Rocha critica Janot e cita arquivamento de pedido de investigação contra Flávio Dino

O senador Roberto Rocha (PSDB) criticou a postura do ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter encaminhado inquérito de Geraldo Alckmin, governador do estado de São Paulo, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão acabou retirando Alckmin da mira da Lava Jato.

Para o senador maranhense, a “indignação” de Janot é seletiva.

Ele citou o arquivamento, também pelo STJ, do pedido de abertura de inquérito em desfavor do governador Flávio Dino (PCdoB), que havia sido delatado, por executivo da Odebrecht de ter sido beneficiado com R$ 200 mil para a campanha eleitoral de 2010.

A decisão do STJ, na ocasião, impediu qualquer investigação sobre as denúncias contra Dino.

Rocha lembrou que o irmão do governador Flávio Dino, o procurador da República Nicolao Dino, atuava como auxiliar direto de Janot.

“Eis a seletiva indignação de Rodrigo Janot. Com Geraldo Alckmin foi “tecnicamente difícil de engolir’, mas quando se trata do governador do Maranhão, com elementos muito mais graves, decidiu engolir sem dar um pio, em função do seu sub-procurador ser irmão do governador”, disse.

Que coisa…

Nada definido

Embora o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) tente forçar a barra de um cenário consolidado a ponto de levá-lo à vitória até em primeiro turno, o fato é que nada no processo eleitoral no Maranhão está definido. Dino não sabe, sequer, que adversários enfrentará. Também não tem garantia alguma de que terá partido X ao seu dispor e enfrentará partido Y.

O cenário ainda é totalmente indefinido, tanto do ponto de vista dos candidatos quanto da arrumação dos partidos. O que se pode dizer, apenas, é que tem Flávio Dino disputando pelo PCdoB, Roseana Sarney cotada pelo MDB e Roberto Rocha (PSDB) convicto de encarar qualquer embate. Quantas legendas estarão com Dino, Roseana, Rocha, ou outro pré-candidato que se apresente é precipitado agora estabelecer.

Rocha, por exemplo, tem hoje o controle do PSDB, o que é um trunfo fundamental em um processo – tanto para si próprio quanto para uma negociação de aliança. O deputado Eduardo Braide, por sua vez, se quiser mesmo ser candidato, não tem como ficar no PMN. E se for para o PT, como fica a aliança do partido com Dino? Se, por outro lado, conseguir apoio de legendas da base dinista – ou roseanista – com tempo suficiente na propaganda?

São questionamentos que precisam ser feitos por qualquer um que tenha o interesse na observação do cenário eleitoral maranhense.

Estabelecer agora – faltando ainda mais de quatro meses para as convenções – o número de partidos que cada candidato tem é discutir o sexo dos anjos. A conjuntura nacional, a cooptação de candidatos, as reformulações nas direções partidárias terão influência direta na montagem das chapas.

E o que se vê agora, fatalmente não será o que se terá ao fim de julho, quando terminará o prazo das convenções. Insistir em cenários consolidados hoje, é não ter a capacidade de ver o amanhã. Coisa para poucos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

João Dória desembarca hoje em São Luís

O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória (PSDB), desembarca hoje em São Luís.

Ele fará uma visita ao Grupo Mirante, onde será recebido pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), cumprirá agenda com o senador Roberto Rocha (PSDB), fará palestras em faculdades privadas e participará de um almoço promovido por entidades ligadas à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).

“É uma agenda do prefeito da cidade de São Paulo, que visita São Luís nessa condição. Não estou fazendo a visita na condição de pré-candidato, de candidato, de nada. Estou apenas atendendo a um convite de pessoas amigas, numa cidade amiga e num estado de pessoas que me são muito próximas”, disse, em entrevista exclusiva a O Estado.

Dória falou sobre o convite formalizado por empresários para a participação do almoço junto às entidades ligadas à Fiema e comentou o encontro com Roseana Sarney. “Vou atender a um convite para fazer uma visita à ex-governadora Roseana Sarney na TV Mirante e reencontrar bons amigos que fiz no Maranhão”, explicou.

Dória também falou sobre a atuação política do senador Roberto Rocha e possibilidade de comando do PSDB no Maranhão. Para o gestor da maior cidade brasileira, Rocha “tem todas as qualificações” para pleitear a candidatura.

“As decisões são locais e são respeitadas. O senador Roberto Rocha tem todas as qualificações para assumir essa condição, se assim desejar, e obviamente submetendo o seu nome à convenção estadual do PSDB”, destacou.

Dória diz esperar, a partir da convenção estadual, a pacificação do partido, principalmente levando-se em conta que o principal objetivo das articulações estaduais é garantir palanques fortes para a candidatura presidencial da legenda.

“[Espero do PSDB do Maranhão] Conciliação, bom entendimento e a consolidação para que, com o novo presidente, o PSDB no Maranhão possa seguir sua rota, quem sabe até ter um candidato ao Governo do Estado e, com isso, criar, também, palanque e condições para as propostas do PSDB na eleição de 2018”, comentou.

 

 

Brandão diz que Roberto Rocha vai “jogar a toalha” em 2018

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, destituído na semana passada do comando estadual do PSDB, provocou o senador Roberto Rocha, que assumiu a presidência da Comissão Interventora do partido, e disse que o correligionário desistirá da disputa para o Governo do Estado em 2018.

A manifestação de Brandão ocorreu por meio do twitter.

“Eu não vou defender projeto que não acredito. Em 2002 o senador Roberto Rocha foi candidato a governador, e sabe o que aconteceu? Ele jogou a toalha. E é isso o que vai acontecer”, disse.

Insatisfeito com o PSDB após intervenção da direção nacional, Brandão sugeriu provável saída da sigla, ao afirmar que não defenderá o “projeto”.

Foi ele quem articulou a aliança do partido com o PCdoB, do governador Flávio Dino, na eleição 2014.

Eleito vice-governador, Brandão tem trabalhado para tentar reeditar a aliança.

A direção nacional da sigla, contudo, já rechaçou a possibilidade. Ao instituir Roberto Rocha como presidente interino da legenda no Maranhão, Tasso Jereissati afirmou que Brandão havia “submetido o PSDB aos caprichos do PCdoB”.

Tasso também falou da falta de espaços da legenda no estado e questionou o fato de o partido, no Maranhão, apoiar o governador Flávio Dino, que defende a eleição do ex-presidente Luiz Inácio do Lula da Silva em 2018.

Com informações de O Estado

Com Rocha no comando, PSDB deve deixar Governo Flávio Dino

A direção nacional do PSDB efetivou uma intervenção no comando estadual da sigla no Maranhão, destituiu o então presidente Carlos Brandão – vice-governador de Flávio Dino (PCdoB) -, e efetivou na presidência do partido, o senador Roberto Rocha.

O ato afasta qualquer possibilidade de reedição da aliança PCdoB-PSDB para as eleições 2018.

Ex-aliado de Dino, Roberto Rocha é pré-candidato ao Governo do Estado, e conduzirá a sigla durante todo o processo eleitoral no Maranhão.

Em situação amplamente desfavorável, Dino vê o seu palanque “derreter” e começa a perder legendas importantes. Além do afastamento praticamente irreversível do PSDB, o comunista ainda pode perder o apoio do PT, que já manifestou insatisfação com o lançamento da candidatura própria de Manuela d’Ávila, do PCdoB, à Presidência da República.

Para lideranças nacionais do PT, o lançamento de uma candidatura própria do PCdoB, enfraquece o projeto da legenda e do ex-presidente Luiz Inácio Lula de consolidar um nome de consenso da esquerda.

A reeleição de Dino, portanto, começa a ficar cada vez mais difícil…

“Roberto Rocha parece alérgico a voto”, diz Othelino Neto

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), provocou hoje o senador Roberto Rocha (PSDB), ao entrar na polêmica sobre a liberação ou não de R$ 160 milhões  em emendas parlamentares, que carece de liberação da bancada maranhense no Senado da República. [Leia mais sobre o tema aqui].

Ao subir à tribuna, Othelino criticou a postura do ex-aliado, senador Roberto Rocha e desdenhou do “cacife” eleitoral do tucano.

“[…] Aliás, eu ouvi a insinuação do deputado Adriano, ontem, com o possível retorno da ex-governadora Roseana Sarney, eu quero dizer que de minha parte prefiro, torço e conclamo a ex-governadora a Roseana que venha disputar a eleição, porque nós queremos derrotar é a ex-governadora Roseana. Nós não queremos derrotar o senador Roberto Rocha porque me parece alérgico a voto”, disse.

Eleito na chapa do governador Flávio Dino em 2014, Roberto Rocha passou a ser tratado como oposição ao grupo comunista, após intensificar criticas à atual gestão.

Na eleição municipal do ano passado em São Luís, ele tentou elevar o filho, ex-vereador Roberto Rocha Júnior à chapa de Edivaldo Holanda Júnior (PDT).  O espaço, contudo, foi ocupado pelo PCdoB.

Foi quando a aliança implodiu.

Hoje, Rocha é adversário direto de Flávio Dino para o pleito de 2018.

 

 

Hora do desembarque

Até o fim da semana passada, membros do PSDB do Maranhão trabalharam com a possibilidade de evitar a volta do senador Roberto Rocha ao partido, já que o retorno dele acarretaria mudanças de postura da legenda em relação ao governo comunista de Flávio Dino (PCdoB).

Por meio de sua assessoria, Carlos Brandão dizia que ainda não havia se reunido com Tasso Jereissati, presidente nacional tucano. Neto Evangelista, que é do primeiro escalão do governo comunista, usava verbos na condicional para dizer que poderá deixar o PSDB. Deputados estaduais como Sérgio Frota e Marcos Caldas reclamavam de não terem sido ouvidos pela direção nacional.

O fato é que os tucanos de bico duro não quiseram saber de argumentos sobre crescimento do partido graças à aliança com o PCdoB. Filiaram Roberto Rocha ao PSDB e virão, em breve, ao Maranhão para ato simbólico de filiação, e também para dar ao senador o comando do partido no estado.

Na solenidade oficial de filiação ocorrida ontem, em Brasília, tanto Jereissati quanto Geraldo Alckmin, Marcone Pirilo e José Serra deixaram claro que Roberto Rocha é o nome do partido no Maranhão.

Agora resta a Brandão, Evangelista e a todos os demais tucanos apaixonados pelos comunistas esquecerem o “amor” iniciado em 2014 com Flávio Dino ou deixar os quadros do PSDB.

E se escolherem a saída ao desembarque do colo comunista, esses tucanos terão que trilhar um caminho que garanta a eles vitória em seus projetos políticos.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Roberto Rocha chega ao PSDB para a disputa do Governo em 2018

O senador Roberto Rocha se filiará oficialmente ao PSDB na próxima quarta-feira, em Brasília.

O ato contará com a presença de lideranças nacionais da sigla. O parlamentar chega com o status de dirigente para controlar a legenda no Maranhão.

Com a filiação, Rocha assegura legenda para a disputa do Governo do Maranhão em 2018. Eleito senador em 2014 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), o agora tucano atua como adversário do comunista.

Apesar do status de dirigente, Rocha ainda deve enfrentar resistência de aliados de Dino no PSDB. Algumas lideranças já admitem deixar a sigla. Outras devem impor dificuldades ao senador na articulação do partido.

 

Esvaziado – Com a chagada de Rocha, quem sai esvaziado na legenda e praticamente sem espaços nas eleições 2018 é o vice-governador Carlos Brandão.

Pouco conhecido no eleitorado maranhense, ele fica sem legenda e sem poder de barganha junto a Dino.

Brandão é o presidente do PSDB no estado.

Mas, os dias no comando da sigla estão contados…

“Roberto Rocha não recebeu R$ 200 mil de ninguém”, diz Graça Paz

A deputada estadual resolveu posicionar-se à ofensiva do deputado Bira do Pindaré (PSB) e à ala política do governador Flávio Dino (PCdoB) contra o senador Roberto Rocha, alvo de um pedido de expulsão dos quadros do PSB [saiba mais aqui].

Além de rechaçar o pedido de expulsão, Graça Paz “cutucou” o governador Flávio Dino (PCdoB) – que teve arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sindicância para investigação no âmbito da Lava Jato, por suposto recebimento de propina da Odebrecht. [Leia mais aqui]

“Só fico imaginando e lamentando a atitude do PSB maranhense ao expulsar o senador Roberto Rocha deste partido. Por qual motivo querem expulsar o senador Roberto Rocha do PSB? Será que ele é um perigo para a política do Maranhão? Será que ele é um perigo para a candidatura do atual governador em 2018? Será que pensam isso? Eu acho que não tem nenhuma razão de ser. Porque o senador Roberto Rocha, tendo condição de ser candidato a governador, ele será candidato a governador, nada lhe impede. Ele não tem o nome sujo. Ele não recebeu R$ 200 mil, R$ 400 mil de ninguém. Pelo menos até agora nada apareceu contra o senador Roberto Rocha”, provocou.

Graça Paz também falou do prestígio do senador, eleito na chapa do governador Flávio Dino em 2014.

“Roberto Rocha é um nome respeitado neste Maranhão. Roberto não contrata ninguém para dizer aquilo que ele quer, o que ele quer ele diz pessoalmente, diz diretamente. O Roberto Rocha é assim, é afoito, eu sei que é. Destemido, eu sei que é, mas é corajoso. Ele não é covarde. E tem gente que não tolera isso, não aceita ver o senador Roberto Rocha subindo degraus, não sei por que”, finalizou.

Bira do Pindaré quer a expulsão de Roberto Rocha do PSB

Rocha é hoje adversário de Flávio Dino, por isso a intervenção de Bira do Pindaré contra o ex-aliado

A direção estadual do PSB decidiu, por unanimidade, pelo pedido de expulsão do senador Roberto Rocha dos quadros da legenda.

Trata-se de uma articulação do deputado estadual Bira do Pindaré, que ocupa o comando do diretório municipal, em São Luís, e que quer conduzir o partido a uma aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições 2018.

A decisão pela expulsão de Roberto Rocha ocorreu no fim de semana, durante o Congresso Estadual da legenda, que dentre outras coisas, consolidou a recondução de Luciano Leitoa, prefeito de Timon, à presidência estadual da sigla.

Leitoa também é aliado do governador Flávio Dino.

Roberto Rocha assumiu a liderança do PSB no Senado na semana passada.

Ele é pré-candidato a governador e rompeu politicamente com o governador Flávio Dino no ano passado, depois de não conseguir espaços para o filho – Roberto Rocha Júnior -, na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Desde então o que há entre Rocha e Dino são discussões [em redes sociais], e acusação de perseguição política e de traição.

Resta saber agora, qual será o posicionamento da direção nacional da sigla.