PMDB rompe com Dilma e deixa Governo

Brasília - Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara, Eduardo Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer, participam da convenção Nacional do PMDB (Valter Campanato/Agência Brasil)

Brasília – Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara, Eduardo Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer, participam da convenção Nacional do PMDB (Valter Campanato/Agência Brasil)

O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29), por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou da reunião que oficializou a ruptura com o governo sob o argumento de que não desejava “influenciar” a decisão. No entanto, ele teve participação ativa na mobilização pelo desembarque do partido e passou toda a segunda-feira (28) em reuniões com parlamentares e ministros do PMDB em busca de uma decisão “unânime”.

Comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a reunião durou menos de cinco minutos. Após consultar simbolicamente os integrantes do partido, Jucá decretou o resultado da votação.

“A partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB”, enfatizou.

Após a reunião, Jucá disse que, com a decisão, o PMDB deixava bem clara a sua posiçào em relação ao governo e disse que quem quiser tomar uma decisão individual terá que avaliar as consequências.

“A partir de agora, o PMDB não autoriza ninguém a exercer cargo no governo federal em nome do partido. Se, individualmente, alguém quiser tomar uma posição, vai ter que avaliar o tipo de consequência, o tipo de postura perante a própria sociedade. Para bom entendedor, meia palavra basta. Aqui, nós demos hoje a palavra inteira”, afirmou.

A decisão do PMDB aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.

Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.

Informações do G1

Deputados articulam divisão de maior bloco governista na Assembleia

Eduardo Braide articula a divisão de bloco governista

Eduardo Braide articula a divisão de bloco governista

O Estado – Deputados da base aliada ao governador Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa iniciaram nesta semana um movimento que pode culminar com a divisão do maior bloco parlamentar da Casa.

O “Blocão”, como é conhecido o “Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão”, é integrado por mais da metade dos parlamentares estaduais, com 22 membros. Liderados pelo deputado Eduardo Braide (PMN), eles têm força para aprovar ou rejeitar, sozinhos, praticamente todos os tipos de proposições em plenário – à exceção de matérias que requeiram quórm qualificado.

Os governistas, no entanto, têm-­se mostrado incomodados com o tratamento recebido pelo governo – principalmente no que diz respeito ao não pagamento de emendas­, e agora pretendem dividir o bloco para provocar uma nova divisão de forças no Legislativo.

O objetivo é rachar o Blocão ao meio e, com isso, manter o Executivo pressionado a fazer gestos aos aliados se quiser continuar aprovando com tranquilidade projetos de seu interesse em plenário.

O movimento iniciou-­se no final do mês de outubro, mas ganhou força no início desta semana, depois de o deputado Adriano Sarney (PV) revelar, em audiência com a secretária de Estado do Planejamento, Cynthia Mota, e com o chefe da casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), que o Governo do Estado tem algo em torno de R$ 1,6 bilhão em caixa, e, mesmo assim, não paga emendas, nem convênios. “Existe uma crise econômica no Maranhão e no Brasil, mas as finanças do governo mostram um quadro diferente. O governo passado deixou uma boa política orçamentária e ela permanece neste governo”, afirmou Adriano Sarney, na quarta­-feira.

Após a revelação do parlamentar verde, os deputados Edilázio Júnior (PV) e Josimar de Maranhãozinho (PR) cobraram do governo o pagamento das emendas parlamentares. Segundo Edilázio, os débitos chegam a R$ 80 milhões. “Não existe nada de sombrio com relação às contas do Estado, que até aumentou a arrecadação, melhorou o Fundo de Participação Estadual. Então, onde estão as emendas de parlamentares que não estão sendo pagas? São quase R$ 80 milhões dos ex­-deputados que não foram candidatos ou que não foram reeleitos, que foi publicado na Lei Orçamentária, aprovada por esta Casa”, discursou Edilázio Júnior.

Josimar de Maranhãozinho (PR) reforçou a cobrança de Edilázio Júnior. “Sobre a reunião que tivemos na Comissão de Orçamento e fiquei muito feliz em saber que, apesar de toda crise econômica que o país vive, o FPE do Maranhão tem um crescimento de 6,53%. Feliz por isso e um pouco decepcionado, pois nas visitas que fiz ao Executivo, todos os secretários falam com convicção que o Governo não tem dinheiro para empenhar e pagar as nossas emendas, que vão beneficiar os municípios. Não tem dinheiro para pagar os convênios que os prefeitos executaram e hoje são vítimas de cobrança das empresas por as obras estarem finalizadas e o recurso do Estado não ter sido repassado”, declarou o deputado do PR.

E agora Flávio Dino?

Flávio e Castelo num mesmo palanque

Flávio e Castelo num mesmo palanque: aliança com PSDB tornou hostil relação na oposição

O comunista Flávio Dino (PCdoB) chegou a um estágio crítico em sua campanha política. Após ter aderido ao PSDB de Aécio Neves, deixou hostil a relação entre os demais partidos que sustentam ao seu nome para o Governo do Estado.

Além do PDT, que ficou sem o candidato a vice-governador, o PSB tem o seu projeto político 2014 ameaçado, uma vez que a candidatura do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, pode ser esvaziada por uma eventual candidatura de João Castelo (PSDB), primeiro lugar nas pesquisas de intenções de votos.

O PDT de Carlos Lupi e de Weverton Rocha, vinha se posicionando desde o ano passado, que caso ficasse sem o espaço na chapa majoritária de Dino, a reação viria por meio de uma candidatura própria ao Governo do Estado. O partido, no entanto, silenciou depois da oficialização do deputado federal Carlos Brandão (PSDB) na chapa comunista.

O PSB também ameaçou romper com o PCdoB caso duas candidaturas ao Senado fossem lançadas pela oposição. No PSDB, o argumento sustentado é de que o partido não pode negar legenda a João Castelo e de que a candidatura ao Senado interessaria Aécio Neves.

Até o momento, os partidos permanecem na coalização de forças junto ao PCdoB. A situação, no entanto, pode mudar, e uma debandada seria iniciada na coligação comunista.

E a essa altura do campeonato, ele daria adeus ao sonho de ser eleito governador…

Rompimento?

Edivaldo Holanda Júnior e Roberto Rocha pouco se falam

Edivaldo Holanda Júnior e Roberto Rocha pouco se falam na administração pública

O vice-prefeito de São Luís Roberto Rocha (PSB) já não recebe informação da agenda do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Os dois não se falam há semanas – e o único contato do vice com o núcleo mais próximo do prefeito se dá pela relação com o ex-deputado Edivaldo Holanda (PTC), o pai. Entre socialistas ligados a Rocha, o clima já é de distanciamento mesmo, e isolamento do vice.

Da coluna Estado Maior, de O Estado