PT rachado

Não será surpresa se o PT maranhense tiver braços eleitorais em algumas das principais candidaturas a governador do Maranhão, mesmo coligado oficialmente com o comunista Flávio Dino. Há vozes discordantes entre os petistas que deixam claro a simpatia pela aliança com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB); e outros, que ainda defendem apoio ao deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

O clima de racha é cada vez maior no PT a ponto de se ouvir vozes como a do professor Márcio Jardim – pré-candidato a senador pelo partido – admitir que a legenda não vai integralmente com Flávio Dino. Lideranças como Antonio Heluy e Joab Jeremias assumem publicamente simpatia pela aliança com Roseana.

A admissão de Márcio Jardim levou seu xará comunista Márcio Jerry a voltar a agredir seus adversários, de forma tão raivosa que mostrou o tamanho da preocupação dinista com o partido que o próprio governador esnoba em sua chapa governamental.

O atrelamento do PT ao governo Flávio Dino se dá por intermédio do professor Chico Gonçalves e do sindicalista Augusto Lobato, ambos empregados de Flávio Dino. E também pelo vereador Honorato Fernandes, cujo interesse é eleger-se deputado estadual. Nenhum outro grupo do partido mostra-se plenamente satisfeito com a aliança comunista. Por isso o PT vai rachado, de novo, nas eleições de outubro.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Ala do PT quer Mario Macieira na chapa de Flávio Dino

O Estado – A direção estadual do PT no Maranhão vai se reunir nesta semana para iniciar o debate sobre um novo nome que poderá ser o pré-candidato a senador pela legenda, o ex-presidente a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário Macieira. Além dele, há ainda o ex-secretário de Esportes de Flávio Dino (PCdoB), Márcio Jardim, que vem defendendo a indicação do PT para a chapa do comunista.

Antes visto como um partido que não causaria problemas na composição da chapa de Flávio Dino, o PT parece que não desistiu a vaga na chapa majoritária do comunista. A prova disto foi o início do debate interno a respeito da indicação do nome do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Maranhão, Mário Macieira, para candidatura ao Senado.

Macieira confessa que há um conversa a respeito e que analisará da melhor forma a possibilidade de entrar na disputa pelo espaço na chapa de Dino.

“Fomos procurados por militantes do partido com esta proposta [ser o candidato a senador]. Não descarto a possibilidade até pelos anos de militância que tenho no partido. Mas também sei que toda esta história é embrionária e muito deve ser debatido”, disse a O Estado, Mário Macieira.

Interno – Além desta possibilidade de ter Mário Macieira como candidato ao Senado, o PT já tem inscrito como disponíveis para esta vaga o ex-secretário de Esportes do governo de Flávio Dino, Márcio Jardim. Ele vem conseguindo abrir espaços para o seu projeto por meio da relação próxima que tem com o ex-presidente Lula.

O problema de Jardim é conseguir o aval – se o PT conseguir entrar na chapa do governador – de Flávio Dino para ser membro da chapa majoritária.

Isto porque Jardim foi preterido pelo governador quando novos aliados como o PR e DEM chagaram ao governo. A secretaria comandada pelo petista acabou sendo direcionada para sanar a pane de outros aliados que reivindicavam o espaço no governo estadual.

O problema é que Jardim não agrega apoio nem internamente e nem como um nome aceito pelo governador e seus aliados dos demais partidos. Para garantir competitividade em relação aos demais partidos aliados, o PT pretende apresentar Macieira que seria um nome novo e de fácil aceitação interna e externa.

 

Zé Inácio sem poder de influência no PT

O suposto veto do Partido dos Trabalhadores (PT) – ainda não oficializado -, à filiação do deputado federal Waldir Maranhão, evidencia a falta de poder de influência do deputado estadual Zé Inácio (PT).

O petista declarou apoio à filiação de Waldir na semana passada. Passou a defender também, a pré-candidatura de Maranhão ao Senado pelo PT.

Ocorre que logo após receber a ficha de filiação, o presidente municipal da sigla, vereador Honorato Fernandes, impôs veto ao nome do deputado federal.

Honorato chegou a se posicionar em rede social, e destacou que a Executiva do partido avaliará o pedido de Waldir Maranhão.

Nos bastidores, a informação é de que o PT não vai filiar Waldir até o fechamento da janela partidária [sexta-feira], obrigando o deputado a buscar outros caminhos.

E se isso acontecer, consolida-se a tese de falta de poder de articulação de Zé Inácio…

Ala do PT declara apoio a Waldir Maranhão

Embora o presidente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Luís, vereador Honorato Fernandes tenha se colocado de forma contrária ao pedido de filiação do deputado federal Waldir Maranhão, uma ala petista, liderada pelo deputado estadual Zé Inácio manifestou apoio ao parlamentar.

Waldir formalizou pedido de filiação após reunião com José Dirceu e o secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Marcio Jerry (PCdoB)na residência do deputado federal Weverton Rocha (PDT), em Brasília.

Ele é tratado como prioridade para a disputa a uma vaga no Senado da República pela direção nacional do PT, após ter atuado em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment.

Com o apoio da militância do PT a Waldir Maranhão, a sigla – dona do maior tempo na propaganda política que será veiculada no rádio e na televisão -, entra de vez na briga por espaço na chapa majoritária do governador Flávio Dino (PCdoB), que agora terá poucas opções.

Ou deixa de apoiar um dos dois pré-candidatos que já estavam consolidados para a disputa ao Senado [Eliziane Gama e Weverton Rocha] para incluir Waldir na disputa, ou oferece a vaga de candidato a vice-governador para o PT.

Neste caso, o DEM pode começar a buscar, também, outros rumos…

PT, Flávio Dino e as eleições 2018…

Dono de maior percentual no tempo da propaganda no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV para a formação de coligação à chapa majoritária de candidato a governador do Maranhão, o Partido dos Trabalhadores (PT) caminha para uma constrangedora aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato a reeleição.

Ao que tudo indica, o partido não terá espaço na chapa majoritária de Dino, mesmo elevando de forma decisiva, o tempo do comunista no programa diário de rádio e TV.

O PT possui 1min02s, o mesmo tempo do MDB, partido da principal adversária de Dino, ex-governadora Roseana Sarney.

Nos bastidores, a informação é de que a direção nacional do partido, espera pela filiação do deputado Waldir Maranhão, para que este concorra a uma vaga ao Senado com o apoio do comunista.

Ocorre que Dino já tem os seus dois pré-candidatos ao Senado: Eliziane Gama (PPS), que aproximou a Assembleia de Deus da pré-candidatura do governador e Weverton Rocha (PDT), já consolidado para uma das vagas desde o ano passado.

Foi inclusive por apoio aos dois, que Dino foi obrigado a romper, politicamente, com o então aliado José Reinaldo Tavares, hoje, mais próximo de Eduardo Braide.

O PT, considerado o grande trunfo de Dino para o período da campanha eleitoral, tem a estatura de um partido gigante, agrega valor, tempo de televisão, espaço na mídia e possui nos seus quadros a figura do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nome para a Presidência da República – seja ele candidato ou não -, de muita força eleitoral no Maranhão.

Apesar disso, é tratado como partido pequeno.

Constrangedor…

 

Sem maior importância

O grau de importância do PT na política no Maranhão deve ser reduzido com a condenação em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o deixa sem chances reais de disputar as eleições deste ano. E era a densidade de votos do petista que mais chamava a atenção, por exemplo, do governador Flávio Dino.

E foi essa densidade eleitoral no Maranhão que possibilitou o partido conseguir espaços dentro do governo comunista e que fazia com que os petistas sonhassem com a eventual composição da chapa majoritária de Dino na vaga de vice ou com um candidato ao Senado.

Mas com a condenação de Lula, ficam praticamente reduzidas a zero as chances de Márcio Jardim, ex-secretário de Esporte do governo, conseguir ser o segundo candidato a senador de Flávio Dino. E os espaços dados ao PT no governo comunista somente permanecerão porque o partido ainda tem um atrativo: o tempo de televisão na propaganda gratuita eleitoral.

Com a condenação de Lula os petistas que ainda sonhavam com mais “bondades” de Dino agora terão que acordar e encarar a nova realidade, porque o amor do comunista pelo partido do ex-presidente deve diminuir bastante.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

PT oficializa pré-candidatura de Marcio Jardim ao Senado

O comando nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) tomou uma decisão que deve ter desagradado o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB).

A legenda oficializou a pré-candidatura de Marcio Jardim ao Senado. Jardim foi demitido por Flávio Dino da Secretaria de Estado de Esportes há pouco mais de dois meses.

Chateado pela forma pela qual foi demitido do Executivo e insatisfeito com a situação do PT na atual administração, Jardim buscou uma articulação em Brasília para contrapor Dino. E parece que deu certo.

Natural candidato à reeleição, Dino terá dois nomes governistas para a disputa do Senado. E tudo indica, Weverton Rocha (PDT) e Zé Reinaldo Tavares.

Com uma articulação para que a vaga de vice continue com Carlos Brandão, agora no PRB, o comunista deixaria, nesse contexto, o PT sem qualquer espaço na sua chapa para a disputa eleitoral de 2018.

Com a pré-candidatura de Jardim e um posicionamento mais firme do PT, que serviu no passado, Dino terá de repensar a sua estratégia.

Palanque esvaziado

Não bastasse a confirmação da candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que deu aos comunistas a indesejável certeza de que haverá segundo turno nas eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) amarga outro dissabor: a tendência é de que seu palanque esvazie à medida que forem sendo definidos os nomes do pleito presidencial.

Em 2014, como novidade da política, Flávio Dino navegou tranquilo por todas as candidaturas presidenciais – de Dilma Rousseff (PT) a Aécio Neves (PSDB), passando por Eduardo Campos (PSB) e até Marina Silva (Rede). A postura furta-cor foi possível, sobretudo, pelo leque de alianças que ele conseguiu no Maranhão, envolvendo direita e esquerda no mesmo balaio ideológico.

Para 2018, o comunista não terá a mesma facilidade. Já perdeu o PSDB, que terá palanque próprio no Maranhão, e tende a perder, também, o PSB, o PPS, e até o PTB e o DEM, que tendem a seguir a coligação com os tucanos em âmbito nacional.

Além disso, Dino terá de se virar para convencer os petistas a estar com ele, sobretudo após decisão do seu PCdoB de lançar a candidatura presidencial da ex-deputada federal Manuela D’Ávila.

O cenário eleitoral para o comunista que ora ocupa o Palácio dos Leões, é, portanto, muito mais obscuro do que aquele que ele planejou a partir de 2015, quando assumiu o governo,furtando sonhos de esperança e mudança nunca concretizados nestes três anos de mandato.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

PT mais distante

Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino em São Luís / imagem Gilberto Léda

Pode parecer contraditório à primeira vista, mas o é fato que não foi bom para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o lançamento de Manuela D’Avila como pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB.

A oficialização do nome da comunista como nome do partido para a disputa majoritária nacional ocorreu ontem, por meio de nota oficial. Se em situação normal essa seria uma notícia alvissareira, para o comunista maranhense ela significa mais perdas que ganhos.

E a principal baixa, no caso do Maranhão, diz respeito ao afastamento praticamente que imediato do PT da base de apoio a Dino.

Explica-se: até agora, o governador tem sustentado o apoio do PT mais por conta dos gestos que ele próprio fez aos ex-presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff do que pelos espaços dados ao partido no governo.

Ocorre que, agora, com uma candidatura a presidente do PCdoB, é óbvio que Flávio Dino deve fidelidade a sua sigla.

Assim, não terá como repetir em 2018 o comportamento de 2014, quando – sem ter qualquer atrelamento ao cenário nacional -, fingiu apoiar três candidatos a presidente, para escancarar sua verdadeira opção apenas no segundo turno.

No ano que vem, Dino será Manuela D’Avila desde criancinha.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Lula é condenado por Sérgio Moro

G1 – O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo que envolve o caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Ele foi condenado a nove anos e seis meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além de Lula, outras seis pessoas foram condenadas no mesmo processo.

É a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um ex-presidente é condenado criminalmente. A sentença foi publicada nesta quarta-feira (12) e não determina a prisão imediata de Lula. Na decisão, Moro permite que o petista recorra em liberdade.

“[…] Considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-Presidente apresentar a sua apelação em liberdade”, diz a decisão.

Triplex – O que diz o MPF: A construtora OAS destinou à família do ex-presidente Lula um triplex no Condomínio Solaris, em frente à praia, em Guarujá. Antes de a empreiteira assumir a obra, o edifício era comercializado pela antiga cooperativa de crédito do Sindicato dos Bancários de São Paulo, conhecida como Bancoop, que faliu. A ex-primeira-dama Marisa Letícia tinha uma cota do empreendimento.

O imóvel, segundo o MPF, rendeu um montante de R$ 2,76 milhões ao ex-presidente. O valor é a diferença do que a família de Lula já havia pagado pelo apartamento, somado a benfeitorias realizadas nele.

Parte da denúncia é sustentada com base em visitas que Lula e Marisa Letícia fizeram ao apartamento, entre 2013 e 2014. Segundo procuradores, a família definiu as obras a serem feitas no imóvel, como a instalação de um elevador privativo.

Defesa – O que diz a defesa: A defesa de Lula reconhece que Marisa Letícia tinha uma cota para comprar um apartamento no Condomínio Solaris. No entanto, diz que ela desistiu da compra quando a Bancoop faliu e a OAS assumiu o empreendimento.

Segundo os advogados, o apartamento 164 A está em nome da OAS, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.

Sobre as visitas de Lula e Marisa ao apartamento, a defesa alega que eles queriam conhecer o imóvel e planejar uma possível compra. Afirmam, porém, que, mesmo com as benfeitorias realizadas pela construtora, a compra não foi realizada.