Delegado de Polícia Civil é exonerado e indiciado por participação em milícia

O delegado de Polícia Civil, Thiago Bardal, foi exonerado do cargo de superintendente de Investigações Criminais da Polícia Civil (Seic).

Ele também foi indiciado por envolvimento e apontado como um dos líderes, de uma quadrilha de contrabandistas desarticulada ontem numa ação conjunta entre as polícias Civil e Militar. A ação foi realizada num sítio, no Quebra Pote.

Também foram indiciados, Rogério Sousa Garcia, ex-vice-prefeito de São Mateus; José Carlos Gonçalves, Éder Carvalho Pereira, Edimilson Silva Macedo e Rodrigo Santana Mendes.

 

Bardal era titular de uma das mais importantes superintendências da polícia no Maranhão.

Respeitado por colegas e pela imprensa.

Agora, fora do comando da Seic, prepara a sua defesa…

Polícia desmonta quadrilha que lavava dinheiro em postos de combustíveis

A Polícia Civil do Maranhão cumpriu 18 dos 22 mandados expedidos pela Justiça no bojo da Operação Jenga, na manhã de hoje.

Um dos presos, se acordo com a própria polícia é Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan. Outros são empresários e/ou “laranjas”.

A Operação Jenga da Polícia Civil tem como alvo uma quadrilha que lavava dinheiro em postos de combustível da Região Metropolitana de São Luís, comandada, segundo as investigações, por Pacovan.

As investigações apontaram possível movimentação de R$ 100 milhões de responsabilidade de Pacovan. Os recursos seriam oriundos de corrupção em Prefeituras.

Em um dos imóveis de Pacovan, na BR- 135, foram apreendidos 60 caminhões. Segundo a polícia, os veículos eram entregues como garantia por quem tomava empréstimos com ele.

A lavagem de dinheiro nos postos funcionava da seguinte forma: as empresas informavam à Receita Estadual uma venda maior do que a que realmente havia sido feita. Com isso, Pacovan conseguia “esquentar” recursos supostamente retirados de forma ilegal de prefeituras.

Assessor do Governo que teve cheque encontrado com Pacovan pede afastamento de cargo

Márcio Jerry informou o pedido de afastamento de Wellington Leite

Márcio Jerry informou o pedido de afastamento de Wellington Leite

De O Estado – O superintendente da Secretaria de Assuntos Políticos e Federativos (Seap) José Wellington da Silva Leite, que teve um cheque de R$ 5 mil encontrado dentro de um cofre do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, no bojo das operações “Maharaja” e “Morta Viva”, no início do mês, decidiu entregar o cargo que ainda ocupa no Governo do Estado.

Em carta-renúncia ao titular da pasta, Márcio Jerry (PCdoB), ele deixou o cargo à disposição, mas ainda não recebeu resposta sobre o pedido. O Estado tentou contato com o secretário para saber seu posicionamento sobre o caso, mas ele não deu retorno ao contato até o fechamento desta edição.

No meio da semana, após a revelação da apreensão do cheque, ele disse apenas que não tinha como saber que o assessor tinha relações com o contraventor.

“Imagina só se eu teria a capacidade de adivinhar que um funcionário teria um cheque de R$ 5 mil na mão de um agiota”, escreveu.

Ainda assessor da Seap até decisão do secretário Márcio Jerry, José Welington já teve ligações com a Prefeitura Municipal de São Mateus.

O Município também foi citado nas operações de combate à agiotagem no Maranhão, depois que dois cheques assinados por auxiliares do prefeito Miltinho Aragão (PSB), no valor de R$ 106 mil cada, foram encontrados no mesmo cofre.

Antes de assumir o cargo no Governo do Estado, José Wellington atuou na Secretaria de Finanças de São Mateus.

Nessa condição é que ele foi designado pelo próprio prefeito para, em dezembro de 2013, integrar uma comissão responsável pela verificação do quantitativo em dinheiro em poder do então tesoureiro da prefeitura, Washington José Oliveira Costa.

O procedimento é uma praxe na prestação de contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão. Juntos, ambos assinaram um “Termo de Verificação de Saldo em Caixa”, encaminhado à corte.

Whashington Oliveira, até então titular da Secretaria Municipal de Finanças, assumiu a culpa pelo repasse dos dois cheques a Pacovan e, assim como José Wellington, também pediu exoneração do cargo após a descoberta.

“O senhor prefeito não autorizou a emissão de cheque a terceiros”, disse o agora ex-auxiliar em carta-renúncia, ignorando, porém, o fato de que havia dois, e não apenas um cheque em posse de Pacovan.

Dias depois, o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, declarou à imprensa que o caso terá que ser investigado (veja mais).

“No caso de São Mateus já tem um dado mais forte, que é a presença do cheque. Ali nós já temos uma dose muito elevado de certeza de que, vai ter que ser investigado, porque esse cheque estava sob o poder de agiota. Então a pouco do que se discutir sobre isso”, disse.

Hildo Rocha estuda ingressar na Justiça contra Flávio Dino

Hildo Rocha coordenou programas importantes na gestão Roseana Sarney

Hildo Rocha coordenou programas importantes na gestão Roseana Sarney

O deputado federal Hildo Rocha (PMDB) estuda acionar o governador Flávio Dino (PCdoB) na Justiça por conta das declarações do comunista à revista Isto É. Dino afirmou que ao assumir mandato acabou com as “quadrilhas” que atuavam no Maranhão.

“Se houve irregularidades, ao afirmar que tinha algo de errado, deveria apresentar provas e não ficar falando mal do Maranhão fora do Maranhão. Governar é mais que ficar olhando pelo retrovisor. Governar é como dirigir um carro. Precisamos olhar para frente, para o para­brisas”, afirmou Rocha.

Hildo disse que já está analisando que tipo de ação ingressar na Justiça e cobrar do governador comunista provas de suas declarações que atacam o governo antecessor e seus membros.

Hildo Rocha atuou no governo Roseana Sarney (PMDB) como secretário estadual de Cidades e de Articulação Política. “Fiz parte do governo de Roseana e as declarações do governador me ofenderam. Trabalhamos duro e sério durante todos esses anos. Temos resultados que não serão apresentados pelo atual governador, mas temos muito trabalho feito pelo Maranhão”, disse.

Fábio Capita consegue habeas corpus no Piauí e será posto em liberdade

Fábio Capita ganhará liberdade

Fábio Capita ganhará liberdade

Do blog de Jorge Aragão – O capitão da Polícia Militar do Maranhão, Fábio Aurélio Saraiva Silva, mais conhecido como Fábio Capita, acusado de ter fornecido a arma para a execução do jornalista Décio Sá, acaba de conseguir Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça do Piauí. A decisão ainda não chegou a Secretaria de Segurança do Maranhão, mas assim que chegar ele será posto em liberdade.

No dia 08 de abril, no Tribunal de Justiça do Maranhão, o desembargador Froz Sobrinho concedeu liminar em Habeas Corpus em favor de Fábio Capita, mas como o militar também tinha prisão decretada no Piauí (reveja aqui), pois ele também está sendo acusado de participar na morte do empresário Fábio Brasil, permaneceu preso. No entanto, com a decisão da corte piauiense ele será posto em liberdade após prisão de aproximadamente oito meses.

Fábio Capita é o primeiro dos acusados da execução de Décio Sá a conseguir liberdade.

 

Quadrilha de Barra do Corda consegue habeas corpus

Do blog de Décio Sá – O prefeito foragido de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim (PV), acusado pela Polícia Federal de comandar uma “organização criminosa” que desviou mais de R$ 50 milhões dos cofres do município nos últimos anos, conseguiu habeas corpus junto ao STJ.

Prefeito Nezim está foragido

A informação é do advogado José Duarte Júnior. Ele atua no caso junto com o colega Eduardo Alckmin. Segundo Duarte, o ministro Teori Albino Zavascki concedeu ontem a liberdade para a nora do prefeito, Janaína Maria Morena Simões de Sousa, que estava presa em Pedrinhas.

Hoje os advogados pediram extensão da medida aos outros acusados, sendo deferida pelo ministro. Duarte contou ao blog que o habeas corpus foi concedido sob a argumentação que ninguém pode ser preso para ser investigado.

Chefe da “Operação Astiages”, que prendeu a quadrilha, o delegado Victor Mesquita disse ao blog não ter informações sobre a soltura dos presos. Ele reafirmou a consistência das provas que constam no inquérito.

Além de Nenzim, passaram quatro dias foragidos a mulher dele, Francisca Teles de Sousa, a Santinha, e o lobista João Batista Magalhães. A PF prendeu ainda dois filhos, um genro, e mais cinco “laranjas” da “organização criminosa”, totalizando nove pessoas. Todos serão soltos nas próximas horas.

A população de Barra do Corda está programando para esta segunda-feira uma grande manifestação na cidade contra o prefeito.

A direção nacional da PV  pressiona o Diretório Estadual do Maranhão no sentido de que expulse Nenzim de suas fileiras. As lideranças locais esperam que ele tome a iniciativa de se licenciar do partido imediatamente até explicar todas as acusações feitas pela PF.