Brandão diz que Roberto Rocha vai “jogar a toalha” em 2018

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, destituído na semana passada do comando estadual do PSDB, provocou o senador Roberto Rocha, que assumiu a presidência da Comissão Interventora do partido, e disse que o correligionário desistirá da disputa para o Governo do Estado em 2018.

A manifestação de Brandão ocorreu por meio do twitter.

“Eu não vou defender projeto que não acredito. Em 2002 o senador Roberto Rocha foi candidato a governador, e sabe o que aconteceu? Ele jogou a toalha. E é isso o que vai acontecer”, disse.

Insatisfeito com o PSDB após intervenção da direção nacional, Brandão sugeriu provável saída da sigla, ao afirmar que não defenderá o “projeto”.

Foi ele quem articulou a aliança do partido com o PCdoB, do governador Flávio Dino, na eleição 2014.

Eleito vice-governador, Brandão tem trabalhado para tentar reeditar a aliança.

A direção nacional da sigla, contudo, já rechaçou a possibilidade. Ao instituir Roberto Rocha como presidente interino da legenda no Maranhão, Tasso Jereissati afirmou que Brandão havia “submetido o PSDB aos caprichos do PCdoB”.

Tasso também falou da falta de espaços da legenda no estado e questionou o fato de o partido, no Maranhão, apoiar o governador Flávio Dino, que defende a eleição do ex-presidente Luiz Inácio do Lula da Silva em 2018.

Com informações de O Estado

Com Rocha no comando, PSDB deve deixar Governo Flávio Dino

A direção nacional do PSDB efetivou uma intervenção no comando estadual da sigla no Maranhão, destituiu o então presidente Carlos Brandão – vice-governador de Flávio Dino (PCdoB) -, e efetivou na presidência do partido, o senador Roberto Rocha.

O ato afasta qualquer possibilidade de reedição da aliança PCdoB-PSDB para as eleições 2018.

Ex-aliado de Dino, Roberto Rocha é pré-candidato ao Governo do Estado, e conduzirá a sigla durante todo o processo eleitoral no Maranhão.

Em situação amplamente desfavorável, Dino vê o seu palanque “derreter” e começa a perder legendas importantes. Além do afastamento praticamente irreversível do PSDB, o comunista ainda pode perder o apoio do PT, que já manifestou insatisfação com o lançamento da candidatura própria de Manuela d’Ávila, do PCdoB, à Presidência da República.

Para lideranças nacionais do PT, o lançamento de uma candidatura própria do PCdoB, enfraquece o projeto da legenda e do ex-presidente Luiz Inácio Lula de consolidar um nome de consenso da esquerda.

A reeleição de Dino, portanto, começa a ficar cada vez mais difícil…

Palanque esvaziado

Não bastasse a confirmação da candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que deu aos comunistas a indesejável certeza de que haverá segundo turno nas eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) amarga outro dissabor: a tendência é de que seu palanque esvazie à medida que forem sendo definidos os nomes do pleito presidencial.

Em 2014, como novidade da política, Flávio Dino navegou tranquilo por todas as candidaturas presidenciais – de Dilma Rousseff (PT) a Aécio Neves (PSDB), passando por Eduardo Campos (PSB) e até Marina Silva (Rede). A postura furta-cor foi possível, sobretudo, pelo leque de alianças que ele conseguiu no Maranhão, envolvendo direita e esquerda no mesmo balaio ideológico.

Para 2018, o comunista não terá a mesma facilidade. Já perdeu o PSDB, que terá palanque próprio no Maranhão, e tende a perder, também, o PSB, o PPS, e até o PTB e o DEM, que tendem a seguir a coligação com os tucanos em âmbito nacional.

Além disso, Dino terá de se virar para convencer os petistas a estar com ele, sobretudo após decisão do seu PCdoB de lançar a candidatura presidencial da ex-deputada federal Manuela D’Ávila.

O cenário eleitoral para o comunista que ora ocupa o Palácio dos Leões, é, portanto, muito mais obscuro do que aquele que ele planejou a partir de 2015, quando assumiu o governo,furtando sonhos de esperança e mudança nunca concretizados nestes três anos de mandato.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Hora do desembarque

Até o fim da semana passada, membros do PSDB do Maranhão trabalharam com a possibilidade de evitar a volta do senador Roberto Rocha ao partido, já que o retorno dele acarretaria mudanças de postura da legenda em relação ao governo comunista de Flávio Dino (PCdoB).

Por meio de sua assessoria, Carlos Brandão dizia que ainda não havia se reunido com Tasso Jereissati, presidente nacional tucano. Neto Evangelista, que é do primeiro escalão do governo comunista, usava verbos na condicional para dizer que poderá deixar o PSDB. Deputados estaduais como Sérgio Frota e Marcos Caldas reclamavam de não terem sido ouvidos pela direção nacional.

O fato é que os tucanos de bico duro não quiseram saber de argumentos sobre crescimento do partido graças à aliança com o PCdoB. Filiaram Roberto Rocha ao PSDB e virão, em breve, ao Maranhão para ato simbólico de filiação, e também para dar ao senador o comando do partido no estado.

Na solenidade oficial de filiação ocorrida ontem, em Brasília, tanto Jereissati quanto Geraldo Alckmin, Marcone Pirilo e José Serra deixaram claro que Roberto Rocha é o nome do partido no Maranhão.

Agora resta a Brandão, Evangelista e a todos os demais tucanos apaixonados pelos comunistas esquecerem o “amor” iniciado em 2014 com Flávio Dino ou deixar os quadros do PSDB.

E se escolherem a saída ao desembarque do colo comunista, esses tucanos terão que trilhar um caminho que garanta a eles vitória em seus projetos políticos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roberto Rocha chega ao PSDB para a disputa do Governo em 2018

O senador Roberto Rocha se filiará oficialmente ao PSDB na próxima quarta-feira, em Brasília.

O ato contará com a presença de lideranças nacionais da sigla. O parlamentar chega com o status de dirigente para controlar a legenda no Maranhão.

Com a filiação, Rocha assegura legenda para a disputa do Governo do Maranhão em 2018. Eleito senador em 2014 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), o agora tucano atua como adversário do comunista.

Apesar do status de dirigente, Rocha ainda deve enfrentar resistência de aliados de Dino no PSDB. Algumas lideranças já admitem deixar a sigla. Outras devem impor dificuldades ao senador na articulação do partido.

 

Esvaziado – Com a chagada de Rocha, quem sai esvaziado na legenda e praticamente sem espaços nas eleições 2018 é o vice-governador Carlos Brandão.

Pouco conhecido no eleitorado maranhense, ele fica sem legenda e sem poder de barganha junto a Dino.

Brandão é o presidente do PSDB no estado.

Mas, os dias no comando da sigla estão contados…

Ida de Roberto Rocha ao PSDB deve esvaziar Carlos Brandão

O possível ingresso do senador Roberto Rocha (PSB) no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), assegurado pelo membro da executiva nacional da sigla, Sebastião Madeira, deve esvaziar na legenda o vice-governador do estado, Carlos Brandão.

Brandão foi quem assegurou a participação do PSDB na chapa do governador Flávio Dino nas eleições 2014.

Ele conseguiu barrar a ala contrária à aliança e conseguiu se viabilizar como o candidato a vice-governador daquela eleição.

Ocorre que Brandão tem perdido espaços no comando da legenda.

Sebastião Madeira, por exemplo, que pretende disputar uma vaga no Senado da República, discute no âmbito nacional, candidatura própria do partido nas eleições 2018.

O objetivo é assegurar a estrutura do partido ao senador Roberto Rocha, hoje oposição ao governador Flávio Dino.

Sem espaços no PSB, Rocha deve mesmo voltar ao ninho tucano.

E se voltar, será para ser candidato.

Caberá a Carlos Brandão, buscar outro caminho para o pleito do próximo ano…

De novo o PSDB

Ganhou força nos últimos dias uma especulação que circula nos bastidores políticos desde abril, segundo a qual o ministro Sarney Filho estaria de saída do PV. E o destino seria o PSDB. Imediatamente após a revelação – ainda não confirmada oficialmente pelo ministro, mas ponderada pelos deputados Adriano Sarney e Edilázio Júnior (ambos também do PV) – começaram especulações na mídia maranhense.

Uma dessas especulações dava conta de que o vice-governador Carlos Brandão e o ex-prefeito de Imperatriz – adversários internos no ninho tucano – teriam se unido para tentar impedir a entrada de Sarney Filho. Em conversa com o editor de Política de O Estado, Marco Aurélio D’Eça, Madeira negou essa blindagem. E ainda revelou outra novidade,

“O Roberto Rocha também quer vir para o partido, para ser candidato”, disse ele, abrindo ainda mais um tema de especulações políticas.

Ao negar veto à entrada do ministro do Meio Ambiente e revelar o interesse também do senador do PSB, Madeira mostra que o PSDB, ao contrário do que parecia a partir do revés enfrentado pelo senador Aécio Neves (MG), continua em franca movimentação para as eleições de 2018.

De todas as especulações – negativas ou positivas – em relação ao futuro tucano, o ex-prefeito de Imperatriz só confirma uma delas: há um namoro firme entre o PSDB e o PMDB que pode resultar em casamento no próximo pleito. E talvez este namoro explique toda essa movimentação de lideranças em direção ao ninho tucano.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Definição no PSDB: Brandão atento aos cenários

O presidente do PSDB no Maranhão, vice-governador do Estado, Carlos Brandão, participou na noite de ontem da reunião ampliada da Executiva Nacional da sigla, que definiu a permanência do partido na base do Governo Federal.

Lideranças nacionais do partido e representantes de todos os estados, participaram do ato.

Atento aos cenários, Brandão defendeu a tese de preservação à boa política. “Tenho acompanhado atentamente as movimentações do meu partido e respeito a decisão nacional, defendendo sempre a política feita com verdade, transparência, respeito às instituições e compromisso com o cidadão e com o país”, reforçou, ao assegurar que vai seguir as determinações que a coletividade partidária definir nacionalmente.

Também participaram do encontro, representantes de bancada, quatro ministros: Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos); os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Goiás, Marconi Perillo, e do Pará, Simão Jatene; os prefeitos de São Paulo, João Dóriae e de Manaus, Arthur Virgílio.

 

 

Compasso de espera

Três partidos com forte atuação política no Maranhão – PMDB, PSDB e PSB – estão em uma espécie de compasso de espera em relação ao andamento das questões políticas de Brasília. E qualquer que for o resultado da crise federal terá influência direta nas eleições maranhenses de 2018.

O PMDB é o partido do presidente Michel Temer, alvo de pressões por uma renúncia. Se o ato extremo ocorrer, obviamente que a legenda ganha nova configuração de cenário para a disputa no estado. Entraria o partido em uma disputa sem o fundamental apoio do governo central?

O PSDB, por sua vez, tem seu principal nome – senador Aécio Neves – envolvido diretamente nas denúncias de corrupção trazidas à tona pela delação dos executivos da JBS. E seu revés acaba por diminuir a importância eleitoral do seu partido. Aos tucanos resta esperar se um deles possa almejar o poder em uma eventual troca de comando em Brasília.

Das três principais legendas, o PSB foi a única que já tomou posição em relação ao governo Temer. O partido decidiu anunciar-se na oposição. E isso, claro, influencia diretamente no projeto do senador maranhense Roberto Rocha. O socialista tem cargos e acesso a verbas no governo Temer, que também podem cair em caso de queda do atual presidente. E sem espaços em Brasília, torna-se missão difícil competir no Maranhão em 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Dois pesos e duas medidas

O Brasil virou de ponta-cabeça após a divulgação de conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Na delação, estavam envolvidos o presidente da República, Michel Temer, e o senador do PSDB Aécio Neves. A repercussão foi gigantesca. No Maranhão, muito se falou e entre os que tanto comentaram estão o governador Flávio Dino (PCdoB) e sua trupe.

Mas os comentários de Dino e seus subalternos se restringiram somente a Temer. Pediram diretas já, renúncia do presidente, levantaram teses jurídicas e aliados de Brasília fizeram movimentos – mesmo que fracos – para dizer que são a favor da democracia.

O que chama atenção no episódio é que nem Flávio Dino e nem os seus aliados fizeram a menor das críticas ao senador Aécio Neves, afastado do mandato devido à gravação que deixa claro que ele pediu dinheiro (R$ 2 milhões) ao empresário Joesley para pagar advogados que o defendessem da acusação de recebimento de propina.
Nada de tese jurídica para saber se o tucano poderia ser ou não preso, se ele pode ou não perder o mandato.

Alguns sonhadores, que ainda acreditam em alguma faísca de coerência do governador, até chegaram a comentar se o comunista não defenderia o tucano. Motivo para tal pensamento? A aliança do PCdoB com o PSDB, que teve aval de Aécio Neves, em 2014.

A festa para declarar a união entre as legendas teve direito à vinda do senador ao Maranhão com abraços, apertos de mãos, elogios e muitos afagos de Dino ao ego do agora enrolado senador tucano.

Mas como sempre quando têm que se posicionar e o cenário não é favorável, os comunistas fingem que o fato não ocorreu.

Fingiram não ter ocorrido nada com Aécio Neves em relação à delação da JBS, assim como fingiram inexistir a festa tucano-comunista, há cerca de dois anos. Nenhuma palavra. Nem críticas, nem solidariedade.

O jogo de cintura do governador, em nome do seu projeto de poder, parece mais descompassado a cada dia.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão