Marcelo Tavares diz que fica no Governo

Em meio a crise que abateu o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) no último fim de semana, com o anúncio do rompimento do deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSB) com o comunista, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), sobrinho de Zé Reinaldo, afirmou que ficará no Governo.

A declaração do pré-candidato a deputado estadual foi dada ao jornalista Gilberto Léda.

Para Tavares, não houve rompimento do tio com Dino. Ele asssegurou, contudo, que se o afastamento for confirmado por ambas as partes, isso não abalará a sua permanência no Executivo.

“Sinceramente ainda não acredito em rompimento. Mas se houver, sem nenhuma dúvida, permanecerei onde estou”, declarou.

Zé Reinaldo em busca de outros caminhos…

Embora o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) tente forçar a barra de um cenário consolidado a ponto de levá-lo a uma vitória até em primeiro turno, o fato é que nada no processo eleitoral no Maranhão está definido. Dino não sabe, sequer, que adversários enfrentará. Também não tem garantia alguma de que terá partido X ao seu dispor e enfrentará partido Y.

Ao que tudo indica, o deputado federal Zé Reinaldo Tavares, que está prestes a se filiar no DEM, decidiu colocar um ponto final em sua saga de ser um dos candidatos a senador na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

Tavares finalmente percebeu ou explicitou o que todos já sabiam: ele nunca seria escolhido pelo comunista para compor a chapa.

Com esta decisão, o deputado agora deve buscar outro candidato a governador para se aliar e assim entrar na sonhada disputa pelo Senado. Para Tavares, há dois caminhos: Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB).

Pela história dos três, é mais fácil Zé Reinaldo se juntar a Braide, caso este decida lançar candidatura a governador este ano. Por sinal, o deputado do PMN já até externou essa possibilidade.

A relação com o senador Roberto Rocha é mais difícil porque há rusgas desde 2011, com a entrada de Rocha no PSB tirando do deputado o comando do partido, e que se estenderam passando pelas eleições de 2014 – quando Tavares teve que abrir mão de ser candidato a senador na chapa de Dino – e também 2016.

Agora é esperar para saber os próximos passos do deputado federal, que pode até não conseguir o espaço que espera dentro do DEM para ter a desejada candidatura de senador.

 

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão 

PMDB rompe com Dilma e deixa Governo

Brasília - Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara, Eduardo Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer, participam da convenção Nacional do PMDB (Valter Campanato/Agência Brasil)

Brasília – Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara, Eduardo Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer, participam da convenção Nacional do PMDB (Valter Campanato/Agência Brasil)

O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29), por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou da reunião que oficializou a ruptura com o governo sob o argumento de que não desejava “influenciar” a decisão. No entanto, ele teve participação ativa na mobilização pelo desembarque do partido e passou toda a segunda-feira (28) em reuniões com parlamentares e ministros do PMDB em busca de uma decisão “unânime”.

Comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a reunião durou menos de cinco minutos. Após consultar simbolicamente os integrantes do partido, Jucá decretou o resultado da votação.

“A partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB”, enfatizou.

Após a reunião, Jucá disse que, com a decisão, o PMDB deixava bem clara a sua posiçào em relação ao governo e disse que quem quiser tomar uma decisão individual terá que avaliar as consequências.

“A partir de agora, o PMDB não autoriza ninguém a exercer cargo no governo federal em nome do partido. Se, individualmente, alguém quiser tomar uma posição, vai ter que avaliar o tipo de consequência, o tipo de postura perante a própria sociedade. Para bom entendedor, meia palavra basta. Aqui, nós demos hoje a palavra inteira”, afirmou.

A decisão do PMDB aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.

Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.

Informações do G1

Rompimento?

Edivaldo Holanda Júnior e Roberto Rocha pouco se falam

Edivaldo Holanda Júnior e Roberto Rocha pouco se falam na administração pública

O vice-prefeito de São Luís Roberto Rocha (PSB) já não recebe informação da agenda do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Os dois não se falam há semanas – e o único contato do vice com o núcleo mais próximo do prefeito se dá pela relação com o ex-deputado Edivaldo Holanda (PTC), o pai. Entre socialistas ligados a Rocha, o clima já é de distanciamento mesmo, e isolamento do vice.

Da coluna Estado Maior, de O Estado