PSOL lança engenheiro civil para a disputa do Governo

O PSOL maranhense lançou manifesto para apresentar a candidatura do professor Odivio Neto ao Governo do Estado.  Engenheiro civil ele já foi candidato do partido a vice-governador e a prefeito de São João dos Patos. Também disputou vaga na Câmara Municipal de São Luís.

O nome de Odivio Neto é o oitavo a ser apresentado como postulante á disputa de 2018 no maranhão. Além deles, apresentam-se ao eleitor os candidatos Flávio Dino (PCdoB), Roseana Sarney (PMDB), Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (PODE), Ricardo Murad (PRP), Eduardo Braide (PMN) e Coronel Monteiro (PEN-Patriotas).

No manifesto de lançamento da candidatura, o PSOL criticou o governo Flávio Dino, classificado como de acomodação de interesses de grupos. O partido classifica a candidatura de Neto como forma de luta contra exploração.

“Esta pré-candidatura reveste-se claramente de uma perspectiva de classe, democrática, popular e coerente com sua trajetória recente de combate, em primeira linha, ao governo de conciliação de interesses de Flávio Dino (PCdoB) e do governo golpista de Temer (PMDB). Nessa perspectiva, a pré-candidatura insere-se na luta contra toda forma de exploração e opressão do nosso povo, como sua própria história militante comprova”, diz o documento do partido.

Engenheiro civil, ex-candidato a prefeito de São João dos Patos e ex-candidato a vice-governador, Odivio também disputou as eleições para a Câmara Municipal de São Luís.

O manifesto tem assinatura de várias lideranças da esquerda maranhense e de líderes dos movimentos sociais.

PSTU rejeita “Frente de Esquerda” e PSOL busca aliança com o PCB em São Luís

Valdeny BarrosO Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) rejeitou a proposta da formação de uma “Frente de Esquerda” para a disputa das eleições do mês de outubro em São Luís. Foi o que o declarou a O Estado Valdeny Barros, pré-candidato a prefeito da capital pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

A Frente de Esquerda, projeto também fracassado nas eleições de 2012 e de 2014, reuniria numa só coligação, o PSTU, PSOL e o PCB [Partido Comunista Brasileiro]. As legendas definiram, juntas, candidaturas a prefeito, vice e de vereadores. A expectativa, com a proposta, era a de eleger pelo menos, representantes da esquerda no Legislativo Municipal.

O pré-candidato do PSOL, no entanto, afirmou que as legendas não chegaram a um entendimento. Ele explicou que o PSTU não teve interesse na proposta, o que inviabilizou, novamente, a aliança.

“Tentamos a construção da frente de esquerda com o PSTU, PCB e PSOL. O PSTU, por divergências nacionais, entendeu não ser possível a frente”, disse.

Valdeny Barros adiantou que apesar de as conversas com os partidos não ter avançado, o PSOL ainda busca aliança partidária para a disputa das eleições de outubro. Em 2012 a legenda disputou o pleito de forma isolada.

“Aguardamos a possiblidade de aliança com o PCB. Teremos conversa com o PPL [Partido Pátria Livre], tentando uma aliança”, completou.

Ele adiantou que é pré-candidato a prefeito e que a convenção do PSOL está marcada para o dia 20 de julho. “Estamos na fase de elaboração do programa de governo para apresentarmos em agosto. Será um programa alternativo ao continuísmo do PDT/PCdoB e ao conservadorismo do PSDB/PPS”, finalizou.

Sem resposta – O Estado entrou em contato na quarta-feira com Eloy Natan, dirigente do PSTU, para tratar sobre as eleições 2016. Perguntou sobre a pré-candidatura da sigla, sobre as discussões a respeito da formação da “Frente de Esquerda” e sobre os desdobramentos das reuniões políticas da sigla.

Ele se comprometeu em responder os questionamentos no mesmo dia, mas até o fechamento desta edição, não deu retorno.

A discussão sobre a possiblidade de formação da Frente de Esquerda entre PSTU, PSOL e PCB ganhou força na eleição de 2012, vencida pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Naquela oportunidade os partidos não chegaram a um denominador comum em relação a qual nome seria o “cabeça de chapa” e as discussões foram encerradas. Cada partido lançou sua própria candidatura.

Em 2014 as legendas voltaram a sentar para discutir o projeto. Haroldo Saboia, presidente do PSOL, se opôs e o resultado foi um posicionamento duro do sindicalista Marcos Silva (PSTU).

“Pretendo fazer uma aliança com o PSOL para além de Haroldo, pois ele se acha dono do partido. Haroldo tem de entender que partido nenhum tem dono, principalmente os de esquerda, os tempos são outros”, disse.

A declaração do socialista foi encarada como uma ingerência ao PSOL, o que abriu uma crise na ultraesquerda. O projeto, foi então, pela segunda vez, fracassado.

Informações de O Estado

PSTU define pré-candidatura ao Governo do Estado

Saulo Arcangeli disputará o Governo em outubro

Saulo Arcangeli disputará o Governo em outubro

Jorge Aragão – Nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro, o PSTU Maranhão fará em São Luís o lançamento oficial da candidatura do servidor público federal e professor universitário Saulo Arcangeli ao governo do Estado. A atividade iniciará a partir das 9 horas com uma coletiva à imprensa na Assembleia Legislativa e logo após às 10h30 ocorrerá um ato político no auditório do Sindicato dos Bancários no Centro.

A candidatura de Saulo, um ativista presente nas principais lutas que ocorreram no Maranhão nos últimos anos, é a expressão no campo eleitoral das reivindicações dos trabalhadores e da juventude maranhense que desejam não só o fim de uma Oligarquia, mas também buscam construir um Maranhão livre do latifúndio e do coronelismo.

Ao mesmo tempo, o PSTU mantém o chamado feito ao PSOL e PCB no sentido da constituição de uma Frente de Esquerda que apresente uma única candidatura ao Governo do Estado em 2014.

Estará presente também o presidente nacional do Partido, o metalúrgico Zé Maria de Almeida, que é o pré-candidato do PSTU à Presidência da República. “Minha candidatura parte da necessidade de apresentar uma alternativa de classe e socialista perante as candidaturas da presidente Dilma Roussef (PT) e os candidatos da direita representados pelo PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos” afirma Zé Maria.

Segundo o pré-candidato do PSTU, estes dois campos políticos, no entanto, representam o mesmo modelo econômico e o mesmo projeto para o país, que privilegia os bancos, grandes empresas e o agronegócio em detrimento das necessidades e reivindicações os trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

 

Haroldo Saboia pode dificultar a formação da ‘Frente de Esquerda’

Haroldo Saboia ainda não falou sobre 2014

Haroldo Saboia ainda não falou sobre 2014

A difícil relação entre os comandos do PSOL e PSTU pode acabar lançando por água a baixo a concretização de uma frente de esquerda para as eleições de 2014, como tenta articular o sindicalista Marcos Silva (PSTU). Silva tenta reunir os partidos de ultraesquerda PSOL, PSTU e PCB para a disputa do Palácio dos Leões. Haroldo Saboia (PSOL), no entanto, pode ser o entrave.

Em crise com a legenda que preside no Maranhão, Saboia também não é aceito pela militância do PSTU, sob a justificativa de que ele já não representa mais a luta contra a burguesia, classista e socialista. Ele pretende ser candidato a senador.

Marcos Silva disse que numa eventual chapa entre o PSTU e o PSOL, a ideia é de que um partido indique o candidato ao Governo, enquanto o outro indique o candidato ao Senado.

Mas, há alas nas duas siglas, que já não veem Saboia como o candidato ideal para o movimento suprapartidário.

Marcos Silva

Marcos Silva

O próprio Marcos Silva acredita que ainda haverá muito o que discutir antes de se formar uma provável frente de esquerda.

“Pretendo fazer uma aliança com o PSOL para além de Haroldo, pois ele se acha o dono do partido. Haroldo tem de entender que partido nenhum tem dono, principalmente os de esquerda, os tempos são outros”, disse.

Silva disse que Saboia pode até ser candidato ao Senado, havendo a aliança entre as siglas, desde que o candidato ao governo seja do PSTU. Mas nem quanto a isso ele tem a certeza de que dará certo. “Como ele quer ser candidato a senador, seria bom ajudar a formação da aliança, pois assim indicaríamos o candidato ao Governo e ele ficaria com a vaga na eleição para o Senado. Não há problema algum nesta formação, resta saber se ele terá maturidade para isso”, completou.

Até o momento os partidos da ultraesquerda ainda não sentaram para tratar do assunto, mas é evidente que já há certo desgaste entre as legendas. Por esse motivo, talvez nem aconteça, de fato, a frente de resistência.

Obs: O blog tentou falar com Haroldo, mas não conseguiu. O telefone utilizado pelo esquerdista na última eleição não mais funciona…