Edivaldo investe na “política do asfalto” na busca pela reeleição

Edivaldo e moradores do bairro Vila Palmeira, em lançamento de obra

Edivaldo e moradores do bairro Vila Palmeira, em lançamento de obra

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), tem investido em uma estratégia política que consiste no asfaltamento e recuperação de vias públicas, para melhorar a sua imagem perante o eleitorado.

A estratégia, além de lançar os serviços, é apelar para o corpo-a-corpo com a população, sob a avaliação de sua assessoria, de que o petecista tem carisma, e portanto, precisa explorá-lo ao máximo.

Mas, como apontou pesquisas de intenções de votos do Instituto Escutec, pouco, ou quase nada, Edivaldo tem colhido de resultado.

Ele está atrás da deputada federal Eliziane Gama (PPS) e em desvantagem do deputado federal e ex-prefeito da capital, João Castelo (PSDB), derrotado por ele próprio em 2012.

A velha política praticada pelo prefeito do “novo e da mudança”, tem sido refletida numa rejeição popular jamais vista na história política da capital, que pode resultar, pela primeira vez, num prefeito em busca de reeleição fora de um eventual segundo turno.

E o eleitorado tem dado o seu recado.

Em 2012, João Castelo acabou como o primeiro prefeito a não conseguir a reeleição em São Luís. E olha que no fim do mandato, exemplo seguido fielmente por Edivaldo, Castelo investiu pesado em obras de mobilidade urbana e infraestrutura.

Chegou a levar asfalto para bairros que jamais haviam recebido esse tipo de estrutura, como o Jardim América, na área da Cidade Operária.

Não adiantou.

Amargou derrota eleitoral. Deixou o Palácio La Ravardière.

Edivaldo, por enquanto trilha o mesmo caminho…

“Reforma Política” e Edivaldo Júnior

Edivaldo Júnior  em estado de graça

Edivaldo Júnior em estado de graça

Melhor dos Mundos

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior deve encerrar a semana em estado de graça. Nada do que se desenhava para a reforma política ocorreu nesta primeira semana de votações.

A reeleição continuou garantida para os atuais ocupantes de mandatos no Executivo – só deverá valer a partir de 2020. As coligações continuam valendo e a votação proporcional continua do mesmo jeito, forçando vereadores a buscar coligações fortes.

E ele ainda pode ganhar mais presentes da Câmara Federal, se for aprovada, por exemplo, a emenda que pretende estender em mais dois anos os atuais mandatos de prefeitos e vereadores. Isso garantiria a Edivaldo mais dois anos adicionais de mandato, sem precisar passar pelo desgaste de uma campanha eleitoral.

Se, por outro lado, a emenda que passar for a que reduz o mandato dos próximos prefeitos em dois anos – para que haja a coincidência de todas as eleições já em 2018 – ainda assim Edivaldo se beneficia.

Afinal, quem vai querer entrar numa disputa para assumir por apenas dos anos, sem direito a novo mandato? Esta votação já tiraria do páreo, por exemplo, a deputada federal Eliziane Gama (PPS), que não se interessaria pelo mandato reduzido.

Fortemente desgastado pela falta de ações nos primeiros anos de mandato, Edivaldo Júnior tem o trunfo da boa relação política, que lhe dá certa esperança na renovação do mandato, apesar da distância em relação à primeira colocada, faltando pouco mais de um ano para as convenções.

Agora, com o resultado praticamente definitivo da reforma política, ele acaba por se beneficiar da conjuntura eleitoral, abrindo possibilidades mais reais de ganhar competitividade.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Senado vota hoje PEC que obriga prefeito a renunciar mandato para disputar a reeleição

Edivaldo conta com o apoio de Flávio para reeleger-se

Edivaldo conta com o apoio de Flávio para reeleger-se

O Senado Federal deve votar hoje, em primeiro turno, a Proposta de Emenda Constitucional que estabelece a obrigatoriedade de desincompatibilização para prefeitos, governadores e presidente que pretendam  disputar a reeleição. A PEC teve ontem sua discussão pela quarta sessão consecutiva, o que a habilita à votação em plenário.  É uma das principais medidas da reforma política em discussão no Congresso.

Os efeitos da PEC da desincompatibilização, como já começou a ser chamada,  deve ter efeito devastador em São Luís, onde o prefeito Edvaldo Holanda Júnior (PTC) pretende concorrer à reeleição. Desgastado administrativamente, com rejeição em altíssimo nível, Edivaldo praticamente sepulta qualquer possibilidade de garantir novo mandato se for obrigado a deixar o cargo em abril do ano que vem.

Neste caso, é muito provável que ele sequer aceite concorrer novamente.

Para passar a valer já em 2016 – o que é a pretensão da maioria do Congresso – a PEC precisa ser aprovada até setembro deste ano. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já garantiu que vai envidar esforços para aprovar todos os pontos da reforma a tempo de encaminhá-los à Câmara.

Em São Luís, com a saída de Edivaldo Júnior, a prefeitura passará a ser comandada pelo presidente da Câmara, Astro de Ogum (PMN), que também não poderá concorrer à reeleição. Ele terá que decidir entre nove meses de mandato de prefeito e a garantia de renovação do mandato na Câmara.

De uma forma ou de outra, no entanto, a obrigação de sair do cargo vai deixar Edivaldo praticamente fora do páreo.

Da coluna Estado Maior

CCJ rejeita PEC que acaba com reeleição da Mesa Diretora da Assembleia

Rogério Cafeteira é autor de PEC rejeitada

Rogério Cafeteira é autor de PEC rejeitada

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa rejeitou pela maioria dos votos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do deputado Rogério Cafeteira (PSC), que institui o fim da reeleição para todos os cargos da Mesa Diretora da Casa, sobretudo a presidência.

A PEC, que reuniu 15 assinaturas e foi apreciada ontem pela CCJ, já instituía o fim da reeleição para a próxima legislatura, que será iniciada em 2015 e encerrará em 2018. A Mesa Diretora do Legislativo Estadual é formada por presidente, quatro vice-presidentes e quatro secretários.

Votaram pela inconstitucionalidade da proposta os deputados Manoel Ribeiro (PTB), que foi quem presidiu a reunião, Neto Evangelista (PSDB), Cleide Coutinho (PSB) e Jota Pinto (PEN), presidente do colegiado.

Alexandre Almeida (PTN), relator do projeto, foi o único a votar favorável à proposta. Como o voto dele foi vencido, a comissão terá de designar outro relator para em seguida lavrar a ata e dar por encerrada a tramitação da proposta na CCJ.

Como a PEC tramita de forma especial na Casa, o projeto retornará para o plenário, independentemente do parecer da CCJ, para que seja votado. Apesar disso, o autor, Rogério Cafeteira, já assegurou que recorrerá ao plenário.

“Certa vez, um ex-deputado federal me falou que eu iria encontrar aqui na Assembleia Legislativa do Maranhão o que há de pior no ser humano. Infelizmente, ele tem razão. Esse tema já foi votado mais de uma vez aqui, tanto para criar quanto para extinguir [reeleição]. Então, não há nenhum motivo para ser colocado como inconstitucional. É indiscutível a constitucionalidade do projeto. O que há são outros interesses”, afirmou.

Para Cafeteira, a CCJ rejeitou a PEC porque ninguém quer abrir mão de benefícios do Legislativo, o que ele considerou um equívoco. “Vamos recorrer. Se são contra, que votem em plenário”, disse.

Reeleição de Dilma mostra peso político de Roseana, PT e PDT no Maranhão

Roseana com o ministro Ricardo Berzoini e centenas de prefeitos para a campanha de Dilma no 2 turno

Roseana com o ministro  Berzoini e centenas de prefeitos para a campanha de Dilma no 2 turno

O Estado – A reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) para mais quatro anos na Presidência da República tem reflexos diretos da correlação de forças políticas no Maranhão. Aliada dos dois principais grupos que entraram na disputa neste ano, a petista viu atuações distintas das diferentes correntes da sua base aliada no estado.

A governadora Roseana Sarney (PMDB), que no primeiro turno garantiu aproximadamente 69% dos votos válidos para a presidente, chegou a prometer 80% no segundo turno. E chegou perto.

Apoiada pela peemedebista, Dilma obteve 78,76% dos votos válidos. O empenho da governadora – que comandou há duas semanas uma importante agenda com o ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais), prefeitos e lideranças de todo o Maranhão – foi reconhecido ainda na manhã de ontem.

Numa conversa por telefone, Dilma agradeceu à aliada pela dedicação no processo eleitoral e pela parceria desde o primeiro mandato da presidente. A presidente também parabenizou a governadora pelo trabalho que vem realizando em contribuição ao estado e ao país.

“Sou muito grata a você e a todo o Maranhão. Peço que transmita o meu muito obrigado a todos os maranhenses que acreditam na força do seu estado e do nosso país. É também por vocês que vamos fazer mais”, disse a presidente, segundo nota distribuída pela Secretaria de Comunicação Social do Governo do Estado.

Partidos – Entre os partidos que apoiaram a reeleição da presidente Dilma destacaram-se o próprio PT estadual e o PDT. No primeiro caso, a coordenação de campanha conseguiu juntar os cacos de um racha no primeiro turno. A sigla estava oficialmente coligada ao PMDB, de Edison Lobão Filho, mas parte dela marchou ao lado de Flávio Dino (PCdoB). No 2º turno, no entanto, ambas as alas uniram-se em agendas em conjunto para garantir a ampliação da votação da candidata da legenda.

O PDT uniu-se aos dois grupos. Inicialmente comandando reuniões de preparação das atividades de rua, os pedetistas conseguiram levar para a campanha até o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior.

“[A vitória da presidente Dilma foi] foi importante para o Brasil e para o Maranhão. O seu segundo mandato será ainda melhor. Sabíamos da importância dessa vitória, daí o empenho de toda a militância”, disse o deputado federal Weverton Rocha, secretário-geral do PDT. Em São Luís, Dilma obteve 70,41% dos votos válidos.

De O Estado

Cafeteira protocola PEC que extingue reeleição para a Mesa da AL

Rogério Cafeteira quer fim da reeleição para presidente da Assembleia

Rogério Cafeteira quer fim da reeleição para presidente da Assembleia

O deputado estadual Rogério Cafeteira (PSC) protocolou hoje na Assembleia Legislativa Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição para cargos da Mesa Diretora da Casa.

A PEC seria protocolada na semana passada, mas como havia a necessidade de reunir pelo menos 14 assinaturas, ele adiou a apresentação da proposta para hoje. Ao todo, 15 deputados assinaram o documento.

“A ideia é fazer com que os deputados possam ter uma maior participação nas comissões e na Mesa Diretora da Assembleia. Entendemos que assim será mais justo e mais democrático”, afirmou ao jornalista Jorge Aragão.

 

Dutra: sem discurso, sem mandato…

dutra-choraO deputado federal Domingos Dutra (SDD), figura folclórica da política oposicionista maranhense, não conseguiu se reeleger para mais um mandato na Câmara.

Conhecido por ser um ferrenho opositor ao grupo e à família Sarney, Dutra apelava para a baixaria, palavreado chulo e ao mesmo tempo esdrúxulo para tentar se sustentar no Poder.

O parlamentar, no entanto, encerra um ciclo de mandatos no mesmo ano em que o ex-presidente da República e ex-presidente do Congresso Nacional, José Sarney, aposenta-se da política.

Parece até piada pronta, mas o fato é de que além de ter perdido o discurso, Dutra perdeu também o mandato.

E agora precisará se reciclar, se reinventar ou abandonar a política de vez…

Jota Pinto: fez tudo certo, mas não foi reeleito

Jota Pinto não foi reeleito

Jota Pinto não foi reeleito

Incrível. O deputado Jota Pinto vai entrar para a crônica das eleições como o político que fez tudo certo, mas ficou na estrada, sem alcançar a reeleição. Ele fundou o PEN no Maranhão, fortaleceu-o com nomes de expressão para a corrida eleitoral e foi para as urnas com a certeza de que sairia reeleito. Ficou na entrada como suplente, mesmo tendo recebido 37.638 votos, votação maior do que a de 21 deputados eleitos.

Da coluna Estado Maior, com edição do blog

Edilázio consolida reeleição para a Assembleia Legislativa

Edilázio em comício no município de São Raimundo das Mangabeiras

Edilázio em comício no município de São Raimundo das Mangabeiras

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) alcançou votação expressiva ontem e consolidou a sua reeleição para a Assembleia Legislativa para mais quatro anos de mandato.

Com 56.239 votos, Edilázio foi o quinto mais votado pela coligação proporcional “Pra Frente Maranhão 2”, que elegeu ao todo 16 parlamentares.

Ontem, logo após a confirmação da reeleição, Edilázio reuniu familiares, amigos e lideranças políticas, principalmente os de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, para a comemoração de mais uma vitória. As homenagens foram feitas na casa de eventos Palácio Luis XIII, no Cohafuma.

Lá, Edilázio agradeceu o empenho dos apoiadores de sua candidatura, e afirmou que dará continuidade com o mesmo afinco ao seu trabalho, honrando a confiança depositada pelo eleitorado em seu nome.

“Continuaremos um trabalho com muita garra, responsabilidade e transparência que foi iniciado lá atrás, em 2010, convictos de que o mandato parlamentar se bem utilizado, se bem exercido, pode sim transformar a vida da população. Nunca desistimos dos nossos ideais, dos nossos objetivos, jamais desistiremos de trabalhar pelo povo do Maranhão. Por tudo isso, pela reeleição a mim confiada, quero agradecer a todos, certo de que vou honrar o voto de cada um”, afirmou.

Edilázio é o líder do Bloco Parlamentar Democrático, o maior da Assembleia Legislativa e também é voz de referência do Partido Verde na casa.

Edilázio Júnior inicia caminhada em busca da reeleição

Edilázio Júnior em Vitorino Freira, ao lado de Lobão Filho, de Arnaldo Melo e do prefeito Zé Leandro

Edilázio Júnior em Vitorino Freira, ao lado de Lobão Filho, de Arnaldo Melo e do prefeito Zé Leandro

O líder do Bloco Parlamentar Democrático da Assembleia Legislativa, deputado estadual Edilázio Júnior (PV), já iniciou a sua caminha política em busca da reeleição.

Ele participou de um comício no município de Vitorino Freire e de ato político em Pastos Bons, ao lado do senador Lobão Filho (PMDB), candidato a governador e ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), candidato a vice-governador.

Edilázio é um dos deputados mais ativos na Assembleia Legislativa, com atuação destacada na base governista. É responsável também por protagonizar parcerias institucionais entre municípios e o Executivo Estadual, como em Paulino Neves, por exemplo, ao direcionar emendas parlamentares para a realização de obras.

Líder do PV na Assembleia, ele busca na eleição de outubro a eleição para o segundo mandato parlamentar.