Raimundo Cutrim sobre Jefferson Portela: “é perigoso”…

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) cobrou há pouco, na tribuna da Assembleia Legislativa, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a denúncia de que o soldado da Polícia Militar, Fernando Paiva, teria sido coagido pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela (PCdoB), para incluir o nome do parlamentar na delação do caso “Contrabando”, que levou para a prisão o delegado Thiago Bardal, ex-superintendente de Investigações Criminais (SEIC).

Cutrim classificou Portela de “psicopata” e disse que o secretário é “perigoso”.

“Esse secretário é um psicopata. Ele é um psicopata. Esse secretário é perigoso”, disse.

Cutrim também desafiou os demais deputados a assinarem o requerimento [ainda não formalizado] de CPI e investigar a atuação de Portela no caso.

“Não acredito que diante de tamanha gravidade haverá aqui algum deputado que não vai assinar a CPI. Se não assinar é porque teme alguma coisa. Se não assinar é porque tem rabo de palha”, enfatizou.

O parlamentar comunista lembrou que durante a entrevista coletiva, o procurador da República, Juraci Guimarães admitiu que o secretário havia mantido conversa particular com o policial militar, antes da delação. Para Cutrim, uma ilegalidade.

“O procurador da República diz que o secretário ficou a sós com o policial, com o réu. O secretário nega. Precisamos saber quem está mentido nessa história. Precisamos ouvir o secretário, o réu, os procuradores, os investigadores da polícia. Precisamos esclarecer esse gravíssimo fato”, finalizou.

OUTRO LADO

Nota da SSP

A respeito da acusação feita pelo soldado Fernando Paiva Moraes Junior, preso por contrabando, a Secretaria de Segurança Pública, esclarece que:

1 – A acusação é mais um crime praticado pelo soldado, preso em flagrante por contrabando e já denunciado pelo Ministério Público Federal por participação de organização criminosa.

2 – Diferentemente do que diz o soldado, o secretário Jefferson Portela nunca participou das conversas sobre possível delação premiada, que se deram em acordo firmado na sede do Ministério Público Federal.

3 – O próprio MPF, desmentindo as calúnias ditas pelo acusado em juízo, veio a público esclarecer que participaram da reunião – que se estendeu por mais de oito horas – quatro procuradores federais, um defensor público da união e um delegado da Polícia Federal.

4 – O Ministério Público também afirmou que foi decisão do próprio soldado Fernando Paiva Moraes Junior desconstituir seus advogados naquela tarde e requerer o apoio da Defensoria Pública.

5 – Corroborando a afirmação do procurador Juraci Guimarães, as acusações mentirosas e sem qualquer razoabilidade feitas pelo policial militar e seu advogado visam tão somente conturbar as investigações.

Cutrim quer nomes de deputados supostamente envolvidos em contrabando

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB), membro da base governista no Legislativo Estadual, desafiou o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, a revelar os nomes dos deputados estaduais supostamente envolvidos com uma quadrilha especializada em contrabando no estado.

Na semana passada circulou nos bastidores a informação de que além de dois deputados, um secretário de Estado – ou seja -, auxiliar de primeiro escalão do governador Flávio Dino (PCdoB), tinha envolvimento com o esquema criminoso.

Cutrim repudiou a insinuação da suposta participação de parlamentares no crime e cobrou um posicionamento da Mesa Diretora da Assembleia.

“E aquele fato no whatsapp [caso Rogério Garcia], que diz tinham dois deputados envolvidos? Vamos ver quem são os dois deputados. Viu, Senhor presidente [Othelino Neto], nós temos que encaminhar ao secretário que ele venha dizer quem são os dois deputados. Qual é o envolvimento, o que têm os deputados”, enfatizou.

Ele questionou o fato de o áudio – com insinuação a envolvimento de parlamentares -, ter sido divulgado sem qualquer autorização judicial.

“E aquele whatsapp saiu da onde? O juiz disse que não foi ele quem autorizou. É outro crime. Como é que ele vai aceitar um whatsapp daquele sair do telefone do preso para as redes sociais? Aí é outro crime. Porque o preso, ou indiciado, se é apreendido um telefone celular, para a polícia ter acesso àqueles dados, é obrigatoriamente o juiz autorizar, por quê? Porque naqueles dados podem ter indícios de crimes, pode ter crimes, mas ali existem coisas particulares de família, que são pessoais e protegidas pela Constituição Federal. Então como é que saiu? Ninguém apura?”, questionou.

Ele também condenou a atuação do delegado que conduz o caso. “Então, até agora ninguém soube de onde saiu [o áudio]. O que se deduz é que tenha saído do celular do preso. E como tiveram acesso? A Justiça está dizendo que não autorizou. Então, aí é crime. E é ato de improbidade administrativa do delegado que acessou esses dados. Esses dados são pessoais, eles só podem ser abertos se o juiz autorizar”, completou.

Magistrado- Cutrim também questionou o posicionamento do juiz Ronaldo Maciel na condução do processo que trata das investigações contra uma quadrilha de contrabando.

“O que me causa espécie é qual é o interesse que a excelência, o senhor juiz dr. Ronaldo tem neste processo? Eu vi uma reportagem dele dizendo que o deputado Cutrim não conhece Direito Penal. Eu dizia a ele que eu passei a vida toda fazendo isso. Fui delegado de Polícia Federal uma vida, fazendo inquéritos e estudando a lei penal substantiva, a lei penal subjetiva e tudo isto. Agora eu faço um desafio aqui para me encontrarem qualquer jurisprudência que tenha no Brasil que diga que o crime de contrabando e descaminho seja da Justiça Estadual. Não existe”, afirmou.

O comunista finalizou, cobrando da Corregedoria do Tribunal de Justiça, um posicionamento a respeito da atuação do juiz.

“Qual interesse pessoal que ele [juiz] tem? Cadê a Corregedoria do Tribunal de Justiça, que está de braços cruzados? Será que a gente fala aqui e não tem eco? […]. A Corregedoria do tem que tomar providência, porque isso é um absurdo”, finalizou.

Procuradora-geral de Justiça repudia ataques de Cutrim ao MP

Nota da AMPEM; clique para ampliar a imagem

Nota da AMPEM; clique para ampliar a imagem

A procuradora-geral de Justiça, Regina Rocha divulgou nota de desagravo e ao mesmo tempo agradeceu ao deputado estadual Edilázio Júnior (PV), em nome do Ministério Público, pela defesa do parlamentar à instituição contra os ataques desferidos pelo deputado Raimundo Cutrim (PCdoB), que tentou desqualificar a atuação do MP no Maranhão.

“Cumprimentando-o, sirvo-me do presente para em nome do Ministério Público, agradecer a defesa desta instituição ministerial efetivada por vossa excelência  durante a sessão do dia 26.05.2014 na Assembleia Legislativa, em virtude de pronunciamento do deputado Raimundo Cutrim tentando desqualificar a atuação do Ministério Público do estado, através da procuradora-geral de Justiça, principalmente em virtude de ação penal que é movida contra o mencionado parlamentar”, diz trecho de nota.

Na nota, a procuradora reafirma o compromisso do Ministério Público no cumprimento de suas funções constitucionais e assegura a manutenção da mesma linha de atuação, independentemente da existência de manifestações contrárias ao trabalho desenvolvido por seus membros.

“Esclareço que todos os procedimentos de competência do Ministério Público, cuja atribuição seja da procuradora-geral de Justiça, são promovidas e impulsionadas de modo impessoal, e no estrito cumprimento de suas funções constitucionais  do órgão, inclusive no caso mencionado, e afirmo que nos manteremos na mesma linha de atuação, independentemente de manifestações públicas ou privadas, de desapreço ao trabalho desenvolvido”, finalizou a procuradora.

A Associação do Ministério Público do Maranhão também repudiou o ato de Cutrim. A imagem acima mostra a nota da instituição.

Cutrim precisava ter ouvido o que ouviu…

Raimundo Cutrim passou dos imites ao atacar Aluisio

Raimundo Cutrim passou dos imites ao atacar Aluisio Mendes na Assembleia

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB), desde que teve seu nome citado no caso Décio Sá, tem insistido em ataques pessoais contra o secretário de Segurança Aluisio Mendes.

Foram inúmeras as vezes em que o comunista chamou o secretário de moleque, bandido e incompetente, além de outras expressões tão baixas, que me recuso a reproduzir. Aluisio, por outro lado, preferiu o silêncio durante todo esse tempo. Talvez seja melhor para os dois desta forma.

Mas ontem, após novos ataques de Cutrim contra o secretário, chegou a um ponto que a própria Assembleia Legislativa, até então distante da discussão, reagiu.

O primeiro a se manifestar foi Manoel Ribeiro (PTB), ao exigir do presidente da Casa, Arnaldo Melo (PMDB), que fossem retiradas dos anais da Casa as agressões do comunista contra Mendes.

Milhomem foi além e resolveu, de frente, confrontar Cutrim. Ele classificou a divergência pessoal de Cutrim e Aluisio como “briga suicida e maluca”.

“Não é assacando, não é insultando, diminuindo a autoridade constituída que nós vamos resolver o problema [da segurança pública no Maranhão]”.

Sem qualquer argumento que desse sustentação ao seu discurso, Cutrim recuou, mesmo que aparentemente inconformado com a reação dos colegas. Mas a verdade é que já estava na hora de alguém intervir, de mostrar ao comunista que ele havia passado dos limites. Afinal, a tribuna da Casa, como bem alertou Ribeiro, não pode continuar sendo utilizada para a exposição de divergências de ordem pessoal, ainda mais ao nível no qual estava ocorrendo.

Cutrim precisava ter ouvido isso, e ouviu…

Raimundo Cutrim deixa reunião para falar mal de Aluisio Mendes

Raimundo Cutrim não teve coragem de falar mal de Aluisio em sua frente

Raimundo Cutrim não teve coragem de falar mal de Aluisio em sua frente

Gilberto Léda – O deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) protagonizou hoje (29) mais um lamentável capítulo da sua rixa com o secretário de Estado da Segurança Pública, Aluísio Mendes.

O titular da SSP foi à Assembleia Legislativa prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança da Casa sobre a escalada da violência, sobretudo na capital.

Cutrim, que é membro da Comissão, esteve por lá. Sentou bem perto de Aluísio. Entrou mudo e saiu calado.

Mas foi só sair da sala das comissões e retornar para o plenário, de onde o secretário não poderia ouvir o que ele tinha a dizer, para Cutrim voltar a apontar sua metralhadora giratória verbal ao auxiliar da governadora Roseana Sarney (PMDB).

“Convoca-se um secretário, com todos os comandantes da Polícia Militar, com todos seus assessores, secretário de Segurança com todos seus assessores, o comandante do Corpo de Bombeiros com todos seus assessores, para assistir o secretário vir mentir cinicamente aqui na presença de todos e muitos ainda a bater palmas, isso é vergonhoso, senhor presidente”, disse.

Por que Vossa Excelência não disse isso na frente do secretário, deputado?

TJ anula inquérito que acusa Cutrim e Alberto Franco de grilagem

raimundo cutrimO Pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu, por maioria de votos, na sessão plenária jurisdicional de hoje, anular o inquérito policial no qual o deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) é acusado de ter praticado fraudes em documentos públicos para viabilizar regularização de terras. O inquérito foi conduzido por delegado de Polícia Civil e pelo Ministério Público, que ofereceu denúncia contra o parlamentar e outros sete acusados.

Os efeitos da decisão foram estendidos, de ofício, ao secretário de Estado, Alberto Franco, que também figurava como acusado na investigação policial. Os processos dos demais acusados serão enviados à Justiça de 1º Grau para julgamento dos envolvidos.

A decisão do pleno acompanhou o voto divergente do desembargador Jorge Rachid, ao enfrentar a preliminar suscitada pela defesa, na denúncia formalizada pelo Ministério Público.

Rachid considerou que o deputado não poderia ser investigado pela Polícia Civil, diante da prerrogativa de foro privilegiado, por ser parlamentar. Nesse caso, a viabilidade de indiciamento deve ser condicionada a prévia autorização do TJMA.

O desembargador ressaltou que, de acordo com a Constituição Estadual, o Tribunal de Justiça é o órgão competente para o controle jurisdicional direto de investigações que envolvem suposta prática de crime por deputados estaduais.

As informações são do TJ

Louro Bill é exonerado do Corpo de Bombeiros

diário oficial louro billO sargento Fernando de Jesus Soares Cutrim, mais conhecido como Louro Bill, irmão do deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB), agora aliado de Flávio Dino (PCdoB), foi exonerado do Corpo de Bombeiros.

Em janeiro, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Marcos Paiva, havia nomeado o Conselho de Disciplina que analisaria o processo de expulsão do militar daquela corporação.

O ato de exoneração de Louro Bill foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 17 deste mês, como mostrou Marcial Lima, e é assinado pela governadora Roseana Sarney (PMDB). De acordo com o documento, a exclusão de Bill dos quadros do Estado se dá pelo bem do serviço público.louro bill

Louro Bill é acusado pela Justiça de tráfico de drogas e já chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal, como um dos traficantes de maior influência da capital. Desde então, seguia preso no próprio batalhão do Corpo de Bombeiros.

A condenação dele, já trasitada em julgado, é de um processo que corria de 2008.

Raimundo Cutrim no PCdoB

Deputado Raimundo Cutrim está no PCdoB

Deputado Raimundo Cutrim está noPCdoB

O deputado estadual Raimundo Cutrim utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã de hoje para anunciar a sua filiação no PCdoB.

O parlamentar estava insatisfeito na base governista desde a morte do jornalista Décio Sá, quando teve seu nome mencionado pela Polícia Civil como um dos suspeitos de participação no crime.

Cutrim, desde então, passou a criticar o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, e a condução da pasta e afirmou à imprensa que o inquérito policial da morte de Décio foi manipulado pelos delegados que apuraram o caso.

Raimundo Cutrim, na verdade, deixou o governo por questões pessoais, não ideológicas como tentou passar a ideia o deputado Marcelo Tavares (PSB). Deixou o governo por discordar da permanência de Aluísio na SSP. Mágoa, foi o sentimento que o levou a fazer a troca de partido e de lado político. Somente…

Cutrim deve “partir pra cima” de novo

Raimundo Cutrim não ficará calado

Raimundo Cutrim não ficará calado

Do blog de Gilberto Léda – Dez entre 10 observadores da cena política acreditam que o deputado Raimundo Cutrim (PSD) deve voltar à carga contra o secretário de Estado de Segurança, Aluísio Mendes.

Apontado por Jhonatan de Souza como um dos mandantes do assassinato de Décio Sá nos seus primeiros depoimentos, o parlamentar foi praticamente inocentado hoje em novo depoimento do assassino, agora à Justiça.

Disse que não conhece o deputado – o pistoleiro nunca havia dito o contrário, é verdade – e que, de fato, sempre ouviu Júnior Bolinha citando o nome de Cutrim.

A informação, acreditam as fontes do blog, deve ser usada em novo pronunciamento do peessedista na Assembleia Legislativa, que usará isso como salvo-conduto.

Resta saber até que ponto os desmentidos de um assassino confesso poderão ser usados pelos demais acusados como “provas” de que não têm qualquer envolvimento com o crime.

Depoimento de Jhonatan pode barrar investigação contra Raimundo Cutrim

Jhonatan mostra como matou Décio

Jhonatan mostra como matou Décio

O novo depoimento do assassino confesso do jornalista Décio Sá, Jhonatan de Souza, pode trazer como consequência ao caso, a não liberação do Tribunal de Justiça à Secretaria de Segurança Pública, de investigação contra o deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD).

Cutrim era, até então, apontado por Jhonatan como um dos mandantes do assassinato de Décio. Ele afirmava que Júnior Bolinha, o seu agenciador, era quem dava essa garantia a ele. O parlamentar, que tem foro privilegiado, tem envolvimento com Bolinha. Ele diz se tratar apenas de negócios.

Na semana passada o próprio TJ decidiu aguardar o fim das oitivas das testemunhas do assassinato, para somente então, dizer se permitiria ou não que a Polícia Civil investigasse o deputado. Queria com isso, colher elementos que justificassem a autorização.

Apesar do parecer do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Joaquim Henrique de Carvalho, pelo deferimento do início das investigações contra Cutrim, os desembargadores optaram, principalmente, por aguardar o novo depoimento de Jhonatan Souza, feito agora em juízo.

E o que aconteceu? O criminoso simplesmente negou conhecer os demais acusados pela morte de Décio já presos, e parece não ter sequer tocado no nome do deputado estadual. Alegou que havia se sentido pressionado pelos delegados, por isso o teor dos primeiros depoimentos. Disse que foi tudo mentira.

Com isso, pode entender o TJ não haver elementos o suficientes para que seja iniciada uma investigação contra o parlamentar.

É aguardar o desfecho desta história…