitoa e seu vice, o comunista João Rodolfo.

Segundo a Representação do PMDB, a prestação de contas do candidato eleito Luciano Leitoa e seu respectivo vice têm “diversas ilegalidades perpetradas que as tornam eivadas de vícios insanáveis, em desacordo com a Lei Geral das Eleições”.

Acrescenta ainda que “tais condutas aqui narradas caracterizam captação e uso ilícito de recursos, inviabilizando o escorreito exercício da fiscalização sobre as contas de campanha pela Justiça Eleitoral, revelando-se uma prática que deve ser extirpada, uma vez que é ordinariamente utilizada como artifício para obter vantagem econômica com nítido potencial de viciar a vontade popular”.

No item Receitas da Representação existe um fato que chama a atenção. No documento informa que as doações foram praticamente feitas todas em apenas quatro datas, sendo que dentro do período de greve dos bancos 58 pessoas conseguiram ter acesso a agência para fazer a doação em espécie. Além disso, existem quatro doações de beneficiários do Programa Bolsa Família; doadores sem CPF; doações de pessoas sem capacidade financeira; presença de cheque sem fundos; gastos eleitorais antes da abertura da conta de campanha; quase 1.000 omissões eleitorais, o que pode caracterizar caixa dois etc.

Diante dos fatos narrados nas receitas e despesas da prestação de conta do prefeito Luciano Leitoa e do seu vice, João Rodolfo os advogados do PMDB requereram a Justiça a condenação dos representados, por captação e utilização ilícita de recursos (artigo 30-A da Lei das Eleições), com a consequente cassação dos diplomas e demais efeitos legais.

Perdendo valor

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Roberto Rocha perdeu a batalha para Dino / Imagem da campanha eleitoral de 2012

O fim do prazo para as convenções partidárias e as sucessivas idas e vindas do partido – com indefinição até mesmo sobre uma candidatura própria, de Bira do Pindaré, que registrava algo em torno de 10% das intenções de votos – diminuíram o tamanho do PSB maranhense em comparação com o início das articulações partidárias para as eleições de São Luís.

Tumultuados por uma disputa estadual entre o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que preside o partido no estado, e o senador Roberto Rocha, principal representante da legenda em Brasília, os socialistas vinham bem até meados de junho, quando se encaminhavam para uma anunciada aliança em torno da candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS). Mas, de repente, tudo mudou.

Em entrevista a O Estado, Rocha negou que estivesse articulando com Eliziane, desqualificou a candidatura de Wellington do Curso (PP) e decidiu reavivar a aliança com o prefeito Edivaldo Júnior (PDT), garantindo nunca ter rompido com ele, mas apenas divergido. E isso justamente no momento em que o PT também anunciava aliança com o pedetista, pedindo o vice.

Nestas últimas três semanas, o PSB só experimentou revezes. Não conseguiu viabilizar o vice de Edivaldo, tentou se reaproximar de Wellington do Curso, voltou a namorar com Eliziane Gama e aguardou, em vão, sinalização de Edivaldo Júnior. Para completar, o grupo de Rocha viu Bira do Pindaré desistir da candidatura própria, diminuindo ainda mais o poder de fogo da legenda, às vésperas do fim do prazo para fechamento de coligações.

O PSB está agora entre Eliziane Gama, noiva com quem rompeu já quase no altar, e Wellington do Curso, com quem diz ter, sequer, cogitado a namorar. E só tem até amanhã para se definir. Com o valor já bem menor no campo de apostas.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão