Pedro Fernandes não vai mais assumir o Ministério do Trabalho

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) admitiu hoje que não mais assumirá o Ministério do Trabalho Emprego do Governo Michel Temer (MDB).

Fernandes havia sido indicado ao cargo pelo PTB, após o pedido de demissão de Ronaldo Nogueira, do mesmo partido. De acordo com o próprio deputado, na ocasião do anúncio, o presidente da República havia aceitado o seu nome.

Ocorre que logo em seguida, Pedro Fernandes afirmou que a sua indicação para o Governo Federal não mudaria em nada a aliança firmada com o governador Flávio Dino (PCdoB), duro crítico de Michel Temer.

Foi o que teria motivado a sua queda, antes mesmo de assumir o cargo.

Em uma nota, Fernandes afirmou que Michel Temer recuou e pediu outra indicação ao PTB, por causa do “embaraço” que ele teria criado na relação com o peemedebista no Maranhão. Ele citou suposta influência do ex-presidente José Sarney. O que até agora, não está confirmado.

Agora fora do Governo Michel Temer, antes mesmo de assumir o posto, ele está livre para seguir caminho ao lado de Flávio Dino e eleger o filho, vereador Pedro Lucas Fernandes, que está no comando da Agência Metropolitana, para a Câmara Federal em 2018.

Pedro Lucas critica João Castelo e defende gestão de Edivaldo

Pedro Lucas Fernandes*

Pedro Lucas é vereador de São Luís

Pedro Lucas é vereador de São Luís

O que me motiva a escrever este artigo é a falta de simpatia do ex-prefeito de São Luís e atual deputado federal João Castelo (PSDB), pela juventude. Como jovem que sou, admito críticas, desde que elas sejam construtivas. Sinceramente, me causa estranheza e até mesmo perplexidade. Contudo, é só revisar a história que não fica difícil entender o ranço do ex-prefeito para com os jovens, especialmente, pelos de nossa cidade desde a época em que foi governador. Infelizmente parece não ter aprendido com o passado.

Em entrevista publicada na edição de domingo (10) do Jornal Pequeno (leia aqui a íntegra), o ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), tenta em sua memória seletiva apontar erros e desqualificar a atual gestão municipal, nem que para isso se auto elogie, inclusive deixando dúvidas nem tanto duvidosas sobre a sua vontade de retornar ao cargo de prefeito, mesmo tendo sua gestão reprovada pela maioria dos ludovicenses.

Em um dos trechos, o ex-prefeito falou de respeito ao povo. Pois bem, é com essa responsabilidade e respeito, que como jovem e atual vereador de São Luís, estando diariamente nas comunidades de nossa cidade e ouvindo a nossa população, vejo a necessidade de relembrar o ex-prefeito de algumas coisas que a população de São Luís jamais esqueceu.

Vamos aos fatos? O rombo nos cofres da Prefeitura é verdade sim. E chegou a quase R$ 1 bilhão. Fora isso, João Castelo deixou no caixa da Prefeitura somente R$ 18 milhões e uma folha de pagamento de quase R$ 60 milhões. E olha quem nem falaremos do tão alardeado VLT, trazido a toque de caixa para São Luís, tendo, inclusive, desfilado pelas avenidas da cidade em carro aberto, como uma espécie de troféu. Planejamento para tal? Óbvio que não houve.

O ex-prefeito tocou em um ponto crucial para quem está na vida pública: seriedade. Mas como falar nesse tema se ele mesmo chegou a ser acionado judicialmente pelo Ministério Público logo depois de deixar a Prefeitura, em razão das ilegalidades apontadas em investigação, como o pagamento a fornecedores “específicos”? Só para recordar, o promotor de Justiça, João Damasceno Pires, chegou a declarar que o ex-prefeito “desconheceu a Constituição, desconheceu a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

De tudo que disse, o mais intrigante foi relatar a suposta inoperância na atual gestão.

Ora, meus conterrâneos. Durante todo o primeiro ano de governo e diante de toda a transparência dada a atual gestão, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior teve que arcar com as dívidas e descasos do ex-prefeito Castelo. Era chegada a hora de pôr fim à velha política de governar para poucos e, de fato, governar para todos. Nem que para isso, fosse preciso governar sozinho, sem por exemplo, ter tido o apoio durante os dois primeiros anos de seu mandato por parte do Governo do Estado.

Já tive o prazer de participar junto ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior das inaugurações de novas unidades de Saúde e da entrega de outras reformadas. Lembro da emoção que foi a entrega de centenas de cadeiras de rodas que ficaram simplesmente esquecidas pelo ex-prefeito Castelo durante a sua gestão.

Posso também citar a área da mobilidade urbana. A Prefeitura de São Luís finalmente conseguiu sair do marasmo e ampliar avenidas, garantindo um melhor fluxo e dando a modernidade necessária para uma capital. Exemplo disso são a Avenida Carlos Cunha, no Jaracati; a rotatória do Bacanga; e a entrada de São Luís, que está recebendo os serviços. Isso sem mencionar o trabalho de asfaltamento realizado pela Prefeitura, que tem garantido além de asfalto em grande parte da cidade, a requalificação de bairros, ruas e melhoria significativa na vida das pessoas.

E diante de tudo o que relatei, se tem uma palavra que define a atual gestão municipal é coragem. Exemplos? Em menos de 90 dias, a antiga Praça da Camboa foi completamente revitalizada, mudando aquele cenário desastroso da nossa cidade, já que ali é um dos principais corredores da nossa capital. Planejou e implantou o Bilhete Único, possibilitando a milhares de cidadãos, a economia e agilidade nos trajetos por meio do transporte público. E por falar em transporte, encarou com firmeza a licitação do serviço de transporte público da cidade, diferentemente de seu antecessor.

É inegável que São Luís está em expansão. Seja na mobilidade urbana, no saneamento básico ou nas políticas sociais. Ao compararmos as duas gestões notadamente vemos quem, de fato, teve e tem compromisso com o povo. Quem honrou o compromisso assumido e não se fingiu de bom para mais tarde ser desnudo nas próprias falácias de um governo desastroso.

Como diz o título desse modesto artigo, as mudanças existem. Basta querer ver.

*Pedro Lucas Fernandes é vereador de São Luís pelo PTB