Roberto Rocha se impõe e convida Luis Fernando a se retirar do PSDB

O senador Roberto Rocha, pré-candidato ao Governo e presidente estadual do PSDB no Maranhão, emitiu uma nota pública, em seu perfil, em rede social, em que convida o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, deixe o PSDB.

O posicionamento de Rocha ocorreu após Luis Fernando decidir pelo apoio à candidatura de Eliziane Gama ao Senado pela chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), desafeto do tucano.

Rocha tem como pré-candidatos ao Senado o deputado estadual Alexandre Almeida e o deputado federal José Reinaldo Tavares.

Por isso a não aceitação do apoio de um tucano a Eliziane.

Se não aceitar o convite e antecipar o pedido para deixar o partido, Luis Fernando deve ser alvo de intervenção da sigla…

Madeira diz que Zé Reinaldo só não será candidato no PSDB se insistir em apoiar Braide

O secretário-Geral do PSDB no Maranhão, ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, não amenizou a crise política instalada no partido comandado no Maranhão pelo senador Roberto Rocha.

A O Estado, ele afirmou que o ex-governador José Reinaldo Tavares continua como opção da sigla para a disputa do Senado da República, desde que pare de insistir no “seu posicionamento”.

Madeira referia-se ao fato de Zé Reinaldo ter defendido apoio à pré-canididatura de Eduardo Braide, do PMN, ao Palácio dos Leões. A postura tem incomodado porque o PSDB tem um pré-candidato próprio ao Executivo: Roberto Rocha.

“O Zé Reinaldo permanece candidato. Isto somente poderá mudar se ele insistir na posição que tem tomado”, disse Madeira.

De acordo com Madeira, a partir do momento em que reafirmou apoio a pré-candidatura de Eduardo Braide, Zé Reinaldo não voltou a conversar com a direção do PSDB.

“Não chegamos a conversar após a posição do deputado Zé Reinaldo. Ele não nos procurou para falar a respeito da polêmica que foi gerada”, explicou.

Rejeitado pelo governador Flávio Dino, Zé Reinaldo também enfrenta forte resistência no PSDB.

E já não pode mais mudar de partido…

Zé Reinaldo anuncia filiação ao PSDB

COMUNICADO À IMPRENSA

Com o respeito e a cordialidade que sempre mantive com a imprensa maranhense e por entender que o compromisso fundamental dos comunicadores profissionais é com a responsabilidade na divulgação da verdade dos fatos, acima de especulações, faço os esclarecimentos que seguem.

Tenho uma antiga e sólida ligação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Fomos colegas na Câmara dos Deputados, fomos vice-governadores e, em seguida, governadores de nossos estados, na mesma época. Possuo muito respeito pelo homem e pelo político Alckmin. Conservo também uma amizade muito antiga e forte com o coordenador da campanha do governador Alckmin à Presidência, senador Tasso Jereissati, pois vivemos juntos grandes episódios da história política brasileira e isso permitiu que, por diversas vezes, conversássemos sobre o Maranhão.

Na última terça-feira (20), encontrei com o governador Alckmin, na posse da deputada Tereza Cristina, minha amiga do PSB, agora no DEM, na Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura. Ele me viu e veio falar comigo sobre o Maranhão e eu disse que estou sempre pronto a ajudá-lo. Na terça feira à noite, recebi uma ligação do governador me convidando para ir a São Paulo conversarmos, convite que eu prontamente atendi na quarta-feira passada (21).

Tivemos um longo e produtivo diálogo. O governador pediu apenas que eu aguardasse uma conversa sua com o senador Roberto Rocha, presidente do partido no Maranhão. Queria ouvi-lo sobre o que discutimos. Ontem (30), sexta-feira, logo cedo pela manhã, ele me ligou para dizer que tinha conversado com Roberto Rocha que, por sua vez, teceu elogios à minha pessoa, o qual agradeço agora, publicamente. Roberto afirmou que não havia impedimento da parte dele para que esse entendimento pudesse se concretizar. Com essa compreensão, esclareço o que ficou decidido:
o governador Alckmin terá, como em São Paulo, dois palanques no Maranhão. Um, do seu partido, o PSDB, que terá como candidato a governador Roberto Rocha, como já está decidido, e outro palanque com Eduardo Braide, candidato ao governo do Maranhão, também com o apoio de Alckmin.

Eu, portanto, me filiarei ao PSDB, serei candidato ao Senado e apoiarei Alckmin nos dois palanques. Além do apoio que recebi do governador paulista, discutimos muito a sua campanha no Estado e fiz um acordo com ele. Se eleito presidente do Brasil, Geraldo Alckmin apoiará os projetos estruturantes do Maranhão, bem como viabilizará o programa proposto pelo Nobel de Economia, James Heckman, a ser transformado em projeto social por mim e outros, com objetivo de diminuir a desigualdade e a pobreza, preparando melhor as novas gerações de maranhenses. Consegui ainda o compromisso de Alckmin com a nossa refinaria e com o polo petroquímico, que trará milhares de empregos e empresas para o Maranhão. Firmamos compromisso também com o Centro Espacial Brasileiro de Alcântara, com o Programa Espacial Brasileiro, com o apoio à vinda de um parque industrial da indústria espacial e com o Fundo de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas de Alcântara, que estou propondo.

O governador prometeu uma Cooperativa de Microcrédito para homens e mulheres pobres poderem ter acesso a dinheiro barato e, assim, abrirem seus pequenos negócios, além de apoio técnico de São Paulo para qualificar professores, capacitar trabalhadores maranhenses para o trabalho, apoio firme para o nosso Sistema de Saúde e da nossa Segurança.

Desta forma, meus amigos, entraremos firmes na campanha, não apenas a eleitoral, mas na mais importante de todas, a de combater as causas ainda intocadas da pobreza em nosso Estado – a minha maior aspiração como homem público. Vamos juntos colocar o Maranhão em novo patamar de desenvolvimento.
Com minhas cordiais saudações,

José Reinaldo Tavares
Deputado Federal

Dória não acredita em aliança do PSDB com o PCdoB no Maranhão

João Dória em entrevista ao jornalista Roberto Fernandes / Foto: Blog do Gilberto Léda

O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória (PSDB) rechaçou hoje, em entrevista ao jornalista Roberto Fernandes, a possibilidade de reedição da aliança entre o seu partido político e o PCdoB no Maranhão, a exemplo do que ocorreu em 2014.

Para Dória, a suposta “aliança”, defendida pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), não representa o sentimento do PSDB.

 

“Evidentemente eu não quero emitir opiniões, nem influenciar decisões do PSDB ou da política maranhense. Aqui nós temos gente de estatura, de conhecimento, de vida, de biografia e eu respeito muito, mas eu não vejo o PSDB caminhando aqui com esquerda, com o Partido Comunista Brasileiro, com o PT. Não estou desrespeitando o pensamento da esquerda, da extrema esquerda, mas esse não é o sentimento do PSDB”, disse.

O tucano, que adiantou que o candidato à Presidência da República pelo seu partido deve ser Geraldo Alckmin, citou o senador Roberto Rocha (PSDB) e disse que o partido caminhará para a “frente”.

“O PSDB hoje está muito mais para uma linha liberal, uma linha social-democrata, mas comprometida com o desenvolvimento e não com o assistencialismo. Então eu vejo o PSDB caminhando aqui com forças democráticas, de centro, pode ser até um centro liberal, um centro que respeite a dignidade humana, a necessidade de proteger os mais pobres, os mais humildes, mas que olhe para frente. Eu não vejo o PSDB caminhando aqui numa linha mais à esquerda. Eu tenho certeza que o senador Roberto Rocha e outros que compõem aqui, grandes lideranças do PSDB saberão compreender isso, interpretar isso, como aliás tem feito e acredito que uma boa frente, uma frente ampla no Maranhão possa defender essa posição e juntos marchar para oferecer uma condição e opções melhores para o estado do Maranhão”, destacou.

Com informações de Gilberto Léda

Brandão diz que Roberto Rocha vai “jogar a toalha” em 2018

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, destituído na semana passada do comando estadual do PSDB, provocou o senador Roberto Rocha, que assumiu a presidência da Comissão Interventora do partido, e disse que o correligionário desistirá da disputa para o Governo do Estado em 2018.

A manifestação de Brandão ocorreu por meio do twitter.

“Eu não vou defender projeto que não acredito. Em 2002 o senador Roberto Rocha foi candidato a governador, e sabe o que aconteceu? Ele jogou a toalha. E é isso o que vai acontecer”, disse.

Insatisfeito com o PSDB após intervenção da direção nacional, Brandão sugeriu provável saída da sigla, ao afirmar que não defenderá o “projeto”.

Foi ele quem articulou a aliança do partido com o PCdoB, do governador Flávio Dino, na eleição 2014.

Eleito vice-governador, Brandão tem trabalhado para tentar reeditar a aliança.

A direção nacional da sigla, contudo, já rechaçou a possibilidade. Ao instituir Roberto Rocha como presidente interino da legenda no Maranhão, Tasso Jereissati afirmou que Brandão havia “submetido o PSDB aos caprichos do PCdoB”.

Tasso também falou da falta de espaços da legenda no estado e questionou o fato de o partido, no Maranhão, apoiar o governador Flávio Dino, que defende a eleição do ex-presidente Luiz Inácio do Lula da Silva em 2018.

Com informações de O Estado

Com Rocha no comando, PSDB deve deixar Governo Flávio Dino

A direção nacional do PSDB efetivou uma intervenção no comando estadual da sigla no Maranhão, destituiu o então presidente Carlos Brandão – vice-governador de Flávio Dino (PCdoB) -, e efetivou na presidência do partido, o senador Roberto Rocha.

O ato afasta qualquer possibilidade de reedição da aliança PCdoB-PSDB para as eleições 2018.

Ex-aliado de Dino, Roberto Rocha é pré-candidato ao Governo do Estado, e conduzirá a sigla durante todo o processo eleitoral no Maranhão.

Em situação amplamente desfavorável, Dino vê o seu palanque “derreter” e começa a perder legendas importantes. Além do afastamento praticamente irreversível do PSDB, o comunista ainda pode perder o apoio do PT, que já manifestou insatisfação com o lançamento da candidatura própria de Manuela d’Ávila, do PCdoB, à Presidência da República.

Para lideranças nacionais do PT, o lançamento de uma candidatura própria do PCdoB, enfraquece o projeto da legenda e do ex-presidente Luiz Inácio Lula de consolidar um nome de consenso da esquerda.

A reeleição de Dino, portanto, começa a ficar cada vez mais difícil…

Palanque esvaziado

Não bastasse a confirmação da candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que deu aos comunistas a indesejável certeza de que haverá segundo turno nas eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) amarga outro dissabor: a tendência é de que seu palanque esvazie à medida que forem sendo definidos os nomes do pleito presidencial.

Em 2014, como novidade da política, Flávio Dino navegou tranquilo por todas as candidaturas presidenciais – de Dilma Rousseff (PT) a Aécio Neves (PSDB), passando por Eduardo Campos (PSB) e até Marina Silva (Rede). A postura furta-cor foi possível, sobretudo, pelo leque de alianças que ele conseguiu no Maranhão, envolvendo direita e esquerda no mesmo balaio ideológico.

Para 2018, o comunista não terá a mesma facilidade. Já perdeu o PSDB, que terá palanque próprio no Maranhão, e tende a perder, também, o PSB, o PPS, e até o PTB e o DEM, que tendem a seguir a coligação com os tucanos em âmbito nacional.

Além disso, Dino terá de se virar para convencer os petistas a estar com ele, sobretudo após decisão do seu PCdoB de lançar a candidatura presidencial da ex-deputada federal Manuela D’Ávila.

O cenário eleitoral para o comunista que ora ocupa o Palácio dos Leões, é, portanto, muito mais obscuro do que aquele que ele planejou a partir de 2015, quando assumiu o governo,furtando sonhos de esperança e mudança nunca concretizados nestes três anos de mandato.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Hora do desembarque

Até o fim da semana passada, membros do PSDB do Maranhão trabalharam com a possibilidade de evitar a volta do senador Roberto Rocha ao partido, já que o retorno dele acarretaria mudanças de postura da legenda em relação ao governo comunista de Flávio Dino (PCdoB).

Por meio de sua assessoria, Carlos Brandão dizia que ainda não havia se reunido com Tasso Jereissati, presidente nacional tucano. Neto Evangelista, que é do primeiro escalão do governo comunista, usava verbos na condicional para dizer que poderá deixar o PSDB. Deputados estaduais como Sérgio Frota e Marcos Caldas reclamavam de não terem sido ouvidos pela direção nacional.

O fato é que os tucanos de bico duro não quiseram saber de argumentos sobre crescimento do partido graças à aliança com o PCdoB. Filiaram Roberto Rocha ao PSDB e virão, em breve, ao Maranhão para ato simbólico de filiação, e também para dar ao senador o comando do partido no estado.

Na solenidade oficial de filiação ocorrida ontem, em Brasília, tanto Jereissati quanto Geraldo Alckmin, Marcone Pirilo e José Serra deixaram claro que Roberto Rocha é o nome do partido no Maranhão.

Agora resta a Brandão, Evangelista e a todos os demais tucanos apaixonados pelos comunistas esquecerem o “amor” iniciado em 2014 com Flávio Dino ou deixar os quadros do PSDB.

E se escolherem a saída ao desembarque do colo comunista, esses tucanos terão que trilhar um caminho que garanta a eles vitória em seus projetos políticos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roberto Rocha chega ao PSDB para a disputa do Governo em 2018

O senador Roberto Rocha se filiará oficialmente ao PSDB na próxima quarta-feira, em Brasília.

O ato contará com a presença de lideranças nacionais da sigla. O parlamentar chega com o status de dirigente para controlar a legenda no Maranhão.

Com a filiação, Rocha assegura legenda para a disputa do Governo do Maranhão em 2018. Eleito senador em 2014 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), o agora tucano atua como adversário do comunista.

Apesar do status de dirigente, Rocha ainda deve enfrentar resistência de aliados de Dino no PSDB. Algumas lideranças já admitem deixar a sigla. Outras devem impor dificuldades ao senador na articulação do partido.

 

Esvaziado – Com a chagada de Rocha, quem sai esvaziado na legenda e praticamente sem espaços nas eleições 2018 é o vice-governador Carlos Brandão.

Pouco conhecido no eleitorado maranhense, ele fica sem legenda e sem poder de barganha junto a Dino.

Brandão é o presidente do PSDB no estado.

Mas, os dias no comando da sigla estão contados…

Ida de Roberto Rocha ao PSDB deve esvaziar Carlos Brandão

O possível ingresso do senador Roberto Rocha (PSB) no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), assegurado pelo membro da executiva nacional da sigla, Sebastião Madeira, deve esvaziar na legenda o vice-governador do estado, Carlos Brandão.

Brandão foi quem assegurou a participação do PSDB na chapa do governador Flávio Dino nas eleições 2014.

Ele conseguiu barrar a ala contrária à aliança e conseguiu se viabilizar como o candidato a vice-governador daquela eleição.

Ocorre que Brandão tem perdido espaços no comando da legenda.

Sebastião Madeira, por exemplo, que pretende disputar uma vaga no Senado da República, discute no âmbito nacional, candidatura própria do partido nas eleições 2018.

O objetivo é assegurar a estrutura do partido ao senador Roberto Rocha, hoje oposição ao governador Flávio Dino.

Sem espaços no PSB, Rocha deve mesmo voltar ao ninho tucano.

E se voltar, será para ser candidato.

Caberá a Carlos Brandão, buscar outro caminho para o pleito do próximo ano…