Ida de Roberto Rocha ao PSDB deve esvaziar Carlos Brandão

O possível ingresso do senador Roberto Rocha (PSB) no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), assegurado pelo membro da executiva nacional da sigla, Sebastião Madeira, deve esvaziar na legenda o vice-governador do estado, Carlos Brandão.

Brandão foi quem assegurou a participação do PSDB na chapa do governador Flávio Dino nas eleições 2014.

Ele conseguiu barrar a ala contrária à aliança e conseguiu se viabilizar como o candidato a vice-governador daquela eleição.

Ocorre que Brandão tem perdido espaços no comando da legenda.

Sebastião Madeira, por exemplo, que pretende disputar uma vaga no Senado da República, discute no âmbito nacional, candidatura própria do partido nas eleições 2018.

O objetivo é assegurar a estrutura do partido ao senador Roberto Rocha, hoje oposição ao governador Flávio Dino.

Sem espaços no PSB, Rocha deve mesmo voltar ao ninho tucano.

E se voltar, será para ser candidato.

Caberá a Carlos Brandão, buscar outro caminho para o pleito do próximo ano…

De novo o PSDB

Ganhou força nos últimos dias uma especulação que circula nos bastidores políticos desde abril, segundo a qual o ministro Sarney Filho estaria de saída do PV. E o destino seria o PSDB. Imediatamente após a revelação – ainda não confirmada oficialmente pelo ministro, mas ponderada pelos deputados Adriano Sarney e Edilázio Júnior (ambos também do PV) – começaram especulações na mídia maranhense.

Uma dessas especulações dava conta de que o vice-governador Carlos Brandão e o ex-prefeito de Imperatriz – adversários internos no ninho tucano – teriam se unido para tentar impedir a entrada de Sarney Filho. Em conversa com o editor de Política de O Estado, Marco Aurélio D’Eça, Madeira negou essa blindagem. E ainda revelou outra novidade,

“O Roberto Rocha também quer vir para o partido, para ser candidato”, disse ele, abrindo ainda mais um tema de especulações políticas.

Ao negar veto à entrada do ministro do Meio Ambiente e revelar o interesse também do senador do PSB, Madeira mostra que o PSDB, ao contrário do que parecia a partir do revés enfrentado pelo senador Aécio Neves (MG), continua em franca movimentação para as eleições de 2018.

De todas as especulações – negativas ou positivas – em relação ao futuro tucano, o ex-prefeito de Imperatriz só confirma uma delas: há um namoro firme entre o PSDB e o PMDB que pode resultar em casamento no próximo pleito. E talvez este namoro explique toda essa movimentação de lideranças em direção ao ninho tucano.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Definição no PSDB: Brandão atento aos cenários

O presidente do PSDB no Maranhão, vice-governador do Estado, Carlos Brandão, participou na noite de ontem da reunião ampliada da Executiva Nacional da sigla, que definiu a permanência do partido na base do Governo Federal.

Lideranças nacionais do partido e representantes de todos os estados, participaram do ato.

Atento aos cenários, Brandão defendeu a tese de preservação à boa política. “Tenho acompanhado atentamente as movimentações do meu partido e respeito a decisão nacional, defendendo sempre a política feita com verdade, transparência, respeito às instituições e compromisso com o cidadão e com o país”, reforçou, ao assegurar que vai seguir as determinações que a coletividade partidária definir nacionalmente.

Também participaram do encontro, representantes de bancada, quatro ministros: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos); os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Goiás, Marconi Perillo, e do Pará, Simão Jatene; os prefeitos de São Paulo, João Dóriae e de Manaus, Arthur Virgílio.

 

 

Compasso de espera

Três partidos com forte atuação política no Maranhão – PMDB, PSDB e PSB – estão em uma espécie de compasso de espera em relação ao andamento das questões políticas de Brasília. E qualquer que for o resultado da crise federal terá influência direta nas eleições maranhenses de 2018.

O PMDB é o partido do presidente Michel Temer, alvo de pressões por uma renúncia. Se o ato extremo ocorrer, obviamente que a legenda ganha nova configuração de cenário para a disputa no estado. Entraria o partido em uma disputa sem o fundamental apoio do governo central?

O PSDB, por sua vez, tem seu principal nome – senador Aécio Neves – envolvido diretamente nas denúncias de corrupção trazidas à tona pela delação dos executivos da JBS. E seu revés acaba por diminuir a importância eleitoral do seu partido. Aos tucanos resta esperar se um deles possa almejar o poder em uma eventual troca de comando em Brasília.

Das três principais legendas, o PSB foi a única que já tomou posição em relação ao governo Temer. O partido decidiu anunciar-se na oposição. E isso, claro, influencia diretamente no projeto do senador maranhense Roberto Rocha. O socialista tem cargos e acesso a verbas no governo Temer, que também podem cair em caso de queda do atual presidente. E sem espaços em Brasília, torna-se missão difícil competir no Maranhão em 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Dois pesos e duas medidas

O Brasil virou de ponta-cabeça após a divulgação de conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Na delação, estavam envolvidos o presidente da República, Michel Temer, e o senador do PSDB Aécio Neves. A repercussão foi gigantesca. No Maranhão, muito se falou e entre os que tanto comentaram estão o governador Flávio Dino (PCdoB) e sua trupe.

Mas os comentários de Dino e seus subalternos se restringiram somente a Temer. Pediram diretas já, renúncia do presidente, levantaram teses jurídicas e aliados de Brasília fizeram movimentos – mesmo que fracos – para dizer que são a favor da democracia.

O que chama atenção no episódio é que nem Flávio Dino e nem os seus aliados fizeram a menor das críticas ao senador Aécio Neves, afastado do mandato devido à gravação que deixa claro que ele pediu dinheiro (R$ 2 milhões) ao empresário Joesley para pagar advogados que o defendessem da acusação de recebimento de propina.
Nada de tese jurídica para saber se o tucano poderia ser ou não preso, se ele pode ou não perder o mandato.

Alguns sonhadores, que ainda acreditam em alguma faísca de coerência do governador, até chegaram a comentar se o comunista não defenderia o tucano. Motivo para tal pensamento? A aliança do PCdoB com o PSDB, que teve aval de Aécio Neves, em 2014.

A festa para declarar a união entre as legendas teve direito à vinda do senador ao Maranhão com abraços, apertos de mãos, elogios e muitos afagos de Dino ao ego do agora enrolado senador tucano.

Mas como sempre quando têm que se posicionar e o cenário não é favorável, os comunistas fingem que o fato não ocorreu.

Fingiram não ter ocorrido nada com Aécio Neves em relação à delação da JBS, assim como fingiram inexistir a festa tucano-comunista, há cerca de dois anos. Nenhuma palavra. Nem críticas, nem solidariedade.

O jogo de cintura do governador, em nome do seu projeto de poder, parece mais descompassado a cada dia.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Lava Jato: Janot pede a prisão do senador Aécio Neves

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O magistrado, no entanto, optou por não decretar monocraticamente o pedido apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano.

No despacho, Fachin decidiu submeter ao plenário do Supremo o pedido de prisão de Aécio solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Endereços ligados ao parlamentar tucano também são alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.

O relator da Lava Jato determinou ainda que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) seja afastado da Câmara. Fachin, a exemplo do que decidiu em relação a Aécio, também preferiu enviar ao plenário do tribunal o pedido da PGR para prender o deputado do PMDB.

Reportagem publicada nesta quarta (17) no site do jornal “O Globo” revelou que o dono do frigorífico JBS Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República uma gravação na qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões.

No áudio gravado por Joesley, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. O senador tucano é alvo de seis inquéritos no Supremo relacionados à Lava Jato.

O jornal também informou que Rocha Loures recebeu propina do dono do frigorífico JBS entregou uma gravação feita em 7 de março deste ano em que o presidente da República, Michel Temer, indica o deputado do PMDB para resolver assuntos da holding J&F no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Rocha Loures já foi chefe de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente. Após o impeachment de Dilma Rousseff, o parlamentar peemedebista atuou como assessor especial da Presidência. Ele assumiu uma cadeira na Câmara no momento em que o Osmar Serraglio (PMDB-PR) deixou o parlamento para assumir o comando do Ministério da Justiça.

Informações do portal G1

Carlos Brandão: “vamos aguardar a decisão oficial da executiva nacional”

O presidente estadual do PSDB no Maranhão, vice-governador Carlos Brandão, explicou qual deve ser a postura da sigla em relação às eleições 2018 no estado.

Brandão destacou que o PSDB foi o partido que mais cresceu, de forma proporcional, no país, nas eleições do ano passado e explicou que a legenda aguardará uma decisão da cúpula nacional para movimentar-se em busca de alianças no estado.

“O PSDB maranhense trabalha para cumprir as metas estabelecidas. Assim, fomos o diretório que, proporcionalmente, mais cresceu no país. Entendo que a aliança foi importante para que isso ocorresse. De qualquer forma, vamos aguardar o posicionamento oficial da executiva nacional. Vejo que esse debate sobre alianças, e isso vale para qualquer partido, só deve ocorrer mesmo quando as regras do jogo forem definidas, ou seja, após a discussão sobre a reforma política. O certo é que o PSDB do Maranhão respeitará a decisão da executiva”, disse.

A Reforma Política a que se referiu Brandão, em discussão no Congresso Nacional, pode estabelecer diretrizes que vão atingir o sistema eleitoral do país. Uma das propostas diz respeito ao voto em lista fechada; outra trata do fim das coligações e a última, do fim da figura do vice.

São aspectos decisivos para a definições de alianças…

Flávio Dino destaca reeleição de Brandão no PSDB

Flávio Dino ao lado do vice-governador, Carlos Brandão

O governador Flávio Dino participou, na manhã deste domingo (7), da Convenção Estadual 2017 do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que reelegeu, por aclamação, o vice-governador Carlos Brandão à presidência do partido. O evento, ocorrido no Rio Poty Hotel, em São Luís, reuniu prefeitos, vereadores e dirigentes da sigla de todas as regiões do Maranhão.

Em seu discurso, Flávio Dino enfatizou a palavra gratidão para se referir ao PSDB e aos dirigentes, sobretudo o presidente Carlos Brandão, na construção da vitoriosa campanha de 2014 e na condução de um Governo pautado na agenda de mudanças para o Maranhão. “Essa é a razão principal da minha presença aqui, agradecer a grande colaboração que o PSDB dá ao nosso Governo, desde a campanha, agora no exercício das funções. Liderado pelo vice-governador Carlos Brandão é um partido fundamental na nossa aliança política”, destacou.

Flávio Dino manifestou o desejo pela continuidade da união entre o PSDB e o PCdoB que, segundo ele, “está fazendo muito bem ao Maranhão”. O governador realçou ainda que o PSDB viveu um grande processo de fortalecimento em todo o estado após as eleições municipais “com o meu apoio e minha solidariedade a esse crescimento”. Sobre a reeleição do vice-governador Carlos Brandão à presidência do partido, ele afirmou que é uma pessoa que ajuda o Maranhão com sua experiência.

“Quem acompanha as funções de Governo sabe que o vice-governador dá uma grande colaboração cotidiana ao Governo. Nos representando em uma série de atividades de enorme importância, a exemplo da captação de investimentos internacionais, reuniões com delegações internacionais, empresas estrangeiras que desejam investir no Maranhão. Tenho certeza que o PSDB vai continuar caminhando nesse rumo de sustentação do processo de mudanças políticas do nosso estado na medida em que nos ajuda bastante a governar”, reiterou Flávio Dino.

Reeleito para o próximo biênio à frente do PSDB, Carlos Brandão disse que terá mais responsabilidade para conduzir o partido “da forma que nós estamos conduzindo. O partido cresceu muito e vai continuar crescendo. E essa parceria com o Governo tem fortalecido o PSDB”. O vice-governador fez questão de ratificar que a união com o Governo foi fundamental para o fortalecimento dos tucanos.

“Nós antes de estarmos alinhados com o PCdoB tínhamos oito prefeitos. Depois da aliança nós aumentamos de oito para 30 prefeitos. Nós tínhamos oito vice-prefeitos. Com a aliança passou para 20 vice-prefeitos. E tivemos 76 candidatos. Portanto, é uma aliança que deu certo”, disse Brandão, explicando que o PSDB está no Governo não só com o vice-governador, mas com Secretaria, e outros cargos contribuindo para um Maranhão melhor.

Informações do Portal Vermelho

Brandão deve ser reeleito presidente em convenção estadual do PSDB

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, presidente estadual do PSDB no estado, será reeleito hoje.

Ele comanda chapa única registrada pela sigla e por isso deverá reassumir a presidência do partido pelo próximo biênio.

A convenção acontece desde às 8h no Rio Poty Hotel e se estende até às 12h. Na reunião, os tucanos vão discutir as diretrizes do partido para o próximo biênio, e logo após será realizada a eleição do presidente e demais membros da direção da sigla no Maranhão.

Brandão conduzirá o partido, com o aval da direção nacional, nas eleições 2018.

E o seu objetivo é manter a unidade da sigla para o próximo pleito.

Aspecto que parece ter sido compreendido pelos membros do PSDB no estado…

A importância incontestável de Brandão

Muito tem se falado ultimamente sobre a composição da chapa majoritária em busca da reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

Diante das composições que se discutem, é bom que se note o seguinte: ninguém, nenhum partido se atreve a cogitar uma vaga de vice ao lado do governador.

E isso, levando-se em conta que o PSDB ainda não tenha definido sua posição em relação ao Maranhão. Ou seja, teoricamente, ainda não há certeza de que o partido continue na base aliada.

Isso, por si só, já teria promovido uma série de especulações em torno de nomes.

Mas, não.

Parece haver, sob a áurea do atual vice-governador Carlos Brandão (PSDB), um grande respeito, que parece começar pelo próprio governador, que já disse a interlocutores próximos que não quer essa discussão.

Afinal, quantos políticos carregam uma postura tão correta, séria e diplomática? Um vice com crédito do meio político.

O que se vê é que, principalmente nos bastidores, sua importância é incontestável.