Coren: cortes na Saúde podem comprometer a Enfermagem em São Luís

No Socorrinho do São Francisco o número de profissionais foi diminuído para plantões noturnos

O Estado – O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren) faz um alerta para a possível redução de profissionais de enfermagem e técnicos em determinadas unidades de saúde da rede municipal de São Luís depois do corte de R$ 2 milhões no orçamento da área anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde. A entidade vai provocar o Ministério Público Estadual (MP) a se manifestar sobre as possíveis consequências da redução do orçamento, já que relatórios entregues antes do corte ao MP constataram o déficit no número de profissionais.

Jhonny Marlon Campos, presidente do Coren, criticou o fato de a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) não ter convocado a entidade para debater a necessidade de cortes no orçamento, para que juntas pudessem pensar em uma solução que não comprometesse a prestação do serviço. “Nós tememos que a população fique desassistida com esta redução. Por isso, voltaremos a cobrar um posicionamento do Ministério Público”, afirmou.

Em entrevista concedida a O Estado e publicada na edição do dia 7 deste mês, a secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, informou que a redução nas verbas da saúde aconteceu após análise da equipe econômica da Prefeitura de São Luís quanto à receita para manter os serviços. Segundo a gestora da pasta, os serviços não serão afetados, mas foi necessário reduzir o número de médicos plantonistas nas unidades mistas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) municipais nos plantões noturnos e do fim de semana.

Apesar da redução, o número de profissionais atende ao mínimo exigido pelo Ministério da Saúde, garantiu Helena Duailibe. “As estatísticas da Semus mostram que são feitos um ou dois atendimentos por hora, em média, nesses horários, portanto, essa redução do número de profissionais de dois para um não compromete o atendimento e segue instruções do Ministério da Saúde, que tem portaria segundo a qual essas unidades de saúde precisam ter pelo menos um profissional por plantão”, informou à época Helena Duailibe.

Vistoria
Entretanto, o Coren informou que no ano passado realizou, junto com o MP, uma vistoria em 40 unidades de saúde, entre as quais as unidades mistas e UPAS municipais e que após as fiscalizações foi constatado que elas já atendiam com déficit no número de profissionais. “Em uma das unidades constatamos um déficit de 16 enfermeiros e 58 técnicos, o que compromete a prestação adequada dos serviços e a qualidade do trabalho dos profissionais, que ficam sobrecarregados”, afirmou Marina Apolônio de Barros, coordenadora da Unidade de Fiscalização do Coren. Como órgão fiscalizador do exercício profissional da enfermagem no estado, o Coren inspeciona as unidades de saúde de todo o estado.

Segundo a Unidade de Fiscalização do Coren, das unidades que sofrerão redução no seu quadro de profissionais, cinco já possuem cálculo de dimensionamento abaixo do necessário. O cálculo de dimensionamento é o que fixa e estabelece parâmetros para dimensionar o quantitativo mínimo de profissionais de enfermagem para assegurar uma assistência de qualidade ao paciente. Nessas instituições, foi identificado déficit de pessoal de enfermagem conforme o cálculo do ano de 2016.

Relatório
As inspeções geraram relatórios que foram entregues ao MP. Apenas a UPA da Zona Rural não consta no relatório entregue ao MP pelo Coren porque ela ainda não estava em funcionamento quando foi feita a vistoria nas unidades de saúde.

Agora, o Coren irá cobrar do órgão um posicionamento quanto à redução do orçamento municipal da saúde. “A Promotoria de Saúde já está ciente desde 2014, quando abrimos processo administrativo contra a Prefeitura de São Luís, dos problemas das unidades de saúde. Agora, queremos que ela se manifeste sobre mais estes cortes que tendem a precarizar ainda mais o serviço já prestado que carece, inclusive de materiais. Há unidades com setores desativados, porque não há materiais para atender aos pacientes”, afirmou Marina Apolônio de Barros.

Rodoviários suspendem greve de ônibus pela terceira vez

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Maranhão suspendeu pela terceira vez a greve de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus que atuam no sistema de transporte da capital.

A decisão ocorreu há pouco, em assembleia geral  da categoria, sob a orientação da cúpula do sindicato.

Os rodoviários têm ameaçado paralisar o serviço de ônibus de São Luís desde o início do mês.

Cobram reajuste salarial, aumento no ticket alimentação e melhores condições de trabalho.

O sindicato patronal, contudo, promete somente 2% de reajuste salarial, proposta rechaçada pelos motoristas, cobradores e fiscais.

Apesar de todo o imbróglio e da insatisfação da categoria, o movimento pela greve perde fôlego e vai enfraquecendo…

O declínio na Saúde de São Luís

Na campanha de 2016, Edivaldo apontou melhorias na Saúde no seu programa eleitoral

O corte abrupto de R$ 2 milhões no investimento do Executivo Municipal no setor da Saúde de São Luís, denunciado pela Associação dos Médicos dos Socorrões (Amess), evidenciou mais uma vez o vazio no discurso de campanha do prefeito reeleito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

No período eleitoral do ano passado, Edivaldo prometia ampliar os investimentos na Saúde e realizar concurso público para o setor. Promessa essa, vale ressaltar, já não cumprida no seu primeiro mandato: 2013-2016.

O prefeito também prometia no discurso, a ampliação da parceria institucional com o Governo do Maranhão para atuação conjunta nas principais áreas da administração pública. E esse tema era repetido a cada entrevista concedida, a cada ato político, e a cada evento de campanha realizado na periferia da cidade.

Pouco mais de sete meses depois da reeleição, há a efetivação de mudanças, que segundo profissionais da saúde, podem levar o setor a um colapso em São Luís.

Demissão de profissionais de vários postos de trabalho do município; diminuição de plantonistas noturnos e de escalas de fins de semana em Unidades Mistas e de Pronto Atendimento – o que diminui a capacidade no atendimento ao público; modificação também na escala de plantão – que deixa de ser de 24 horas e passa a ser de 12 horas -, o que inevitavelmente prejudicará aqueles profissionais que precisam atuar em mais de um emprego para manter a estabilidade financeira; corte no investimento em mais de R$ 2 milhões, além do atraso de salários de alguns setores no segmento.

É inegável a constatação de um declínio no setor de Saúde de São Luís na gestão do pedetista.

O discurso do “novo e da mudança”, da “parceria institucional com o Governo do Estado” e da “revolução na administração pública”, ficou na campanha e não trouxe avanço para o setor.

A realidade é outra, e maltrata não só o profissional da Saúde, mas o usuário do serviço público na capital.

Lamentável.

São Luís no foco

A recente informação de que pesquisas de intenção de votos não divulgadas apontavam para uma vantagem dos pré-candidatos Roseana Sarney (PMDB) e Eduardo Braide (PMN) sobre Flávio Dino (PMDB), em São Luís, levantaram, mais uma vez, a importância do principal colégio eleitoral nas eleições maranhenses.

A própria Roseana conviveu com o debate sobre São Luís ao longo dos seus quatro mandatos. A Ilha, sempre vista como rebelde, deu expressivas vitórias à peemedebista.
Vitórias maiúsculas.

Roseana elegeu-se no primeiro turno em 2010, com vitória ainda mais significativa por ter garantido à candidata do PMDB, também, 43% dos votos de São Luís, quase a metade do eleitorado da capital maranhense.

Roseana consolidou-se como liderança também na capital maranhense ao garantir quase a metade dos votos ludovicenses, mesmo tendo como concorrentes um candidato que já havia comandado a cidade por três mandatos – Jackson Lago (PDT) – e outro que havia disputado um segundo turno há apenas dois anos – Flávio Dino (PCdoB).

A presença de Braide nas cabeças do eleitorado ludovicense também não é surpresa, já que o deputado acaba de sair de uma surpreendente disputa pela Prefeitura, na qual saiu de 2% para um segundo turno em que só perdeu porque as máquinas do governo e da prefeitura operaram dia e noite contra sua candidatura.

Flávio Dino, portanto, mesmo no comando dessas máquinas, terá que se virar em 2018 para garantir percentual do eleitorado de São Luís que lhe garanta vitória. Porque os números mostram o contrário.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Marcial Lima defende política de preservação ambiental em São Luís

Preservação ambiental em São Luís foi o tema da palestra do vereador Marcial Lima (PEN), realizada nessa quinta-feira (1º), no auditório do Sesc Turismo, no bairro do Olho d’Água. O assunto é um dos que mais preocupa o vereador, que defendeu a criação de um plano urgente sobre a resolução do lixo na capital maranhense.

Marcial Lima explicou a necessidade em se criar mecanismos que consigam diminuir a poluição na cidade. Dentre as alternativas está a realização de uma campanha permanente em escolas criando disciplinas voltadas para a discussão ambiental e o cumprimento da Lei de Muros e Calçadas.

“São Luís precisa de um plano urgente da resolução do lixo. É preciso criar um aspecto no sentido que as pessoas possam respeitar a coleta de lixo e que a prefeitura inicie, nas escolas, uma campanha permanente criando disciplinas voltadas para a discussão ambiental. A prefeitura está gastando muito dinheiro com a limpeza publica e não está conseguindo resolver o problema porque não tem, em vários locais, a parceria com boa parte da população, que ainda descarta lixo em terrenos baldios. Tem de fazer cumprir a Lei de Muros e Calçadas já existente”, afirmou o vereador do PEN.

Durante a palestra, Marcial Lima defendeu um plano de arborização para São Luís com a parceria das universidades da cidade. Além disso, o vereador cobrou do governo do Estado uma definição sobre o esgoto jogado nas praias e disse estar disposto a sensibilizar a bancada federal maranhense sobre a revitalização dos rios de São Luís.

Reajuste de tarifa de ônibus: a incoerência no discurso de Edivaldo…

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tenta, por meio da mídia, desqualificar a relação que se faz entre a greve dos rodoviários, marcada para a próxima segunda-feira e um possível reajuste de tarifa de ônibus em São Luís.

Classifica de maldade, falta de informação e até de perseguição política, a atitude de quem se atreve a cogitar o novo aumento da passagem de ônibus.

Mas Edivaldo não tem razão.

E basta fazer a relação entre os últimos reajustes de tarifa de ônibus na capital, com as últimas greves de motoristas, cobradores e fiscais que atuam no sistema de transporte rodoviário da capital.

Em março de 2016, por exemplo, o prefeito autorizou o reajuste de 11,8% no valor das tarifas, na véspera de um feriado, após se arrastar um imbróglio entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e o Sindicato das Empresas de Transportes (SET) [reveja aqui].

Na ocasião, o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Canindé barros, afirmou que o reajuste correspondia apenas à reposição da inflação e admitiu que a pressão dos empresários era para que o aumento fosse de 22%.

Em junho de 2014 [reveja] outro episódio semelhante. Rodoviários cobravam reajuste de salários. Empresários sustentavam a impossibilidade de conceder o reajuste, se não houvesse aumento de receitas.

Resultado: o prefeito cedeu ao SET e aumentou a tarifa.

 

O mesmo já havia ocorrido em 2013, primeiro ano da gestão pedetista.

Portanto, por mais que o prefeito tente desqualificar quem faz a relação hoje, a tentativa será frustrada.

O histórico de sua gestão dá razão justamente aqueles que temem pelo novo reajuste de tarifa.

Afinal, a população terá mais uma vez de pagar a conta?

Wellington propõe discussão em prol de ambulantes de São Luís

Dezenas de vendedores ambulantes dos Terminais de Integração de São Luís, solicitaram ao deputado estadual Wellington do Curso (PP), para realizar, uma Audiência Pública com a Prefeitura, MOB, Ministério Público, Defensoria Pública, Consórcio Administrador dos Terminais, Sindicato dos Vendedores e a Sociedade Civil. A Audiência Pública irá acontecer às 15h, do dia 4 de maio, no Auditório Plenarinho da Assembleia Legislativa.

Na última semana, o deputado Wellington recebeu os vendedores ambulantes na Assembleia. E contaram que foram expulsos há cerca de dois meses dos Terminais. A reunião teve por objetivo ouvir as principais reclamações dos vendedores. Após ouvi-los, o deputado Wellington foi solicitado a realizar uma Audiência Pública com todos os órgãos competentes.

“Eu recebi os vendedores na Assembleia para ouvir suas demandas. Sou ex-vendedor de fruta de rua, sou ex-feirante e como ex-ambulante não poderia deixar de prestar apoio a essas famílias. É triste, é lamentável saber que todos os trabalhadores que foram despejados são pais de famílias que trabalhavam nos terminais como vendedores ambulantes. Eles só querem uma solução, como nunca tiveram, e foram expulsos, agora, querem pelo menos uma conversa com as autoridades competentes. Não cabe a mim enquanto deputado, fornecer a permissão ou concessão para que utilizem os espaços dos terminais da integração, mas quero ajudá-los, intermediar essa conversa, esse diálogo com a Prefeitura de São Luís e que entrem em comum acordo, o que não pode, é ficar como está, dezenas de pais de famílias sem ter onde trabalhar”, disse Wellington.

Rodoviários asseguram paralisação de 100% da frota de ônibus em São Luís

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão assegurou há pouco paralisação de 100% da frota de ônibus em São Luís.

Na noite de ontem, uma decisão da Justiça do Trabalho determinou circulação de 60% da frota, sob pena de multa ao sindicato.

Não adiantou.

Os trabalhadores prometem ignorar a decisão e manter a “greve geral” até às 18h de hoje.

Até o momento, 7h30, não há registro de ônibus em circulação na capital. A mobilização faz parte da “Greve Geral” do país, uma forma de protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

Desde às 5h, manifestantes bloquearam a Barragem do Bacanga e a entrada e saída de São Luís na BR-135.

 

Justiça começa a ouvir acusados por ataques a ônibus de São Luís

O juiz titular da 3ª Vara Criminal da Capital, José Gonçalo de Sousa Filho, iniciou nesta quinta-feira (27) a série de audiências de instrução para colher os depoimentos das testemunhas e dos acusados de participação nos eventos criminosos ocorridos em São Luís, nos dias em que antecederam as eleições de 2016, incluindo ataques a ônibus e prédios públicos.

Serão ouvidos, pessoalmente e por videoconferência, 36 integrantes de facções criminosas (Bonde dos 40, Primeiro Comando da Capital – PCC, Primeiro Comando do Maranhão – PCM e Comando Vermelho – CV), dos quais 12 estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, 23 no presídio federal de Mossoró (RN) e um está solto, portando tornozeleira eletrônica.

Na audiência desta quinta-feira (27), o juiz leu a denúncia e colheu o depoimento do delegado de Polícia, Odilardo Muniz Lima Filho, que junto com os delgados André Luís Gossain e Thiago Matos Bardal, foi arrolado como testemunha.

A peça do Ministério Público foi lida na presença dos acusados que estão presos em São Luís e assistida por meio de videoconferência pelos acusados que se encontram recolhidos no presídio do Rio Grande do Norte.

Participaram da audiência a promotora de justiça Lize de Maria Brandão de Sá Costa, que assina a denúncia, a defensora pública Marta Beatriz de Carvalho Xavier e os advogados dos acusados.

Os fatos – conforme a denúncia do Ministério Público, as diversas facções criminosas, por meio das lideranças custodiados no Complexo de Pedrinhas, selaram trégua em suas divergências e se uniram numa ação orquestrada em São Luís, que resultou em ataques incendiários a ônibus e prédios públicos (bancos e escolas) e também contra agentes penitenciários e policiais.

Tais operações foram denominadas “Salve Geral” e tinha por objetivo garantir direitos aos presos e denunciar suposta opressão do poder público. O Ministério Público sustenta que, para viabilizar a execução do plano, os líderes das facções organizaram greve de fome nos presídios, suspenderam as visitas familiares e íntimas e rasgaram uniformes, fazendo com que os presos usassem somente cuecas.
O Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, no entanto, identificou a trama em curso e a levou ao conhecimento das autoridades policiais competentes. As informações colhidas pelo Serviço de Inteligência indicavam que os ataques a ônibus e prédios públicos se estenderiam até o período das eleições, para chamar a atenção das autoridades e atrapalhar o pleito.

O Ministério Público relata que foi formado então um grupo de investigação policial para salvaguardar a sociedade, identificar e efetuar a prisão dos possíveis autores das ações. Mesmo assim, no dia 27/09/2016, no início da noite, as organizações criminosas inauguraram os eventos prometidos, executando ataques em diversos pontos da cidade, como Bairro de Fátima, Coroadinho/Bom Jesus e Tibiri. Além dos ataques a ônibus e prédios públicos, houve registros de homicídio, roubo e mais uma série de atos criminosos, que se estenderam até o dia 02/10/2016, dia em que ocorreu o primeiro turno das eleições.

Relação com os 36 acusados – Wilton Moreira Cunha, Wilton Torres, Hailton Silva, Alexsandro Silva Marques, Mauro Soares Alves, Fábio Coelho Santos, Eliakim Davila Machado, Hilton Jhon Alves de Araújo, Robson Bruno Pereira de Oliveira, Josué Gusmão Sousa Júnior, Elvis Leno Vale da Silva, Jefferson de Souza Lopes, Jaciel Jorge Nazareno Moreira, Fábio André Farias, Marcos André Silva Vieira, Alexandro Oliveira Ribeiro, Cilas Pereira Borges, Wlderley Moraes, Jorge Henrique Amorim Martins, Flávio Mendonça Costa, Gustavo Alves Feitosa, William de Oliveira Costa, Glacenilson Raimundo Santos, Glaciel Silvestre Santos, Cristiano Nunes Moraes, Edson Mendanha Mendes, Sérgio Luís Santos Alves, Genilson Pereira, Ricardo Costa da Silva, Moabe Santos Ferreira, Leanderson Nonato dos Santos, Kenny Aleson Rabelo Frazão, Rones Lopes da Silva, Henrique Borges Chagas, Mircio Bruno de Sousa e Antônio da Silva Mendes.

Iniciada campanha de vacinação contra a gripe em São Luís

Cinco dias depois de completar 60 anos, a doméstica Marileide Soares cumpriu um importante compromisso com sua saúde, indo à Unidade Básica do São Francisco para tomar, pela primeira vez, a vacina contra a gripe. A idosa foi uma das pessoas que procuraram nesta segunda-feira (17), uma das 62 unidades de saúde da rede municipal, onde começou a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A campanha é realizada pelo Ministério da Saúde e coordenada pela Prefeitura de São Luís, na capital maranhense. A ação de saúde se estende até 26 de maio, com o “dia D” programado para o dia 13.

O primeiro dia da campanha transcorreu normalmente, sem filas nem demora nos postos. “Estou entrando na melhor idade e sei que a gente tem que se cuidar, por isso, a partir de agora vou vacinar todos os anos porque a gripe é uma doença que maltrata muito”, afirmou a doméstica Marileide Soares.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), a meta é vacinar 80% do público alvo, que este ano inclui professores de escolas públicas e privadas que estejam em atividade, além de pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a 4 anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, indígenas, portadores de doenças crônicas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, orienta a população a procurar logo os postos. “A cidade está tendo uma variação climática muito grande que favorece o aparecimento de casos de gripe e essa vacina demora cerca de duas semanas para fazer efeito; por isso, quanto mais cedo o público alvo procurar o posto de vacinação melhor porque fica imunizado com mais antecedência”, explica Helena Duailibe.

A secretária de Saúde lembra que é indispensável levar o cartão de vacinação, mas se não tiver, pode ser feito na unidade. Pessoas com mais de 60 anos devem apresentar o RG e aqueles que têm doença crônica ou autoimune devem levar o relatório médico comprovando a patologia. Para os professores é exigida a comprovação da atividade profissional.