De novo o PSDB

Ganhou força nos últimos dias uma especulação que circula nos bastidores políticos desde abril, segundo a qual o ministro Sarney Filho estaria de saída do PV. E o destino seria o PSDB. Imediatamente após a revelação – ainda não confirmada oficialmente pelo ministro, mas ponderada pelos deputados Adriano Sarney e Edilázio Júnior (ambos também do PV) – começaram especulações na mídia maranhense.

Uma dessas especulações dava conta de que o vice-governador Carlos Brandão e o ex-prefeito de Imperatriz – adversários internos no ninho tucano – teriam se unido para tentar impedir a entrada de Sarney Filho. Em conversa com o editor de Política de O Estado, Marco Aurélio D’Eça, Madeira negou essa blindagem. E ainda revelou outra novidade,

“O Roberto Rocha também quer vir para o partido, para ser candidato”, disse ele, abrindo ainda mais um tema de especulações políticas.

Ao negar veto à entrada do ministro do Meio Ambiente e revelar o interesse também do senador do PSB, Madeira mostra que o PSDB, ao contrário do que parecia a partir do revés enfrentado pelo senador Aécio Neves (MG), continua em franca movimentação para as eleições de 2018.

De todas as especulações – negativas ou positivas – em relação ao futuro tucano, o ex-prefeito de Imperatriz só confirma uma delas: há um namoro firme entre o PSDB e o PMDB que pode resultar em casamento no próximo pleito. E talvez este namoro explique toda essa movimentação de lideranças em direção ao ninho tucano.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Definição no PSDB: Brandão atento aos cenários

O presidente do PSDB no Maranhão, vice-governador do Estado, Carlos Brandão, participou na noite de ontem da reunião ampliada da Executiva Nacional da sigla, que definiu a permanência do partido na base do Governo Federal.

Lideranças nacionais do partido e representantes de todos os estados, participaram do ato.

Atento aos cenários, Brandão defendeu a tese de preservação à boa política. “Tenho acompanhado atentamente as movimentações do meu partido e respeito a decisão nacional, defendendo sempre a política feita com verdade, transparência, respeito às instituições e compromisso com o cidadão e com o país”, reforçou, ao assegurar que vai seguir as determinações que a coletividade partidária definir nacionalmente.

Também participaram do encontro, representantes de bancada, quatro ministros: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos); os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Goiás, Marconi Perillo, e do Pará, Simão Jatene; os prefeitos de São Paulo, João Dóriae e de Manaus, Arthur Virgílio.

 

 

Compasso de espera

Três partidos com forte atuação política no Maranhão – PMDB, PSDB e PSB – estão em uma espécie de compasso de espera em relação ao andamento das questões políticas de Brasília. E qualquer que for o resultado da crise federal terá influência direta nas eleições maranhenses de 2018.

O PMDB é o partido do presidente Michel Temer, alvo de pressões por uma renúncia. Se o ato extremo ocorrer, obviamente que a legenda ganha nova configuração de cenário para a disputa no estado. Entraria o partido em uma disputa sem o fundamental apoio do governo central?

O PSDB, por sua vez, tem seu principal nome – senador Aécio Neves – envolvido diretamente nas denúncias de corrupção trazidas à tona pela delação dos executivos da JBS. E seu revés acaba por diminuir a importância eleitoral do seu partido. Aos tucanos resta esperar se um deles possa almejar o poder em uma eventual troca de comando em Brasília.

Das três principais legendas, o PSB foi a única que já tomou posição em relação ao governo Temer. O partido decidiu anunciar-se na oposição. E isso, claro, influencia diretamente no projeto do senador maranhense Roberto Rocha. O socialista tem cargos e acesso a verbas no governo Temer, que também podem cair em caso de queda do atual presidente. E sem espaços em Brasília, torna-se missão difícil competir no Maranhão em 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Dois pesos e duas medidas

O Brasil virou de ponta-cabeça após a divulgação de conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Na delação, estavam envolvidos o presidente da República, Michel Temer, e o senador do PSDB Aécio Neves. A repercussão foi gigantesca. No Maranhão, muito se falou e entre os que tanto comentaram estão o governador Flávio Dino (PCdoB) e sua trupe.

Mas os comentários de Dino e seus subalternos se restringiram somente a Temer. Pediram diretas já, renúncia do presidente, levantaram teses jurídicas e aliados de Brasília fizeram movimentos – mesmo que fracos – para dizer que são a favor da democracia.

O que chama atenção no episódio é que nem Flávio Dino e nem os seus aliados fizeram a menor das críticas ao senador Aécio Neves, afastado do mandato devido à gravação que deixa claro que ele pediu dinheiro (R$ 2 milhões) ao empresário Joesley para pagar advogados que o defendessem da acusação de recebimento de propina.
Nada de tese jurídica para saber se o tucano poderia ser ou não preso, se ele pode ou não perder o mandato.

Alguns sonhadores, que ainda acreditam em alguma faísca de coerência do governador, até chegaram a comentar se o comunista não defenderia o tucano. Motivo para tal pensamento? A aliança do PCdoB com o PSDB, que teve aval de Aécio Neves, em 2014.

A festa para declarar a união entre as legendas teve direito à vinda do senador ao Maranhão com abraços, apertos de mãos, elogios e muitos afagos de Dino ao ego do agora enrolado senador tucano.

Mas como sempre quando têm que se posicionar e o cenário não é favorável, os comunistas fingem que o fato não ocorreu.

Fingiram não ter ocorrido nada com Aécio Neves em relação à delação da JBS, assim como fingiram inexistir a festa tucano-comunista, há cerca de dois anos. Nenhuma palavra. Nem críticas, nem solidariedade.

O jogo de cintura do governador, em nome do seu projeto de poder, parece mais descompassado a cada dia.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Lava Jato: Janot pede a prisão do senador Aécio Neves

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O magistrado, no entanto, optou por não decretar monocraticamente o pedido apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano.

No despacho, Fachin decidiu submeter ao plenário do Supremo o pedido de prisão de Aécio solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Endereços ligados ao parlamentar tucano também são alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.

O relator da Lava Jato determinou ainda que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) seja afastado da Câmara. Fachin, a exemplo do que decidiu em relação a Aécio, também preferiu enviar ao plenário do tribunal o pedido da PGR para prender o deputado do PMDB.

Reportagem publicada nesta quarta (17) no site do jornal “O Globo” revelou que o dono do frigorífico JBS Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República uma gravação na qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões.

No áudio gravado por Joesley, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. O senador tucano é alvo de seis inquéritos no Supremo relacionados à Lava Jato.

O jornal também informou que Rocha Loures recebeu propina do dono do frigorífico JBS entregou uma gravação feita em 7 de março deste ano em que o presidente da República, Michel Temer, indica o deputado do PMDB para resolver assuntos da holding J&F no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Rocha Loures já foi chefe de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente. Após o impeachment de Dilma Rousseff, o parlamentar peemedebista atuou como assessor especial da Presidência. Ele assumiu uma cadeira na Câmara no momento em que o Osmar Serraglio (PMDB-PR) deixou o parlamento para assumir o comando do Ministério da Justiça.

Informações do portal G1

Carlos Brandão: “vamos aguardar a decisão oficial da executiva nacional”

O presidente estadual do PSDB no Maranhão, vice-governador Carlos Brandão, explicou qual deve ser a postura da sigla em relação às eleições 2018 no estado.

Brandão destacou que o PSDB foi o partido que mais cresceu, de forma proporcional, no país, nas eleições do ano passado e explicou que a legenda aguardará uma decisão da cúpula nacional para movimentar-se em busca de alianças no estado.

“O PSDB maranhense trabalha para cumprir as metas estabelecidas. Assim, fomos o diretório que, proporcionalmente, mais cresceu no país. Entendo que a aliança foi importante para que isso ocorresse. De qualquer forma, vamos aguardar o posicionamento oficial da executiva nacional. Vejo que esse debate sobre alianças, e isso vale para qualquer partido, só deve ocorrer mesmo quando as regras do jogo forem definidas, ou seja, após a discussão sobre a reforma política. O certo é que o PSDB do Maranhão respeitará a decisão da executiva”, disse.

A Reforma Política a que se referiu Brandão, em discussão no Congresso Nacional, pode estabelecer diretrizes que vão atingir o sistema eleitoral do país. Uma das propostas diz respeito ao voto em lista fechada; outra trata do fim das coligações e a última, do fim da figura do vice.

São aspectos decisivos para a definições de alianças…

Flávio Dino destaca reeleição de Brandão no PSDB

Flávio Dino ao lado do vice-governador, Carlos Brandão

O governador Flávio Dino participou, na manhã deste domingo (7), da Convenção Estadual 2017 do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que reelegeu, por aclamação, o vice-governador Carlos Brandão à presidência do partido. O evento, ocorrido no Rio Poty Hotel, em São Luís, reuniu prefeitos, vereadores e dirigentes da sigla de todas as regiões do Maranhão.

Em seu discurso, Flávio Dino enfatizou a palavra gratidão para se referir ao PSDB e aos dirigentes, sobretudo o presidente Carlos Brandão, na construção da vitoriosa campanha de 2014 e na condução de um Governo pautado na agenda de mudanças para o Maranhão. “Essa é a razão principal da minha presença aqui, agradecer a grande colaboração que o PSDB dá ao nosso Governo, desde a campanha, agora no exercício das funções. Liderado pelo vice-governador Carlos Brandão é um partido fundamental na nossa aliança política”, destacou.

Flávio Dino manifestou o desejo pela continuidade da união entre o PSDB e o PCdoB que, segundo ele, “está fazendo muito bem ao Maranhão”. O governador realçou ainda que o PSDB viveu um grande processo de fortalecimento em todo o estado após as eleições municipais “com o meu apoio e minha solidariedade a esse crescimento”. Sobre a reeleição do vice-governador Carlos Brandão à presidência do partido, ele afirmou que é uma pessoa que ajuda o Maranhão com sua experiência.

“Quem acompanha as funções de Governo sabe que o vice-governador dá uma grande colaboração cotidiana ao Governo. Nos representando em uma série de atividades de enorme importância, a exemplo da captação de investimentos internacionais, reuniões com delegações internacionais, empresas estrangeiras que desejam investir no Maranhão. Tenho certeza que o PSDB vai continuar caminhando nesse rumo de sustentação do processo de mudanças políticas do nosso estado na medida em que nos ajuda bastante a governar”, reiterou Flávio Dino.

Reeleito para o próximo biênio à frente do PSDB, Carlos Brandão disse que terá mais responsabilidade para conduzir o partido “da forma que nós estamos conduzindo. O partido cresceu muito e vai continuar crescendo. E essa parceria com o Governo tem fortalecido o PSDB”. O vice-governador fez questão de ratificar que a união com o Governo foi fundamental para o fortalecimento dos tucanos.

“Nós antes de estarmos alinhados com o PCdoB tínhamos oito prefeitos. Depois da aliança nós aumentamos de oito para 30 prefeitos. Nós tínhamos oito vice-prefeitos. Com a aliança passou para 20 vice-prefeitos. E tivemos 76 candidatos. Portanto, é uma aliança que deu certo”, disse Brandão, explicando que o PSDB está no Governo não só com o vice-governador, mas com Secretaria, e outros cargos contribuindo para um Maranhão melhor.

Informações do Portal Vermelho

Brandão deve ser reeleito presidente em convenção estadual do PSDB

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, presidente estadual do PSDB no estado, será reeleito hoje.

Ele comanda chapa única registrada pela sigla e por isso deverá reassumir a presidência do partido pelo próximo biênio.

A convenção acontece desde às 8h no Rio Poty Hotel e se estende até às 12h. Na reunião, os tucanos vão discutir as diretrizes do partido para o próximo biênio, e logo após será realizada a eleição do presidente e demais membros da direção da sigla no Maranhão.

Brandão conduzirá o partido, com o aval da direção nacional, nas eleições 2018.

E o seu objetivo é manter a unidade da sigla para o próximo pleito.

Aspecto que parece ter sido compreendido pelos membros do PSDB no estado…

A importância incontestável de Brandão

Muito tem se falado ultimamente sobre a composição da chapa majoritária em busca da reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

Diante das composições que se discutem, é bom que se note o seguinte: ninguém, nenhum partido se atreve a cogitar uma vaga de vice ao lado do governador.

E isso, levando-se em conta que o PSDB ainda não tenha definido sua posição em relação ao Maranhão. Ou seja, teoricamente, ainda não há certeza de que o partido continue na base aliada.

Isso, por si só, já teria promovido uma série de especulações em torno de nomes.

Mas, não.

Parece haver, sob a áurea do atual vice-governador Carlos Brandão (PSDB), um grande respeito, que parece começar pelo próprio governador, que já disse a interlocutores próximos que não quer essa discussão.

Afinal, quantos políticos carregam uma postura tão correta, séria e diplomática? Um vice com crédito do meio político.

O que se vê é que, principalmente nos bastidores, sua importância é incontestável.

Brandão dá o troco em Maura Jorge e derruba Samuel Jorge no PSDB

O vice-governador do estado e presidente estadual do PSDB no Maranhão, Carlos Brandão, deu o troco na ex-prefeita Maura Jorge e derrubou do comando da Juventude do PSDB no estado, o seu sobrinho, Samuel Jorge.

A intervenção da direção nacional da Juventude da sigla foi anunciada hoje. No comunicado, o partido político informa que a presidência da juventude no estado “perdia representatividade política. Isto porque o então presidente Samuel Jorge, declarava precocemente e a vários meios de comunicação o seu apoio a um nome para pré-candidatura ao governo do Estado, já para as eleições de 2018”.

Jorge foi destituído da presidência da juventude da sigla sob a acusação de infidelidade partidária.

Uma comissão provisória foi nomeada pelo presidente nacional da Juventude do PSDB, Henrique Palermo do Vale. Cinco membros [veja na imagem acima], conduzirão os rumos da juventude até a eleição, que ocorrerá nos próximos meses.